quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O atual cenário na Venezuela

Na madrugada do dia 03 de janeiro de 2026, os EUA lançaram uma operação de decapitação contra o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro. Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram sequestrados e levados para território estadunidense. Em coletiva de imprensa imediatamente seguida à operação criminosa, o Ministro da Defesa da Venezuela, o General Vladimir Padrino Lopez afirmou que os EUA alvejaram localidades estratégicas civis e militares. Alguns dos alvos são: a base aérea Generalíssimo Francisco de Miranda (base aérea La Carlota) localizada muito perto da região metropolitana de Caracas; o aeroporto internacional Simón Bolivar (o principal do país) localizado na província de La Guaira e Forte Tiúna, uma das principais instalações militares do país também localizado próximo à capital, Caracas. No total, segundo a nota oficial do governo venezuelano, além de Caracas e La Guaira, os EUA também realizaram ataques em Miranda e Aragua. Há ainda muitas especulações sobre o que possibilitou o ataque e sobre o que os EUA poderão fazer em seguida. Uma coisa, porém, é certa: há precedente histórico na própria América Latina para o acontecido.

Em 1990, coincidentemente, no mesmo dia, 03 de janeiro, os EUA submeteram a capital do Panamá, Cidade do Panamá, a intensos bombardeios deixando vários panamenhos mortos e feridos em um dos episódios mais sangrentos da história do país. Após o ataque, o então presidente do Panamá, o general Manuel Antonio Noriega, fora sequestrado, levado para os EUA e julgado sob acusações de narcotráfico e de facilitar o trânsito de drogas utilizando as estruturas burocráticas do país. Também é notório o caso de Salvador Allende, presidente do Chile eleito em 1970, que em 1973 se recusou a deixar o cargo e permaneceu no assento presidencial no Palacio de La Moneda, sede presidencial do governo chileno, até ser alvo de brutais bombardeios pelas Forças Armadas Chilenas no contexto de um golpe de estado também apoiado pelos EUA.

É importante colocar o acontecido contra a República Bolivariana da Venezuela e seu líder Nicolás Maduro em perspectiva com os casos de Manuel Noriega e Salvador Allende para compreendermos o padrão que há na condução das relações entre EUA e estados latino-americanos, onde operações de decapitação não possuem ineditismo. Por outro lado, é também necessário entender a particularidade da experiência venezuelana e onde ela se difere desses dois outros casos. Com efeito, a Venezuela não é o Panamá e nem o Chile. O presidente panamenho, Manuel Noriega, que era ele mesmo antigo colaborador dos EUA e da CIA na região, foi quase que pego de surpresa pela operação, uma vez que pouco tempo antes, em outubro do ano anterior (1989), tinha sido detido por forças panamenhas com a intenção de entregá-lo para julgamento em Washington. O então presidente George H. W. Bush recusou recebê-lo.

Já no caso do Chile, Salvador Allende, socialista democrata e popular, já vinha sofrendo constantes ameaças e boicotes de setores da burguesia, mas insistia em uma transição gradual e pacífica para o socialismo. A tentativa de transição não resistiu ao acúmulo das tensões. Manuel Noriega vinha de carreira militar e tinha sido aliado dos EUA, não tinha apoio popular e foi sequestrado sem resistência. Salvador Allende era popular, mas não tinha as forças armadas alinhadas ao seu programa político, tampouco a população estava mobilizada a ponto de fazer frente à ameaça militar dos golpistas apoiados pelos EUA.

