quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Denise Assis: O mundo precisa escutar Jeffrey Sachs

O economista Jeffrey Sachs, ao discursar na condição de presidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, lembrou que a Liga das Nações fracassou nos anos 1930 por não conseguir impor o respeito ao direito internacional, abrindo caminho para a Segunda Guerra Mundial. A ONU, segundo avivou, surgiu como uma segunda tentativa da humanidade de colocar a lei acima da anarquia internacional, com o objetivo explícito de poupar as gerações futuras do flagelo da guerra. “Na era nuclear, esse fracasso não pode se repetir. Não haveria uma terceira chance”, advertiu.

É isso, senhores. Não haverá uma terceira chance. Enquanto analistas se esmeram em debulhar números em torno das reservas de petróleo, a medir milimetricamente a quantas anda a queda do PIB na Venezuela, o mundo se esfarela rumo a uma nova fase de barbárie. E não haverá uma terceira chance. Repito a advertência de Sachs, da condição da minha desimportância, apenas para debelar da consciência a omissão.

Sim, como bem descreveu Antonio Scurati, em seu “Mussolini o Filho do Século”, além da Segunda Guerra, a crise estabelecida no mundo após a primeira pariu a barbárie e, com ela, o fascismo e tudo o que veio depois. Está na hora de um novo freio de arrumação.

Tudo tem duas faces, e o que vimos no sábado, dia 3, com o assalto à Venezuela, para sequestrar o chefe de Estado, não foi apenas um país se colocar acima das leis que deveria gerir o mundo inteiro. Foi o alerta que agora nos lança Sachs, de que há uma nova barbárie descortinada no cenário mundial enquanto o império se apropria do que vê pela frente, ante o imobilismo dos falidos organismos internacionais.

A ONU não deu conta de frear o genocídio em Gaza, porque o Conselho de Segurança é composto por um conjunto de países privilegiados por regras que já escolheram, lá atrás, na sua composição, um domínio desses sobre os demais. Foram pinçados os países vitoriosos, que saíram da Segunda Guerra com poder e “grandeza”.

Assim, já na origem com feições de supremacia para alguns, em detrimento de muitos, a ONU tem falhado sistematicamente, demonstrando o seu caráter meramente decorativo, como quando ignorada por George Bush, em 2003, que, sem passar pela regra instituída no Direito Internacional de submeter ao Conselho a sua decisão, foi invadir um país na Ásia Ocidental. E são muitos os exemplos. Sem freios, regras ou quem coloque limites nas relações internacionais, ou no funcionamento do mundo — que é do que estamos falando —, os “mais fortes” vão avançando sobre os demais, criando um “salve-se quem puder”.

A ONU era uma segunda tentativa de criar uma união de nações com o propósito de estabelecer relações amistosas entre os países. A primeira tentativa, como bem apontou Sachs, a formação da Liga das Nações ao fim da Primeira Guerra Mundial, fracassou em seus objetivos.

A segunda oportunidade, a Carta da ONU, nos termos de sua fundação, afirmava em seu preâmbulo que “Nós, os povos das Nações Unidas, decididos: a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra que por duas vezes, no espaço de uma vida humana, trouxe sofrimentos indizíveis à humanidade”. Nasceu com o propósito de “reafirmar a nossa fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres, assim como das nações, grandes e pequenas”, tendo como primeiro objetivo “manter a paz e a segurança internacionais e para esse fim”.

A instituição se propôs a “tomar medidas coletivas eficazes para prevenir e afastar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão, ou outra qualquer ruptura da paz e chegar, por meios pacíficos, e em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, a um ajustamento ou solução das controvérsias ou situações internacionais que possam levar a uma perturbação da paz”. Não deu conta.

Tudo isso foi esquecido, “despraticado”, ignorado. Agora, quando o mundo aprendeu a naturalizar todas as agressões, violências e transgressões, no palco das suas instalações o que se vê é um teatro, onde os discursos cumprem o seu papel na diplomacia, mas as decisões são ignoradas pela mira das armas, cada vez de maior porte.

