terça-feira, 20 de janeiro de 2026

"É terrível. Trump está sancionando o retorno à lei da selva", afirma Francis Fukuyama

O cientista político americano que previu o fim da história analisa as consequências da intervenção dos EUA na Venezuela. "Os países da OTAN e da UE devem parar de ceder às pressões do presidente." Longe do fim da história, Francis Fukuyama teme o que o futuro lhe reserva: "O ataque na Venezuela deixou claro que a doutrina Trump é puro imperialismo, um retorno à lei da selva motivado unicamente pela sede de enriquecimento." Por isso, o acadêmico da Universidade Stanford faz um apelo aos aliados europeus: "Vocês precisam parar com a política de apaziguamento e fazer todo o possível para contê-la, porque a próxima vítima pode ser vocês, com uma guerra interna dentro da OTAN."

>>>> Eis a entrevista.

  • Maduro não era nenhum santo, mas o que está acontecendo após sua prisão?

Trump deixou claro que seu único objetivo é o petróleo venezuelano. Ele não está interessado em María Corina Machado ou na democracia, mas quer trabalhar com a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, e com o que restou do regime para obter acesso aos recursos do país. Eu pensei que ele tentaria restaurar o presidente legitimamente eleito, Edmundo González Urrutia, ao poder, mas não é o caso. Agora, a verdadeira questão é se Rodríguez terá força suficiente para subjugar as forças armadas e as gangues criminosas que governam a Venezuela à vontade de Trump.

  • Então o presidente está buscando um acordo com o regime, para que seja vantajoso para ele?

Exatamente, ele quer se entregar a um governo completamente ilegítimo. Isso é um enorme erro político, porque o problema da Venezuela era o regime, não Maduro. Não é que Nicolás fosse um gênio do mal e que, uma vez removido, tudo se resolverá milagrosamente. O problema fundamental era e continua sendo o regime. Trump pensa que pode manipulá-lo, ainda ameaçando com o uso da força, para garantir mais alguns contratos para a Chevron ou outras petrolíferas americanas, mas, ao fazer isso, está colaborando com criminosos. É terrível; isso é puro imperialismo de tempos desastrosos enterrados no passado.

  • Será que o povo da Venezuela será obrigado a aceitar isso?

Depende da coesão das forças de segurança. Havia muitos indícios de insatisfação dentro do establishment. A maioria dos soldados votou em Machado no ano passado, enquanto os oficiais têm interesse pessoal em manter o status quo. Além disso, certamente, muitos dentro do regime se perguntam por que deveriam colocar Rodríguez à frente do Estado em vez deles. Portanto, há uma boa chance de essa coalizão se desintegrar e tudo pode acontecer. A maioria da população, no entanto, não ficará satisfeita, e os refugiados não voltarão para casa, apenas para se encontrarem na mesma situação de antes.

  • A prisão de Maduro foi legítima?

Certamente violou a Carta da ONU, mas os Estados Unidos já fizeram isso muitas vezes antes. O pior serão as consequências para as normas que regem as relações internacionais, porque os EUA anunciaram abertamente que seu único interesse é o enriquecimento pessoal. Só queremos petróleo, que foi o motivo pelo qual todos nos criticaram durante nossas intervenções no Oriente Médio. Não estamos interessados ​​em democracia, estabilidade ou desenvolvimento humano, mas apenas em dinheiro. Isso dá permissão para qualquer outro país fazer o mesmo, já que os EUA estão fazendo. É terrível; Trump está sancionando o retorno à lei da selva.

Sem dúvida. A Rússia e a China pelo menos tentam justificar suas reivindicações com base em fundamentos históricos ou políticos, enquanto os EUA estão ocupando um país estrangeiro sem qualquer aparência de legitimidade. De agora em diante, qualquer um pode fazer qualquer coisa.

  • Por que o presidente eleito que defendeu o lema "America First" (Estados Unidos em Primeiro Lugar) agora está abraçando a mudança de regime?