A situação na Venezuela é completamente diferente desses casos em ambos os sentidos e parece superar dialeticamente as suas fraquezas. Diferentemente de Noriega, o chavismo e seus líderes nunca foram alinhados a Washington. Pelo contrário, desde a primeira eleição de Hugo Chavez e do nascimento da República Bolivariana da Venezuela os EUA conspiram contra a política de autodeterminação no país. Vale lembrar, por exemplo, que em 2002, durante o seu primeiro mandato, Hugo Chávez sofreu um golpe de estado apoiado pelos EUA. Hugo Chavez então é recolocado no poder após intensa mobilização popular que incluía o baixo oficialato do exército. Hugo Chavez foi literalmente arrastado para fora da prisão e o colocado de volta no assento presidencial. Diferente do que aconteceu no Chile, na Venezuela, foi o povo organizado que se insurgiu contra o golpe contra Hugo Chavez. Além disso, tal como assinalou o próprio Chavez em entrevista a Breno Altman, a experiencia socialista venezuelana apesar de, tal como a chilena, ser democrática e pacífica, ela é acima de tudo armada. Manuel Noriega não tinha o povo, Salvador Allende o tinha, mas não tinha a organização e nem as armas; o chavismo tem os três e, portanto, possui uma capacidade de resistência superior à do Panamá e do Chile.

Por que então não resistiram? Por que Nicolás Maduro foi capturado aparentemente tão facilmente? Houve traição por parte do exército? Ainda estamos no calor dos acontecimentos e há muita especulação sobre o que aconteceu. (Levanta-se até mesmo hipóteses absurdas como a de que a Rússia teria entregado a Venezuela em troca da Ucrânia (???)). Embora difícil, é necessário calma no momento. É necessário se ater à história, aos conceitos e às evidências concretas para construirmos análises com auxílio do cérebro e não do fígado.

Em primeiro lugar, é possível que tenha havido traição? Possível é, porém, improvável. Mais importante, é difícil afirmar peremptoriamente isso em uma análise. As evidências disponíveis a partir da história e das tendências políticas concretas não apontam para uma traição a partir do alto comando do exército bolivariano visto que este é quase que cem porcento alinhado ao projeto político bolivariano. Durante a tentativa de golpe de estado em 2002, Vladimir Padrino López, por exemplo, então coronel do Batalhão de Infantaria Simón Bolívar no Fuerte Tiuna, agora general e Ministro da Defesa, se recusou a levantar-se contra o presidente deposto. Ele é um dos homens do núcleo de poder da República Bolivariana. É mais provável que o que aconteceu ontem na Venezuela seja resultado de uma operação de infiltração, uma vez que Donald Trump já havia admitido antes que havia agentes estadunidenses realizando operações encobertas no pais desde agosto do ano passado.

Em segundo lugar, é uma conclusão precipitada e equivocada dizer que não houve resistência, acredito que esse tipo de conclusão seja tirada principalmente pelo grau de teatralidade que operações de decapitação em geral possuem. É necessário, porém, analisar os seus efeitos concretos. Operações de decapitação são comuns contra grupos não-alinhados, porém, elas só têm o efeito que tiveram no Chile e no Panamá quando há um conjunto de outras condições favoráveis para tal. Outros episódios de decapitação onde essas condições não se realizam, mostram que essa operação por si só não é suficiente para desmontar a resistência.

Em 2024, Israel e os EUA conduziram duas operações de decapitação no Oriente Médio, uma contra o líder do Hesbollah, Hassan Nasrallah, e outra contra o líder do grupo da resistência palestina (Hamas), Yahya Sinwar. O próprio Yahya Sinwar, morto em 16 de outubro de 2024, já assumia a posição de líder do bureau político do grupo após a morte do seu líder anterior, Ismail Haniyeh em 31 de julho do mesmo ano. Israel e os EUA vêm conduzindo operações do tipo basicamente desde a fundação dos dois grupos e ainda assim tanto a resistência palestina quanto a libanesa permanecem de pé até hoje. Ademais, nem Israel nem os EUA se limitam a conduzir operações do tipo, elas são mobilizadas em conjunto com outras investidas, por exemplo, ações de estrangulamento financeiro. Portanto, se essas operações causam algum tipo de enfraquecimento na resistência, ele é apenas temporário, mas, me última análise, não permitem a Israel – e aos EUA – alcançarem objetivos estratégicos nos conflitos. Mesmo com a morte de Hassan Nasrallah e Yahya Sinwar, Israel nem mesmo consegue ocupar o sul do Líbano ou erradicar a resistência palestina. Isso mostra que operações de decapitação não são suficientes para erradicar a resistência política ou armada. Do contrário, em determinados contextos, tal como mostra a experiência histórica, essas operações colocam em movimento a cadeia de comando dos grupos políticos, os líderes mortos são rapidamente substituídos e tornam-se mártires. Ademais, isso também mostra de onde vêm a força política da resistência: não de uma figura política particular, mas da organização da cadeia de comando e do apoio popular da qual disfruta.

