quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Economia no azul: analistas e bancos erraram quase todas previsões em 2025

O ano que hoje se encerra deixará uma lição para os departamentos de pesquisa econômica da Faria Lima e do Leblon. O que se viu ao longo de 2025 foi um descolamento raro entre as projeções pessimistas do início do ano e o vigor demonstrado pelos indicadores reais. No “placar” final, o Brasil termina o período com as contas no azul e números que poucos ousaram prever.

As previsões do mercado financeiro para 2025, registradas no início do ano e durante o primeiro semestre, carregavam um forte viés de cautela e pessimismo que, ao chegarmos ao final de dezembro, mostraram-se descoladas da realidade.

Aqui estão os principais pontos onde o “consenso” dos bancos e analistas falhou:

1. O fantasma da recessão e o PIB “magro”

No início de 2025, o pessimismo era a regra. Uma pesquisa da Genial/Quaest em março apontava que 58% dos gestores e economistas viam risco de recessão no Brasil ainda naquele ano. O Boletim Focus de janeiro cravava um crescimento modesto de 2,02%.

O que não se confirmou: A economia manteve-se resiliente. O PIB fechou o ano com estimativas de 2,26% a 3,2% (dependendo da fonte), impulsionado por um mercado de trabalho que não desacelerou como previsto e por um setor agrícola que novamente superou as expectativas de quebra de safra.

2. O dólar a R$ 6,00

A virada de 2024 para 2025 foi marcada por uma escalada do câmbio. Muitos analistas projetavam que o dólar atingiria ou ultrapassaria a barreira dos R$ 6,00 devido às incertezas fiscais e ao cenário externo (efeito Trump e juros nos EUA).

O que não se confirmou: O real recuperou fôlego ao longo do ano. O câmbio encerra 2025 na casa dos R$ 5,40 a R$ 5,50, beneficiado por entradas robustas na conta comercial e por um ajuste fiscal que, embora difícil, trouxe mais previsibilidade do que o mercado antecipava em janeiro.

3. Inflação Fora do Controle

As primeiras edições do Focus em 2025 previam um IPCA de 4,99%, furando o teto da meta (4,5%). Analistas temiam que a alta do dólar e os preços de energia empurrassem a inflação para um patamar de difícil retorno.

O que não se confirmou: A inflação terminou o ano em 4,32%, dentro do intervalo de tolerância. A queda nos preços de alimentos (deflação no atacado/IGP-M em certos meses) e a política monetária rigorosa do Banco Central (BACEN) foram subestimadas pelos modelos econométricos iniciais.

4. Selic a 15% ao ano

Com o medo da inflação descontrolada, o consenso era de que a taxa de juros precisaria subir até 15% e lá permanecer por todo o ano de 2025 para conter o consumo e o câmbio.

O que não se confirmou: Embora os juros tenham permanecido elevados, o ciclo de alta foi interrompido antes do que muitos “falcões” do mercado previam. A manutenção da Selic em patamares contracionistas, mas não tão extremos quanto os 15% projetados, permitiu que o crédito (especialmente o imobiliário e consignado) continuasse a girar.

<><> Por que o mercado errou?

Analistas apontam que o erro de 95% das previsões (dado histórico recorrente citado pela Nord Research) ocorre porque os modelos focam muito em “ruído político” e inércia, ignorando a capacidade de adaptação da economia real. Em 2025, a força do consumo interno e a balança comercial favorável foram os “cisnes negros” positivos que as planilhas dos bancos não conseguiram capturar no primeiro dia do ano.

<><> Índices econômicos positivos

Os índices econômicos de 2025 consolidaram um cenário de surpresa positiva para o Brasil, especialmente por superarem as projeções pessimistas feitas no início do ano. O país termina o ciclo com crescimento econômico acima do esperado e números de emprego em níveis historicamente favoráveis.

Aqui estão os indicadores que mais se destacaram positivamente neste ano:

1. Produto Interno Bruto (PIB)

Diferente das projeções que falavam em estagnação, o PIB brasileiro demonstrou força.

Crescimento Acumulado: Até o terceiro trimestre, o país acumulava alta de 2,4% a 2,7% (dependendo do órgão de medição), contrariando o Banco Mundial que previa 2,2% em janeiro.

Protagonismo do Agro: O setor foi o grande “puxador” do índice, crescendo impressionantes 11,6% no acumulado dos três primeiros trimestres.

2. Mercado de Trabalho (Queda de desemprego recorde)

Este é, talvez, o índice mais positivo do ano. O Brasil atingiu a mínima histórica de desemprego.

Taxa de Desocupação: Caiu para 5,2% em novembro (o menor nível desde o início da série histórica em 2012).

Renda Real: A massa salarial e o rendimento médio do trabalhador também bateram recordes, chegando à média de R$ 3.528,00.

3. Inflação (IPCA) sob Controle

Apesar dos temores de que a inflação furaria o teto da meta (4,5%), os dados mostram uma convergência.

IPCA-15: A prévia da inflação fechou o ano de 2025 em 4,41%, dentro do intervalo de tolerância do Banco Central.

Deflação em Grupos Chave: Setores como artigos de residência e certos alimentos ajudaram a segurar o índice na reta final do ano.

4. Balança Comercial

O Brasil consolidou sua posição como potência exportadora.

Superavit Comercial: A projeção do Ministério do Desenvolvimento (Mdic) é fechar o ano com um saldo positivo de cerca de US$ 60,9 bilhões.

Recordes Setoriais: As exportações da agropecuária cresceram 24% em outubro, e a indústria extrativa (petróleo e minério) subiu 22%, garantindo uma entrada maciça de dólares no país.

