“O
que está em jogo é a nossa sobrevivência como povos”, afirma Raúl Zibechi
O
ataque dos Estados Unidos à Venezuela e seu anúncio do controle político sobre
o país, juntamente com a extração e venda de seu petróleo, “confirmam que na
América Latina estamos em um momento de inflexão histórica, que não será de
dois dias e que nos afetará como povos, não mais como governos”, afirmou Raúl
Zibechi, em entrevista à Rádio Alas, na Argentina.
“Estamos
diante de uma ofensiva sem precedentes. Declararam que estão dispostos a
controlar a Venezuela até que o presidente ou a presidente seja quem eles
quiserem. Nós, povos, precisamos de refúgios, de arcas capazes de navegar, de
flutuar na tempestade, porque o que está em jogo é a nossa sobrevivência como
povos”, acrescentou o jornalista e escritor uruguaio.
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Eis a entrevista.
·
Estamos em diálogo com Raúl Zibechi, pois consideramos
muito importante poder contar com sua análise. Como está, Raúl?
Olá,
boa tarde! Como estão?
·
Preocupados, imagino que como todos, como toda a gente de
bem.
Sim, a
situação é muito complexa, muito dura, e não temos clareza do que vai
acontecer, mesmo que tenhamos alguma ideia do que está acontecendo.
·
Você vem alertando, há muito tempo, sobre muitas dessas
situações. Gostaríamos de poder contar com o seu modo de olhar os diferentes
fatos que estão acontecendo no planeta.
Olha,
eu, seguindo a orientação zapatista sempre, penso que estamos em meio a uma
tempestade e que essa tempestade, nos próximos anos, meses, vai se agravar. A
última fase da tempestade começou com o genocídio palestino, há três anos, com a
situação que Gaza e o conjunto
do povo palestino estão vivendo.
Há
outras situações, e agora o ataque à Venezuela confirma o que estamos
passando na América Latina, em um momento de inflexão histórica, de
inflexão que não será de dois dias e nos afetará como povos, não mais como
governos, mas como povos. Será um impacto duro, um impacto destrutivo,
negativo, que não estamos em condições de enfrentar, porque a força imperial é
muito poderosa, comparada com as capacidades de resistência dos nossos povos. É
muito difícil dizer isso, mas penso que temos de olhar a realidade de frente e
assumi-la tal como é.
·
Você sente que há formas de trabalharmos para que o
impacto seja menor? Embora não possamos deter essa grande força imperial, sente
que existem estratégias que podemos oferecer aos povos, para diminuir o
impacto?
Primeiramente,
é necessário ter clareza a respeito do volume do impacto. Depois da destruição
de Gaza, dos ataques no Líbano, na Síria, no Irã, e que o Estado de Israel saiu
praticamente impune desta situação, sim, há condenações, há manifestações, mas
a União Europeia se propôs a se aproximar seriamente do Estado
de Israel, também já firmou um pacto com o Egito pelo gás.
Agora,
o governo de Trump não só ataca
a Venezuela, mas destrói boa parte das instalações militares.
A Venezuela tinha capacidades de defesa e sequestraram o presidente
em uma operação sem perdas, de modo extraordinariamente fácil, eu diria. Algo
aconteceu lá que ainda não sabemos, para que tenha sido assim. Além disso,
ameaça a Petro, na Colômbia,
ao México.
Estamos
diante de uma ofensiva sem precedentes, desde que eu tenho memória. Declararam
que estão dispostos a controlar a Venezuela até que o presidente ou a
presidente seja quem eles quiserem. Nós, povos, precisamos de refúgios, de
arcas, como gosto de sempre dizer, capazes de navegar, de flutuar na
tempestade, porque o que está em jogo hoje é a nossa sobrevivência como povos.
Para além de você, de mim, de pessoas, a sobrevivência de nossos povos.
E
quando digo povos, quanto mais abaixo nos situamos: povos
negros, povos indígenas, camponeses, periféricos urbanos, mais
dura é a situação e menos capacidade de defesa temos, pois não possuem as
mesmas capacidades das classes médias para enfrentar uma situação de tempestade
sistêmica, generalizada, em que, além da tempestade política e militar, há uma
tempestade ambiental que está nos afetando enormemente.
Diante
disso, penso que é preciso muita clareza de que devemos ter territórios,
espaços, lugares que nos referenciem como povos, lugares onde estejamos
seguros, onde tenhamos as condições para sobreviver. A ofensiva só está
começando e avalio que em determinado tempo, em não menos de 20, talvez 30
anos, independente de quem esteja na Casa Branca, pois se diz
que Trump talvez tenha três anos de governo, a política não vai
mudar, pois não depende de quem está na Casa Branca.
Temos
de pensar em uma situação de longo prazo, de recolhimento.