Operações de decapitação, portanto, só funcionam para desestabilizar a resistência quando esta já está desorganizada. A morte em si do líder não desorganiza a resistência, o chavismo não foi desorganizado com a morte do Hugo Chávez, tampouco, o será com a captura e eventual morte de Nicolás Maduro.

Ao colocar a operação em contexto também é possível reformular a nossa perspectiva sobre a linha do tempo do conflito. Assim como no caso da resistência palestina e libanesa, a decapitação não é nem o começo nem o fim do conflito, ao contrário do que parece ser o sentimento geral causado pela sua teatralidade. É necessário colocar cada evento na perspectiva de uma linha temporal estendida. No caso da Venezuela, por exemplo, como afirmou o professor de relações internacionais Ricardo Leães, a agressão dos EUA já havia começado com o cerco naval ao país.  Poderíamos, inclusive, voltar para bem antes disso, Nicolás Maduro já havia antes sofrido algumas tentativas de assassinato e captura em 2018 e em 2020. Se, portanto, a mobilização das frotas navais já revela uma vontade da potência beligerante em escalar tensões e ameaças, a operação contra Nicolás Maduro é apenas mais um ataque no conjunto dessa escalada, não é uma declaração de guerra em si. A diferença é que agora o agressor conseguiu resultados na sua escalada.

Essa linha do tempo estendida também mostra as falhas táticas do governo venezuelano. Se a guerra começa com expressão do desejo de intensificar as tensões, a resposta não deveria vir depois da escalada evoluir, mas sim quando ela se inicia. O exército venezuelano já deveria ter se lançado em operações de guerra assimétrica, sabotagens, etc. Nicolás Maduro, porém, optou por resolver a escalada por vias diplomáticas pacíficas com o objetivo de evitar o inevitável. A Venezuela assim incorre em um erro similar ao que o Irã incorrera no ano passado no contexto da escalada do conflito com Israel. Antes mesmo do começo do conflito, em 2024, Israel já havia atacado a sede diplomática do Irã em Damasco, revelando sua intenção de escalonar o conflito. Mesmo assim, durante todo o período de tensionamento, o Irã estava resoluto em apelar para o direito internacional, focando em uma doutrina de reação. O que se sucedeu foi que nenhuma dessas soluções pacíficas serviu para conter Israel, o ataque que era iminente por fim aconteceu e a defesa iraniana foi pega de surpresa. Caso o Irã ou a Venezuela tivessem dado o primeiro “golpe” ambos teriam adentrado o conflito em vantagem e, ademais, respaldados pelo direito internacional, pois em ambos os contextos, a potência beligerante adversária já havia revelado sua intenção de elevar as tensões. Já havia, portanto, uma ameaça pública.

A operação de decapitação tampouco é o fim do conflito. Nicolás Maduro foi capturado, mas o centro de comando da república bolivariana permanece intacto e de prontidão. O General em Chefe Padrino López colocou as forças armadas em estado de alerta máximo, a presidente em exercício Delcy Rodriguez em nota oficial decretou a vigência da Lei Orgânica de Estado de Exceção e da Lei de Segurança Nacional. O Governador da província de Táchira – assim como outros – Freddy Bernal, já se manifestou em total apoio à ordem constitucional vigente e o povo venezuelano está amplamente mobilizado.  O que vemos agora é o início tardio da reação venezuelana. É o início da participação ativa da resistência no conflito que, infelizmente, parece ainda estar em pleno desenvolvimento.