•        Emprego, renda e dignidade: o Brasil que volta a funcionar. Por Oliveiros Marques

Em meio a um cenário mundial adverso, marcado por juros elevados, desaceleração econômica global e incertezas geopolíticas, o Brasil segue produzindo um dado que deveria ocupar o centro do debate público: trabalho. Segundo o último Caged divulgado esta semana, o país criou 85.864 empregos formais em novembro, resultado acima das expectativas do mercado. No acumulado de janeiro a novembro, são quase 1,9 milhão de novas vagas com carteira assinada. Não é pouco. É política pública trazendo resultados objetivos.

Há quem se apresse em destacar a desaceleração frente a 2024. Mas essa leitura isolada ignora o essencial: o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, o desemprego caiu para 5,2% — a menor taxa da série histórica — e o saldo permanece robusto, mesmo sob juros altos que restringem a atividade econômica produtiva, estimulando a especulação. Como bem pontuou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o resultado de 2025 “não é desprezível”. Ao contrário, é positivo e revela resiliência.

Esse desempenho não nasce do acaso. Ele é fruto de uma orientação clara do governo do presidente Lula: colocar o emprego e a renda no centro da estratégia econômica. A reconstrução de políticas industriais, o fortalecimento do crédito produtivo, os investimentos públicos e a retomada do diálogo com trabalhadores e empresários criaram um ambiente mais favorável à geração de vagas formais.

Ao mesmo tempo, o trabalho não é tratado apenas como número, mas como dignidade. A valorização real do salário mínimo, retomada neste governo, devolve poder de compra aos trabalhadores, aquece o mercado interno e reduz desigualdades históricas. Cada real a mais no mínimo circula na economia, impulsiona pequenos negócios e fortalece municípios inteiros.

Nesse mesmo sentido, a política liderada pelo presidente Lula, sob a gerência do ministro Fernando Haddad, de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e redução para quem recebe dessa faixa até R$ 7.350,00, representa um alívio concreto no orçamento das famílias. Não é discurso: é dinheiro no bolso de quem trabalha. É justiça tributária aplicada à vida real.

Claro que os desafios persistem. O próprio ministro Marinho aponta corretamente o impacto dos juros elevados sobre o ritmo da economia. Mas, mesmo com esse freio, o Brasil segue criando empregos e mantendo resultados positivos. Isso diz muito sobre a consistência do projeto em curso.

O que os dados mostram, sem retórica excessiva, é simples: o Brasil voltou a funcionar para quem vive do trabalho. Emprego, salário valorizado e menos imposto para quem ganha menos não são slogans — são escolhas políticas. E, goste-se ou não delas, os números indicam que estão dando resultado.

•        Governo Lula destaca 2025 com "pobres no orçamento e ricos no Imposto de Renda"

As ações adotadas pelo governo Lula (PT) ao longo de 2025 provocaram impactos diretos na vida da população, com reflexos no emprego, na renda das famílias e no acesso a serviços públicos essenciais. Um balanço apresentado pelo Canal Gov reuniu reportagens especiais produzidas em diversas regiões do país para mostrar como essas políticas chegaram ao cotidiano dos brasileiros, a partir do olhar de quem foi diretamente beneficiado.

A série divulgada pelo órgão oficial de comunicação do governo federal traz um panorama das principais iniciativas implementadas durante o ano. As reportagens ouviram cidadãos nas ruas e destacaram conquistas nas áreas econômica e social, com ênfase em um modelo de desenvolvimento voltado à redução das desigualdades e à ampliação de direitos.

Entre os pontos centrais do balanço está a geração de mais empregos formais e o aumento da renda das famílias, acompanhados por uma mudança na lógica orçamentária e tributária. O governo destacou a ampliação da presença dos mais pobres e dos trabalhadores assalariados médios no orçamento público, ao mesmo tempo em que reforçou a cobrança de Imposto de Renda sobre os mais ricos, como forma de promover maior equilíbrio fiscal.

Na saúde, o ano foi marcado pela ampliação do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Houve redução das filas para consultas e procedimentos especializados, retomada das campanhas de vacinação e avanços no combate a doenças como a aids e a dengue, fortalecendo a rede pública e o acesso da população aos serviços de saúde.

A educação também apresentou resultados expressivos, com a expansão de vagas em todos os níveis de ensino e a implementação de políticas inovadoras voltadas à melhoria da qualidade educacional. O objetivo foi ampliar oportunidades e preparar o país para os desafios científicos e tecnológicos do futuro.

No campo ambiental, o governo apontou uma retomada consistente das políticas de proteção aos biomas brasileiros. O balanço destacou a redução significativa do desmatamento, o avanço da transição ecológica e a construção de um novo modelo econômico orientado pela preservação ambiental. As demarcações de Terras Indígenas e o combate aos crimes ambientais também fizeram parte desse esforço.

A agenda de desenvolvimento incluiu ainda a Nova Indústria Brasil e os investimentos do Novo PAC, com foco em infraestrutura e melhoria da qualidade de vida nas cidades. Paralelamente, foram reforçadas as ações de mitigação de riscos e as respostas a eventos climáticos extremos, buscando maior rapidez e eficiência diante de tragédias ambientais.

O levantamento apresentado pelo Canal Gov ressaltou também o fortalecimento das ações de inteligência no enfrentamento às organizações criminosas, inclusive aquelas ligadas a esquemas de grande poder econômico, além do resgate da credibilidade internacional do Brasil e da adoção de uma gestão pública descrita como inovadora.

 

Fonte: ICL Notícias/Brasil 247

 

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