Não há outro caminho a não ser parar tudo e novamente estabelecer tratados e propósitos a serem seguidos, hipoteticamente, mas preferencialmente por todos. Sem “Conselho de Segurança”, que no momento só segura e assegura o poder dos Estados Unidos sobre os demais, acossados que estão por dívidas, favores, controles, regras de submissão.

Discurso vazio, dirão vocês. Certo. Tão vazio quanto todos os itens estabelecidos na Carta da ONU que há muito foram abandonados. Mas é preciso repetir, reivindicar, denunciar a inoperância da ONU, do seu Conselho e de seus ditames. Aos 80 anos, a ONU sofre de osteoporose. Seus ossos já não sustentam a musculatura original. Não é mais de respeito ao Direito Internacional que se está falando. É de uma verdadeira harmonização moral, de princípios e de autoridade.

Ou a instituição tem e faz valerá sua autoridade sobre todos — eu disse todos —, ou vamos ser esmagados pelo poderio bélico de Donald Trump, que se jacta de “poder” e “fazer” porque pode. E pode porque tem armas, por enquanto, maiores que os países na sua mira.

Unidos, outros também poderosos deveriam reformular a composição desse Conselho, ou eliminando esse núcleo, colocando os demais em pé de igualdade, ou dando poder à maioria para decidir. Assim, enquanto o autor das traquinagens for também o autor de um único veto que desanda o jogo mundial, vamos novamente desembocar na barbárie.

Sachs deixou claro em sua fala: “Essas medidas (adotadas por Trump contra a Venezuela, grifo meu) são ilegais de acordo com a Carta da ONU e normalmente resultam em violência contínua, conflitos letais, instabilidade política e profundo sofrimento da população civil. O histórico recente dos EUA em relação à Venezuela também é claro. Em abril de 2002, os EUA tinham conhecimento e aprovaram uma tentativa de golpe contra o governo. Na década de 2010, os Estados Unidos financiaram grupos da sociedade civil que participavam ativamente de protestos antigovernamentais. Quando o governo reprimiu os protestos, os EUA seguiram com uma série de sanções”.

Não é mais sobre Venezuela. É sobre o futuro da humanidade, como nos lembra o economista. Por favor, vamos ouvir o que nos diz o senhor Jeffrey Sachs.

¨      Ataque à Venezuela lembra invasão ao Iraque, diz ex-subsecretária de Defesa dos EUA

O aumento das tensões entre Estados Unidos e Venezuela nos últimos meses e da presença militar americana no Caribe levou muitos analistas a acreditarem na possibilidade de uma invasão por terra dos EUA ao território venezuelano — como de fato aconteceu na madrugada de 3 de janeiro de 2026. Mas a decisão americana de permanecer no país e de tomar o controle da indústria do petróleo da Venezuela não estava nos principais cenários de quem acompanhava de perto o assunto.

No caso de Jana Nelson, ex-subsecretária de Defesa dos EUA para o Hemisfério Ocidental, havia pelo menos duas razões para que ela não considerasse que o governo de Donald Trump estaria disposto a entrar na Venezuela para explorar o petróleo venezuelano. Uma é a rejeição do eleitorado do republicano ao envolvimento dos EUA em guerras e mudanças de regime. O outro é a própria situação da indústria petroleira venezuelana, que, segundo ela, foi destruída nas últimas décadas sob Hugo Chávez e Nicolás Maduro. "Todos os três processos, de extração, de refino e de distribuição estão em apuros. Não é algo que simplesmente de um dia para o outro se consegue resolver", ela aponta, em entrevista à BBC News Brasil.