Os zapatistas falam de 120 anos, não é? Lutamos para que, dentro de
120 anos, uma menina que nascer possa escolher com liberdade o que quer ser. É
disto que se trata. De pensar que estamos em um período de transição, de
hegemonias, no qual os Estados Unidos decidiram se tornar fortes
nesta parte do mundo, na América Latina, para manter o seu lugar imperial.
Ou seja, o tema da Venezuela deve ser visto dentro do contexto dos
lugares onde há ameaça, no Caribe, México, América
Central, Groenlândia e Canadá. Este é todo o seu
espectro.
Sendo
assim, há uma necessidade das Forças Armadas, do Pentágono,
da elite estadunidense, de se cercarem por uma zona segura. E essa zona
segura implica o conjunto da América Latina, com seus recursos naturais,
com seus povos etc., para enfrentar o crescimento da Ásia e da China, que em muitos
campos superam os Estados Unidos.
Então,
penso que a primeira coisa é uma compreensão mais ou menos serena, tranquila,
do que está acontecendo. Hoje, nenhum Estado-nação, nenhum, nem os dois mais
importantes da América Latina, o México e o Brasil, estão em condições
de enfrentar a ofensiva. Nem é necessário falar de outros países, como
na Argentina e no Equador, nos quais os presidentes festejam,
certo? Isto nos dá a pauta de que feitos como a soberania nacional, a independência das
nações, não são mais uma referência para a direita. Eles festejam uma invasão.
Então, precisamos assumir, no lugar onde estamos, o que está acontecendo
conosco e as forças que temos.
·
A que você atribui esse aumento da violência, esses
ataques mais diretos? Antes havia mais mediação, hoje, digamos, escutando
Donald Trump, apresenta-se como um delegado do mundo e diz estar disposto a
tudo. Por que que está acontecendo este aumento da violência direta?
Porque
há uma decadência dos Estados Unidos. Ele mesmo reconhece quando diz:
“tornar a América grande de novo”. Está dizendo que já não é grande, não é
verdade? Então, precisa recuperar o poder dos Estados Unidos. Percebe
claramente que não pode mais com a China. A estratégia dos Estados
Unidos tem sido dizer: “bom, que a Rússia fique com a
parte da Ucrânia que quer ter, não vamos enfrentar a Rússia”.
Vocês já viram que, de fato, os Estados Unidos retiram-se da Guerra da Ucrânia, retiram-se
da Ásia, menos do Japão, e concentram forças no nosso continente.
Então,
não vão lançar bombas na Rússia, não vão lançar bombas na China, nem
na Índia, nem em ninguém. Vão concentrar as forças aqui. Este é o papel
que decidiram, e isso é uma definição que vem de sua última estratégia nacional
de defesa,
aprovada em novembro. Nos Estados Unidos, cada presidente desenvolve uma
estratégia de defesa que até agora, desde Obama, esteve concentrada em
deter a China. Agora, não podem mais deter a China.
Estamos
em uma situação de desigualdade tecnológica, econômica, militar - no militar
equilibrada - a favor da China, mas há uma tendência muito clara que os
leva a dizer: “não podemos mais combater, competir, então, vamos nos concentrar
na região, que é o quintal, que nos permitiu chegar ao lugar de hegemonia onde
estávamos. Então, vamos nos fazer fortes aí, vamos arrasar aí”. E isso explica
o aumento da violência. Não vão aceitar governos dos quais não gostem.
O
argumento deles é que Maduro é uma ditadura,
que o narcotráfico, que não sei o quê..., mas sobre Petro, seu governo
democraticamente eleito, não podem argumentar nada. No entanto, agora ameaçam
a Petro. “Que se cuide”, disse Trump. Não pode dizer que se cuide para Xi
Jinping ou para presidentes de qualquer outra parte do mundo, mas
na América Latina, sim, pode dizer que se cuide. Então, essa é a situação
em que estamos e não tenha dúvida que vão usar, agora, o argumento do
narcotráfico, mas, no fundo, não é o narcotráfico, todos sabemos, caso
contrário, muitos outros governos cairiam.
·
A sensação que tenho após ter escutado Trump, e a mesma
coisa acontece quando escuto diferentes figuras, é que antes faziam esses
discursos grandiloquentes. Hoje em dia, a sensação é de um discurso totalmente
umbilical. Trump falava de quantas pessoas iriam comer no restaurante, ao mesmo
tempo em que abordava o tema Maduro. Digo, não é mais o discurso sobre nós, os
garantidores da liberdade. É algo totalmente umbilical.
Totalmente.
Sim, sim, porque a situação mudou. Então, o discurso anterior era o de uma
nação que se sentia e que era superior às outras. Agora, essa situação mudou.
E, claro, a China e, de alguma forma, a Rússia vão fazer o seu
próprio jogo. Para nenhum dos dois pegou bem a queda do governo de Maduro,
nem para China, nem para a Rússia, porque são aliados, mas não vão
fazer nada.
