John
Simpson: Por que 2026 pode ser o ano decisivo no mundo
Ao
longo da minha carreira, iniciada nos anos 1960, cobri mais de 40 guerras ao
redor do mundo. Vi a Guerra Fria atingir o seu auge e, em seguida, simplesmente
evaporar. Mas nunca testemunhei um ano tão preocupante quanto 2025; não apenas
porque vários grandes conflitos estão em curso, mas porque está ficando claro
que um deles tem implicações geopolíticas de importância sem precedentes. O
presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que o conflito atual em seu
país pode escalar para uma guerra mundial. Depois de quase 60 anos acompanhando
conflitos, tenho a desagradável sensação de que ele pode estar certo. Governos
da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) estão em alerta máximo
diante de qualquer sinal de que a Rússia esteja cortando cabos submarinos
responsáveis pelo tráfego eletrônico que mantém seus países em funcionamento.
Drones russos são acusados de testar as defesas de membros da Otan. Hackers
desenvolvem métodos para tirar do ar ministérios, serviços de emergência e
grandes corporações. Autoridades no Ocidente têm convicção de que os serviços
secretos russos assassinam ou tentam assassinar dissidentes que buscam refúgio
fora da Rússia. Uma investigação sobre a tentativa de assassinato em 2018, em
Salisbury (Inglaterra), do ex-agente de inteligência russo Sergei Skripal (além
do envenenamento fatal de uma moradora local, Dawn Sturgess), concluiu que o
ataque foi autorizado no mais alto nível do Estado russo. Ou seja, pelo próprio
presidente da Rússia, Vladimir Putin.
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Desta vez, parece diferente
O ano
de 2025 ficou marcado por três guerras muito distintas. Há, claro, a guerra da
Ucrânia, onde a Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que 14 mil civis
morreram. Há também Gaza, onde o primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, prometeu "vingança poderosa" depois que cerca de 1.200
pessoas foram mortas no ataque do Hamas a Israel (em 07/10/23) e outras 251
foram feitas reféns. Desde então, mais de 70 mil palestinos morreram em ações
militares israelenses, incluindo mais de 30 mil mulheres e crianças, segundo o
Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas — números que a ONU
considera confiáveis. Enquanto isso, o Sudão enfrenta uma violenta guerra civil
entre duas facções militares. Mais de 150 mil pessoas morreram no país nos
últimos dois anos, e cerca de 12 milhões foram forçadas a deixar suas casas. Talvez,
se esse tivesse sido o único conflito de 2025, o mundo externo tivesse feito
mais para tentar detê-lo. Mas não foi o caso.
"Sou
bom em resolver guerras", disse o presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, enquanto seu avião o levava a Israel, depois de ter negociado um
cessar-fogo nos combates em Gaza. É verdade que menos pessoas estão morrendo
agora no território. Apesar do cessar-fogo, porém, a guerra em Gaza está longe
de parecer resolvida. Diante do sofrimento atroz no Oriente Médio, pode soar
estranho dizer que a guerra na Ucrânia está em um patamar completamente
diferente. Mas está.
À
exceção da Guerra Fria (1947–1991), a maioria dos conflitos que cobri como
jornalista ao longo dos anos foi de menor escala: violentos e perigosos, sem
dúvida, mas não graves o bastante para ameaçar a paz mundial. Alguns, como a
Guerra do Vietnã (1955-1975), a Primeira Guerra do Golfo (1990–1991) e a Guerra
do Kosovo (1998–1999), chegaram, em determinados momentos, a parecer à beira de
algo muito pior, mas nunca ultrapassaram esse limite. As grandes potências eram
cautelosas demais diante do risco de que uma guerra convencional e localizada
pudesse se transformar em um conflito nuclear. "Não vou iniciar a Terceira
Guerra Mundial por causa de vocês", teria gritado ao rádio o general
britânico Sir Mike Jackson, em 1999, no Kosovo, quando um superior da Otan
ordenou que forças britânicas e francesas tomassem um aeroporto em Pristina
(capital do Kosovo) depois que tropas russas haviam chegado primeiro.
