Leonardo
Sacramento: Donald Trump seria um louco?
Um espectro indigente passou a rondar os
noticiários brasileiros e internacionais. Diante do sincericídio de Donald
Trump, o qual não nega suas intenções, como petróleo da Venezuela e terras
raras na Groenlândia e na Patagônia, objetivando diminuir acesso da China a
matérias-primas e recursos naturais, jornais liberais e de esquerda passaram a
veicular que o mandatário estadunidense estaria com problemas mentais.
O jornal The Guardian publicou
em 24 de dezembro de 2025 uma retrospectiva do que considerou desvios
comportamentais graves, como um expediente político comum na extrema
direita: fake news. Para tanto, o jornal britânico fez uma
análise discursiva de Donald Trump e até um retrospecto familiar e social.
Nesse período circulava um “estudo” de Frank George, psicólogo e neurocientista
PhD do Centro para o Bem-Estar Cognitivo e Comportamental da Universidade de
Boulder, no Colorado, no qual constatava um quadro de “demência fronto
temporal” (DFT). Esse estudo foi replicado em inúmeros jornais e canais de
todos os espectros políticos no Brasil.
A avaliação médica não é nova. Em 2017, um
grupo de 35 médicos e psicólogos registrava, em carta ao New York Times,
uma “grave instabilidade emocional demonstrada nos discursos e nas ações do
senhor Donald Trump”, o que “o torna incapaz de servir com segurança como
presidente”. Em 2013, o psicólogo John Gartner, ex-docente da Universidade
Johns Hopkins, o classificou como portador de um caráter “antissocial,
paranoide e narcisista”.
O que o psicólogo e os especialistas não
abordam, pois clinicam a totalidade por meio da análise comportamentalista e
fragmentada do indivíduo, é que justamente a simbiose política das três
características o tornou presidente dos EUA, expressando uma íntima relação
entre Donald Trump e os EUA. Como ele sempre demonstrou em suas declarações
desde 1980, o que é a sociedade capitalista senão a imposição da força e do
narcisismo?
Donald Trump foi convidado a fazer 11 filmes
em um total de 26 participações cinematográficas justamente por ser narcisista,
algo sempre bem aproveitado nos roteiros. Como ele disse em Um maluco
no pedaço, em uma participação de 30 segundos, “todo mundo está sempre me
culpando por tudo”, mantra repetido maquinalmente na campanha e na presidência.
O expediente da doença mental, usado em casos
de racismo pela classe média branca, abranda o imperialismo. Donald Trump seria
um louco. Logo, o que faz não teria relação com a essência militarista dos EUA,
com o histórico expansionismo ianque, com os genocídios e destruição de
Estados-Nacionais do Sul-Global. As referências do Estado norte-americano sobre
a Doutrina Monroe, de 1823, seriam fortuitas, assim como a própria Doutrina
Monroe em 1823.
Donald Trump teria, com sua loucura,
capturado a principal “democracia” do planeta. O que Donald Trump faz não teria
nenhuma relação com os interesses da classe dominante estadunidense e o Estado.
CIA, FBI, Forças Armadas, ICE e Suprema Corte, que autorizou prender pessoas
por meio de identificação racial, seriam vítimas.
Essa visão é profundamente patética em todos
os sentidos: econômico, político, institucional, histórico, cultural e social.
A classe dominante estadunidense, a fração dominante do capitalismo mundial,
seria refém de Donald Trump. Pela primeira vez na história do país, o poder
político, capitaneado pela extrema direita, teria subordinado o poder
econômico, o qual, sem alternativas, referendaria por inação a extrema direita
supremacista estadunidense.
É uma mistificação com consequência política
salvacionista para os democratas e os “progressistas”, pois bastaria um
presidente “equilibrado”, como Bill Clinton ou Barack Obama. Clinton foi
responsável por bombardeios em Bósnia e Kosovo, ataques no Iraque, antecedendo
George Bush, além de ser o grande promotor da expansão da Otan na década de
1990, cuja principal consequência hoje é justamente a guerra entre Rússia e
Ucrânia.
