André
Fernandes: Os delírios perigosos de um Império fascista e sociopata
Certa
vez, disseram-me que o narcisista é muito semelhante ao sociopata. Pois bem,
muitos retratam o Presidente Donald Trump como um narcisista patológico.
Acredito que passou despercebido, possivelmente por misturar geopolítica com
psicologia, que não se trata de um “narcisista no poder”, mas de um “poder
narcisista”: os Estados Unidos se tornou um império sociopata, e, como todo
sociopata, uma vez acuado, torna-se muito perigoso.
O
narcisista sempre acredita que os fins justificam os meios, e que seus fins são
justos, assim como os meios imorais e covardes que ele emprega. O governo
americano acredita no seu “destino manifesto”, quer acreditar que é uma “força
benéfica” no mundo, uma “ilha democrática” rodeada de um oceano de traficantes,
ditadores e terroristas.
A
psicologia diz que isso se trata de uma projeção: você projeta nos outros
aquilo que de fato define sua personalidade. Para outros, seria um
“gaslighting”, um recurso da retórica narcisista: ou seja, Washington acusa
todos aqueles que não se submetem aos seus desmandos àquilo que ele realmente
é: autoritário, corsário, traidor, terrorista e covarde — estas são as virtudes
do governo dos Estados Unidos da América, agora mais do que nunca na figura de
Donald Trump. Seu assalto à Venezuela e ao povo venezuelano deixou evidente que
é um Império sociopata e terrorista.
Aliado
com o “culto da morte” do Oriente Médio, os Estados Unidos estão fazendo de
refém o mundo inteiro com suas bombas e seus delírios de grandeza, acreditando,
junto com sua gangue de mafiosos — Marco Rubio e outros — que irão sair ilesos
e inocentes, fiéis às imagens da realidade alternativa que projetam em suas
cabeças fruto de um “destino manifesto” em crise: um mundo pronto destinado a
servir aos Estados Unidos da América e ao despotismo fascista mercenário que o
serve no oeste da Ásia.
Os
analistas políticos ainda discutem quem manda em quem: a “cabeça ou o rabo do
cachorro”, mas sabe-se que é raivoso e fora de controle. Os psicanalistas
chamariam isto de “colapso”. Ambos os países são duas cabeças da mesma quimera,
e, como todo sociopata, não possuem limites.
Fratura-se,
então, o sistema interestatal capitalista e se desintegra o direito
internacional: o país “mais democrático” do mundo é aquele que inicia todas as
guerras e financia todos os conflitos que trazem miséria, desespero e
calamidade à humanidade. Pelo menos agora as coisas estão claras: o governo
norte-americano é fascista, e fascistas são todos aqueles que se aliam e o
apoiam.
Acabou-se
a discussão de governo neoliberal ou de bem-estar social. Acabou a dicotomia
“capitalismo vs socialismo”. Não se trata nem de colonialismo — pois o próprio
colonialismo exige uma certa manutenção do povo colonizado para que possa gerar
riqueza para o colonizador. Depois de Gaza, trata-se do puro extermínio.
E,
vamos ser claros, trata-se exatamente disto que Donald Trump e seus asseclas
ameaçam a Venezuela: ou se entregam ou os exterminamos. Nosso negócio não é o
comércio, não somos liberais, não somos a favor da livre-concorrência, nem do
colonialismo. Vocês escolhem: iremos roubá-los e vocês sobreviverão por alguns
anos na miséria e no caos, ou te exterminamos com nossas bombas.
Onde
estão as Nações Unidas? Onde estão os direitos da mulher, no caso a nova
presidente Delcy Rodrigues ameaçada de ter um “destino pior que Maduro”? Onde
estão os direitos da humanidade? O direito internacional? Bem, sinto dizer,
alguém acendeu a luz e vimos que tudo isso era uma ilusão para mestrandos e
doutorandos em humanidades.
Um
governo de truculentos ameaça todo um continente — tenho que lhes dizer, eu já
esperava por isso faz muito tempo — e surgem todo tipo de lacaios e “gusanos”
sem espinha dorsal a apoiar tal ato. Estes não têm o costume de “mandar todos a
Cuba”? Pois muito bem, podem ir todos para Miami limpar latrinas para serem
expulsos de volta por um governo que não lhes quer e que os considera tão
humanos quanto os palestinos.