Em 2026,
no entanto, a Rússia, percebendo a aparente falta de interesse de Trump pela
Europa, parece disposta a avançar em busca de uma dominância muito maior.
No
início de dezembro (02/12), Putin afirmou que a Rússia não planeja entrar em
guerra com a Europa, mas disse estar pronta "agora mesmo" caso os
europeus queiram. Em um evento televisionado posterior, declarou: "Não
haverá operações se vocês nos tratarem com respeito, se respeitarem nossos
interesses, assim como sempre tentamos respeitar os de vocês".
Mas a
Rússia, uma das grandes potências globais, já invadiu um país europeu
independente, provocando um elevado número de mortes entre civis e militares. A
Ucrânia acusa Moscou de ter sequestrado ao menos 20 mil crianças. O Tribunal
Penal Internacional (ICC, na sigla em inglês) expediu um mandado de prisão
contra Putin por seu suposto envolvimento no caso, acusação que a Rússia sempre
negou. O governo russo afirma que a invasão ocorreu para se proteger do avanço
da Otan, mas o presidente Putin já indicou outro motivo: o desejo de restaurar
a esfera de influência regional da Rússia.
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Desaprovação americana
Putin
tem plena consciência de que o último ano, 2025, trouxe algo que a maioria dos
países ocidentais considerava impensável: a possibilidade de um presidente dos
EUA virar as costas ao sistema estratégico em vigor desde a Segunda Guerra
Mundial. Os EUA não apenas passaram a demonstrar incerteza quanto à disposição
de proteger a Europa como também expressam desaprovação em relação ao rumo que
acreditam que o continente vem tomando. O novo relatório de estratégia de
segurança nacional do governo Trump afirma que a Europa enfrenta a
"perspectiva sombria de apagamento civilizacional". O governo russo
acolheu o documento, dizendo que ele é compatível com a própria visão da
Rússia. E, de fato, é.
Dentro
do país, segundo a relatoria especial da ONU para direitos humanos na Rússia,
Putin silenciou a maior parte da oposição interna a seu governo e à guerra na
Ucrânia. Ainda assim, enfrenta dificuldades: a possibilidade de a inflação
voltar a subir após um período de arrefecimento, a queda das receitas do
petróleo e a necessidade de o governo ter elevado tributos para ajudar a
financiar o conflito. As economias da União Europeia são dez vezes maiores que
as da Rússia, e ainda maior se for incluído o Reino Unido. A população europeia
combinada, de cerca de 450 milhões de pessoas, é mais de três vezes superior à
da Rússia, estimada em 145 milhões. Ainda assim, a Europa Ocidental tem
demonstrado receio de abrir mão de seus confortos e, até recentemente, mostrou-se
relutante em arcar com os custos da própria defesa enquanto pudesse contar com
a proteção americana.
Os EUA
também mudaram: tornaram-se menos influentes, mais voltados para dentro e cada
vez mais distintos do país que acompanhei ao longo de toda a minha carreira.
Agora, de forma semelhante ao que ocorreu nas décadas de 1920 e 1930, o foco se
voltou para os próprios interesses nacionais. Mesmo que Trump perca parte
significativa de sua força política nas eleições legislativas do próximo ano,
ele pode ter deslocado o debate tão fortemente em direção ao isolacionismo que
até um presidente americano mais alinhado à Otan em 2028 teria dificuldade para
socorrer a Europa. Não pense que Vladimir Putin não tenha percebido isso.
