5
alimentos que a pessoa com diabetes deve evitar no dia a dia
O
jornalista Tom Bueno, que convive com o diabetes, abordou no canal no Youtube de umdiabético, um tema fundamental para o bom controle da
condição: a alimentação. Com base em uma conversa com a nutricionista Carol
Netto, ele listou os 5 alimentos a evitar no diabetes quando se trata da rotina
diária. A especialista alerta que esses itens são considerados “calorias
vazias”, ou seja, oferecem pouquíssimos nutrientes e, em contrapartida,
impactam negativamente os níveis de glicose no sangue.
Portanto,
entender quais são esses alimentos e por que eles devem ser consumidos com
moderação é um passo essencial. Afinal, manter a glicemia dentro da meta
estabelecida pelo médico é a principal forma de prevenir as complicações
decorrentes de um diabetes descompensado. A seguir, detalhamos a lista e as
explicações dos especialistas para que você possa fazer escolhas mais
conscientes.
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A lista dos 5 alimentos que devem sair da sua rotina
A
nutricionista Carol Netto explica que o problema central desses produtos é a
alta concentração de carboidratos simples, gorduras e sódio, sem um retorno
nutricional significativo. Consequentemente, eles provocam picos de glicose que
dificultam o controle.
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Veja os alimentos destacados por Tom Bueno e pela especialista:
1. Açúcar puro: Considerado a principal
“caloria vazia”, o açúcar adicionado a bebidas e preparações impacta
diretamente a glicemia e contribui para o ganho de peso. A recomendação é
buscar alternativas ou reduzir drasticamente seu uso no cotidiano.
2. Bolacha ou biscoito recheado: “É gordura
hidrogenada e açúcar”, alerta Carol Netto. Essa combinação, além de prejudicial
à saúde cardiovascular, contém carboidratos simples que fazem a glicose subir
rapidamente, tornando o controle um grande desafio.
3. Salgadinhos de pacote: Tom Bueno os
chama, citando a nutricionista, de “porcaritos”. E a razão é clara: são
produtos ultraprocessados cheios de carboidratos, sal e gordura. “Eu também
evito porque eu sei que não tem nada de benefício nesses alimentos”, compartilha
o jornalista.
4. Sucos em pó tradicionais: Segundo Carol,
“de fruta aquilo não tem nada, né? Aquilo é açúcar e corante”. Esses produtos
oferecem uma grande quantidade de açúcar sem as fibras e vitaminas da fruta, o
que causa uma elevação brusca da glicemia.
5. Refrigerante com açúcar: Este é um dos
grandes vilões. Uma única lata pode conter uma quantidade enorme de açúcar.
“Você está colocando mais açúcar, mais carboidrato na sua alimentação. E isso
faz com que a glicose suba e você também aumente a chance de ganhar peso”,
explica Tom. A sugestão, para quem não consegue parar, é optar pelas versões
zero açúcar.
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A exceção que pode salvar vidas: a hipoglicemia
Apesar
de toda a orientação para evitar esses alimentos, existe uma situação crucial
em que eles são indispensáveis: a crise de hipoglicemia. Quando os níveis de
glicose no sangue caem perigosamente, o açúcar age como um medicamento de ação
rápida.
Nesses
momentos, o consumo de açúcar puro ou de um copo de refrigerante com açúcar é
fundamental para reverter o quadro. “No caso de uma hipoglicemia, glicose
baixa, a gente tem que lembrar que o açúcar ele vai salvar a vida de uma
pessoa“, reforça Tom Bueno. Portanto, a orientação de evitar esses itens se
aplica exclusivamente à rotina alimentar e não a emergências de glicose baixa.
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Equilíbrio é a chave para o bom controle
Em
resumo, a mensagem principal do jornalista e da nutricionista não é de
proibição total, mas de conscientização e equilíbrio. Retirar os 5 alimentos a
evitar no diabetes da rotina diária é uma estratégia poderosa para quem busca
um bom controle da condição.
Contudo,
o consumo esporádico pode acontecer, desde que a pessoa saiba o que está
consumindo e se prepare para os possíveis impactos na glicemia. Como Tom Bueno
finaliza, a reflexão mais importante é que esses alimentos, na verdade, “não
fazem bem pra ninguém“, sendo a moderação um conselho válido para todas as
pessoas, independentemente de terem ou não o diagnóstico de diabetes.