Barack Obama foi aquele que mais bombardeou o
continente africano em toda a história dos EUA. É Barack Obama que possui
também o recorde de ter sido o presidente que mais lançou bombas no planeta,
totalizando 26.171, com foco no Iraque, Síria, Líbia e Iêmen. O que Barack
Obama fez não se relaciona com o genocídio de Israel sobre os palestinos? A
fragmentação do Iraque, Síria e Líbia foram fundamentais para a consolidação
recente militar de Israel nesses países. Atacar o Iêmen não contribuiu para
enfraquecer a luta palestina? É possível separar o que Barack Obama fez do que
Benjamin Netanyahu faz?
Foi Barack Obama, em 2015, que declarou a
Venezuela “ameaça à segurança dos EUA”, o que foi aproveitado por Donald
Trump para arquitetar e aplicar a invencionice do narcoterrorismo e mentir
sobre o “cartel de los soles”. A guerra econômica contra a
Venezuela foi radicalizada por Barack Obama.
A mistificação eufemística aceita até um
George W. Bush e sua boa desculpa do inimigo do ocidente ter “armas de
destruição em massa” ou necessitar de “democracia” por meio de mísseis. Não
interessa que todos saibam que é mentira. Não interessa que seja provado que é
mentira. O importante é repetir.
A “doença mental” é expiação de culpa
liberal. É sempre interessante ver um liberal brasileiro, assim como o francês
Alexis Tocqueville, classificar a “democracia” estadunidense como a maior do
planeta. Alexis Tocqueville assim a classificou no auge da escravidão, pois,
como deixou claro no décimo segundo prefácio da edição francesa de A
democracia na América, os EUA eram uma república que “a propriedade
individual [possuía] maiores garantias que em qualquer país do mundo”. Qual era
a principal mercadoria na primeira metade do século XIX? Alexis Tocqueville
entendia a democracia estadunidense como positiva porque vivia às turras com a
Primavera dos Povos.
Não há contradição entre democracia e
escravismo porque democracia é uma sociedade baseada em relações de poder não
iguais entre os classificados como iguais, no caso, os brancos livres, tal qual
no Brasil imperial e republicano. Eleitoralmente, o sistema indireto foi
baseado na quantidade de escravizados quando da introdução do Compromisso dos
Três Quintos (Three-Fifths Compromise), um acordo estabelecido em 1787.
Mesmo que fossem mercadorias e não pudessem
votar, os escravizados foram contabilizados em 3/5 de um voto de branco,
aumentado o peso do voto dos brancos escravistas sobre a quantidade de
delegados, o que se acentuou depois de 1865, quando do fim da Guerra Civil por
meio da promulgação das 13ª e 14ª Emendas.
Ao contrário do que se pensa, a 13ª Emenda
não proibiu a escravidão, mas impôs uma regulamentação, que seria usada também
no Brasil a partir de 1890. Diz a emenda: “Não haverá, nos Estados Unidos ou em
qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem escravidão, nem trabalhos
forçados, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente
condenado”.
A escravidão é legalizada nos EUA, fazendo
com que alguns estados tentem proibi-la por meio do voto. Foi o caso da
Califórnia, que tentou, em 2024, na eleição que elegeu Donald Trump, alterar a
“constituição da Califórnia para proibir qualquer forma de escravatura e
revogar a disposição atual que permite a servidão involuntária como punição por
crimes”. A proposta foi rejeitada por 52,9% do eleitorado. E a questão não
possui paradoxo com os democratas. Kamala Harris venceu no estado com 58,47%,
enquanto Trump obteve apenas 38,33%. Democratas votaram pela manutenção da
“escravatura”.
A 14ª Emenda restringiu o direito ao voto
para condenados “por participação em rebelião ou outro crime”, permitindo que
os estados do Sul usassem essa brecha para aprovar leis que criminalizavam
qualquer tipo de comportamento para impedir o acesso da população negra às
urnas, sem deixar de aproveitá-la para aumentar o número de delegados. Assim
como aconteceu hoje, a Suprema Corte aprovou os Códigos Criminais estaduais, o
que se convencionou chamar de Jim Crow, que durou mais 100 anos.
