quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

A bebida matinal que bloqueia células do câncer e já está presente na casa de muitos brasileiros

A segunda bebida mais consumida do Brasil (perde só para água), o nosso querido café de cada dia, pode ter vários benefícios para a saúde. Recentemente, um estudo da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF) descobriu que os compostos bioativos do grão podem ajudar a combater células tumorais de câncer de próstata.

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma, de acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer).

<><> Estudo revela que café pode “barrar” multiplicação de células de câncer

O estudo da UFF foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), a Embrapa Rondônia e o INCA. Os pesquisadores avaliaram diferentes extrações e tipos de torra do Café Robusta Amazônica, produzido em Rondônia.

De acordo com o estudo, quando o café é preparado de forma mais eficaz para preservar a solubilidade e os compostos do grão, como cafeína e ácidos clorogênicos, os resultados mostram que ele consegue induzir a degradação de células tumorais de câncer e impedir que elas se multipliquem. Uma das pesquisadoras do estudo, Fernanda Santos, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas a Produtos para a Saúde (PPG-CAPS), do departamento de Farmácia da UFF, explica que essa capacidade de multiplicação das células cancerígenas é uma característica “complicada” delas, que dificulta o tratamento.

“Os testes laboratoriais, realizados in vitro, demonstraram que os extratos de café foram eficientes para diminuir as células viáveis tumorais, ou seja, a viabilidade e reprodução do câncer foi reduzida”, repercutiu o jornal O Globo. Para os pesquisadores, diante desses resultados, pode ser que a bebida tão popular seja útil para combater não apenas o câncer de próstata, mas outras enfermidades tumorais.

•        Formato das fezes pode estar ligado a câncer; entenda

O câncer de intestino, também chamado de câncer de cólon ou colorretal, está entre os que mais afetam homens e mulheres no Brasil e no mundo. Especialistas destacam que mudanças no formato e na consistência das fezes podem ser indicativos da doença, especialmente quando associadas a outros sintomas.

Fezes muito finas, achatadas ou longas — conhecidas como “fezes em fita” — podem indicar que o tumor está bloqueando parcialmente o intestino, estreitando a passagem e alterando o formato. Esse sinal, mais frequente em estágios avançados, exige investigação médica urgente.

Esse foi um dos sintomas que chamaram a atenção da cantora Preta Gil, diagnosticada com câncer de cólon em janeiro de 2023. Em entrevistas, ela relatou ter notado crises de prisão de ventre e fezes em formato de fita, fatores que a levaram a buscar atendimento médico. Após enfrentar a doença e descobrir uma metástase em 2024, Preta morreu em julho de 2025, aos 50 anos, em Nova York.

<><> Sangue nas fezes e outros sintomas frequentes

Outro sintoma recorrente é a presença de sangue nas fezes, que pode aparecer como manchas vermelhas vivas, misturado às evacuações ou deixando-as escuras e quase pretas. Embora hemorroidas, fissuras anais e até alimentos como beterraba possam causar alterações semelhantes, é fundamental descartar doenças graves.

Outros sinais de alerta incluem:

       alternância entre diarreia e prisão de ventre;

       dor abdominal ou gases frequentes;

       presença de muco nas fezes;

       sensação de evacuação incompleta;

       fraqueza e anemia (por perda de sangue interna);

       perda de peso sem explicação.

<><> Quando e como investigar

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é o terceiro mais frequente no Brasil, com estimativa de 21,1 casos a cada 100 mil habitantes entre 2023 e 2025.

O exame padrão para detecção precoce é a colonoscopia, recomendada para a população em geral a partir dos 45 anos — ou antes, em casos de histórico familiar ou sintomas persistentes.

O exame permite identificar pólipos e lesões e, se necessário, realizar biópsia ou remoção imediata. Detectado precocemente, o câncer de intestino tem altas chances de cura, reforçando a importância de procurar um médico diante de sinais incomuns.