Mais
uma vez, há vantagem em tudo: agora sabemos quem possui espinha dorsal ou
geleia na coluna vertebral, porque aqueles que torcem ao lado dos opressores do
mundo são os primeiros a “abrirem o berro” nos momentos de dificuldade.
Escondem sua covardia atrás da torcida e do desfrute.
Talvez
a esquerda brasileira e mundial finalmente aprenda que não se discute com
fascistas: você vai pra guerra! E a esquerda vacilou e negociou por tanto tempo
que, vejam só, a guerra chegou até vocês! Vão fazer o que agora? Vão apelar
para o Tribunal de Haia? Boa sorte, os palestinos que o digam.
E os
latino-americanos descobriram que não são melhores que os palestinos. A União
Europeia, na figura de seu personagem de filme de vampiro de quinta categoria,
Kaja Kallas — Vice-Presidente da Comissão Europeia — já “abriu o berro” para
dizer que Nicolás Maduro não era legítimo.
Kaja
Kallas, outro “invertebrado” que apenas está no cargo que ocupa para “seguir
ordens”. Assim como sua “superior” Ursula von der Leyen — se é que existe algum
nível superior no interior da astenosfera onde vive essa gente.
Sim, a
Europa e os Estados Unidos mostram suas caras, e só não veem os ignorantes e os
cúmplices — que são quase a mesma coisa. O Brasil surge como um estandarte da
liberdade! O Presidente Lula, odiado por Donald Trump — por enxergar aquilo
tudo o que ele jamais poderá ser — tornou-se figura singular contra o fascismo
norte-americano no seu ataque à América do Sul.
Eu irei
tentar deixar bem claro: estamos tratando de um governo que, através de seu
país mercenário, exterminou milhares de velhos, mulheres e crianças com bombas
e tiros na cabeça de “snipers”. Ao que tudo indica, está começando a aplicar
esses métodos terroristas no continente latino-americano.
Apesar
de termos um histórico de ditaduras militares, a guerra de extermínio ainda é
uma novidade entre nós, mas se não nos mobilizarmos poderá ser o nosso “novo
normal”.
Na sua
obra “A política externa norte-americana e seus teóricos”, o historiador Perry
Anderson descreve como os lunáticos do Estado profundo norte-americano pensam
sua política externa. Durante todo o século XX, o governo norte-americano se
alternava entre a URSS e a China: os agentes do Pentágono e da CIA não se
colocavam de acordo qual era o “inimigo” mais perigoso e, de tempos em tempos,
procuravam atrair um dos dois para poder fazer frente à “maior ameaça” da vez.
Foi por
isso que Nixon fez as pazes com Mao Tse Tung na segunda metade do século XX: o
presidente americano tinha o objetivo de fazer frente à URSS, afastando a China
da esfera de influência russa. Dividir para reinar.
No
entanto, também fizeram o contrário: procuravam atrair a Rússia quando
acreditavam que a maior ameaça viria da China. Resultado, o maior temor de
todos os ideólogos e formuladores de política externa — Henry Kissinger,
Zbigniew Brzezinski etc — finalmente aconteceu: a Rússia e a China uniram-se, e
não há nada que o Pentágono e a Casa Branca possam fazer para separá-los.
Covardes
que são, declararam guerra ao Sul-Global, pois sabem que, seja nos Brics ou em
qualquer outra organização que envolva o Sul Global, o “Urso” e o “Dragão”,
Washington e seus asseclas não serão bem-vindos. Nem eles e nem os europeus.
Tal
qual uma gangue que infernizou a vida de todos no bairro, e hoje não são mais
convidados para as festas, saem então batendo e arrombando a porta das casas.
Eis o fim da democracia ocidental: um bando de países em franca decadência que
somente provocam repulsa aos povos do Sul Global, e que agora resolveram partir
para a última arma dos covardes: provocar o medo.
Antes,
pelo menos havia a “Aliança para o Progresso” e seus congêneres. Não, não há
mais nada. Apenas ameaças, bombas e sequestros de chefes de Estado. São estes
os que querem governar a humanidade? São estes os bastiões da civilização?
