quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Diabetes e risco de infarto: 8 formas como a doença afeta o coração e como se proteger

O diabetes, especialmente o tipo 2, está fortemente associado às doenças cardiovasculares.

Isso acontece porque a glicose elevada provoca alterações progressivas no organismo.

Com o tempo, essas mudanças aumentam o risco de infarto e AVC.

No entanto, entender esses mecanismos permite agir de forma preventiva.

A seguir, veja como o diabetes impacta o coração e o que pode ser feito para reduzir os riscos.

>>> 1. Danos aos vasos sanguíneos

Primeiramente, o excesso de glicose danifica os vasos sanguíneos.

Além disso, compromete os nervos que regulam o coração e a circulação.

Com o passar dos anos, esse processo favorece infarto e AVC.

Por isso, manter a glicemia dentro da meta ajuda a preservar os vasos.

>>> 2. Inflamação crônica

Além disso, o diabetes está ligado à inflamação persistente no corpo.

Essa inflamação facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias.

Como resultado, o fluxo de sangue para o coração diminui.

Por outro lado, controlar a glicose e seguir o tratamento reduz esse processo inflamatório.

>>> 3. Aumento da pressão arterial

O diabetes também pode causar lesões nos rins.

Consequentemente, ocorre retenção de sal e líquidos.

Isso eleva a pressão arterial.

Quando diabetes e hipertensão coexistem, o risco de infarto pode dobrar.

Portanto, alimentação com menos sal e atividade física são fundamentais.

>>> 4. Alterações no colesterol

Outro ponto importante é o impacto no colesterol.

O diabetes tende a reduzir o HDL, o colesterol “bom”.

Ao mesmo tempo, aumenta o LDL e os triglicerídeos.

Esse quadro, chamado dislipidemia diabética, acelera a doença cardíaca.

Assim, ajustes na dieta e, se necessário, medicamentos fazem diferença.

>>> 5. Maior risco de obesidade

Cerca de 8 em cada 10 pessoas com diabetes tipo 2 têm sobrepeso ou obesidade.

A obesidade aumenta o risco de doença cardíaca isquêmica. Ou seja, reduz o fluxo de sangue e oxigênio para o coração.

Mesmo assim, perder entre 5% e 10% do peso já melhora a saúde cardíaca.

>>> 6. Comprometimento dos rins

Com o tempo, o diabetes pode causar doença renal.

Isso ocorre devido aos danos nos pequenos vasos dos rins.

Além disso, a hipertensão agrava esse quadro.

Vale destacar que doença renal e doença cardíaca estão interligadas.

Portanto, cuidar da glicose e da pressão protege ambos os órgãos.

>>> 7. Maior risco de coágulos

O diabetes também aumenta a tendência à formação de coágulos sanguíneos.

Esses coágulos podem causar infarto, AVC e tromboses.

Por esse motivo, manter um estilo de vida ativo e não fumar reduz o risco.

>>> 8. Risco elevado de insuficiência cardíaca

Por fim, pessoas com diabetes têm mais que o dobro de risco de insuficiência cardíaca.

Nessa condição, o coração não consegue bombear sangue adequadamente.

Isso causa falta de ar, inchaço e cansaço excessivo.

Ainda assim, controlar a hemoglobina glicada e seguir o tratamento ajuda a prevenir.

<><> O que fica de alerta

Em resumo, o diabetes vai muito além da glicose alta. Ele afeta o coração, os vasos, os rins e a circulação. Por isso, o cuidado precisa ser contínuo e integrado.

Controlar a glicemia, a pressão e o colesterol reduz, de forma concreta, o risco de infarto.

        Reverter o pré-diabetes protege o coração a longo prazo

Muitas pessoas recebem o diagnóstico de níveis elevados de açúcar no sangue com preocupação, mas raramente compreendem a magnitude dos benefícios de agir rapidamente. Recentemente, um estudo inovador trouxe uma perspectiva esperançosa e vital para quem enfrenta essa condição. A pesquisa indica que alcançar a remissão do pré-diabetes não apenas adia o desenvolvimento do diabetes tipo 2, mas também protege significativamente a saúde cardiovascular nas décadas seguintes.

O pré-diabetes é definido por níveis de açúcar no sangue que estão acima do normal, mas que ainda não atingiram o limite para um diagnóstico de diabetes tipo 2. No entanto, essa fase serve como um sinal de alerta crucial. De fato, o novo estudo analisou dados de pacientes nos Estados Unidos e na China, revelando que aqueles que conseguiram reverter esse quadro tiveram muito menos probabilidade de sofrer emergências cardíacas graves.

Portanto, focar na remissão do pré-diabetes deve ser uma prioridade absoluta. Além de melhorar a qualidade de vida imediata, essa atitude preventiva atua como um escudo para o coração a longo prazo, reduzindo riscos de infartos e derrames.

<><> O que diz a nova pesquisa

Este importante levantamento foi publicado originalmente no renomado periódico científico The Lancet Diabetes & Endocrinology. Intitulado “Prediabetes remission and cardiovascular morbidity and mortality”, o estudo utilizou análises post-hoc de dois grandes programas: o Diabetes Prevention Program Outcome Study e o DaQing Diabetes Prevention Outcome Study.

Os pesquisadores observaram que reverter os níveis glicêmicos para uma faixa normal gera benefícios duradouros. Consequentemente, os pacientes que alcançaram a remissão apresentaram taxas significativamente menores de morbidade e mortalidade cardiovascular. Ou seja, normalizar a glicose cedo salva vidas.

Para acessar o estudo completo e verificar os dados originais, você pode visitar a publicação oficial no site do The Lancet Diabetes & Endocrinology.

<><> A importância de agir agora

Embora o desafio seja grande, a ciência comprova que é possível mudar esse cenário. O estudo destaca que a combinação de mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, o uso de medicamentos, é o caminho mais eficaz. Segundo a publicação:

Embora seja difícil, as pessoas podem alcançar a remissão do pré-diabetes usando uma combinação de mudanças no estilo de vida e medicamentos. Enfatizar metas específicas de glicose no sangue pode ser uma boa medida de sucesso.”

Assim, adotar uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regulares deixam de ser apenas recomendações genéricas. Elas se tornam ferramentas poderosas de tratamento. Além disso, o monitoramento constante permite saber se você está no caminho certo rumo à remissão do pré-diabetes.

Por fim, encare o diagnóstico não como uma sentença, mas como uma oportunidade de intervir a tempo. Converse com sua equipe médica sobre estratégias para normalizar seus níveis de glicose e, consequentemente, garantir um futuro com mais saúde e menos riscos para o seu coração.

 

Fonte: UmDiabético 

 

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