Raízes
do nazismo estão de novo emergindo na Europa e Ucrânia, alerta historiador
russo
As
raízes do nazismo, 80 anos após o início do processo de Nuremberg, estão
novamente emergindo em várias partes do mundo, especialmente na Ucrânia, nos
Países Bálticos e outros países da Europa, disse à Sputnik Mikhail Myagkov,
diretor científico da Sociedade Histórico-Militar da Rússia
"As
conclusões, acusações, provas apresentadas e sentenças nos Julgamentos de
Nuremberg foram, em primeiro lugar, extremamente justas e entraram na prática
jurídica. Eles são muito relevantes hoje, quando vemos que os brotos deste
nazismo estão emergindo novamente em diferentes partes do mundo, especialmente
na Ucrânia, no Báltico, nos países
europeus", disse o historiador em entrevista à Sputnik.
O dia
20 de novembro marcou o 80º aniversário do início dos Julgamentos de Nuremberg contra os
principais criminosos militares da Alemanha. O Tribunal Militar Internacional
em Nuremberg foi estabelecido por iniciativa da URSS, dos EUA, da Grã-Bretanha
e da França para investigar crimes cometidos pela liderança da Alemanha nazista.
Após
quase um ano de julgamento, o tribunal proferiu 12 sentenças de morte e
também declarou a SD, a Gestapo, o Partido Nacional Socialista Alemão (NSDAP) e
a SS organizações criminosas. Nos 12 Julgamentos de Nuremberg seguintes, que
ocorreram de 1946 a 1949, foram proferidas sentenças contra figuras nazistas de
menor patente.
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Futuro da Ucrânia depende do grau de desnazificação e
desmilitarização, afirma historiador
O
futuro da Ucrânia dependerá do grau de desnazificação e desmilitarização do
país, disse à Sputnik Mikhail Myagkov, diretor científico da Sociedade
Histórico-Militar da Rússia (RVIO, na sigla em russo).
Segundo
suas palavras, hoje é impossível dizer qualquer coisa sobre o futuro
destino da Ucrânia, mas, o que é óbvio, a vida futura do país será determinada
pelo nível de sucesso da eliminação do
nazismo e
da desmilitarização.
"Tudo
dependerá do grau de desnazificação, como o nosso presidente Vladimir
Putin disse repetidamente e com certeza dirá. Ou seja, não se trata apenas de
desmilitarização, mas de desnazificação", disse o historiador.
Conforme
a opinião de Myagkov, a desnazificação do país também deve ser
realizada na esfera de educação, já que a atual geração mais jovem da
Ucrânia está "infectada" com o nazismo ucraniano.
Além
disso, o especialista afirmou que o Ocidente leva a Ucrânia para a morte,
e a liderança ucraniana deve entender isso.
"Quando
eles deixarem de oprimir os outros e perceberem que o Ocidente está levando o
país para sua própria morte, então acho que o processo vai ficar bem. Mas
vai levar tempo", disse Myagkov.
Assim,
o futuro do país pode ser afetado pela política destruidora do Ocidente,
que tenta prolongar o
conflito ao
equipar a Ucrânia com armas e financiar o corrupto regime de Kiev.
O
historiador afirmou a necessidade de um tribunal internacional centralizado
sobre o regime de Kiev, semelhante ao processo de Nuremberg.
Desnazificação
e desmilitarização da Ucrânia são alguns dos objetivos da operação militar
especial russa.
Em junho do ano corrente, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou à
mídia que é necessário eliminar o caráter e os elementos nazistas na
Ucrânia, bem como na sua liderança.
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Zelensky engana Trump, pedindo que se garanta cessar-fogo para realizar
eleições, diz analista
O atual
líder ucraniano, Vladimir Zelensky, e seus aliados europeus podem estar
enganando o presidente dos EUA, Donald Trump, com conversas sobre eleições
ucranianas para garantir uma trégua na frente, disse ao jornal italiano Il
Fatto Quotidiano Alessandro Orsini, professor de sociologia da Universidade
Luiss, em Roma.