• Diabetes: qual o jeito certo de comer
laranja?
Muitas
dúvidas cercam o consumo de frutas por quem convive com o diabetes. Afinal, por
serem fontes de frutose, um tipo de açúcar, elas podem impactar a glicemia. No
entanto, quando consumidas da maneira correta, as frutas são aliadas
importantes na manutenção da saúde. Para esclarecer essas questões, o
jornalista Tom Bueno, em no canal Um Diabético no Youtube, conversou com a
nutricionista Carol Netto. A partir dessa conversa, vamos detalhar hoje tudo
sobre a laranja para quem tem diabetes, uma fruta que, segundo a especialista,
pode ser a melhor opção entre as mais populares.
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Laranja: uma aliada no controle do diabetes?
Durante
o bate-papo, a nutricionista Carol Netto analisou quatro frutas populares:
banana, uva, melancia e laranja. Surpreendentemente, a laranja se destacou como
a mais recomendada para quem busca um menor impacto na glicemia. Mas, qual o
motivo? A resposta está em uma parte da fruta que muitos desprezam: o bagaço.
“O bagaço, essa fibra, realmente diminui a absorção da glicose, então vai subir
mais devagar do que qualquer outra fruta que tá aqui na mesa“, explicou a
nutricionista.
Além
disso, em comparação com outras frutas, a laranja apresenta uma quantidade
moderada de carboidratos. Uma unidade média, consumida com o bagaço, tem cerca
de 12 a 14 gramas de carboidrato. Portanto, a combinação de uma menor carga de
açúcar com a presença significativa de fibras torna a laranja para quem tem
diabetes uma escolha inteligente e segura, desde que consumida de forma
consciente.
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A importância do bagaço
A fibra
é um componente fundamental na alimentação de quem tem a condição. Como
ressaltou Carol Netto, “a fibra faz toda a diferença na subida da glicose“. Ao
consumir a laranja com o bagaço, aquela parte branca e os “gominhos“, a
digestão e a absorção do açúcar da fruta (frutose) tornam-se mais lentas.
Consequentemente, isso evita os picos de glicose no sangue, que são
prejudiciais para o controle do diabetes a longo prazo.
Muitas
pessoas têm o hábito de chupar a laranja e descartar o bagaço, mas essa prática
elimina justamente o elemento que a torna tão benéfica. O bagaço não só ajuda
no controle glicêmico, como também contribui para a saúde intestinal e aumenta
a sensação de saciedade, o que pode auxiliar no controle do peso, outro fator
importante para quem convive com o diabetes.
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Suco de laranja: o vilão disfarçado?
Se a
fruta inteira é a “rainha“, o suco, por outro lado, pode ser um verdadeiro
vilão. O problema do suco de laranja é a alta concentração de frutose e a
ausência de fibras. Para fazer um único copo de suco, são necessárias de quatro
a cinco laranjas. Isso significa que você consome o açúcar de várias frutas de
uma só vez, e sem o bagaço para retardar sua absorção. O resultado é um aumento
rápido e acentuado da glicemia.
A
nutricionista Carol Netto é enfática ao afirmar que o suco de laranja só deve
ser considerado em situações específicas: “O suco da laranja só é recomendado
para quem tem hipoglicemia“. Devido à sua capacidade de elevar a glicose
rapidamente, ele pode ser uma ferramenta útil para reverter quadros de açúcar
baixo no sangue, mas não deve fazer parte da rotina alimentar.
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Consumo com responsabilidade
Como
concluem Tom Bueno e Carol Netto, não existem frutas proibidas, mas sim a
necessidade de um consumo equilibrado e responsável. A chave é a moderação. Em
vez de comer várias laranjas de uma vez, o ideal é consumir uma por refeição,
como sobremesa no almoço ou no jantar. Dessa forma, é possível aproveitar todos
os seus nutrientes sem descontrolar a glicemia. A principal dica, portanto, é
sempre preferir a fruta in natura e completa. Com essa informação, fica mais
fácil incluir a laranja, para quem tem diabetes, no cardápio de forma segura e
saudável.
Fonte:
umdiabético.com

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