Não, é muito pior do que isso. Gostemos ou não, a mudança de regime neoconservador baseava-se em valores como a disseminação da liberdade e da democracia. Com o retorno de Trump à Casa Branca, a política externa americana não tem mais princípios; apenas sua psicologia pessoal importa. Ele se viu com uma ferramenta poderosa para conseguir o que quer — as forças armadas americanas — e está usando-a. Agora, ele está mirando no Irã, em Cuba e na Groenlândia. Durante a campanha eleitoral, ele prometeu isolacionismo, mas com ele, os EUA estão se tornando a força mais desestabilizadora do mundo. Estou realmente preocupado com o que acontecerá a seguir.

  • Mas não seria isso uma traição ao seu movimento MAGA, pelo qual ele corre o risco de pagar caro?

Depende de como as coisas se desenrolarem.

Se Gaza, Venezuela e Irã permanecerem instáveis, arrastando os EUA para seus conflitos, haverá uma grande revolta não apenas no mundo dos apoiadores de Trump, mas também entre pessoas como eu. Se, no entanto, ele tiver sorte e as coisas se acalmarem, sua base o aceitará, mesmo que seja contra o intervencionismo.

  • As eleições de meio de mandato de novembro darão o veredito?

Sim, com certeza.

Qual é a sua expectativa para o próximo passo?

Ele está falando muito sobre a Groenlândia.

  • Mas isso seria atacar um país membro da OTAN.

Sim, e essa é uma questão interessante: como se aplicaria a defesa comum prevista no Artigo 5? Presumo que, se atacasse, o resto da Aliança se oporia e tentaria mediar. Mas não conseguiriam impedi-lo, e assim teríamos uma guerra entre dois membros da OTAN.

  • Isso não seria uma receita para a Terceira Guerra Mundial, talvez incentivando a Rússia e a China a atacarem?

Não sei, nunca estivemos numa área como esta antes. Mas tudo pode acontecer.

  • O governo odeia os europeus e até incluiu isso na estratégia nacional, mas será que os aliados poderiam fazer algo para evitar o pior?

Em termos de resistência material, não creio que possam fazer muito, mas os países da OTAN e da UE precisam parar de tentar agradar Trump. A estratégia deles até agora tem sido a de apaziguamento. Algumas barras de ouro, por um lado, e um prêmio por ser um grande pacificador, por outro, na esperança de que ele recue de algumas de suas piores ameaças. Acho que isso precisa parar em algum momento, e esse momento é agora. Precisamos ter a coragem de reafirmar nossos princípios, de dizer que o que ele está fazendo está errado, que não o apoiamos e que nos oporemos a ele de todas as formas possíveis. Todos, mas especialmente aqueles em posições de liderança, precisam ser mais firmes e não tentar se adaptar a essa situação. Caso contrário, serão as próximas vítimas.

¨      EUA, o herói vilão. Por Luiz Marques

Ao desrespeitar os organismos multilaterais e as leis que regulam as relações entre as nações, os Estados Unidos já não disfarçam que o imperialismo sempre teve por base a força das armas, uma tradição que remonta a uma lição maquiaveliana – o “Príncipe” deve preferir ser temido e não amado. A cooperação com a ONU, Unesco, Clube de Paris e assim por diante serviu de fachada enquanto perdurou a Guerra Fria. Havia que defender a “sociedade aberta” em contraposição à “cortina de ferro”.

Após a autodissolução da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), que os trotskistas não consideravam socialistas ou soviéticas, instala-se o poder unipolar no mundo. Se antes os EUA exerciam uma hegemonia moral, cultural, econômica e comercial, para além de militar, a partir daí as coisas mudam. O desleixo no redimensionamento interno dos efeitos do processo de desindustrialização ocidental, em busca de mão de obra barata, afugentou empresas e empregos. A opção imediatista para maximizar a mais-valia dos trabalhadores ajudou no salto que tornou a China um player vencedor.

