sábado, 17 de janeiro de 2026

EUA discute opções para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso de força militar, afirma a Casa Branca

Após ameaças do presidente americano Donald Trump em relação à Colômbia e a Cuba, a Casa Branca confirmou nesta terça-feira (06/01) que estão sendo discutidas "opções" para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso de força militar.  O governo americano disse à BBC que a aquisição da Groenlândia, uma região semiautônoma da Dinamarca, é uma "prioridade de segurança nacional" dos EUA. "O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para atingir esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as forças armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do Comandante-em-Chefe", afirmou a Casa Branca. A declaração veio horas depois de seis países europeus divulgarem um comunicado em apoio à Dinamarca, que tem resistido às ambições de Trump em relação à ilha ártica. Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Espanha participaram da nota conjunta.

Trump reiterou no fim de semana que os EUA "precisam" da Groenlândia por razões de segurança. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, respondeu às declarações do republicano descrevendo a anexação como uma "fantasia". "Já chega", disse Nielsen. "Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve acontecer pelos canais adequados e com respeito pelo direito internacional."

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, já havia afirmado que os "EUA não têm o direito de anexar nenhuma das três nações do reino dinamarquês". Frederiksen acrescentou que a Dinamarca, "e, portanto, a Groenlândia", era membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e abrangida pela garantia de segurança da aliança. Ela acrescentou que um acordo de defesa que concedia aos EUA acesso à ilha já estava em vigor. A primeira-ministra dinamarquesa divulgou sua declaração depois que Katie Miller — esposa de um dos principais assessores de Trump, Stephen Miller — publicou nas redes sociais um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a palavra "EM BREVE". Miller, uma podcaster de direita e ex-assessora de Trump durante seu primeiro mandato, fez a postagem no sábado (3/1). O embaixador dinamarquês nos EUA respondeu à publicação de Miller com um "lembrete amigável" de que os dois países eram aliados e dizendo que a Dinamarca esperava respeito por sua integridade territorial.

A discussão sobre o futuro da Groenlândia surge na sequência da grande ação militar contra a Venezuela no sábado (3/1), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram levados para Nova York. Após a operação, Trump afirmou que os EUA "governariam" a Venezuela e que as empresas petrolíferas americanas "começariam a gerar lucro para o país". O líder americano e integrantes do seu governo também fizeram ameças à Colômbia e Cuba.

A bordo do Air Force One, avião presidencial dos EUA, o presidente americano foi questionado por jornalistas se os EUA iriam realizar uma operação militar contra a Colômbia. Trump respondeu: "Para mim, parece uma boa ideia. A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo", continuou Trump, em uma aparente referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.

Petro rejeita as acusações de Trump. "Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Meu único patrimônio é a casa da minha família, que continuo pagando com meu salário. Meus extratos bancários foram divulgados. Ninguém pode dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ganancioso", escreveu o presidente colombiano na rede social X nesta segunda-feira (5/1). Trump já havia mencionado Petro e seu governo no sábado (3/1). "É melhor ele ficar esperto", disse durante a primeira coletiva de imprensa após os ataques à Venezuela.

Na ocasião, o presidente americano também citou Cuba. "Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando. Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba." O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acrescentou: "Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério". Rubio destacou que muitos dos guardas que ajudaram a proteger Maduro durante a incursão americana eram cubanos. "Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado", ameaçou Rubio.

<><> Mapa mostra localização da Groenlândia

Toda essa situação reacendeu os temores de que os EUA possam considerar o uso da força para garantir o controle da Groenlândia, especialmente porque o presidente americano já se recusou a descartar essa opção. Trump alega que a anexação da Groenlândia aos Estados Unidos atenderia aos interesses de americanos devido à sua localização estratégica e à abundância de minerais essenciais para os setores de alta tecnologia. A recente nomeação de um enviado especial do governo Trump para a Groenlândia provocou indignação na Dinamarca.

A Groenlândia, com uma população de 57.000 habitantes, possui ampla autonomia desde 1979, embora a defesa e a política externa permaneçam sob controle dinamarquês. Embora a maioria dos groenlandeses seja favorável à independência da Dinamarca, as pesquisas de opinião mostram uma oposição esmagadora à anexação aos EUA.

