Onde
ficam as "zonas azuis": os 5 lugares do planeta com mais pessoas
acima de 100 anos
As
“zonas azuis” podem ser o segredo para viver até os 100 anos ou mais de forma
saudável e tranquila. Essa é a descoberta do Explorador da National Geographic,
Dan Buettner.
Desde
2004, Buettner estuda locais que não apenas apresentam altas concentrações de
pessoas com mais de 100 anos, mas também grupos de pessoas que envelheceram sem
os problemas de saúde tradicionais como doenças cardíacas, obesidade, câncer ou
diabetes.
Suas
descobertas inspiraram livros como a obra de sua autoria: "Os Segredos das
Zonas Azuis para Viver Mais: Lições dos Lugares Mais Saudáveis da Terra",
e despertaram o interesse mundial nesses locais e até mesmo deram origem a
séries documentais.
Mas
onde ficam essas “zonas azuis”, o que as torna tão saudáveis e o que podemos
aprender com elas, mesmo que não se more perto de uma delas? Aqui está tudo o
que você precisa saber sobre as zonas azuis.
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O que define uma zona azul?
A
pesquisa de Buettner o levou a identificar cinco regiões no mundo que ele
apelidou de "zonas azuis". Essas são áreas "demograficamente
confirmadas e geograficamente definidas" na Terra onde as pessoas estão
vivendo até os 100 anos e com taxas extraordinárias — 10 vezes maiores do que
nos Estados Unidos.
Embora
estejam separadas por grandes distâncias, essas zonas azuis certificadas
compartilham nove princípios básicos que, segundo os pesquisadores, contribuem
para vidas longas e felizes. Entre eles estão estilos de vida com baixo nível
de estresse que incentivam a prática regular de exercícios, um forte senso de
propósito e uma dieta baseada em vegetais.
Para se
tornar uma zona azul certificada, uma área deve atender a três conjuntos de
critérios: documentação confiável das taxas de natalidade e mortalidade, alta
longevidade nacional em comparação com o resto do mundo e alta longevidade
local.
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Onde estão as 5 zonas azuis da Terra?
As
cinco zonas azuis estão localizadas na ilha de Ikaria, na Grécia; a ilha de Okinawa, no Japão; a região de
Ogliastra, na Sardenha, Itália; a cidade de Loma Linda, na Califórnia, Estados
Unidos; e Península de Nicoya, na Costa Rica.
A maior
ilha de um arquipélago subtropical controlado pelo Japão, Okinawa, é o lar das
mulheres mais longevas do mundo. Alimentos básicos como batata-doce okinawana,
soja, artemísia, cúrcuma e goya (melão amargo) contribuem para que os
okinawanos vivam vidas longas e saudáveis. Buettner iniciou sua pesquisa sobre
longevidade em Okinawa.
Localizada
a 8Km da costa da Turquia, no Mar Egeu, a ilha de Ikaria, na Grécia, apresenta
algumas das menores taxas de mortalidade na meia-idade e de demência do mundo.
Pesquisas
relacionam o aumento da longevidade desses superidosos gregos com a dieta
mediterrânea tradicional, rica em vegetais e gorduras saudáveis e com menor
consumo de laticínios e carne.
As
terras altas montanhosas da Sardenha, na Itália, abrigam a maior concentração
mundial de homens centenários. Sua população consome uma dieta com baixo teor
de proteína, associada a menores taxas de diabetes, câncer e mortalidade em
pessoas com menos de 65 anos.
Nicoya
está localizada em uma região da América Central, na Costa Rica, com a menor
taxa de mortalidade na meia-idade do mundo e a segunda maior concentração de
homens centenários.
O
segredo da longevidade aqui reside, em parte, em comunidades religiosas fortes,
redes sociais sólidas e hábitos de atividade física regular e de baixa
intensidade.
A alta
concentração de adventistas do 7º dia na cidade californiana de Loma Linda é
creditada por proporcionar aos moradores 10 anos a mais de saúde do que a média
norte-americana. As refeições diárias neste subúrbio de Los Angeles seguem uma
dieta bíblica à base de grãos, frutas, nozes e vegetais.
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O que é a ‘Dieta das Zonas Azuis’?
A
genética desempenha um papel fundamental na nossa longevidade, mas a
alimentação pode ser "a porta de entrada para uma saúde melhor",
afirma Buettner.
A Dieta
das Zonas Azuis baseia-se nos hábitos alimentares dos habitantes dessas zonas.
Cerca de 95% da sua alimentação é de origem vegetal e 5% de origem animal. Isso
se traduz numa base de frutas e vegetais da estação, bastante feijão e
batata-doce, nozes e grãos integrais.
A dieta
incentiva a redução do consumo de carne, laticínios e peixe. Quando os
habitantes das Zonas Azuis consomem peixe, tendem a optar por espécies menores
e não sobre pescadas, como sardinhas e anchovas. A dieta também segue a
"regra dos 80%", que incentiva as pessoas a pararem de comer quando
se sentirem quase satisfeitas.
Muitos
estudos mostram que uma dieta típica das Zonas Azuis pode levar a uma melhor
saúde e ao aumento da expectativa de vida. De acordo com o Estudo de Saúde
Adventista da Universidade Loma Linda, que acompanha milhares de participantes
desde 1974, uma dieta pesco-vegetariana pode reduzir o risco de morte em idosos
em 18%.
No
entanto, alimentar-se corretamente é apenas parte da solução. Afinal, “nem só
de pão viverá o homem”. A chave para uma vida longa e saudável pode começar com
uma boa alimentação, mas se fortalece com relacionamentos sólidos, atividade
física regular e uma comunidade unida. A boa notícia é que você não precisa
morar em uma Zona Azul certificada para desfrutar desses benefícios.
Fonte:
National Geographic Brasil

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