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O risco de escalada
2026
tende a ser decisivo. Zelensky pode se ver obrigado a aceitar um acordo de paz
que implique a perda de uma parte significativa do território ucraniano. A
questão é saber se haverá garantias suficientemente sólidas para impedir que
Putin volte a avançar dentro de alguns anos. Para a Ucrânia e seus aliados
europeus, que já sentem estar em guerra com a Rússia, essa é uma pergunta
central. A Europa terá de assumir uma parcela muito maior do esforço para
sustentar o país, mas, se os EUA resolverem virar as costas para a Ucrânia, como
às vezes ameaçam fazer, o custo será colossal. Mas a guerra poderia se
transformar em um confronto nuclear? Sabemos que o presidente russo, Vladimir
Putin, é um jogador. Um líder mais cauteloso teria evitado invadir a Ucrânia em
fevereiro de 2022. Seus auxiliares fazem ameaças aterradoras de apagar o Reino
Unido e outros países europeus do mapa com as novas e alardeadas armas russas,
mas o próprio Putin costuma ser bem mais contido. Enquanto os EUA seguirem como
um membro ativo da Otan, o risco de uma resposta nuclear devastadora por parte
americana ainda é alto demais. Ao menos por ora.
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O papel global da China
No caso
da China, o presidente Xi Jinping tem feito poucas ameaças diretas recentemente
contra a ilha autogovernada de Taiwan. Mas, há dois anos, o então diretor da
CIA (agência americana de inteligência), William Burns, afirmou que Xi havia
ordenado ao Exército de Libertação Popular (as Forças Armadas chinesas) que
estivesse pronto para invadir Taiwan até 2027. Se a China não adotar alguma
ação decisiva para reivindicar Taiwan, Xi pode considerar isso um sinal de
fraqueza, algo que ele não deseja. Hoje, pode parecer que a China é forte e
rica demais para se preocupar com a opinião pública interna. Não é bem assim.
Desde o levante contra Deng Xiaoping (1978-1989) em 1989, que terminou no
massacre da Praça da Paz Celestial (Pequim), os líderes chineses passaram a
monitorar com cuidado obsessivo a reação da população. Acompanhei aqueles
acontecimentos de perto, reportando e, em alguns momentos, chegando a viver na
própria praça.
A
história de 4 de junho de 1989, no massacre da Praça da Paz Celestial, não foi
tão simples quanto se imaginava à época: soldados armados atirando contra
estudantes desarmados. Isso de fato aconteceu, mas havia outra batalha em curso
em Pequim e em muitas outras cidades chinesas. Milhares de trabalhadores comuns
foram às ruas, determinados a usar o ataque aos estudantes como uma
oportunidade para derrubar, de vez, o controle do Partido Comunista Chinês. Quando
percorri as ruas dois dias depois, vi pelo menos cinco delegacias e três sedes
locais da polícia de segurança completamente queimadas. Em um subúrbio, uma
multidão enfurecida havia ateado fogo a um policial e apoiado seu corpo
carbonizado contra um muro. Um boné de uniforme fora colocado de maneira displicente
em sua cabeça, e um cigarro havia sido enfiado entre seus lábios enegrecidos. Ficou
claro que o Exército da China não estava apenas reprimindo um protesto
estudantil de longa duração, mas sufocando um levante popular protagonizado por
cidadãos comuns.
A
liderança política chinesa, ainda incapaz de apagar as lembranças do que
ocorreu há 36 anos, mantém vigilância constante em busca de sinais de oposição,
seja de grupos organizados como o Falun Gong (grupo espiritual banido na China
desde o fim dos anos 1990), de igrejas cristãs independentes, do movimento
pró-democracia em Hong Kong, ou mesmo de pessoas que protestam contra corrupção
local. Todos são reprimidos com grande força. Passei boa parte do tempo desde
1989 cobrindo a China, acompanhando sua ascensão ao poder econômico e político.
Cheguei, inclusive, a conhecer um político de alto escalão que foi rival de Xi
Jinping. Seu nome era Bo Xilai, um anglófilo que falava com surpreendente
franqueza sobre a política chinesa. Ele me disse certa vez: "Você nunca
vai entender o quão inseguro um governo se sente quando sabe que não foi
eleito".