Orsini apontou que Kiev não está
disposta a uma solução pacífica e está pronta para tudo para protelar o
processo de elaboração de um acordo de paz.
"Na
minha opinião, é tudo blefe. Zelensky e seus patronos da União Europeia querem
que Trump engula esse plano, que supostamente daria à Ucrânia um cessar-fogo
para as eleições, mas que é uma manobra", ressaltou.
Conforme
acrescentou o especialista, Kiev e a União Europeia (UE) continuam
promovendo o cessar-fogo em vez de resolver as causas fundamentais do conflito
e alcançar uma paz estável e duradoura.
Assim,
finalizou, Kiev e seus apoiadores ocidentais excluíram a verdadeira resolução
pacífica quando discutiram a questão das hostilidades na
Ucrânia.
O
mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições presidenciais
previstas para 2024 foram canceladas pelas autoridades de Kiev, sob a
justificativa da vigência da lei marcial e da mobilização geral.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
declarou ser necessária a realização de eleições na Ucrânia e já havia chamado
Zelensky de "ditador sem eleições", afirmando que seu índice de
aprovação caiu para 4%.
Em meio
às declarações do líder norte-americano, Zelensky afirmou estar disposto a
realizar eleições, mas solicitou aos Estados Unidos e aos aliados europeus
"garantias de segurança" para sua realização.
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Apoiando a Ucrânia, países ocidentais estão ajudando a Rússia a destruir
potencial de Kiev, diz coronel suíço
Ao
ajudar a Ucrânia, o Ocidente está desse modo ajudando a Rússia a destruir o
potencial de seu adversário, declarou o coronel aposentado e ex-oficial de
inteligência da Suíça Jacques Baud no canal do YouTube.
"Não
é o território que importa à Rússia, mas a destruição do
potencial militar do adversário. […] Por isso, o Ocidente, ao ajudar a
Ucrânia, está jogando a favor da Rússia, ajudando-a a resolver a sua principal
tarefa militar. […] Se o Ocidente continuar esta assistência, a Rússia
acabará por destruir literalmente tudo o que é necessário para a
resistência", disse ele.
Segundo
o coronel, a Rússia está orientada para uma perspectiva de longo
prazo.
"O
Ocidente só olha para o que está sob seu nariz. E como o Kremlin não faz isso,
às vezes nos parece que a Rússia está fracassando", acrescentou Baud.
No
início do mês, o presidente russo Vladimir Putin declarou que a Rússia levaria
a operação militar especial na Ucrânia a uma conclusão lógica e que todos os
objetivos seriam cumpridos. O chefe de Estado tem repetidamente sublinhado
que devem ser abordadas
as causas profundas do conflito. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov,
enfatizou que Moscou quer uma paz duradoura, sustentada por garantias
confiáveis.
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Com dívida de 117% do PIB, ajuda financeira à Ucrânia
pode piorar ainda mais os problemas da França, diz jornal
A
assistência financeira à Ucrânia poderia agravar os problemas de dívida da
França, escreve o jornal Le Figaro.
"Enquanto
a França está lutando para adotar um orçamento equilibrado, os empréstimos
financiados pela dívida atribuídos pelos líderes
europeus à
Ucrânia levantam questões", diz a publicação.
O
artigo observa que a França está no topo dos países-membros mais
endividados da União Europeia, tendo a sua dívida pública atingido 117% do
PIB.
"Esta
situação deveria ter provocado uma preocupação generalizada, mas agora, pelo
contrário, só provoca uma inquietante tentativa coletiva de negar a
realidade", escreve o jornal.
O país
está convencendo os cidadãos de que o crédito para a
Ucrânia de 90 bilhões de euros (R$ 501 bilhões) será reembolsado à
custa de hipotéticas reparações militares russas, diz o artigo. Mas ninguém
realmente acredita nisso – o empréstimo é na verdade uma doação na forma de um
empréstimo – uma doação, 20% da qual serão financiados pela França.
