segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Kakay: Um bando escatológico que saiu de um esgoto nefasto, governou o país e saqueou a coisa pública

Muito triste e humilhante este entorno dos principais assessores do ex-presidente Bolsonaro. É óbvio que ele, o ex-presidente, já se revelou um indigente intelectual e uma pessoa com baixíssima capacidade de se situar, se posicionar. Quando era presidente, era humilhação permanente.

As cenas do ex-presidente em reuniões internacionais eram de matar de vergonha.

Agora a situação é de horror. A tal Zambelli, que votou contra os direitos mínimos - absorvente feminino - das presas quando era deputada, agora se arrasta, se humilhando na prisão italiana. Dá pena. Foi agredida fisicamente na prisão pela prepotência.

O filho Eduardo se gabou de mandar no Trump e afrontou o Brasil. Hoje é uma sombra da prepotência anunciada. Cassado. Humilhado. Vai ser preso.

O governo americano retirou, ou começa a retirar, as sanções criminosas a brasileiros. Uma vitória do governo Lula, da soberania e do povo brasileiro.

Agora a cena patética da prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. Humilhante. Foi preso com um passaporte falso ao entrar no Paraguai - onde não é necessário passaporte para entrar - e, pasmem, com uma declaração por escrito que era surdo, mudo e não poderia responder a perguntas!! Parece brincadeira, mas é verdade. Algo assustador. Disse que tinha um câncer na cabeça, no cérebro. Teratológico. Escatológico. Este cidadão ocupou um cargo importante no governo Bolsonaro. São asquerosos. Não têm nenhuma dignidade.

Tudo deixa claro por que os bolsonaristas ficavam horas na porta dos quartéis, fazendo orações para pneus, fazendo sinais de WhatsApp para seres extraterrestres. Por que afirmam que o Lula morreu há anos e tem um sósia no Palácio... É assustador. Este é o grupo que assaltou o país. Que tinha um ministro da saúde, em plena pandemia, que não sabia o que era SUS.

Os líderes da organização criminal já estão presos. Inclusive o chefe, Bolsonaro. Infelizmente, não podemos simplesmente esquecer. Este bando criminoso tem que ser responsabilizado. O Brasil merece que esta organização criminosa seja punida. Eles são de muito baixo nível, um bando escatológico que saiu de um esgoto nefasto. Mas que governou o país e saqueou a coisa pública. Não podemos esquecer.

Que vergonha!

•        Noblat: O balanço do “procura-se” bolsonarista em 2025

O Natal de 2025 encerra um ciclo inicial de três anos para o bolsonarismo. Se em outros tempos as fronteiras eram vistas como escudos, este fechamento de ano consolidou um “efeito dominó”. O que vemos agora é o fim da hospitalidade estrangeira, celas internacionais e um movimento desesperado de sobrevivência política que tenta saltar por cima das grades.

A imagem que define a semana é a de Silvinei Vasques. O ex-diretor da PRF, condenado a mais de 24 anos por tentativa de golpe e por usar a estrutura policial para interferir nas eleições de 2022, protagonizou a fuga mais comentada da temporada. Na madrugada de 25 de dezembro, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e cruzou a fronteira paraguaia, tentando chegar a El Salvador. A aventura terminou no Aeroporto de Assunção em 26 de dezembro; detido com documentos falsos, Silvinei foi entregue às autoridades brasileiras e já se encontra no Complexo da Papuda.

Em Roma, a situação de Carla Zambelli atingiu o ápice da tensão. Condenada a 10 anos pela invasão dos sistemas do Judiciário — onde forjou um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes —, a deputada vive um isolamento severo no presídio feminino. Relatos confirmados por sua defesa indicam que Zambelli foi vítima de agressões físicas por outras detentas em pelo menos duas ocasiões. O clima hostil forçou o pedido de transferência de cela por risco à integridade física. No Brasil, Zambelli renunciou ao cargo na última sexta-feira (26) para tentar preservar seus direitos políticos, embora permaneça presa aguardando o processo de extradição.