¨      Venezuela: Resistência ao ataque brutal. Por Carla Ferreira

bombardeio aéreo do governo Donald Trump, dos EUA, na madrugada deste 3 de janeiro de 2026, ao território venezuelano, para sequestrar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, a fim de forçar pelas armas uma mudança de regime, viola a soberania da América Latina e tem um profundo significado para o Brasil e o mundo. A intervenção armada, e também a reação venezuelana em curso, marcam uma inflexão nas relações internacionais em escala mundial. O governo bolivariano segue de pé. Antes de tudo, o ataque militar na Venezuela marca uma nova etapa da guerra imperialista de intervenção e espoliação da América Latina sob o Corolário Trump. A guerra híbrida que se prolongava há mais de 25 anos culminou nessa madrugada em uma ação militar direta e sem máscaras. Consiste em uma tentativa de derrubar o projeto de independência política do povo venezuelano e representa um recado aos demais povos e governos da região de que devem se manter subordinados e dependentes de Washington pela via do terror, do medo, da instabilidade institucional promovida pelos Estados Unidos. Os alvos dos bombardeios explicitam uma tática precisa de atingir a unidade cívico-militar, principal base de sustentação do governo bolivariano.

O objetivo estratégico não está oculto. O establishment estadunidense quer atingir dois objetivos com um único movimento. Por um lado, eliminar um governo independente que dá exemplo de resistência ao imperialismo na região para apropriar-se diretamente das riquezas naturais e energéticas venezuelanas, especialmente das maiores reservas provadas de petróleo do mundo. Por outro, quer impedir que a China, país eleito rival hegemônico, importe esse importante combustível e fonte de energia para o desenvolvimento, sendo que o país asiático é o destino de 80% das exportações venezuelanas. Vejamos como a tática dos bombardeios desse dia 3 de janeiro revelam a estratégia estadunidense. Alguns dos locais foram o Forte Tiúna e a base aérea de La Carlota, o Comando-Geral da Milícia Bolivariana (ao lado do Quartel da Montanha) e o Porto de La Guaira. Esses lugares representam uma mensagem muito clara: atingir simultaneamente as bases de sustentação civil e militar do governo bolivariano da Venezuela e afetar, indiretamente, a China.

Em primeiro lugar os alvos das Forças Armadas. Os bombardeios atingiram o Forte Tiúna e a Base Aérea de La Carlota. O Forte Tiúna, principal e mais importante instalação militar da Venezuela, localizado em Caracas, sede do Ministério da Defesa, do Comando Estratégico Operacional da Força Armada, da Academia e a Universidade Militar Bolivariana, o Batalhão Ayala, a Corte Marcial e os tribunais militares. Atacar esse alvo significa que os EUA ativaram um plano para derrubar o principal centro de decisão militar estratégica do governo venezuelano. A Base Aérea de La Carlota, localizada no coração de Caracas, é um aeroporto militar e centro logístico de comando para operações para a proteção da Capital do país. É ponto de entrada e saída de equipamentos e tropas para a defesa do centro político, sendo também importante instalação de defesa da Capital. Com isso, os ataques vulnerabilizam duas das principais instalações militares da capital venezuelana.

Em segundo lugar, o Comando Geral da Milícia Bolivariana é a sede da resistência civil armada. Responsável pela defesa territorial em união cívico-militar, mobilizando a população civil em apoio às FAN regulares. A Milícia bolivariana tem mais de 4 milhões de alistados, podendo esse contingente ser duplicado, com formação em técnicas de guerra assimétrica. Sua sede fica a poucos metros do Quartel da Montanha, ou Quartel do 4F, lugar histórico para a Revolução Bolivariana. Foi de lá que Hugo Chávez liderou uma rebelião contra o neoliberalismo, em 4 de fevereiro de 1992. Localizado no seio da mais tradicional e uma das mais populosas comunidades ou favelas caraquenhas, o complexo 23 de Janeiro, é o local que abriga os restos mortais do líder Hugo Chávez. Com vista frontal, está posicionado a menos de dois quilômetros do centro do poder político nacional venezuelano, o Palácio Presidencial de Miraflores. Esse lugar é um dos principais espaços simbólicos da resistência do povo venezuelano e também um dos pilares de sustentação popular ao governo bolivariano, abrigando população trabalhadora da Capital. Junto com os militares leais, os civis populares reverteram o golpe de estado consumado em 11 de abril de 2002.