•        Alta de câncer de pele em "áreas esquecidas" do corpo acende alerta

Embora o câncer de pele seja frequentemente associado a áreas amplas e mais expostas do corpo, como rosto, braços e pernas, médicos acenderam alerta sobre um aumento de casos em regiões menores e muitas vezes esquecidas na rotina de proteção solar. Orelhas, lábios, couro cabeludo, pálpebras e nariz concentram uma incidência crescente da doença, impulsionada pela exposição intensa ao sol e pela baixa adoção de medidas preventivas, revelaram especialistas à CNN.

O câncer de pele segue como o mais incidente no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o tipo não melanoma representa cerca de 31% de todos os novos diagnósticos no país, enquanto o melanoma — forma mais agressiva da doença — soma aproximadamente 8,9 mil novos casos por ano.

Segundo especialistas, a falta de reaplicação do protetor solar e o uso inadequado de produtos específicos para as áreas do corpo menos expostas aumentam significativamente o risco.

“As orelhas e os lábios estão entre os locais mais comuns para o surgimento de câncer de pele, justamente porque as pessoas aplicam menos protetor solar ou simplesmente esquecem dessas regiões”, explica Cinthia Bognar, especialista da Oncologia Américas e coordenadora da Oncologia do Hospital Alvorada de Moema, da Rede Américas.

Segundo informações do INCA, as orelhas aparecem com mais frequência em homens, especialmente devido ao uso de cabelo curto; os lábios sofrem com a ausência de protetores labiais com FPS; o couro cabeludo é uma região crítica entre pessoas calvas; e pálpebras e nariz recebem, em geral, menor quantidade de protetor solar.

“Essas regiões possuem pele mais fina, recebem radiação direta e têm menor proteção natural. Por isso, o tumor pode surgir mais rapidamente e, em alguns casos, evoluir de forma mais agressiva”, afirma Cícero Martins, especialista da Oncologia Américas e do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas.

<><> Fatores de risco

Segundo os especialistas, o desenvolvimento do câncer de pele está ligado a uma combinação de fatores, como exposição solar acumulada ao longo da vida — especialmente sem proteção e nos horários de pico, entre 10h e 16h —, fototipo claro, hábitos profissionais ou esportivos ao ar livre e falta de reaplicação do protetor solar. O bronzeamento artificial, classificado como cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS), também figura entre os principais riscos.

Outros grupos merecem atenção especial, como pacientes imunossuprimidos, incluindo transplantados, que apresentam risco significativamente maior.

“Estamos vendo um crescimento importante de tumores justamente nas regiões que as pessoas costumam esquecer de proteger”, observa Fernanda Guedes, oncologista do Hospital Brasília, da Rede Américas.

<><> Como prevenir

Para reduzir os riscos, os especialistas reforçam a necessidade de cuidados diários com as áreas mais negligenciadas. A recomendação é o uso de protetor solar com FPS 30 ou mais na rotina e FPS 50 em situações de exposição direta, aplicado generosamente e reaplicado a cada duas horas, incluindo orelhas, nuca, nariz e pálpebras.

No caso dos lábios, produtos específicos com FPS 30 ou superior devem ser reaplicados após comer, beber ou usar máscara. Chapéus de aba larga e óculos com proteção UV funcionam como barreiras físicas importantes, especialmente para couro cabeludo e região dos olhos. Evitar o sol nos horários mais intensos, não recorrer ao bronzeamento artificial e manter a pele hidratada também fazem parte das orientações.

Além disso, a observação contínua é fundamental. Manchas, feridas que não cicatrizam, nódulos ou áreas sensíveis devem ser avaliados por um dermatologista. A recomendação é realizar consultas anuais, ou semestrais para pessoas de maior risco.

“A prevenção começa nos hábitos cotidianos. Atitudes simples, como reaplicar o protetor e usar proteção labial com FPS, fazem toda a diferença para reduzir o risco”, conclui Fernanda Guedes.

 

Fonte: Diário do Comércio/CNN Brasil

 

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