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Nos Estados Unidos, o clima é de incerteza para os “moradores de Miami”. Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, é oficialmente um foragido, condenado a 16 anos pela trama golpista. O golpe de misericórdia veio em 19 de dezembro, quando a Câmara cancelou os passaportes diplomáticos de Ramagem e de Eduardo Bolsonaro. Eduardo, que perdeu o mandato por excesso de faltas enquanto fazia política nos EUA, agora se vê sem imunidade e sem documentos oficiais. Sem o “escudo de Brasília”, ambos dependem da boa vontade da justiça americana para não serem deportados.

No meio deste turbilhão jurídico, a política tenta se reorganizar. No dia 25 de dezembro, uma carta de Jair Bolsonaro — escrita à mão e lida por seu filho em frente ao hospital onde o ex-presidente (atualmente preso) passou por cirurgia — oficializou Flávio Bolsonaro como seu herdeiro político para 2026. A movimentação tenta manter o controle do espólio político, mas esbarra na postura de Tarcísio de Freitas. O governador de São Paulo mandou seu recado mais recente: declarou-se “fiel, mas não submisso”, sinalizando que o figurino de presidenciável está pronto, com ou sem o aval exclusivo do clã Bolsonaro.

O ano termina com a justiça brasileira provando que a distância geográfica é apenas um adiamento do inevitável. O cerco fechou, e o mapa da direita para 2026 começa a ser desenhado não somente em Brasília, mas também nas salas de visita dos presídios.

•        O que está por trás da campanha da Globo contra Alexandre de Moraes. Por Luís Nassif

Uma cobertura jornalística é interessante pelas informações que traz, e também pelas intenções que sugere. Uma denúncia é furo. Sua repetição por uma ou duas vezes, é repercussão. A insistência em esquentar a denúncia inicial, com base em fontes discutíveis, e espalhar a campanha por todos os veículos da organização, é conspiração.

A repórter Malu Gaspar é conhecida por algumas características, dentre as quais a do uso abusivo de fontes anônimas. Ficou conhecida nas redes sua sucessão de notas sobre o “mal estar nas Forças Armadas”. Cada passo do governo gerava uma nota alertando para o tal “mal estar”. Quem seriam as tais Forças Armadas mencionadas? Poderia ser um militar da reserva, morador do mesmo prédio que ela; um general aposentado, filiado ao Clube Militar; um órfão de Bolsonaro. Pouco importa: o “mal estar” era atribuído a toda a corporação.

Saliente-se que a denúncia do contrato firmado entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes e o Banco Master é, por si, explosiva. O que não se entende são os desdobramentos.

Não há a menor dúvida de uma ação articulada para derrubar Alexandre de Moraes, na qual a Globo colocou seu batalhão conhecido: Malu (Globo e Globonews), Carlos Alberto Sardenberg (na CBN), inclusive acenando com a possibilidade de um impeachment – em cima de uma notícia sem fontes e sem provas. Montar uma campanha dessa amplitude, sem checar as informações, demonstra uma intenção política explícita.

A grande questão é: qual o interesse das Organizações Globo em detonar Alexandre de Moraes?

Os julgamentos dos crimes de 8 de janeiro estão na reta final. Terminados os julgamentos, Moraes sai do primeiro plano. Portanto, não é o caso, como não é o inquérito das Fake News.

Pode ser que, atingindo Moraes, as Organizações Globo pretendam enfraquecer o Supremo? É uma possibilidade.

Há quatro temas possíveis, de impacto, correndo no Supremo. Vamos analisá-los um a um e tentar identificar eventual interesse da Globo.

>>> Tema 1 – o embate com as organizações criminosas que se apossaram do orçamento secreto

Segundo corre em Brasilia, haveria pelo menos 90 parlamentares investigados pela Polícia Federal. O inquérito está nas mãos do Ministro Flávio Dino. Não parece ser tema de interesse direto da Globo. Mas é inegável que o enfraquecimento do STF fortalece o Centrão e atrapalha a apuração dos crimes com o orçamento secreto.

>>> Tema 2 – as investidas contra o bolsonarismo, com vistas às próximas eleições.

A Globo é claramente contra os Bolsonaro. E uma investida contra Flávio fortaleceria o candidato da Faria Lima, Tarcísio de Freitas. Portanto, não parece ser o caso.