Um liberal brasileiro olha essa história e
tem duas opções: ignorar a questão “dos negros” porque democracia estadunidense
não teria relação alguma, pois seria apenas continuidade eleitoral, a despeito
da quantidade de delegados por estado ter sido formada e ser aplicada por
critérios raciais (ignora-se também); ou assumir como fato histórico e, agindo
como leão de chácara, acusar quem acusa o supremacismo de “anacronismo”.
No fundo, ambos se orgulham da “democracia”
estadunidense, mas se ressentem por Donald Trump não ter uma desculpa de “armas
de destruição em massa” e “necessidade de exportar democracia” exclusivamente
para os países com reservas de petróleo e terras raras.
Sem alternativas, resta classificar Donald
Trump como louco. Tenta-se salvar não apenas o soft power estadunidense,
mas a máquina de exportação imperialista da “democracia” ocidental. Ocorre que
a própria classe dominante ianque rompeu ou teve que romper com esse pacto
justamente para conter o avanço econômico chinês e manter a hegemonia do dólar e
dos petrodólares.
Christian Dunker afirmou recentemente que
‘patologizar Donald Trump é muito perigoso, porque é uma forma de
desresponsabilizá-lo”. É mais: patologizar Donald Trump é
desresponsabilizar os EUA e dourar o imperialismo militar e econômico, como os
Democratas e sua rede de influência midiática sempre fizeram ao longo dos
séculos XX e XXI. Donald Trump é narcísico, supremacista e violento. E,
justamente por isso, é a melhor síntese da “democracia” estadunidense.
¨
EUA – guerra civil ou
tirania? Por Liszt Vieira
Tem aumentado o número de analistas e
jornalistas que admitem a possibilidade de uma guerra civil nos EUA. Antes de
comentar essa improvável previsão, gostaria de lembrar aqui um filme dirigido
por Joe Dante, lançado em 1997, chamado A segunda guerra civil.
Trata-se de uma comédia satírica em que
jornalistas, ávidos por notícias, vão cobrir a guerra civil iniciada porque os
Estados não queriam receber refugiados de uma guerra nuclear entre Índia e
Paquistão, e a União os obriga a receber esses refugiados. Há cenas curiosas
como, por exemplo, o governador da Califórnia faz um discurso em espanhol, ele
não sabe falar inglês, e a jornalista pede a um colega para traduzir.
Nas últimas semanas, protestos contra ações
do ICE (agência federal de imigração dos EUA) – especialmente após o
assassinato de dois cidadãos americanos em Minneapolis em confrontos com
agentes federais – intensificaram-se e chamaram atenção nacional. Autoridades
têm mobilizado tropas e milhares de agentes federais foram destacados para
lidar com as manifestações em Minnesota e outras áreas, o que gerou críticas de
líderes locais, protestos e manifestações públicas.
Esse aumento de protestos faz parte de uma
onda maior de mobilizações contra Donald Trump no país, que cresceu
significativamente desde 2025 por várias causas, desde a invasão da Venezuela e
sequestro de seu Presidente até decisões envolvendo risco de guerra, como a
anunciada tomada da Groenlândia. Além disso, os protestos incluem críticas à
violência da tropa de choque de Donald Trump (ICE) bem como às políticas de
imigração, saúde pública e desigualdade.
Especialistas que estudam conflitos afirmam
que, apesar das divisões sociais profundas, os EUA não estariam caminhando para
uma guerra civil aberta nos moldes históricos (exército contra exército em
território nacional). Diversos estudos acadêmicos concluíram que não há
evidências de que os EUA estejam entrando em uma guerra civil ativa agora.
A definição de guerra civil envolve largas
frentes armadas organizadas de ambos os lados, deslegitimação total do governo
e colapso das instituições nacionais – algo muito mais grave do que grandes
protestos e confrontos isolados. Especialistas destacam que, até o momento, o
sistema eleitoral, o Judiciário e o Congresso seguem funcionando e há
mecanismos de resolução institucional de conflitos.