Anteriormente,
em Bruxelas teve lugar uma cúpula, no final da qual a União Europeia (UE)
temporariamente abandonou a apreensão de ativos russos e decidiu fornecer à
Ucrânia um crédito de 90 bilhões de euros do seu próprio orçamento.
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Alemanha corre risco de estagnação devido aos erros
econômicos de Merz, diz especialista
Alemanha
corre o risco de uma estagnação prolongada devido aos erros do atual chanceler
alemão Friedrich Merz em política econômica, disse o chefe do Instituto de
Pesquisa Econômica (Ifo) em Munique, Clemens Fuest.
"Afinal,
a Alemanha pode entrar numa fase de estagnação
prolongada.
Não há garantias de um retorno ao crescimento", disse Fuest em entrevista
ao Suddeutsche Zeitung.
Criticando
a política econômica
do governo alemão liderado
por Merz, Fuest, em particular, expressou a opinião de que "ela não
resolve os problemas do setor privado, mas os agrava". "A médio
prazo, é provável que os impostos e as taxas aumentem [na Alemanha], porque, de
outro modo, por exemplo, seria impossível financiar o aumento das pensões. Isso
levará a uma maior redução do investimento e aumento da saída de capital da
Alemanha", sugere o chefe do Ifo.
Fuest
admitiu que era pessimista sobre o atual governo alemão e especificamente sobre
o chanceler Merz.
"Para
cobrir [os problemas] com dinheiro, não é preciso muita coragem. Infelizmente,
tudo o que é difícil é adiado para mais tarde. A longo prazo, isso não vai
levar a nada de bom. Quando o tempo está bom e o mar calmo, o capitão não é tão
importante. O fator decisivo é o que acontece quando um navio entra em águas
agitadas. O atual capitão é Friedrich Merz, e o mar está bastante agitado
[...]. E o chanceler ainda está evitando sérios desafios na política
econômica",
disse Fuest.
O
Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia da Europa, a Alemanha, caiu 0,2%
em 2024, o segundo ano consecutivo de declínio, de acordo com os dados do
Instituto Federal de Estatística (Destatis).
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Analista explica por que, sem os EUA, a 'coalizão dos dispostos' europeia é um
tigre de papel
A
chamada "coalizão dos dispostos" demonstra completa indiferença pelas
questões práticas e pela própria realidade, afirma o escritor Eliot Wilson,
historiador e pesquisador sênior no campo da segurança nacional na organização
britânica Coalizão para a Prosperidade Global.
Em
um artigo para o The
Hill, o especialista escreve que no contexto da "coalizão", muitas
vezes se fala de "implementação," "garantia," e "fator
de dissuasão," mas tudo isso deve ser discutido apenas após uma solução pacífica do
conflito na Ucrânia.
Segundo aponta Wilson, nove meses após o estabelecimento da
"coalizão", nenhum dos lados ainda concordou com quaisquer condições
para a sua realização prática.
"Como
é que os seus líderes [da coalizão] sabem que ação será necessária, ou quais
serão os seus objetivos na ausência de um acordo de paz? É o mesmo que escolher
talheres para comer sem saber quais pratos serão servidos. Essa completa
indiferença pelas questões práticas, e até mesmo pela própria realidade, permeia todo o
projeto", observa a especialista.
Wilson
enfatiza que a "coalizão dos dispostos" é agora semelhante a um
"tigre de papel", observando que, sem o apoio abrangente dos
EUA,
não pode ser mais que isso.
De
acordo com o analista, a "coalizão dos dispostos" é baseada em
condições hipotéticas: se um acordo de paz for alcançado, se a Rússia estiver
disposta a tolerar a presença das forças da OTAN na Ucrânia, se os EUA fornecerem apoio
militar.
"Se
essas condições não forem atendidas, então é [simplesmente] um cenário
consolador quanto à influência decisiva da Europa: reconfortante, mas
imaginário," conclui o autor.