Depois de atacar a Venezuela e de capturar Maduro, Trump afirmou que sua gestão tomaria o controle da infraestrutura petroleira do país, que seria recuperada e operada por empresas americanas para que, então, os EUA pudessem vender petróleo venezuelano para outros países. "O argumento é ingênuo, mas esse governo tende a buscar soluções simples para problemas complexos", ela opina.

Olhando para o histórico de operações militares em larga escala pelo mundo, Nelson compara o ataque à Venezuela à invasão ao Iraque em 2003: "Pelo elemento petróleo, pelo elemento injustificado da retirada de governo e presença [americana] também".

E alerta que o momento atual é muito diferente da última vez em que os EUA invadiram um país da América Latina e retiraram um líder do poder, como aconteceu com Manuel Noriega no Panamá em 1989. "A Venezuela é um país três vezes maior, tanto geograficamente quanto em população. Tem 20 anos de desinstitucionalização do governo", ressalta. "A situação é muito mais grave."

>>>> Leia, a seguir, a entrevista.

  • Há menos de um mês a senhora comentou em entrevista que não descartava hipótese de invasão terrestre dos Estados Unidos à Venezuela, o que de fato aconteceu. O anúncio de que os EUA decidiram administrar o país surpreendeu?

Jana Nelson - Isso foi uma surpresa. Acho que para todo mundo. A população americana, em particular a base MAGA [Make America Great Again, ou "faça a América grande de novo", em tradução literal] do presidente Trump, tem dito em pesquisas de opinião várias vezes que eles não estão interessados em mudança de regime, eles não estão interessados em maiores guerras. Inclusive eles elegeram o presidente Trump para acabar com guerras. Ele, o próprio presidente Trump, tão orgulhoso de ser um presente da paz... Então a ideia de que os Estados Unidos agora vão não só invadir a Venezuela, como governar o país é realmente uma surpresa para todo mundo.

A pergunta que eu acho agora é: como chegamos a esse ponto? A conferência de imprensa que ele [Trump] deu, indicou que ele está negociando com a vice-presidente, Delcy [Rodriguez] em troca de petróleo. Então, os líderes legitimamente eleitos, o Edmundo Gonzalez, com o apoio da Maria Corina Machado — que todos nós assumimos que seriam os próximos líderes da Venezuela, porque, afinal de contas, é o que a população da Venezuela quer —, esses indivíduos aparentemente foram traídos pelo presidente Trump em troca de petróleo, e estamos trocando um governo autoritário do Maduro por outro que agora é da Delcy Rodriguez, a vice-presidente. (Diante de denúncias de fraude eleitoral e de falta de transparência, diversos países não reconheceram o resultado da última eleição presidencial na Venezuela, em que Maduro disse ter sido reeleito, e apontam vitória da oposição) Tudo isso é muito diferente do que nós imaginávamos. Claramente, o presidente está muito mais interessado em petróleo do que em democracia.

  • Quando foi a última vez que os EUA fizeram algo parecido, no Afeganistão em 2001 e no Iraque em 2003?

Nelson - Com certeza o elemento de petróleo remete mais ao Iraque do que ao Afeganistão. No fim das contas, no Afeganistão foi um grupo [Al Qaeda] que atacou os Estados Unidos. Acho que nenhuma invasão é justificada. A soberania sempre deve ser primada, mas, se você quiser botar as diferentes invasões americanas em ordem, eu acho que a que seria mais parecida é com certeza a do Iraque, pelo elemento petróleo, pelo elemento injustificado da retirada de governo e presença [americana] também — porque agora o presidente Trump diz que vai estar governando a Venezuela. Os Estados Unidos governaram o Iraque por muitos anos.

  • Falando em petróleo, Trump anunciou que os EUA vão administrar a Venezuela, tomar o controle da infraestrutura de petróleo, levar as empresas americanas para assumir e recuperar a infraestrutura e vender petróleo para outros países. Como a gente deve enxergar essa decisão?

