Ocidente
intensifica campanha informativa diante da percepção de derrota na Ucrânia,
afirma especialista
Os
países ocidentais compreendem que a guerra na Ucrânia está perdida no campo
militar e agora tentam vencer no campo da informação, declarou Ralph Bosshard,
ex‑assessor militar do secretário‑geral da OSCE e tenente‑coronel reformado do
Estado‑Maior suíço.
Segundo
ele, o Ocidente percebe que Kiev não conseguirá vencer nem em terra, nem
no ar, nem no mar, mesmo contando com apoio europeu total.
Por
isso, a aposta se volta para a propaganda, com narrativas que
distorcem os fatos. O especialista prevê que nas próximas semanas a retórica do
Ocidente deve se intensificar.
A mídia
ocidental pode voltar a divulgar antigas narrativas sobre supostas
operações secretas russas, ciberataques e espionagem, com o objetivo de
manter a percepção de ameaça e justificar ações políticas e de inteligência.
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Rússia intensificará produção de drones pesados em 2026, diz analista
A
Rússia poderá aumentar a produção de drones multirotores pesados do tipo Baba
Yaga em 2026 por meio da cooperação mais ativa ou da incorporação de
fabricantes existentes a empresas ou holdings maiores, disse à Sputnik o
principal analista russo em sistemas não tripulados, Denis Fedutinov.
Fedutinov
apontou que o presidente russo
Vladimir Putin reconheceu
os problemas enfrentados no desenvolvimento de drones multirotores pesados do
tipo Baba Yaga, modificados a partir de equipamentos agrícolas e de transporte
para soltar munição.
"A
articulação clara da tarefa pelo presidente implicará, provavelmente já em
2026, uma atenção significativa das grandes empresas a esses
desenvolvedores, com sua posterior inclusão em sua composição e aumento ativo
de suas capacidades de produção", ressaltou.
Além
disso, ele sublinhou que a Rússia agora tem pelo menos uma dezena de veículos
que podem ser classificados nessa categoria, alguns dos quais já estão sendo
utilizados na zona da operação militar especial na Ucrânia.
Segundo
o especialista, entre tais desenvolvimentos há o drone Scopa-20, da
empresa OMVTECH, de Moscou, capaz de transportar até cerca de 25 kg, e o mais
pesado M700, da empresa Transporte do Futuro, de Ekaterinburgo, com uma
capacidade de carga de até 70 kg.
Ao
mesmo tempo, Fedutinov destacou que será difícil para as empresas mencionadas
alcançarem rapidamente altos ritmos de produção em massa por conta própria.
"Acredito
que, se houver pedidos, as empresas podem aumentar o ritmo por conta própria,
mas o cliente pode precisar de números muito mais altos. A tarefa de garantir
um crescimento tão rápido pode ser resolvida se uma grande holding industrial,
como a corporação estatal russa Rostec, com recursos financeiros e industriais,
assumir o controle", enfatizou.
Além
disso, continuou, a própria Rostec já desenvolveu soluções semelhantes: drones
agrícolas multirotores domésticos com dimensões semelhantes às do Baba Yaga.
Eles,
elaborou, podem ser rapidamente convertidos para missões de combate, como quase qualquer
drone.
Tal
abordagem, concluiu, é uma prática mundial existente: quando, mais cedo ou mais
tarde, os inventores de garagem, ou seja, os inovadores, demonstrarem a
capacidade de gerar novas ideias interessantes, de uma forma ou de
outra, eles se integrarão a um grande negócio.
Anteriormente,
Putin declarou que a Rússia se tornou líder no campo de veículos aéreos não
tripulados, superando a Ucrânia em quase todos os setores da frente nesse
componente. Ao mesmo tempo, ele reconheceu a falta de drones pesados, como o
Baba Yaga do inimigo.
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Rússia está desenvolvendo módulo universal de planagem com alcance de até 300
km, diz ministro
O
alcance das bombas aéreas russas com um módulo universal de planagem e correção
(UMPK, na sigla em russo) aumentou para quase 300 quilômetros. Este parâmetro
depende do calibre da munição, disse o primeiro vice-primeiro-ministro da
Rússia, Denis Manturov.
"Trata-se
dos já bem conhecidos módulos universais
de planagem e
correção, na essência é uma bomba aérea, que foi rapidamente modificada para o
módulo de voo com alcance, dependendo da massa, a partir de 90
quilômetros, no início era 50–60 [km], hoje já são 90–100 [quilômetros], quase
até 300 km", disse Manturov em
entrevista ao canal de TV Rossiya 24.
Além
disso, o vice-primeiro-ministro disse que a Rússia produz e fornece ao front
mais drones do que a Ucrânia. Ele acrescentou que na Rússia o trabalho está
sendo feito em vários tipos de drones, incluindo quadricópteros e drones FPV. A Rússia produz
"um milhão desses produtos", disse o primeiro vice-primeiro-ministro.
O
módulo universal de planagem e correção é usado em vários tipos de bombas
aéreas, ele permite realizar a missão de voo sem entrar na zona de ataque
dos sistemas de defesa
antiaérea do
adversário.