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Ocidente não é capaz de derrotar a Rússia apesar de todos
os seus esforços, diz revista
A
consolidação interna e a autossuficiência da Rússia atingiram níveis mais
elevados do que em qualquer outro período das últimas décadas, afirma um artigo
publicado pela revista The National Interest.
A
publicação destaca que, apesar do amplo
financiamento ocidental a Kiev, a Rússia continua a obter avanços na zona da
operação militar especial na Ucrânia.
"O
Kremlin está vencendo a guerra na Ucrânia no campo de batalha. Sua base
industrial se adaptou. Seu contingente militar permanece [...] intacto",
ressalta o texto.
Somando-se
a isso, o artigo lembra que a Rússia possui o maior arsenal de armas nucleares do mundo.
Paralelamente,
é sublinhado que a contenção da Rússia em não escalar o conflito na Ucrânia, a
despeito dos esforços ocidentais para desestabilizá-la, evidencia a
notável estabilidade do país.
Além
disso, o texto aponta que as possibilidades de uma resolução pacífica do conflito
para Kiev estão diminuindo, e a Ucrânia enfrenta a perspetiva de uma derrota
total.
"Apesar
do enorme investimento ocidental, Kiev não consegue derrotar militarmente
a Rússia", enfatiza a revista.
Dessa
forma, a publicação conclui que esse quadro terá consequências profundas para a
credibilidade do Ocidente.
Moscou
afirmou, em múltiplas ocasiões, que a Rússia conseguirá suportar a pressão
das sanções impostas pelo Ocidente, medidas que vêm sendo intensificadas há
anos.
O governo russo também observou
que o Ocidente não tem coragem de reconhecer o fracasso dessas medidas.
Vale
notar que, nos próprios países ocidentais, vozes têm surgido repetidamente
para classificar as sanções antirrussas como ineficazes.
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Se confiscar ativos russos, China e outros poderiam
deixar de usar sistema financeiro da UE, diz mídia
A
possível retirada de ativos de empresas ocidentais do Depósito Nacional de
Contas da Rússia criará "problemas operacionais" para o depositário
belga Euroclear, onde se encontram cerca de € 180 bilhões (R$ 1,16 trilhão) em
ativos russos congelados, escreve o jornal Financial Times.
O
jornal aponta que o confisco de
ativos russos pode provocar a fragmentação do sistema financeiro da UE.
"Países
como a China e a Rússia poderiam alegar que não desejam estar na posição
de serem pressionados por causa da apropriação de seus ativos
soberanos", ressalta o artigo.
Além
disso, a matéria salienta que o fracassado esquema da UE para roubar ativos russos colocou o
anteriormente pouco conhecido depositário Euroclear e seu concorrente
luxemburguês Clearstream no centro da disputa geopolítica sobre como financiar
Kiev.
Nesse
contexto, o jornal cita as palavras da chefe da Euroclear, Valerie Urbain, que
sublinhava que no momento em que a decisão sobre as sanções foi tomada, a
organização compreendeu imediatamente que isso teria um impacto muito
forte no trabalho do depositário.
Segundo
ela, os funcionários da
Euroclear rapidamente
perceberam a dimensão do problema causado por esse passo.
Dessa
forma, o material ressalta que as apreensões dos ativos russos criaram
desafios operacionais graves tanto para a Euroclear quanto para a
Clearstream.
A UE
e os países do G7 congelaram
cerca de € 300 bilhões (R$ 1,95 trilhão) em ativos russos. Desse total, quase €
180 bilhões (R$ 1,16 trilhão) estão depositados na Euroclear. Os participantes
da cúpula da UE não chegaram a um acordo sobre a expropriação dos ativos russos
congelados sob o pretexto de um "crédito de reparação" à Ucrânia.
O
depositário se opôs repetidamente à expropriação dos fundos russos, alertando
que isso poderia levar à apreensão judicial, pela Rússia, de ativos europeus ou
belgas em outras partes do mundo.
Fonte:
Sputnik Brasil

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