Nelson - É um pouco ingênua, porque não é tão fácil. A indústria de petróleo da Venezuela foi destruída depois de mais de 15 anos, 20 anos, se você contar o [Hugo] Chávez. Então você tem uma PDVSA, e uma Chevron também, que não produzem nos níveis que deveriam. Você tem um processo de refino que não tem capacidade de absorção a níveis altos e até a própria distribuição do petróleo venezuelano, que era majoritariamente feita através da Citgo, que é uma companhia de gasolina nos Estados Unidos, a Citgo também está em apuros econômicos, vai declarar o capítulo 11 de bancarrota nos Estados Unidos. Então todos os três processos, de extração, de refino e de distribuição estão em apuros. Não é algo que simplesmente de um dia para o outro se consegue resolver. Então o argumento é ingênuo, mas esse governo tende a buscar soluções simples para problemas complexos.

  • Trump também falou que não tem medo de colocar "boots on the ground" ("botas no chão", em tradução literal) se necessário, se referindo a uma possível presença militar americana na Venezuela. Qual a possibilidade de as Forças Armadas da Venezuela não aceitarem de bom grado uma presença americana, ou mesmo das milícias organizadas pelo governo Maduro nos últimos anos?

Nelson - Se realmente quiser tomar o território venezuelano, o presidente Trump tem a capacidade logística de fazer isso, tanto de força naval quanto de força aérea. A parte do Exército, de presença militar, está ainda aquém do que ele necessitaria para tomar o território venezuelano, mas ele tem a capacidade naval e a capacidade aérea para fazê-lo hoje. E as Forças Armadas venezuelanas não teriam como responder de maneira adequada. A questão realmente é quanto ele quer se dedicar a uma operação militar. Eu não me preocuparia tanto com a resistência do Exército e das Forças Armadas venezuelanas.

  • E em relação a milícias? Alguns venezuelanos têm medo de uma possível guerra civil ou de conflitos internos, alguma coisa que piore ainda mais a situação de quem está lá dentro.

Nelson - As milícias estão sob o controle do Diosdado Cabello [atual ministro do Interior]. São entidades de inteligência e de controle civil, que não são polícia, que não são Forças Armadas, que ficam no meio do caminho. São grupos pequenos, controlados por um membro do governo do regime, com a função de acabar com a oposição e de encontrar indivíduos que poderiam ser presos e também torturados. Isso existe. Agora, não são muito organizados, são grupos pequenos. Se você não tiver o Diosdado controlando, esses indivíduos simplesmente vão desaparecer. Um e outro será descoberto e levado à Justiça, mas a maioria vai simplesmente desaparecer com o tempo.

  • Como o restante da América Latina deve encarar o que aconteceu? Rubio falou que, se fosse o governo de Cuba, estaria preocupado nesse momento.

Nelson - Olha, eu acho muito pouco provável qualquer outra invasão, porque eles não iam ter justificativa. Com o Maduro já era muito fraca. Por mais que o secretário Rubio não esteja de acordo, a liderança em Cuba é uma liderança que é eleita da maneira que eles fazem suas próprias eleições. Então, expandir esse processo para Cuba ou para qualquer outro país será muito difícil de justificar, tanto domesticamente quanto de apoio internacional. Maduro, em particular, é um líder pária, poucos países apoiavam ele. Inclusive o próprio Brasil tinha mantido uma posição muito neutra, porque, quando Maduro perdeu as eleições por 37% dois anos atrás, ele deixa de ser um líder legítimo da Venezuela. E o Brasil já não reconhecia ele como líder legítimo da Venezuela. Eu acho que o Rubio simplesmente está aproveitando a oportunidade para mandar uma mensagem para Cuba, que, no fim das contas, não vai ter "dentes" para ser implementada.

  • Na sua avaliação, quais as razões por trás da invasão?