>>> Tema 3 – o contraponto ao poder excessivo de Moraes

Não bate. A Globo foi a principal alimentadora do poder excessivo de Sérgio Moro e da Lava Jato. Jamais foi contraponto a poderosos, a não ser quando tinha os interesses contrariados.

>>> Tema 4 – as investigações sobre a Lava Jato

Aí as suspeitas começam a ficar um pouco mais concretas.

Há duas hipóteses.

A primeira é a de lealdade eterna da Globo à Lava Jato. Comprometeu-se até o pescoço com a operação, colocou seus jornalistas mais conhecidos em apoio à Lava Jato. Jamais fez a autocrítica. Mas também não bate. A Globo é uma empresa de paixões ocasionais e pragmáticas. A Lava Jato tornou-se uma mancha em sua história, quase tão forte quanto o apoio à ditadura. Não se comprometeria se não fosse algo de muito forte no ar.

Sobra a segunda hipótese: o avanço das investigações nos arquivos da 13a Vara e na famosa “caixa amarela” poderia chegar a revelações incômodas sobre a parceria Lava Jato-Globo.

É uma possibilidade, não uma certeza. Poderia dizer que 6 fontes minhas confirmaram essas suspeitas. Mas não seria verdade. Trata-se de uma mera análise de probabilidades.

De qualquer modo, é questão de tempo para as razões reais da campanha serem desvendadas.

A Globo não ignorou o fato, mas o confinou ao registro regional e operacional, evitando o enquadramento nacional e o mergulho nas implicações institucionais. Outros veículos ocuparam esse espaço — cada um à sua maneira. Resultado: o debate público “escalou” fora da Globo.

Em termos de impacto, foi menos “apagão” e mais controle de enquadramento. Um clássico.

•        Por que só agora Folha e Globo blindam André Esteves na guerra contra Vorcaro e atacam Moraes e o STF

ruto de vazamentos e seis fontes sigilosas, a narrativa de Malu Gaspar, no jornal O Globo, de suposto contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com Daniel Vorcaro e a especulada “pressão” do marido dela, o ministro Alexandre de Moraes, em reuniões com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, sobre o caso envolvendo o banco Master deram munição para a mídia liberal iniciar uma série de ataques coordenados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A verborragia em reportagens e editoriais d’O Globo, da Folha de S.Paulo e do Estadão, clamam por um “código de conduta” aos ministros, mostrando-se apavorados com o modus operandi histórico dos ricaços, de contratar advogados e escritórios, inclusive de parentes, que tenham proximidade com julgadores, além de oferecer benesses como vôos em seus jatinhos.

Essas questões causam estarrecimento há décadas em qualquer pessoa que acompanhe com lupa as movimentações nos bastidores do poder. Mas, quase sempre, passam despercebidas pelas famílias que dominam a mídia liberal. A não ser que alguma decisão fira seus interesses.

Ai basta usar outra tática conhecida: acabar com a reputação pública com infinitos editoriais, artigos de “colonistas” e reportagens – com dutos de dinheiro e muita semiótica – para criar factoides. Foi assim, por exemplo, na Lava Jato, quando o alvo do lawfare por “convicção” de Sergio Moro (União-PR), que almejou o mesmo STF ao deixar a toga para se tornar “super” ministro de Jair Bolsonaro (PL), era Lula – nome que desperta ódio dos clãs da mídia liberal e da Faria Lima há décadas.

<><> Reverter a liquidação?

Desde quando as “reportagens” contra Moraes e Dias Toffoli, relator do caso Master que teria pegado carona em jatinho do banqueiro, vieram à tona, a mídia liberal faz eco aos ataques do bolsonarismo ao STF.

Nos últimos dias, os ataques são dirigidos à acareação determinada por Toffoli que colocará Vorcaro frente à frente com Ailton de Aquino, do Banco Central, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) e braço do grupo político, ligado ao Centrão, que tentou salvar o Master com a instituição pública, que pertence ao governo do Distrito Federal.