A
História, implacável como ela sempre foi, possui a virtude de separar o joio do
trigo. Bem, chegamos nesse momento. Os barcos que trafegam os mares agora
trocam suas bandeiras nacionais por bandeiras russas com a esperança de que as
hordas de um império em declínio não os capturem — como foi recentemente com o
petroleiro “Marinera” capturado pelas forças navais dos Estados Unidos.
Apesar
do noticiado, não se sabe ainda a nacionalidade da embarcação, sendo que apenas
tinham dois russos no navio. A Rússia oferece lealdade a todos aqueles com quem
se alia. A China, sem deixar de visar seus interesses, oferece infraestrutura
em lugar de ameaças.
É fácil
ver que a civilização abandonou o “Ocidente” e se transferiu para o continente
do “Sol Nascente”. Apesar de toda sua arrogância, prepotência e pretensão, acho
que estamos vendo o início do crepúsculo de um império anglo-saxão e europeu
após 500 anos de colonização e pilhagem.
Arnold
Toynbee, em sua obra mestra “A Mãe Terra”, já havia previsto o retorno do
Império Chinês como centro da civilização… enquanto o Ocidente mergulharia na
barbárie. O também historiador brasileiro Moniz Bandeira vaticinou que o
Império iria cair “atirando”.
As
perguntas que passam pelas cabeças de todos que possuem inteligência acima de
uma pressão atmosférica são: “como sobreviver a tudo isso?” “Haverá uma
terceira guerra mundial?” “Como fazer frente à força sociopata e fascista que,
ao que tudo indica, prefere incendiar o mundo a tentar nos enxergar como seres
humanos em um mesmo planeta Terra?”
Platão,
em “A República”, diz que a coragem é a primeira das virtudes. Todas as demais
dependem deste sentimento de “fúria” diante do medo e da tirania. Sócrates, ao
ser questionado se valia a pena ser justo em um mundo injusto e cruel, afirmou
que aqueles que se colocam ao lado da justiça, no fim de suas vidas, partem
deste mundo de forma serena, muito diferente dos covardes e cruéis.
Em nome
da coragem e da justiça, clamo a todos os meus irmãos latino-americanos a
resistir: deixem queimar em seus corações e em seus espíritos a fúria da
resistência…
• Mascaro expõe a nova etapa do
imperialismo: “É a lei do mais forte, que vem e rouba”
Em uma
entrevista contundente concedida ao jornalista Leonardo Attuch na TV 247, o
professor Alysson Leandro Mascaro afirmou que os acontecimentos recentes na
Venezuela — descritos no programa como um “sequestro” do presidente Nicolás
Maduro por agentes ligados aos Estados Unidos — inauguram uma fase em que o
imperialismo deixa de fingir e passa a agir de forma aberta e escancarada.
A
conversa foi transmitida ao vivo no domingo, 4 de janeiro de 2026, e partiu da
ideia de que, diante da escalada de Washington, até setores da grande imprensa
passaram a expressar desconforto, ainda que sem romper com o alinhamento
histórico ao poder estadunidense. O trecho que sintetiza a percepção dessa nova
etapa foi enunciado por Attuch, em linha com a análise do jurista: “É a lei do
mais forte, que vem e rouba”.
Attuch
explicou que, apesar de a entrevista com Mascaro normalmente ocorrer na
primeira semana de cada mês, a edição foi antecipada por causa da “emergência”
venezuelana. Para Mascaro, o impacto do episódio não pode ser reduzido a um
excesso individual de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, nem
tratado como uma anomalia psicológica do ocupante da Casa Branca. O jurista
sustentou que a crise deve ser compreendida a partir de uma palavra que a
imprensa corporativa evita pronunciar, porque ela revela a estrutura real do
sistema internacional.
“O que define exatamente é a palavra
imperialismo. (…) Quem não consegue falar a palavra imperialismo não passa na
verdade do presente momento”, afirmou.
Ao
longo da entrevista, Mascaro insistiu que a recusa em nomear o imperialismo
está diretamente ligada à impossibilidade de admitir a palavra que o sustenta:
capitalismo. Ele argumentou que os grandes meios de comunicação, os colunistas
e setores da academia preferem reagir com espanto moral ou indignação vaga,
porque assumir a categoria “imperialismo” obrigaria a encarar as bases
materiais do poder global.