A emblemática articulação para a criação do BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China), em 2006, que culmina na primeira cúpula oficial em 2009, e a inclusão da África do Sul em 2011 no BRICS, aciona o sinal amarelo. Os EUA passam a perder mercados. O que não se resolve por decreto ou tarifaços. Um parque industrial gera um habitus para o labor que não se transplanta, de repente, para outra geografia. Demora para ser reconstituído. Em 2024 e 2025, o grupo alternativo ao Fórum Econômico Mundial, de Davos, se expande com a entrada do Egito, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Indonésia e outros parceiros. De maneira que, hoje, a multipolaridade de poder é uma realidade concreta. O BRICS possui até um banco para que seus membros não necessitem recorrer, nas crises periódicas do capitalismo, ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ou ao Banco Mundial com suas contrapartidas de austeridade fiscal. O BRICS cresceu. Representa quase metade da população humana (3,9 bilhões de habitantes) e em torno de 40% do PIB mundial, o equivalente a US$ 31 trilhões. Tem um peso incontornável no tabuleiro das disputas geopolíticas. Para tristeza do modelo decadente, é a pedra no caminho das caducas ambições imperialistas. Vive sua fase terminal com aparelhos, resta-lhe o aparato bélico.

O sequestro do presidente da Venezuela Nicolás Maduro, o bombardeio de surpresa em um país soberano sem prévia declaração de guerra e sem a devida aprovação do Congresso não é um sinal de vigor, senão de desespero. O imperialismo decidiu contrariar os versos do poeta nascido no Missouri, e encerrar seu ciclo com explosões, não com suspiros. Deputados democratas já pedem o impeachment do autocrata Donald Trump, pela barbeiragem típica de um ditador em um regime de exceção. Inconcebível em um Estado de direito democrático que se pretenda um paradigma de democracia para os dois hemisférios, na Idade Contemporânea. Neste sentido, a grande nação também foi sequestrada na fatídica madrugada de 3 de janeiro de 2026. Seus sonhos e ilusões que pareciam sólidos desmancharam no ar caribenho.

O grande país perdeu o moral, a alma e a máscara. Agiu como o Japão ao atacar a base naval de Pearl Harbor, que marcou o início da participação dos EUA no conflito contra as Potências do Eixo. Para analistas, este foi o erro trágico da tríade liderada pela Alemanha. No cômputo final, tombaram 20 milhões de russos, 8 milhões de alemães, 6 milhões de judeus, 3 milhões de japoneses, e 500 mil italianos, o mesmo contingente de norte-americanos.

As manifestações de protesto contra a ação neocolonialista nas principais cidades do mapa-múndi, incluindo Caracas e Nova York, em breve dirão se o erro trouxe uma farsa ou outra tragédia. Há indícios de que a soberba japonesa, reatualizada na arrogância norte-americana faz, de novo, do suposto herói o vilão de um filme de quinta categoria. Difícil imaginar que o século XXI aceite regredir ao estado de natureza hobbesiano. Se o fizer, o mal será multiplicado graças aos avanços tecnológicos para a produção em larga escala da destruição. A humanidade se especializou na produção não presencial da morte.

A extrema direita latino-americana de modo explícito apoia a ação militar, ilegal e imoral. A mídia corporativa com um pouco mais de recato enfatiza o caráter autoritário, quiçá totalitário, do Palácio de Miraflores, a censura à imprensa, a prisão de opositores, a escassez de mercadorias, o desemprego, a inflação, etc. Comentários que, sob muitos aspectos, poderiam ser sem exagero dirigidos à Casa Branca, em Washington. Donald Trump desdenha o cuidado com o planeta, nega a existência do Antropoceno e a crise climática, tanto que não compareceu à COP-30, em Belém. Não contente, joga no lixo o direito internacional e as mediações para garantir a possibilidade de uma paz global. Ao contrário, provoca outros conflitos armados, já são sete ou oito no curto mandato, dando continuidade ao esporte predileto de seus pares nativos desde 1945. Vale a lei do mais forte de quem reúne mais bombas nucleares estocadas no porão. O governante ruivo merecia o Prêmio Nobel, mas da Beligerância e da Litigância de Má Fé.

