Diabetes
e risco de infarto: 8 formas como a doença afeta o coração e como se proteger
O
diabetes, especialmente o tipo 2, está fortemente associado às doenças
cardiovasculares.
Isso
acontece porque a glicose elevada provoca alterações progressivas no organismo.
Com o
tempo, essas mudanças aumentam o risco de infarto e AVC.
No
entanto, entender esses mecanismos permite agir de forma preventiva.
A
seguir, veja como o diabetes impacta o coração e o que pode ser feito para
reduzir os riscos.
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1. Danos aos vasos sanguíneos
Primeiramente,
o excesso de glicose danifica os vasos sanguíneos.
Além
disso, compromete os nervos que regulam o coração e a circulação.
Com o
passar dos anos, esse processo favorece infarto e AVC.
Por
isso, manter a glicemia dentro da meta ajuda a preservar os vasos.
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2. Inflamação crônica
Além
disso, o diabetes está ligado à inflamação persistente no corpo.
Essa
inflamação facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias.
Como
resultado, o fluxo de sangue para o coração diminui.
Por
outro lado, controlar a glicose e seguir o tratamento reduz esse processo
inflamatório.
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3. Aumento da pressão arterial
O
diabetes também pode causar lesões nos rins.
Consequentemente,
ocorre retenção de sal e líquidos.
Isso
eleva a pressão arterial.
Quando
diabetes e hipertensão coexistem, o risco de infarto pode dobrar.
Portanto,
alimentação com menos sal e atividade física são fundamentais.
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4. Alterações no colesterol
Outro
ponto importante é o impacto no colesterol.
O
diabetes tende a reduzir o HDL, o colesterol “bom”.
Ao
mesmo tempo, aumenta o LDL e os triglicerídeos.
Esse
quadro, chamado dislipidemia diabética, acelera a doença cardíaca.
Assim,
ajustes na dieta e, se necessário, medicamentos fazem diferença.
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5. Maior risco de obesidade
Cerca
de 8 em cada 10 pessoas com diabetes tipo 2 têm sobrepeso ou obesidade.
A
obesidade aumenta o risco de doença cardíaca isquêmica. Ou seja, reduz o fluxo
de sangue e oxigênio para o coração.
Mesmo
assim, perder entre 5% e 10% do peso já melhora a saúde cardíaca.
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6. Comprometimento dos rins
Com o
tempo, o diabetes pode causar doença renal.
Isso
ocorre devido aos danos nos pequenos vasos dos rins.
Além
disso, a hipertensão agrava esse quadro.
Vale
destacar que doença renal e doença cardíaca estão interligadas.
Portanto,
cuidar da glicose e da pressão protege ambos os órgãos.
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7. Maior risco de coágulos
O
diabetes também aumenta a tendência à formação de coágulos sanguíneos.
Esses
coágulos podem causar infarto, AVC e tromboses.
Por
esse motivo, manter um estilo de vida ativo e não fumar reduz o risco.
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8. Risco elevado de insuficiência cardíaca
Por
fim, pessoas com diabetes têm mais que o dobro de risco de insuficiência
cardíaca.
Nessa
condição, o coração não consegue bombear sangue adequadamente.
Isso
causa falta de ar, inchaço e cansaço excessivo.
Ainda
assim, controlar a hemoglobina glicada e seguir o tratamento ajuda a prevenir.
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O que fica de alerta
Em
resumo, o diabetes vai muito além da glicose alta. Ele afeta o coração, os
vasos, os rins e a circulação. Por isso, o cuidado precisa ser contínuo e
integrado.
Controlar
a glicemia, a pressão e o colesterol reduz, de forma concreta, o risco de
infarto.
• Reverter
o pré-diabetes protege o coração a longo prazo
Muitas
pessoas recebem o diagnóstico de níveis elevados de açúcar no sangue com
preocupação, mas raramente compreendem a magnitude dos benefícios de agir
rapidamente. Recentemente, um estudo inovador trouxe uma perspectiva
esperançosa e vital para quem enfrenta essa condição. A pesquisa indica que
alcançar a remissão do pré-diabetes não apenas adia o desenvolvimento do
diabetes tipo 2, mas também protege significativamente a saúde cardiovascular
nas décadas seguintes.
O
pré-diabetes é definido por níveis de açúcar no sangue que estão acima do
normal, mas que ainda não atingiram o limite para um diagnóstico de diabetes
tipo 2. No entanto, essa fase serve como um sinal de alerta crucial. De fato, o
novo estudo analisou dados de pacientes nos Estados Unidos e na China,
revelando que aqueles que conseguiram reverter esse quadro tiveram muito menos
probabilidade de sofrer emergências cardíacas graves.
Portanto,
focar na remissão do pré-diabetes deve ser uma prioridade absoluta. Além de
melhorar a qualidade de vida imediata, essa atitude preventiva atua como um
escudo para o coração a longo prazo, reduzindo riscos de infartos e derrames.
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O que diz a nova pesquisa
Este
importante levantamento foi publicado originalmente no renomado periódico
científico The Lancet Diabetes & Endocrinology. Intitulado “Prediabetes
remission and cardiovascular morbidity and mortality”, o estudo utilizou
análises post-hoc de dois grandes programas: o Diabetes Prevention Program
Outcome Study e o DaQing Diabetes Prevention Outcome Study.
Os
pesquisadores observaram que reverter os níveis glicêmicos para uma faixa
normal gera benefícios duradouros. Consequentemente, os pacientes que
alcançaram a remissão apresentaram taxas significativamente menores de
morbidade e mortalidade cardiovascular. Ou seja, normalizar a glicose cedo
salva vidas.
Para
acessar o estudo completo e verificar os dados originais, você pode visitar a
publicação oficial no site do The Lancet Diabetes & Endocrinology.
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A importância de agir agora
Embora
o desafio seja grande, a ciência comprova que é possível mudar esse cenário. O
estudo destaca que a combinação de mudanças no estilo de vida e, em alguns
casos, o uso de medicamentos, é o caminho mais eficaz. Segundo a publicação:
“Embora seja difícil, as pessoas podem
alcançar a remissão do pré-diabetes usando uma combinação de mudanças no estilo
de vida e medicamentos. Enfatizar metas específicas de glicose no sangue pode
ser uma boa medida de sucesso.”
Assim,
adotar uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regulares
deixam de ser apenas recomendações genéricas. Elas se tornam ferramentas
poderosas de tratamento. Além disso, o monitoramento constante permite saber se
você está no caminho certo rumo à remissão do pré-diabetes.
Por
fim, encare o diagnóstico não como uma sentença, mas como uma oportunidade de
intervir a tempo. Converse com sua equipe médica sobre estratégias para
normalizar seus níveis de glicose e, consequentemente, garantir um futuro com
mais saúde e menos riscos para o seu coração.
Fonte:
UmDiabético

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