É muito
difícil que façam alguma coisa, porque, além do mais, o objetivo deles é evitar
que sejam invadidos e destruídos. Não esqueçamos que tanto
a China quanto a Rússia, no último século, sofreram várias
invasões do Ocidente, e o objetivo é
evitar uma nova invasão. Então, não vão combater no Caribe, o que me
parece muito razoável.
Parece-me
que é preciso ter clareza de que esse novo posicionamento dos Estados
Unidos tem um eixo central na América Latina. Além disso, é verdade
que os cartéis estão inundando os Estados Unidos com drogas, de
fentanil, disso não há nenhuma dúvida.
Por
isso, digo que a primeira coisa é sentar e olhar a cara do monstro, ver o que
está acontecendo, e depois pensar no que podemos fazer. Nos últimos meses, eu
ouvi discursos muito triunfalistas, de que governos, como o de Maduro, vão
resistir e não sei mais o quê, e que não iriam se atrever. Bem, aí estão os
fatos.
Depois
do que aconteceu em Gaza, no Líbano, em toda aquela região do Oriente Médio, não podemos duvidar
de que estão decididos a tudo. Se destruíram o programa nuclear do Irã,
com todas as defesas que o país tinha, o que não estariam dispostos a fazer em
países muito mais frágeis do que o Irã?
·
Que aprendizado podemos tirar dos últimos anos, ou não
tão últimos, dos povos, em função desta situação que temos agora? O que você
acha que aconteceu conosco, como estamos? Que alianças tivemos, quais nos
faltaram e como chegamos como povos, construção dos povos, a este momento?
Se
olhamos a partir dos povos, eu diria que os governos
progressistas foram
um elemento central no enfraquecimento dos movimentos sociais, dos movimentos
populares, com todas as políticas de programas sociais, a desmobilização etc.
Com um imediatismo eleitoral muito forte, com um caudilhismo muito forte,
abandonamos a análise. Seja porque surgiu Milei, seja porque surgiu
o governo de Paz na direita
boliviana, retiramos o que foi o progressismo da análise, como
o progressismo boliviano se autodestruiu, como o progressismo
argentino se autodestruiu e, além disso, as duras consequências sobre a
população organizada, sobre os movimentos.
Sendo
assim, conseguindo compreender que estamos em uma situação de fragilidade como
movimento, como povos organizados, precisamos ver as causas, e eu considero que
são essas. Penso que estamos em uma situação de dupla ofensiva, de tripla
ofensiva. De ofensiva de governos locais, como o de Milei, de ofensiva de
governos imperiais, como o de Trump, e de ofensivas pontuais em certos
territórios, como a sofrida pelo povo mapuche, muito apoiada nestes dois
elementos que eu disse: governo nacional e governo imperial.
Evidentemente,
não há forças para resistir e é preciso se recolher. Recolher não quer dizer
não fazer nada, quer dizer fazer aquelas coisas, aquelas mobilizações, que
chamem a atenção para a situação como está sendo, como a estamos vivendo.
Insisto em que é necessário um debate mais profundo sobre como chegamos aqui e
por que chegamos aqui e quais erros cometemos para chegarmos aqui.
¨
América Latina: um continente nu e na defensiva, afirma
Raul Zibechi
O ataque
à Venezuela é um golpe em toda a região latino-americana, ocorrendo
no momento de maior ascensão das direitas duras em várias décadas e da quase
extinção de governos progressistas.
A forma
como Nicolás Maduro e sua esposa
foram sequestrados, sem oferecer resistência, evidencia a fragilidade do
processo bolivariano que, em algum momento, pretendeu ser uma “revolução”.
Embora seja difícil chegar ao fundo da questão, alguns fatos vieram à tona.
O
primeiro é que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) não
combateu; alguns de seus comandantes — impossível saber quantos — foram
comprados por agentes dos Estados Unidos e colaboraram com a invasão.
O mais provável é que tenham isolado Maduro e o entregado.
A
facilidade com que o fizeram, sem sequer um soldado americano ferido, é uma
séria advertência para a liderança chavista que permanece no poder, mas não tem
força para tomar decisões que não agradem a Trump e
ao Pentágono. Tanto a nova presidente, Delcy Rodríguez, quanto seu
gabinete, iniciaram uma limpeza nos comandos que não estão dispostos a se
curvar a Washington e estão pedindo que a população não saia às ruas
para protestar.
Para os
países vizinhos, como a Colômbia, isso é mais do que uma advertência
séria. Mas também o é para o México e a Groenlândia, que estão depois
de Cuba na ordem de prioridades estratégicas da Casa Branca.