<><> Miller: "Ninguém vai lutar contra os EUA"

O vice-chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, já havia afirmado que os EUA deveriam controlar a ilha e que "ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia. Com que direito a Dinamarca exerce controle sobre a Groenlândia?", questionou Miller. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou nesta segunda-feira que um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan seria o fim da aliança militar. "Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba. Isso inclui a nossa Otan e com ela a segurança que é fornecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse Frederiksen em entrevista à emissora TV2, classificando a situação como grave.

<><> Compra ou acordo comercial

Por sua vez, o enviado especial de Trump para a Groenlândia, Jeff Landry, defendeu nesta terça-feira a independência da ilha com acordos econômicos com Washington e descartou que o presidente americano queira tomá-la à força. "Acredito que o presidente apoie uma Groenlândia independente com vínculos econômicos e oportunidades comerciais para os Estados Unidos", disse ele em uma entrevista à emissora CNBC. A imprensa americana já noticiou que, entre as opções avaliadas por Trump, estão a possibilidade de comprar a Groenlândia ou de assinar um acordo de livre associação.

¨      Otan diz que ataque à Groenlândia será 'contra todos' da organização

Ignorando um comunicado europeu em defesa da autonomia da Groenlândia divulgado horas antes, o governo dos Estados Unidos voltou a afirmar formalmente que considera anexar a ilha do Ártico com a utilização das Forças Armadas. A declaração foi feita pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em nota oficial. "O presidente Trump deixou bem claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico", explicitou Leavitt.  A secretária de imprensa acrescentou que o governo considera diversas opções para controlar o território da Dinamarca, membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Entre elas, "utilizar as Forças Armadas dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe", afirmou. Mais cedo, líderes europeus tinham divulgado um comunicado em conjunto com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frekeriksen, assegurando que a segurança do Ártico é uma "prioridade fundamental" para a Europa, e que os membros europeus da Otan estão "intensificando seus esforços" e investimentos para "manter o Ártico seguro e dissuadir adversários".

Frekerikesen afirmou que a anexação do território pelos Estados Unidos pode significar a morte da Otan. Segundo o Artigo 5 da organização, um ataque armado contra um membro europeu ou da América do Norte é considerado "um ataque contra todos", exigindo uma resposta coletiva de defesa. Uma das justificativas de Donald Trump para tomar a ilha estratégica é a de que a Dinamarca "não investe nada" no território, que também "não tem um Exército". No comunicado, os chefes de Estado de França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido, além da Dinamarca, dizem que os aliados da Otan, "incluindo os Estados Unidos", têm obrigação de defender os princípios da carta das Nações Unidas, "incluindo a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras". Ao afirmar que esses são princípios universais, os líderes reforçam que não "deixaremos de defendê-lo" e que "os Estados Unidos são um parceiro essencial" no esforço.

<><> Desafiados

O primeiro-ministro da Groenlândia agradeceu o apoio dos aliados e reiterou que o território não "está à venda". "Esse apoio é importante em um momento em que os princípios internacionais fundamentais estão sendo desafiados", escreveu Jens-Frederik Nielsen, nas redes sociais. "Em um momento em que o presidente dos Estados Unidos reafirmou que seu país leva a Groenlândia muito a sério, esse apoio de nossos aliados da Otan é importante e inequívoco", acrescentou.

Depois de capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, em ataque militar no sábado, Trump voltou a falar em controlar o território do Ártico, um tema explorado por ele desde o primeiro mandato e retomado na campanha presidencial de 2024. Em dezembro, o presidente norte-americano nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial à Groenlândia. Na ocasião, ele afirmou que "Landry entende como a Groenlândia é importante para a nossa segurança", provocando uma resposta da União Europeia em favor da independência da ilha.  O ministro dinamarquês de Relações Exteriores revelou que, na segunda-feira, pediu um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Segundo ele, o objetivo é "esclarecer certos mal-entendidos" sobre os interesses  norte-americanos na ilha.

Além de jazidas inexploradas e terras raras, a Groenlândia tem potencial estratégico e comercial, pois se acredita que o derretimento do gelo polar — fenômeno que vem se intensificando em um ritmo considerado alarmante por cientistas climáticos — abrirá novas rotas comerciais marítimas.