Na entrevista coletiva comemorativa, o número de citações em que o mentor político do sequestro usou o termo “petróleo” (dezessete vezes) foi uma confissão cínica – deixou evidente a intenção – mais do que hipócrita porque não ocultou o verdadeiro motivo. Sobre a “democracia”, um silêncio obsequioso. Não era momento para demagogia. O ato em nome das grandes petroleiras do Norte merece total repúdio e transforma as american elites em reles ladrões de combustível fóssil. É o que é a Doutrina Monroe aplicada no momento. Neste cenário tenebroso, em que o país vizinho está sob um monumental cerco belicista, há que se defender as prerrogativas que protegem o princípio da autodeterminação de cada nação para evitar a disseminação do retrocesso civilizacional, com “a guerra de todos contra todos”. Se os valores da Revolução Bolivariana se desgastaram no decorrer do governo de Nicolás Maduro e a oposição não é confiável, urge uma repactuação da sociedade civil na Venezuela. Avalizada por uma transição democrática, efetivada com ampla participação social. O governo de Donald Trump não pode recuperar a hegemonia perdida pelos EUA. A marcha da história para fundar uma nova ordem internacional alicerçada em bases morais, jurídicas e políticas não vai parar por sua vontade. Uma comunidade de povos com respeito mútuo entre os participantes é a utopia concreta para o futuro imediato. Nosso dever é estimular um “levante de consciências”, para usar a expressão de Gerhard Ritter, autor do livro Xeque-mate ao ditador, no qual investiga as condições em que se forma a resistência alemã sob o nazifascismo. A alusão não é gratuita. Os nossos são igualmente tempos sombrios. Faz escuro sim, porém seguimos em frente.

¨      A Venezuela sob ataque e o chavismo na encruzilhada. Por Rômulo Paes de Sousa

Após semanas de agressões militares pontuais na costa venezuelana, na madrugada de 3 de janeiro de 2026 cerca de 150 aeronaves norte-americanas bombardearam alvos militares em Caracas e Higuerote, culminando no sequestro do presidente do país e de sua esposa. A ação, rápida e devastadora, deixou o mundo perplexo. Embora os Estados Unidos possuam um longo histórico de intervenções na América do Sul — inclusive na própria Venezuela —, esta foi a primeira vez que utilizaram diretamente suas tropas em uma ação militar dessa natureza. Até então, sua atuação se dava sobretudo por meio do financiamento e do apoio a forças políticas direitistas locais. O episódio também sinaliza que o presidente Donald Trump abandonou definitivamente a diretriz proclamada em seu primeiro mandato, segundo a qual buscaria encerrar guerras, e não promovê-las.

Próximo às 14 horas (horário de Brasília), no mesmo dia da captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o presidente Trump, acompanhado dos secretários Marco Rubio (Estado) e Peter Hegseth (Defesa), além do general Dan Caine (chefe do Estado-Maior Conjunto), concedeu uma coletiva para esclarecer as motivações do ataque e indicar os próximos passos da ação na Venezuela. Em uma leitura autoindulgente e vacilante, marcada por uma argumentação confusa, as autoridades civis transmitiram quatro mensagens centrais: (1) tratou-se de uma operação de captura, razão pela qual não teria sido necessária autorização do Congresso norte-americano; ainda assim, as tropas permaneceriam no país pelo tempo considerado necessário para garantir uma “transição justa”; (2) os custos da intervenção, de caráter prolongado, seriam financiados pela exploração do petróleo venezuelano, o que também permitiria compensar supostos prejuízos sofridos pelos EUA e por seus cidadãos em decorrência de expropriações realizadas por governos venezuelanos; (3) a solução político-administrativa para evitar um vácuo de poder não passaria pela líder da oposição, Maria Corina Machado, considerada desprovida de respaldo interno; nesse contexto, foi feito um aceno à então presidente interina Delcy Rodríguez, desde que aceitasse os termos impostos pela nova e desinstitucionalizada Pax Americana; (4) os Estados Unidos, amparados por sua força econômica, política, cultural e militar, se arrogam o direito de definir unilateralmente onde, quando e como agir para garantir seus interesses nacionais.