Trump anunciou que não enviará soldados a Cuba, pois espera
forçar Díaz-Canel a negociar quando a ilha ficar sem suprimento de
petróleo, com um sistema elétrico colapsado e com a fome à porta.
No
entanto, a possibilidade de uma intervenção na Colômbia, incluindo a
inútil "decapitação" do presidente Petro, ao qual restam apenas
seis meses de governo, soa como uma ameaça séria, especialmente para seu
sucessor. Contra o esperado, grande parte das elites colombianas demonstrou
desacordo com Trump. O jornal El Espectador intitulou seu
editorial de 6 de janeiro: “Ameaçar o presidente Petro é agredir a Colômbia”.
Isso é importante porque não é um meio afim ao presidente, mas opositor, e
reflete a opinião de uma parte da poderosa burguesia colombiana.
O mais
conservador El Tiempo desvinculou o presidente Petro do
narcotráfico, apesar de manterem um longo contencioso político: “Diante das
declarações do americano, que acusou o presidente colombiano de
narcotraficante, é preciso ser taxativo: não existe qualquer indício que
permita afirmar que o presidente Petro tenha vínculos com negócios ilícitos de
drogas”.
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Um continente dividido
Há
muitos anos a região não estava tão dividida e tão alinhada aos Estados
Unidos. Argentina, Bolívia, Equador e Paraguai, apenas
na América do Sul, apoiaram a violação da soberania venezuelana, aos quais se
somará o Chile quando Kast assumir em
março. O único governo firme é o de Petro. Os de Lula e Sheinbaum não podem
sequer ser considerados progressistas, já que o primeiro governa em aliança com
a direita e o governo mexicano é sumamente “tolerante” com os Estados Unidos,
país do qual depende economicamente, para além das declarações soberanistas da
presidenta. No México, especula-se sobre a entrada de agentes americanos para
tarefas antinarcóticos e de controle da fronteira, algo que pode acontecer a
qualquer momento.
O que
aconteceu nas últimas eleições argentinas revela o estado da opinião pública na
região. Um mês antes das legislativas de outubro, Milei perdeu de
goleada na província de Buenos Aires. Mas Milei encenou um acordo
com Trump que implica a concessão de empréstimos para equilibrar a
combalida economia, o que levou boa parte dos eleitores a mudar seu voto. Em
síntese, a aberta intromissão de Trump no cenário eleitoral conseguiu dobrar a
vontade popular a favor de Milei, que vinha em franca decadência.
Este é
o novo estilo nas relações internacionais na região: a intromissão aberta,
encenada nos meios de comunicação, como forma de intimidar e forçar as pessoas
a pensarem se vale a pena resistir ao império, mesmo que seja através das
urnas.
Doze
dias antes das votações, Trump disse: “Se ele perder, não seremos
generosos com a Argentina”. O secretário do Tesouro foi ainda mais claro: “O
sucesso da agenda de reformas da Argentina é de importância
sistêmica... e redonda no interesse estratégico dos Estados Unidos”. Não
foi preciso dar um único tiro.
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Movimentos desorientados e sem propostas
Após os
governos progressistas e a onda de governos antipopulares —
de Bolsonaro a Milei e Noboa —, os movimentos se
enfraqueceram e alguns caíram diretamente na desorganização. Os progressismos
implementaram programas sociais para assegurar a governabilidade, o que
resultou em cooptação e na transferência de quadros dos movimentos para as
instituições estatais. Os movimentos foram garantidores da governabilidade
entre "os de baixo", mas o preço foi alto demais e só se tornaria
visível com a chegada das direitas repressivas.
Em
suma, quando a mobilização popular se fez mais necessária, foi impossível
relançá-la, pois as bases estavam desgastadas e desorientadas. Imaginemos a
realidade do povo na Venezuela, onde a ex-vice-presidente
de Maduro passou para o lado vencedor sem qualquer pudor, assim como
boa parte dos comandos militares e civis.
Agora
estamos diante de um fenômeno novo. Entre o Caracazo de 1989 e o
último levante indígena de 2022, houve dezenas de insurreições que derrubaram
governos. Mas com a política de chantagem trumpista, pode acontecer que o
Pentágono mobilize suas forças para dissuadir os povos insurretos. Esta é uma
das lições mais tremendas do ataque à Venezuela. No dia 3 de janeiro, o
presidente americano disparou: “O domínio dos Estados
Unidos na América Latina não será questionado nunca mais”.em
Parece
evidente que nem as esquerdas nem os movimentos têm força suficiente para frear
esta ofensiva brutal. Se o Pentágono atingir seus objetivos, a esquerda será um
cadáver político se os "de baixo" não conseguirem escapar do controle
e da chantagem militar. O que aconteceu nos últimos anos em um Equador
militarizado é o espelho onde os movimentos podem se olhar.
Fonte: Desinformémonos/El
Salto - tradução do Cepat, para IHU

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