Não há uma previsão objetiva de que guerras
entre facções organizadas são iminentes. É possível que ocorram confrontos
violentos localizados entre manifestantes e policiais/agentes federais, ou
entre grupos com posições opostas. Tais confrontos já ocorreram em várias
ocasiões nos EUA ao longo dos últimos anos, envolvendo diferentes causas e
regiões, mas não resultaram em uma guerra civil propriamente dita.
Em geral, as condições para uma guerra civil
sistemática incluem forças armadas divididas entre dois lados; um governo
central incapaz de governar; grupos paramilitares com grande controle
territorial e colapso das instituições judiciais e eleitorais. Nenhum desses
fatores está presente em larga escala nos EUA atualmente. Há tensões e
violência em algumas cidades, mas o Governo Federal, Estados e a maioria da
população continuam comprometidos com processos legais de resolução de
disputas.
Assim, há tensões sociais e protestos
intensos nos EUA contra o ICE, que vem atuando no estilo de uma tropa de choque
nazista. Confrontos isolados e episódios violentos têm ocorrido, mas guerra
civil generalizada ou confrontos armados amplos entre facções organizadas são
improváveis no momento. Os sinais precoces reais de risco de guerra civil ou
conflito interno armado de grande escala seriam os seguintes:
(i) Divisão ou politização das Forças Armadas
e da polícia, quando militares, guardas nacionais ou grandes corporações
policiais passam a obedecer a líderes políticos ou facções, em vez de obedecer
à Constituição e às instituições. Nesse caso, o risco sobe drasticamente. É o
caso de declarações públicas de comandantes apoiando um lado político, recusa
de tropas em cumprir ordens legais, ou confrontos entre forças estaduais e
federais.
(ii) Colapso da legitimidade do governo,
quando grande parte da população deixa de reconhecer o governo como legítimo,
as eleições são amplamente rejeitadas por ambos os lados, as decisões judiciais
são sistematicamente ignoradas, e Estados ou regiões declaram desobediência
aberta ao governo central.
(iii) Controle territorial por grupos
armados, quando grupos não estatais começam a dominar bairros, cidades ou
regiões inteiras e impedir a atuação do Estado, o conflito deixa de ser apenas
protesto ou violência pontual. Nesses casos, teremos “zonas autônomas” armadas
permanentes, cobrança de “taxas” ou imposição de regras por milícias e
patrulhas armadas substituindo a polícia.
(iv) Militarização dos protestos civis, que
se tornam mais perigosos quando passam de manifestações para mobilizações
armadas e organizadas, com hierarquia e comando. Teremos então grupos com
uniformes, insígnias e cadeia de comando, treinamento paramilitar público,
escolta armada regular em eventos políticos.
(v) Transformação dos adversários em inimigos
e traidores a serem eliminados, normalizando ameaças contra jornalistas, juízes
ou autoridades eleitorais. (vi) Escalada contínua da violência política com
assassinatos políticos, ataques a sedes de partidos, tribunais ou órgãos
eleitorais, e justificativas públicas da violência por líderes políticos.
(vii) Colapso econômico e ruptura dos
serviços básicos, com crises que levam à falta de alimentos, energia, salários
e serviços públicos, além de interrupção massiva de saúde, transporte e
abastecimento. (viii) Apoio externo a facções internas. Conflitos civis se
tornam mais prováveis quando potências estrangeiras começam a financiar, armar
ou apoiar politicamente grupos internos rivais.
Em suma, hoje nos EUA as instituições
(eleições, tribunais, Congresso, forças armadas) continuam funcionando, não há
controle territorial significativo por milícias organizadas. Existe polarização
extrema e retórica agressiva, e há episódios de violência política, mas sem
padrão nacional organizado. Ou seja, tudo isso indica que os EUA não se
encontram na situação típica de pré-guerra civil. Mas Donald Trump pode forjar
uma guerra civil para impedir a realização das próximas eleições de novembro.