Nelson - O presidente muito claramente disse que a motivação dele é petróleo. O que ele quer é aumentar a produção petroleira, ter acesso ao petróleo da Venezuela para os Estados Unidos e devolver às companhias que foram expropriadas os seus legítimos, digamos, equipamentos, materiais, etc. Isso foi há 20 anos atrás. Então, assim, se isso é possível, não sei. A única companhia que realmente se beneficiaria seria a Chevron. Então eu imagino que os atuais dirigentes da Chevron estejam muito preocupados em serem associados a esse tipo de ação militar. Mas foi isso que o presidente falou na conferência de imprensa. Eu também acho que há motivações políticas, porque, no fim das contas, vários membros da administração Trump são pessoas que vêm da Flórida. O próprio presidente Trump passa muito tempo na Flórida, e o meio político na Flórida é favorável a uma mudança de regime na Venezuela. Você também tem a questão da migração. Não sei se você percebeu, mas na conferência de imprensa estava o Stephen Miller, que é, essencialmente, o czar de imigração do governo americano. E uma das principais fontes de migrantes até os Estados Unidos tem sido a Venezuela - não só nos Estados Unidos, mas em toda a América Latina. É uma crise migratória gerada pelo Maduro, pela Venezuela. Então o argumento deles é, entre aspas, resolver o problema da Venezuela resolve também ou ajuda a resolver o problema da migração nos Estados Unidos.

  • E a questão do aumento da influência americana na região? Quando a Estratégia de Defesa Nacional foi divulgada recentemente falou-se muito sobre isso, por conta da referência à Doutrina Monroe. A gente pode encarar esse episódio como parte desse esforço para aumentar a interferência e a influência americana na América Latina?

Nelson - Eu acho que a parte mais preocupante do documento que saiu recentemente continua sendo a falta de interesse [dos EUA] em apoiar a Europa quando eles estão recebendo ameaças da Rússia. [Olhando para a América Latina], claramente, o presidente Trump tem um interesse na região. Ele governa através da nostalgia. Ele é um presidente dos anos 80, no qual as guerras da América Central foram muito presentes. A América Latina e o Caribe foram muito presentes e centrais durante o governo Reagan, durante o auge, digamos, do presidente Trump, quando ele tinha os seus 40 anos, estava Nova York. Foi um momento muito formador da visão de mundo dele. Então ele está trazendo aquele momento de volta para hoje, numa situação muito diferente.

Mas eu continuo achando que a parte mais preocupante do documento não é a referência à América Latina. Eu não acho, como já comentei, que ele vai sair invadindo vários países. Não é assim também, ele não pode fazer isso sozinho. Ele precisa do apoio de outras pessoas, e ele não vai ter esse tipo de apoio das pessoas no gabinete dele pra sair invadindo. Então, o que é mais preocupante é deixar a Europa abandonada num momento relativamente fraco, no qual ela não é capaz de se proteger de uma invasão da Rússia — que eu não acredito que seja iminente, mas também não acho que seja improvável.

  • A última vez que os Estados Unidos invadiram um país da América Latina e retiraram o presidente foi em 1989 com o Noriega no Panamá. Como alguém que estuda as incursões militares americanas na região, como a senhora vê o episódio atual?

Nelson - O Panamá foi muito diferente, no sentido de que é um país menor, onde a gente já tinha muita presença militar por causa do canal. Nós não precisávamos levar pessoas para lá. E você tinha um governo que podia tomar posse. A Venezuela é um país três vezes maior, tanto geograficamente quanto em população. Tem 20 anos de desinstitucionalização do governo. Não tem um governo que funcione, que no caso o Panamá tinha. Nós estamos tendo que mover pessoas para dentro e nós não temos pessoas suficientes. Embora tenha tido um aumento militar muito grande no Caribe, a gente ainda não tem pessoas, indivíduos suficientes para poder invadir a Venezuela como a gente tinha no caso do Panamá, então, a situação é muito mais grave.

 

Fonte: Brasil 247/BBC News Brasil 

 

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