A comparação com a guerra do Iraque é inevitável: uma justificativa falsa para a intervenção, a expectativa de rápida estabilização política e uma confiança excessiva na superioridade bélica como instrumento garantidor dessa estabilidade, em flagrante desconhecimento das complexidades sociopolíticas locais. Assim como no Iraque, a intervenção na Venezuela removeu de forma célere o topo da direção política do país. Diferentemente do caso iraquiano, contudo, Trump sinaliza disposição para negociar com as forças hegemônicas locais. Indica aceitar um governo liderado por Delcy Rodríguez, desde que o controle da exploração de todo o petróleo venezuelano seja transferido à Chevron e a empresas associadas. O principal problema dessa proposta reside na reação dos diversos atores políticos internos, incluindo setores mais radicalizados do chavismo e a ludibriada oposição. Ao descartar Maria Corina Machado de um eventual governo de transição, Trump envia aos chavistas o sinal de que está disposto a pagar o preço necessário para manter o regime em funcionamento, desde que seus interesses estratégicos sejam preservados.

O ano de 2026 começou de forma turbulenta no continente americano. O Congresso dos Estados Unidos foi reduzido a uma instância meramente homologadora de um presidente que opera acima da lei. A governança global encontra-se em frangalhos, tanto pela incapacidade das instituições criadas no pós-guerra de mediar conflitos regionais quanto pelo apoio explícito de vários países da América Latina a uma ação militar que viola a soberania de um país vizinho. Caso essa empreitada tenha êxito, o que impediria os EUA de se apropriarem, amanhã, das reservas da Guiana? O Judiciário norte-americano ainda poderá enfrentar uma situação embaraçosa: julgar Maduro e Flores por narcoterrorismo enquanto o remanescente aparato chavista seguiria governando a Venezuela em colaboração com Washington. Para o Brasil, os riscos são múltiplos. Mais uma vez, o país se mostra dividido quanto à leitura de riscos à sua soberania. A oposição oscila entre o apoio aberto à intervenção norte-americana e uma condenação discreta, acompanhada da responsabilização dos governos petistas pela sobrevida do chavismo. O governo brasileiro, por sua vez, vê sua autoridade regional contestada e enfrenta dificuldades para confrontar as ações dos EUA, em um contexto de enfraquecimento do bloco de países soberanos da região. Contudo, há um papel que o Brasil poderá vir a desempenhar na crise venezuelana. Por ser o maior país da América Latina e vizinho do país sob ataque, o governo do Brasil pode funcionar como mediador para a reorganização política da Venezuela. O demais grandes países sul-americanos, Argentina e Colômbia, estão agastados demais com alguma das partes para ocupar esse papel. Os editoriais dos principais jornais brasileiros condenaram a agressão à Venezuela, elogiaram a postura do presidente Lula e defenderam a realização imediata de eleições. Quem acompanhou atentamente as entrevistas das autoridades norte-americanas, desde 3 de janeiro, percebeu que a democracia não integra o roteiro traçado pela administração Trump para a Venezuela. O país encontra-se quase paralisado, à espera dos desdobramentos dos próximos dias. O chavismo está diante de uma encruzilhada histórica: colaborar para sobreviver ou se lançar em desvantagem em uma guerra assimétrica. A decisão não será fácil, nem pode tardar. O frágil Estado venezuelano encontra-se por um triz.

 

Fonte: Entrevista para  Paolo Mastrolilli, em La Repubblica/A Terra é Redonda/Outras Palavras

 

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