Com ele, tudo é possível.
Mas uma guerra civil começa quando o Estado
perde o monopólio da força em partes relevantes do território e as Forças
Armadas deixam de agir como instituição nacional. O maior sinal de alerta real
não são manifestações ou confrontos isolados, mas a quebra da lealdade
institucional das forças de segurança e a perda de legitimidade do governo em
larga escala.
Na lição de Max Weber, o “Estado
moderno se define pelo monopólio do uso legítimo da violência física”, significando que ele é a única entidade com autoridade
socialmente aceita para usar a força em um território, através de instituições
como a polícia, visando manter a ordem e o controle social, o que gera uma
relação de dominação baseada na legitimidade e não apenas na coerção.
É certo que Donald Trump está tensionando a
corda e usando a força de forma ilegítima. Invadiu a Venezuela e sequestrou seu
Presidente, ameaçou Cuba e a Groenlândia. Como tende a perder força política
pela sua provável derrota na eleição de mid term em novembro
próximo, e com os protestos dos govenadores e manifestações populares de
repúdio, ele tem pressa e tende a usar a força militar para atingir seus
objetivos ainda este ano. Mas, até agora, pelo menos, conta com o apoio das
Forças Armadas. E protestos, mesmo violentos, não são guerra civil.
O artigo “O
colapso iminente de Donald Trump”, de David
Brooks, no The New York Times, alerta que a maior ameaça aos EUA
não é um golpe clássico, mas a corrosão moral gradual de instituições e
costumes sob a liderança de Donald Trump. David Brooks sustenta que os EUA
atravessam quatro colapsos simultâneos:
(a) Ordem internacional pós-1945 em fratura
acelerada. (b) Tranquilidade interna corroídas por ações do ICE e uso político
da força. (c) Ordem democrática ameaçada, com ataques à independência
institucional e ataques forjados a oponentes políticos. (d) Colapso psicológico
de Donald Trump, que seria o vetor central de todos os demais. Diversos
psiquiatras já afirmaram que Donald Trump é portador de demência
frontotemporal.
A decadência econômica e política do império
dos EUA já é visível no horizonte. Seu poder se mantém pela força militar e
pelo uso do dólar como moeda mundial, o que vem sendo cada vez mais contestado.
Tudo indica que o grande risco nos EUA não é uma guerra civil, mas a
transformação da democracia americana em uma tirania. Donald Trump não quer
apenas ser um tirano dentro do Estados Unidos, ele quer mandar no mundo. A sua
proposta de criação do Conselho da Paz é a criação de sua própria ONU, onde ele
poderá pontificar como imperador do mundo.
Muitos ditadores contemporâneos foram eleitos
e se transformaram em ditadores não por um golpe de fora para dentro, no estilo
das ditaduras militares na América Latina, mas por transformações
institucionais internas. Governos autoritários eleitos existem na Hungria,
Turquia, Rússia, Polônia etc, sem falar nas ditaduras sem fachada democrática,
como a Arábia Saudita, por exemplo. E, afinal, o próprio Hitler foi eleito.
Mas Donald Trump tem um enorme problema pela
frente. A tendência é a redução de seu poder político não só com sua provável
derrota na eleição mid term de novembro próximo e com a
oposição de governadores e de manifestações populares crescentes, mas com a
provável decisão da Suprema Corte tornando ilegal os seus tarifaços, por falta
de prévia aprovação do Congresso, o que vai gerar a obrigação de indenizar os
empresários prejudicados.
Devido a seu provável enfraquecimento
político, Donald Trump tende a radicalizar suas decisões ainda este ano. No
plano doméstico e internacional, criando conflitos a fim de manipular ou mesmo
adiar a eleição mid term de novembro, acelerando a
concretização de medidas com vistas à tomada da Groelândia e à criação de sua
ONU particular.
O tempo corre contra Donald Trump. Talvez
seja este o fator que impedirá a implantação de uma tirania que já se delineia
nos EUA.
Fonte: A Terra é Redonda

Nenhum comentário:
Postar um comentário