<><> Mísseis

"O presidente Trump afirma que os Estados Unidos 'precisam' da Groenlândia devido à sua localização estratégica no Ártico. É verdade que tanto a Rússia quanto a China aumentaram suas atividades militares na região nos últimos anos", diz Marion Messmer, diretora do programa de segurança internacional do centro de análise política Catham House, no Reino Unido. Se a Rússia lançasse mísseis contra o território norte-americano, provavelmente eles sobrevoariam a ilha. Contudo, Messmer lembra que os Estados Unidos já têm a Base Espacial de Pituffik, que opera na região desde 1973. A manutenção da instalação militar foi assegurada por um acordo de defesa assinado com a Dinamarca em 1951, Desde então, a Força Espacial norte-americana mantém sistemas de alerta de mísseis balísticos, além de um aeródromo e um porto de águas profundas mais ao norte. "É um importante centro de infraestrutura", diz a especialista.

Para a analista política Justina Budginaite-Froehly, colaboradora do think tank Conselho Atlântico, em Washington, a reação das principais potências europeias frente à ameaça de expansão norte-americana no Ártico foi tímida. "Reagiram, mais uma vez, de maneira familiar: com declarações de preocupação e invocações do direito internacional."  Budginaite-Froehly considera "revelador" o comunicado conjunto divulgado ontem: "Se a resposta da Europa à política de poder dos Estados Unidos se limita a declarar o que não é permitido, não deve se surpreender quando sua voz tiver pouco peso na nova era da política de poder transnacional", acredita. A analista destaca que apelar à legalidade, por si, não garante a segurança. "A Europa deve ter cuidado para não confundir clareza moral com engajamento estratégico", diz, citando, além de Donald Trump, possíveis interesses da Rússia e da China na região.

<><> Predador

Nas declarações públicas sobre o desejo de tomar a Groenlândia, Donald Trump afirmou que poderia anexar a ilha nos próximos 30 dias. Apesar da declaração de ontem dos membros europeus da Otan, em um artigo publicado no jornal francês Le Monde, o ex-subsecretário-geral da ONU Jean-Marie Guéhenno garantiu que o comunicado é irrelevante. "A imposição da Venezuela como protetorado por Donald Trump deveria ajudar os europeus a entender que os Estados Unidos são um predador da Europa, assim como a Rússia e a China", escreveu.

A analista política Justina Budginaite-Froehly concorda. "A verdadeira lição da Venezuela é que o governo Trump age onde acredita que o controle é viável, a resistência administrável e não existem alternativas". argumenta. "Se a Europa quer garantir que nenhuma potência externa possa cogitar seriamente exercer coerção sobre a Groenlândia, então deve se concentrar menos em protestos e mais em suas próprias estratégias."

¨      Entenda por que os EUA querem a Groenlândia e quem pode defender a ilha

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetiu que deseja obter o controle da Groenlândia, uma ideia expressa pela primeira vez em 2019, durante seu primeiro mandato na Presidência dos EUA. Ele argumenta que a ilha é fundamental para a estratégia militar americana e afirma que a Dinamarca não fez o suficiente para proteger o território. A Casa Branca informou que Trump estava discutindo opções para adquirir a Groenlândia, incluindo o uso potencial das Forças Armadas dos EUA, em um renascimento de sua ambição de controlar a ilha estratégica, apesar das objeções europeias. Uma operação militar dos EUA no fim de semana que capturou o líder da Venezuela já havia reacendido as preocupações de que a Groenlândia poderia enfrentar um cenário semelhante.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e seu colega da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, solicitaram uma reunião urgente com Rubio para discutir a situação. "Gostaríamos de acrescentar algumas nuances à conversa", escreveu Rasmussen em uma publicação nas mídias sociais. "A briga de gritos deve ser substituída por um diálogo mais sensato. Agora."

Sendo a maior ilha do mundo, mas com uma população de apenas 57 mil pessoas, a Groenlândia não é um membro independente da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas é coberta pela adesão da Dinamarca à aliança ocidental. A ilha está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, o que a tornou um local essencial para o sistema de defesa dos EUA contra mísseis balísticos durante décadas. Sua riqueza mineral também se alinha com a ambição de Washington de reduzir a dependência da China.

<><> Por que Trump quer a Groenlândia?

A localização estratégica e os recursos da Groenlândia poderiam beneficiar os EUA.