Finalmente, em terceiro lugar destaco o bombardeio do Porto de La Guaira, distante apenas 31 quilômetros da Capital e localizado nas adjacências do principal aeroporto do país, o Aeroporto Internacional de Maiquetía. La Guaira não é o principal porto de exportação de petróleo. Sua função principal é abastecer com suprimentos médicos, bens de consumo e manufaturados a capital venezuelana. Bombardear o Porto de La Guaira significa um recrudescimento ao bloqueio comercial e neutralização de uma fonte de abastecimento da Capital do país, que concentra o poder político, militar e social venezuelano. É um sinal que preparam condições para um asfixiamento posterior e prolongado, dando continuidade ao bloqueio e cerco que já estava em vigor, mas com maior violência.

Em pesquisas anteriores encontrei evidências históricas de que o governo bolivariano da Venezuela tem como pilar fundamental a unidade cívico-militar, representada sobretudo pelo subproletariado urbano e pelos militares bolivarianos. O ataque militar estadunidense desta madrugada atinge o coração das forças mais fundamentais de sustentação tanto civis quanto militares do governo venezuelano. É, portanto, uma tentativa armada aberta de derrubada do regime bolivariano. Mas o governo não caiu. Segue com apoio interno e externo. O presidente Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram sequestrados e estão a caminho dos EUA. Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado Maior estadunidense, estão sendo levados de navio para serem “julgados” por “narcoterrorismo” nos EUA, um crime não tipificado no Direito Internacional e uma flagrante ilegalidade, além de um ato brutal e imoral de violação de direitos humanos e da soberania venezuelana.

<><> Resistência de militares e do povo

A reação e resistência venezuelana também deve ser analisada em seu significado histórico já nessas primeiras horas. Militares leais e o povo estão se mobilizando em todas as partes do país. A liderança da resistência está sendo protagonizada politicamente por uma mulher, a vice-presidenta Delcy Rodríguez, uma mulher socialista. E pelo ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, que lidera as forças militares leais. A rede Telesur de televisão transmite os manifestos de apoio popular e militar e o pedido das ruas de devolução e regresso de Maduro e Cília ao país. É bom lembrar que o povo venezuelano protagonizou a guerra de independência no início do século 19. Entregou enorme sacrifício à causa da libertação da América e venceu. E derrotou também inúmeras tentativas de golpe de Estado. Porém, um ataque militar desta magnitude é uma novidade em mais de 100 anos de história do país. Essa violência imperialista pode representar uma inflexão histórica em toda a região. O ataque está provocando um rechaço imediato de governos de diversos países e movimentos sociais ao redor do mundo. Todos repudiando os ataques e denunciando sua ilegalidade, que fere o direito internacional, e são atos brutais e imorais. O presidente Lula, a presidenta Claudia Sheinbaum, do México, e o presidente Gustavo Petro, da Colômbia, lideram como presidentes de países latino-americanos um forte repúdio, junto com Cuba. O presidente Emmanual Macron declarou que o sequestro do presidente Maduro viola a legislação internacional. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, diz que a violação do direito internacional por parte dos EUA é inaceitável. O MST convocou manifestações de apoio ao povo venezuelano no Brasil. É momento de todos e todas defendermos a soberania do povo venezuelano e rejeitarmos firmemente a intervenção imperialista na América Latina.

 

Fonte: Por Matheus Colares do Nascimento, em A Terra é Redonda/Outras Palavras

 

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