Bo
Xilai acabou condenado à prisão perpétua em 2013, após ser considerado culpado
por suborno, desvio de recursos e abuso de poder. Ou seja, 2026 tende a ser um
ano decisivo. A força da China continuará a crescer, e sua estratégia para
tomar Taiwan, a grande ambição de Xi, ficará mais clara. É possível que a
guerra na Ucrânia seja encerrada, mas em termos favoráveis a Putin. Ele pode
ficar livre para avançar novamente sobre território ucraniano quando considerar
oportuno. E Trump, mesmo que tenha sua força política reduzida nas eleições
legislativas de novembro, tende a afastar ainda mais os EUA da Europa. Do ponto
de vista europeu, o cenário dificilmente poderia ser mais sombrio. Se você
imaginava que a Terceira Guerra Mundial seria um confronto armado com armas
nucleares, é melhor repensar. É muito mais provável que se manifeste como um
conjunto de manobras diplomáticas e militares, em um contexto no qual a
autocracia ganhe espaço. Isso pode, inclusive, ameaçar a coesão da aliança
ocidental.
E esse
processo já começou.
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Do tarifaço à bolha de IA: os desafios da economia em
2026
A
economia global enfrentou uma série de desafios em 2025, incluindo fortes
tensões comerciais, crescimento desigual porém moderado e preocupações
crescentes com níveis elevados de inflação e dívida em muitas partes do mundo.
A expectativa é que vários desses problemas continuem em 2026. A Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o crescimento
global desacelerará moderadamente, de 3,2% em 2025 para 2,9% em 2026. A
entidade afirmou que a economia mundial mostrou resiliência este ano, mas
continua frágil.
A
administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu o
mundo em abril ao impor um novo regime abrangente de tarifas , com o objetivo
de remodelar os fluxos do comércio global e reduzir os grandes déficits dos
EUA. A medida provocou turbulência nos mercados, incerteza nos negócios e
ajustes nas cadeias de suprimentos. Desde então, Washington fechou acordos com
muitos de seus parceiros comerciais. Ainda assim, a tarifa média dos EUA passou
de 2,5%, quando Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025, para 17,9%, o
nível mais alto desde 1934, segundo cálculos do Laboratório de Orçamento da
Universidade de Yale.
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Tensões tarifárias entre EUA e China devem persistir
Espera-se
que a Suprema Corte dos EUA anuncie sua decisão no próximo ano sobre se o
presidente americano pode contornar o Congresso para impor tarifas, invocando
uma emergência nacional. Muitos observadores acreditam que o tribunal superior
confirmará as conclusões das instâncias inferiores de que as tarifas impostas
por Trump são ilegais. Mesmo que os juízes derrubem as tarifas, a administração
pode recorrer a outros meios legais para restabelecer parte das taxas.
Portanto, as tarifas provavelmente continuarão sendo uma questão importante em
2026. O atrito comercial entre os EUA e a China , as duas maiores economias do
mundo, também deve persistir. As tensões diminuíram desde que Trump e o
presidente chinês, Xi Jinping, se encontraram em outubro e concordaram com uma
trégua de 12 meses na guerra comercial. Mas a trégua é frágil, e as questões
econômicas e estratégicas subjacentes permanecem sem solução.
O
acordo comercial entre EUA e China "é semelhante a um cessar-fogo, e não a
um acordo de paz duradouro que encerraria a guerra comercial”, disse Rajiv
Biswas, diretor executivo da empresa de análise de riscos Asia Pacific
Economics, à DW. "Os EUA e a China continuam presos em uma competição
geoestratégica, que impulsiona a rivalidade em áreas-chave como tecnologia de
defesa e indústrias avançadas de manufatura, como inteligência artificial (IA),
computação quântica e robótica", destacou. Biswas enfatiza que a luta pela
supremacia tecnológica entre EUA e China provavelmente se estenderá no próximo
ano. Haverá "uso crescente de
tarifas, sanções e outras medidas econômicas em áreas-chave da rivalidade
tecnológica, como equipamentos avançados de defesa, chips de IA, computação
quântica e robótica", observou.
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Desequilíbrio comercial entre a China e o restante do mundo
Ainda
assim, espera-se que a economia chinesa permaneça resiliente no próximo ano,
expandindo cerca de 5%, em linha com as metas recentes do governo. Mas os
desafios estruturais profundos do país persistem, como "envelhecimento
demográfico, declínio da produtividade marginal do capital e excesso de
capacidade em muitos setores industriais, como aço, construção naval e produtos
químicos", disse Biswas.