A Força
Aeroespacial da Rússia tem usado ativamente bombas aéreas equipadas com UMPK na
área da operação militar especial.
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Analista explica por que garantias de segurança do Ocidente à Ucrânia podem ser
'bomba-relógio
As
garantias de segurança para a Ucrânia que o líder do país Vladimir Zelensky
exige serão usadas pelo Ocidente para criar provocações contra a Rússia, disse
o analista econômico americano Martin Armstrong na rede social X.
"Esta
é uma bomba-relógio que permitirá à UE e à OTAN fazer uma provocação, culpar a
Rússia e provocar a guerra em
grande escala que
a Europa quer," escreveu ele.
Ao
mesmo tempo, explicou o especialista, também se deve tomar cuidado com
quaisquer planos de paz na Ucrânia que contenham disposições sobre defesa
coletiva.
Anteriormente,
o primeiro-ministro polonês Donald Tusk anunciou que os líderes da União
Europeia (UE) discutirão garantias de
segurança para a Ucrânia após a reunião de Zelensky com o presidente dos
EUA, Donald Trump. De acordo com ele, todos os participantes da discussão
concordaram que as garantias de segurança para Kiev são cruciais.
Entretando,
o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou
e Washington chegaram a um entendimento de que a Ucrânia deve retornar aos
fundamentos de não-alinhamento, neutralidade e ausência de armas
nucleares.
Foi na condição de neutralidade que a Rússia reconheceu a independência da
Ucrânia em 1991.
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Trump põe Zelensky em seu lugar ao esfriar otimismo dele sobre plano de paz na
Ucrânia, diz mídia
O
presidente dos EUA, Donald Trump, esfriou o otimismo do atual líder ucraniano,
Vladimir Zelensky, sobre seu plano para resolver o conflito na Ucrânia, escreve
o jornal The Hill.
O
jornal lembra que Trump afirmou
que nenhuma proposta de Zelensky para resolver a situação na Ucrânia será
válida sem a sua aprovação.
"O
presidente Trump minimizou o otimismo de [...] Zelensky sobre o plano
de paz de 20 pontos [proposto por ele]", ressalta a publicação.
Conforme
especifica o artigo, essas declarações foram feitas por Trump dias antes de
um encontro pessoal com
Zelensky.
Ao
mesmo tempo, é apontado que o líder
estadunidense acredita
que tudo correrá bem e declarou que esperava falar com seu homólogo russo em
breve.
O
vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, afirmou que o
plano ucraniano para resolver o conflito difere significativamente do
discutido com os Estados Unidos.
Segundo
ele, o documento de 20 pontos, distribuído pela mídia, teria supostamente sido
entregue aos jornalistas pelo próprio Zelensky.
Entre
suas disposições, estão exigências de garantias de segurança do tipo da Organização do
Tratado do Atlântico Norte, a gestão conjunta da usina nuclear de Zaporozhie com
Washington e a recusa em estabelecer um acordo de não agressão com Moscou
na legislação ucraniana.
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Coronel americano explica por que a Rússia não vai
discutir a questão territorial com Zelensky
A
Rússia não vai discutir a questão territorial com o líder ucraniano Vladimir
Zelensky, disse em seu canal no YouTube o tenente-coronel aposentado do
Exército dos EUA Daniel Davis.
"Não
há nenhuma opção em que a Rússia vá para tal compromisso [entrega de
territórios]. Esta é uma exigência muito séria, e nem a Ucrânia nem o Ocidente
têm a vantagem de exigir isso", observa ele.
Segundo
o coronel, Zelensky está deliberadamente impondo condições provocatórias para
sabotar o processo de paz e acusar a Rússia de não querer acabar com o
conflito. Essas regiões já estão consagradas na Constituição russa, e ninguém
pode mudá-la, explica Davis.
"É
apenas uma dura verdade", disse ele.
De
acordo com vários meios de comunicação, Zelensky apresentou na quarta-feira
(24) um projeto de plano para a resolução do conflito durante
conversa com jornalistas ucranianos. Entre seus pontos, Kiev se recusa a
retirar tropas das regiões russas, mas a Rússia também é instada a deixar as
regiões de Dnepropetrovsk, Nikolaev, Sumy e Carcóvia. No projeto de plano, que
consiste de 20 pontos, não há disposições sobre o reconhecimento da Crimeia e
do Donbass como territórios russos, nem sobre a obrigação da Ucrânia
de não se juntar à OTAN.
O
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que o regime de Kiev deve tomar uma
decisão e começar a negociar. Conforme ele, o espaço para a liberdade de
decisão de Kiev é reduzido no curso das ações ofensivas do Exército russo, e é
precisamente a coerção do regime em Kiev para uma solução pacífica, já uma
continuação dos combates para a liderança ucraniana é insensata e perigosa.