A região fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que é vital para o sistema de alerta de mísseis balísticos dos EUA. Os Estados Unidos expressaram interesse em expandir sua presença militar na ilha ártica, incluindo a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares. Em dezembro, Trump disse a repórteres: "Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais... Se você olhar para a Groenlândia, para cima e para baixo na costa, verá navios russos e chineses por toda parte."

Dados de navegação mostram que a maior parte da navegação chinesa em águas árticas ocorre no Ártico do Pacífico e na Rota Marítima do Norte, perto da Rússia. A maior parte da navegação russa no Ártico ocorre ao longo da costa da Rússia, embora analistas afirmem que submarinos russos frequentemente navegam pelas águas entre a Groenlândia, a Islândia e o Reino Unido. De forma mais ampla, o Ártico está se tornando cada vez mais militarizado, com os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a China e a Rússia expandindo suas atividades na região.

A ilha, cuja capital, Nuuk, está mais próxima de Nova York do que a capital dinamarquesa, Copenhague, possui riquezas em minerais, petróleo e gás natural. Mas, o desenvolvimento tem sido lento e a mineração recebeu investimentos americanos muito limitados.

<><> Qual é a presença atual dos EUA na ilha?

As forças armadas americanas mantêm uma presença permanente na base aérea de Pituffik, no noroeste da Groenlândia. Um acordo de 1951 entre os EUA e a Dinamarca concedeu a Washington o direito de circular livremente e construir bases militares na Groenlândia, desde que Copenhague e a Groenlândia sejam notificadas. Historicamente, a Dinamarca tem acomodado os EUA porque Copenhague não tem capacidade para defender a Groenlândia e devido às garantias de segurança americanas à Dinamarca por meio da Otan, segundo Kristian Soeby Kristensen, pesquisador sênior do Centro de Estudos Militares da Universidade de Copenhague.

<><> Quem pode defender o território das ameaças de Trump?

Líderes de grandes potências europeias e do Canadá se uniram em apoio à Groenlândia nesta semana, dizendo que a ilha do Ártico pertence ao seu povo. A França está trabalhando com seus parceiros em um plano sobre como responder caso os Estados Unidos cumpram sua ameaça de tomar a Groenlândia, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot nesta quarta-feira (7), enquanto a Europa procurava abordar as ambições do presidente dos EUA, Donald Trump, na região. Uma tomada militar da Groenlândia de um aliado de longa data, a Dinamarca, enviaria ondas de choque pela Otan e aprofundaria a divisão entre Trump e os líderes europeus. Barrot informou que o assunto será abordado em uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polônia no decorrer do dia. "Queremos agir, mas queremos fazê-lo junto com nossos parceiros europeus", declarou ele à rádio France Inter.

<><> Qual é o status da Groenlândia atualmente?

A ilha, antiga colônia da Dinamarca, tornou-se um território formal do reino nórdico em 1953 e está sujeita à Constituição dinamarquesa. Em 2009, a ilha recebeu ampla autonomia de autogoverno, incluindo o direito de declarar independência da Dinamarca por meio de um referendo. Segundo a lei de 2009, o Parlamento da Groenlândia, Inatsisartut, pode invocar uma disposição que permitiria à Copenhague e à Nuuk iniciar negociações para alcançar a independência total. O povo da Groenlândia precisaria aprovar a independência em um referendo, e um acordo de independência entre a Dinamarca e a Groenlândia também exigiria o consentimento do Parlamento dinamarquês.

<><> O que a Groenlândia deseja?

As relações entre a Groenlândia e a Dinamarca têm sido tensas após revelações de maus-tratos históricos aos groenlandeses sob o domínio colonial. No entanto, o interesse de Donald Trump pela ilha levou Copenhague a se esforçar mais para melhorar os laços com Nuuk. As pesquisas mostram que a maioria dos 57 mil habitantes da Groenlândia apoia a independência. Mas, muitos groenlandeses alertam contra ações precipitadas, temendo que a situação da Groenlândia piore e que ela se exponha aos EUA se buscar a independência da Dinamarca muito rapidamente. A economia da Groenlândia depende da pesca, que representa mais de 95% das exportações, e dos subsídios anuais da Dinamarca, que cobrem aproximadamente metade do orçamento público.

 

Fonte: BBC News Brasil/DW Brasil/Correio Braziliense/CNN Brasil

 

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