A acareação tem o propósito justamente de tirar o manto que encobre o grupo político que pressionou o Banco Central para tentar evitar a liquidação do Master em meio à negociata com o BRB. E deve revelar uma teia de lobistas do Centrão – e da mídia – que atua em defesa dos “empresários” da Faria Lima.

Para justificar os ataques à acareação, a mídia liberal diz que “O mercado financeiro teme que esses movimentos inusitados tenham o objetivo de anular a liquidação, devolvendo o Banco Master a Daniel Vorcaro”, como vocifera Merval Pereira, em O Globo, neste domingo (28).

A proposta, assim como a narrativa de Malu Gaspar, não encontra eco na realidade. O Banco Central já anunciara há meses a falência da instituição do banqueiro ostentador. E a Faria Lima, junto com seus lobistas buscavam uma forma de salvar o Master usando dinheiro público do BRB, comandado pelo governo Ibaneis Rocha (MDB), que também corre o risco de solvência por comprar mais de R$ 12 bilhões em títulos podres do banco de Vorcaro.

<><> Guerra na Faria Lima

Quem acompanha o caso pela mídia liberal vê Vorcaro como uma espécie de Dom Quixote de La Mancha, da obra clássica de Miguel Cervantes, combatendo gigantes moinhos de vento, que tentam pintar com as faces de Moraes e Dias Toffoli.

No entanto, a face agora oculta pela mídia liberal foi levada, desde maio deste ano, pelos ventos do noticiário da mídia liberal, que antes disso conhecia o verdadeiro inimigo de Daniel Vorcaro na guerra travada na Faria Lima – e estendida aos bastidores da politicalha conduzida por lobistas de alto calibre político do Centrão, da direita e da ultradireita.

A mesma Folha, que neste sábado (27) usou “empresários” – entre eles dois ex-presidenciáveis do Partido Novo, Luiz Felipe d’Avila e Antônio Amoedo – para defender até mesmo o afastamento de Moraes do Supremo, esmiuçou em reportagem em 7 de abril que a “compra do Master abre guerra de banqueiros e causa divisão política em Brasília“.

“Aliados de Daniel Vorcaro e de André Esteves disseminam nos bastidores da capital versões distintas sobre a operação”, diz o texto, sobre a face oculta da guerra, propositalmente esquecida nos dias atuais.

No texto, a Folha coloca de um lado “o bilionário de Belo Horizonte” que “ganhou fama e expandiu suas conexões empresariais e políticas por meio de um estilo de vida considerado extravagante, com festas luxuosas, viagens exclusivas e financiamento de eventos, dos quais personagens influentes do país se tornaram frequentadores”.

De outro, “André Esteves, 56, chairman e sócio sênior do BTG Pactual, que se consolidou como um dos principais banqueiros do país desde o início da década de 1990 por um estilo arrojado de fazer negócios e discreto no trato pessoal”, mostrando claramente que lado o clã Frias, donos do PagBank na Faria Lima, se colocavam.

A reportagem ainda traz um organograma, feito a partir de “relatos de empresários, políticos, lobistas e autoridades”, que coloca Vorcaro no centro de uma rede de figuras do Centrão e do bolsonarismo: Ciro Nogueira (PP-PI), Flávia “ex-Arruda” Péres, Celina Leão (PP-DF), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Antônio Rueda (União), Fabio Faria (PP), Hugo Motta (Republicanos) e até mesmo Alexandre de Moraes, citando que o “escritório de advocacia da esposa e dos filos do ministro do STF foi contratado pelo banco” – a mesma informação divulgada recentemente por Malu Gaspar em tom sensacionalista.

De outro lado, segundo a Folha, Esteves teria a seu lado o ex-AGU de Jair Bolsonaro, Bruno Biano, contratado pelo banqueiro em 2023 para fazer a ponte com outro ex-ministro, Fabio Faria, que “presta serviços de relações institucionais para o BTG” – entenda-se lobby.

O ministro Gilmar Mendes é citado como “um dos principais interlocutores do banqueiro do BTG em Brasília, e os dois trocam avaliações informais sobre o país com frequência há anos”.