¨
Solução para Ucrânia agora depende de vontade política,
afirma vice-chanceler russo
Todas
as partes se aproximaram de uma solução para a crise na Ucrânia, mas o desfecho
agora depende da vontade política das partes envolvidas, afirmou nesta
sexta-feira (26) o vice-ministro das Relações Exteriores russo Sergei Ryabkov.
Segundo
o diplomata, enquanto há prontidão de Moscou para um acordo, Kiev e seus
patrocinadores na União Europeia não buscam um entendimento mútuo e dobraram os
esforços para atrapalhar as negociações. Estabelecer prazos artificiais,
acrescentou Ryabkov, não ajudarão em nada.
"É
incorreto falar sobre o cronograma de um acordo na Ucrânia, pois o que importa
não são as datas, mas a resolução da essência da questão. A Rússia está
totalmente preparada para resolver o conflito ucraniano", declarou ele
durante o programa "60 Minutos", do canal Rossiya 1.
Etrentanto,
frisou, Moscou não pode ir além dos compromissos firmados durante as negociações
Rússia-EUA em
Anchorage sobre um acordo para a Ucrânia; caso contrário, nenhum trato poderá
ser alcançado.
O
vice-chanceler também afirmou que a Ucrânia divulgou um plano de acordo
fundamentalmente diferente daquele que está sendo trabalhado com os EUA.
"Vimos
ontem referências a um plano de 20 pontos surgirem em grupos públicos
ucranianos. Sabemos que esse plano é radicalmente diferente — se é que pode ser
chamado de plano —
dos 27 pontos nos quais temos trabalhado em contatos com o lado norte-americano
nas últimas semanas, desde o início de dezembro."
O
representante russo disse ainda que seu país gostaria de ver a Ucrânia
como uma nação amiga e que é preciso tentar aproximar esse entendimento do
lado ucraniano. Outra informação divulgada por ele foi que os EUA estão
vinculando a retomada dos voos entre a Rússia e o país à conclusão do acordo
sobre o conflito ucraniano.
Além
disso, o risco de um conflito nuclear não foi completamente eliminado, e a
Rússia está enviando sinais aos EUA de que está pronta para "negociar
de verdade".
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Macron e Merz entram em conflito por posições divergentes sobre a Rússia,
diz mídia
As
tensões entre o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão
Friedrich Merz aumentaram após a proposta do líder francês de retomar o diálogo
com o presidente russo Vladimir Putin, informou a mídia alemã.
Macron
afirmou recentemente que seria útil para a Europa restabelecer o contato
com Moscou, sublinhando a importância de encontrar uma base adequada para
esse diálogo.
A
iniciativa, porém, não teria sido coordenada com Berlim, o que gerou
desconforto no governo alemão.
Segundo
a publicação, Merz prefere ignorar publicamente o gesto de Macron para evitar
um confronto direto entre Paris e Berlim, mas o episódio revela a
crescente distância entre as duas lideranças europeias.
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EUA veem cooperação econômica como meio de normalizar
relações entre Moscou e UE, diz mídia
Funcionários
do governo dos EUA acreditam que o restabelecimento das relações econômicas
entre a Rússia e a União Europeia (UE) abrirá caminho para a normalização das
relações entre os dois lados, escreve o jornal The Wall Street Journal.
O
jornal aponta que a integração
econômica faz sentido para os países ocidentais, pois pode trazer prosperidade.
"A
reintegração [da Rússia] à economia global trará lucros aos investidores
norte-americanos e estabilizará as relações de Moscou com a Ucrânia e a
Europa", ressalta a publicação, citando fontes da administração
estadunidense.
Segundo
a matéria, essa é a opinião, em particular, do enviado especial do presidente
dos EUA, Steve Witkoff, e de seu genro,
Jared Kushner.
Conforme
especifica o jornal, eles consideram a Rússia um país com muitas
oportunidades para empreendedores.
Ao
mesmo tempo, continua o artigo, a Rússia possui recursos naturais valiosos e
empreendedores tecnológicos talentosos.
Dessa
forma, o artigo salienta que há um vasto potencial para os investidores
ocidentais ganharem dinheiro se cooperarem com o lado russo.
Além
disso, o material lembra o fato de que a Rússia possui grandes depósitos de
fontes de energia e minerais de terras
raras,
o que também gera novas oportunidades para potenciais parceiros do Ocidente.
"É
claro que a Rússia deve ser reintegrada à economia mundial [...].
Essa ligação econômica faz todo sentido", conclui a publicação.
No
início de dezembro, o The Wall Street Journal informou que a administração do
presidente estadunidense Donald Trump havia enviado aos seus colegas europeus
documentos relativos aos planos de recuperação econômica da Ucrânia e
ao restabelecimento das relações econômicas com a Rússia após o fim do
conflito. As propostas norte-americanas provocaram negociações tensas entre
Washington e Bruxelas.
Anteriormente,
o governo dos EUA havia anunciado o desenvolvimento de um plano para a
resolução do conflito ucraniano. Por sua vez, o Kremlin informou que a Rússia
continua aberta às negociações e permanece na plataforma de discussões criada
em Anchorage.
Fonte:
Sputnik Brasil

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