Neil
Shearing, economista-chefe da Capital Economics, empresa global de pesquisa
macroeconômica independente sediada em Londres, afirmou em uma nota que o
modelo de crescimento da China "continua priorizando a oferta em
detrimento da demanda, resultando em excesso crônico de capacidade e consumo
persistentemente fraco". Para enfrentar esses problemas, os líderes
chineses prometeram recentemente impulsionar o consumo interno e estabilizar o
vasto e problemático mercado imobiliário, entre outras medidas. "Os formuladores
de políticas estão se comprometendo a resolver o problema, mas o desequilíbrio
continuará sendo uma característica marcante da economia chinesa em 2026",
observou Shearing.
Alicia
Garcia-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico no banco de investimento
francês Natixis, disse que as tarifas de Trump afetarão mais as nações
asiáticas em 2026. Ela atribuiu isso às tensões geopolíticas contínuas, à
crescente fragmentação do comércio e à falta de maior integração regional para
compensar as tarifas.
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Inflação e o dilema dos bancos centrais
A
inflação permaneceu elevada em muitas partes do mundo, incluindo os EUA e a
zona do euro, em parte devido às tarifas. Novos aumentos nas barreiras
comerciais ou interrupções nas cadeias de suprimentos podem acelerar a alta dos
preços, apresentando um dilema para os bancos centrais: aumentar as taxas de
juros para combater a inflação ou mantê-las baixas para apoiar o crescimento. O
aumento das taxas de juros pode prejudicar o crescimento e provocar um salto
nos custos de serviço da dívida de países altamente endividados e
financeiramente mais frágeis.
Muitas
nações da zona do euro, como a França, são particularmente vulneráveis, já que
seus governos têm enfrentado dificuldades para implementar cortes de gastos
impopulares a fim de conter déficits e dívidas crescentes. "As tensões
fiscais que abalaram os investidores em vários momentos deste ano continuarão a
assombrar os mercados em 2026. Agora é amplamente aceito que as finanças
públicas de várias grandes economias avançadas estão em um caminho
insustentável", escreveu Shearing. A economia da Alemanha, a maior da
União Europeia (UE), mas que luta para sair de uma longa recessão, deve receber
um impulso no próximo ano com o aumento dos gastos governamentais em defesa e
infraestrutura. Mas o sentimento empresarial continua pessimista. Institutos
econômicos líderes reduziram recentemente suas previsões de crescimento para
2026. O instituto Ifo, por exemplo, agora prevê apenas 0,8% de expansão no
próximo ano, ante 1,3% na previsão anterior. O governo alemão, no entanto,
projeta crescimento de 1,3% em 2026.
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A temida bolha da IA
Espera-se
que o boom da inteligência artificial (IA) continue no próximo ano. As grandes
empresas de tecnologia dos EUA reservaram centenas de bilhões de dólares para
construir e expandir a infraestrutura de IA, como centros de dados. Esses
investimentos devem contribuir significativamente para o crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) nos EUA, em comparação com outras regiões do mundo, dado o
baixo nível de gastos em outros lugares. Mas os investidores estão cada vez
mais preocupados com as avaliações elevadas das empresas de tecnologia dos EUA,
já que ainda é incerto se os enormes gastos em infraestrutura de IA serão, no
fim das contas, lucrativos. Alguns temem que isso tenha se tornado uma bolha
que pode estourar e causar um colapso nos mercados.
Garcia-Herrero
disse à DW que a "revolução da IA é estrutural" e que a transformação
tecnológica e a adoção continuarão em 2026. Ela alertou, no entanto, que se
essa bolha estourar e os gastos com IA caírem abruptamente, a economia e as
famílias dos EUA sofrerão um grande impacto, provavelmente mergulhando a maior
economia do mundo em recessão e reduzindo o crescimento global.
Fonte:
BBC News Brasil/DW Brasil

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