O jornal ainda cita que “Esteves hoje tem boa relação com Fernando Haddad, ministro da Fazenda, mas está distante do presidente Lula”, que, segundo o jornal, “incomodou-se com críticas públicas feitas pelo banqueiro ao governo mesmo após ter sido recebido três vezes no ano passado, o que fez com que a relação esfriasse”.

<><> Joio do trigo

N’O Globo – e no seu braço de mercado, o jornal Valor – a guerra entre Vorcaro e Esteves era amplamente conhecida e noticiada até maio deste ano. No entanto, a disputa era tratada como uma negociação entre banqueiros para salvar “passivos do banco que ficarem de fora da compra feita pelo BRB“.

“A carteira do Master está sendo analisada por grandes bancos, incluindo o BTG, que tem interesse em papéis menos ilíquidos e de precificação mais difícil, como precatórios e direitos creditórios. Se de fato o banco de André Esteves ficar com essa parte do Master, os recursos do FGC seriam usados pelo BTG para ‘administrar e gerir’ esses passivos. Isso evitaria contaminação do balanço do BTG. O banco de André Esteves já utilizou recursos do FGC quando comprou o banco Pan, da Caixa”, diz texto publicado no dia 17 de abril.

A reportagem tratava da negociata entre banqueiros para salvar a parte “saudável” do banco, que entregaria ao estatal BRB apenas a parte podre – que também foi adquirida pela RioPrevidência, de Cláudio Castro (PL-RJ), e do Amapá Previdência (Amprev), presidido por Jocildo Silva Lemos, que afirma ter assumido o comando do fundo por “convite” de Davi Alcolumbre (União-AP).

O Globo diz ainda que o Fundo Garantidor de Crédito, abastecido pelos bancos com dinheiros de correntistas e investidores para salvar instituições falidas – como está sendo no caso do agora liquidado Master, com estimados R$ 41 bilhões -, poderia “liberar até R$ 20 bilhões para a operação com o Master, mas talvez seja criado algum desconto para pagamento dos CDBs, que oferecem 140% do CDI”.

Após negar, em 2 de abril, um um acordo para adquirir parte dos ativos do Master, o banco de André Esteves anunciou em 27 de maio R$ 1,5 bilhão em ativos ao BTG Pactual e se comprometeu a destinar esses recursos para sua instituição.

“O banco, que obteve no início do mês um empréstimo de cerca de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ganha assim algum fôlego enquanto busca uma solução definitiva para sua crise de liquidez”, diz reportagem do Valor Econômico, da Globo, relatando com polidez a manobra em andamento para tentar empurrar a parte podre do Master para o BRB, enquanto Esteves comprava, com dinheiro do FCG, a parte saudável do banco.

“Segundo o BTG, serão adquiridas as participações de Vorcaro na Light (15,17%) e na Méliuz (8,12%), além de outros ativos. O banco cita ‘aquisição de imóveis, créditos, direitos creditórios, outras ações listadas em percentuais inferiores a 5% e participações societárias privadas detidas, direta ou indiretamente’, por Vorcaro”, segue a reportagem, sobre a compra por Esteves de ações de empresas privatizadas.

Misteriosamente, após o BTG adquirir a parte boa do Master, o nome de André Esteves na guerra da Faria Lima sumiu dos jornais da mídia liberal.

Esteves só seria citado novamente em 18 de novembro por Lauro Jardim, no mesmo O Globo. Na nota, divulgada um dia depois da prisão do banqueiro e da liquidação do Master pelo BC, o colunista da Globo afirma que “pessoas próximas a Daniel Vorcaro passaram as últimas horas atirando em dois personagens poderosos: o ministro Fernando Haddad e o banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual”, na mesma metodologia e, provavelmente, com as mesmas “fontes sigilosas” de Malu Gaspar.

“Creditam aos dois o revés de Vorcaro, preso ontem à noite no aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar num jato particular para o exterior. Vorcaro, a propósito, contratou o agressivo e polêmico advogado Walfrido Warde para defendê-lo. Bruno Bianco, ex-AGU de Jair Bolsonaro, também integra o time de defesa do banqueiro”, diz o texto n’O Globo, que agora transforma Esteves no moinho de vento do Dom Quixote Vorcaro.

 

Fonte: JB/Metrópoles/Fórum

 

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