“Falar em imperialismo leva a um conceito que
também é outra palavra impronunciável para essa gente. E qual é essa palavra?
Capitalismo.”
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O império sem fantasia e a crise do disfarce liberal
Mascaro
explicou que os Estados Unidos historicamente operam com duas margens
ideológicas. Uma delas, associada ao Partido Democrata, utiliza o discurso do
liberalismo: direitos humanos, direito internacional, “valores universais” e a
ideia de que o capitalismo levaria progresso e democracia ao mundo. A outra,
vinculada ao Partido Republicano, não necessita desse verniz: fala a linguagem
do medo, da força e do saque direto. Para o jurista, ambas fazem parte da mesma
engrenagem, mas o estilo republicano esgarça a máscara.
“O Trump esgarça até a máscara da ideologia,
só que é a mesma. (…) Havendo capitalismo, há imperialismo.”
Attuch
reforçou esse ponto ao afirmar que, no estágio atual do capitalismo, a promessa
de prosperidade compartilhada perdeu força. Ele comparou os ciclos anteriores
do século XX, quando os Estados Unidos combinavam intervenção com pacotes de
reconstrução e discursos de “modernização”, com o momento atual, em que a
dominação passa a ser declarada sem pudor.
“Agora é a lei da selva mesmo. Quem é mais
forte vem e rouba.”
Na
leitura do programa, o que se viu na Venezuela não foi apenas uma escalada
pontual, mas um símbolo: o império apresentando-se como proprietário do mundo e
impondo sua vontade pelo exemplo, pela intimidação e pela violência.
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“Só resta bala”: a decadência que produz terror
Mascaro
sustentou que a brutalidade aberta não é um acidente, mas um sintoma da própria
decadência estrutural dos Estados Unidos. Ele disse que, sem capacidade de
reorganizar seu modelo econômico e já deslocados da liderança produtiva — hoje
concentrada na China —, os EUA recorrem cada vez mais à força e ao saque para
prolongar sua hegemonia.
“Só resta uma coisa. Bala. Só resta medo.”
Segundo
ele, essa estratégia pode manter por décadas o poder de uma elite que vive
“nababescamente”, mas aprofunda o colapso social interno dos próprios Estados
Unidos e amplia a destruição externa. O professor lembrou que, mesmo com enorme
aparato militar, o império já foi forçado a recuos vergonhosos, como no
Afeganistão, e que a lógica do terror contém contradições. Ainda assim, o medo
funciona especialmente contra regiões como a América Latina, cujos Estados, na
visão dele, não possuem autonomia militar real.
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América Latina sob chantagem: submissão cautelosa ou soberania?
Ao
tratar do impacto regional, Attuch afirmou que a crise venezuelana expôs com
nitidez uma divisão presente no Brasil: de um lado, setores que fingem surpresa
enquanto mantêm fidelidade ao imperialismo; de outro, entreguistas assumidos da
extrema direita, que tratariam o episódio como um triunfo e até como ameaça
direta contra o presidente Lula. Para o jornalista, o “sequestro” de Maduro
teria sido didático ao revelar quem defende soberania e quem atua como inimigo
interno.
“Deu para ver exatamente quem está do lado da
democracia e quem é inimigo do Brasil.”
Questionado
sobre o que resta aos povos diante da chantagem aberta, Mascaro disse que o
caso venezuelano ainda é obscuro e que, com menos de 48 horas, seria imprudente
fechar conclusões. Ele levantou hipóteses sem cravar nenhuma: falhas
defensivas, sabotagem externa, traição por dentro ou acordos de bastidor. Mas
enfatizou que o desfecho se transformará em laboratório histórico para
compreender os limites da luta política no século XXI.
“Nós não sabemos direito ainda o que se passou
internamente na Venezuela. (…) Isso é uma investigação que tem que ser dos
fatos, não só de especulação.”
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O dilema da resistência: preservar parte ou perder tudo para ensinar um tempo
histórico
Em um
dos trechos mais densos, Mascaro apresentou o que considera uma contradição
permanente das lutas populares: diante da ameaça imperial, é melhor ceder para
preservar conquistas ou resistir até o limite, mesmo que isso signifique perder
tudo? Ele citou o papel potencial da vice-presidente Delcy Rodríguez, afirmando
que sobre ela poderia recair uma pressão brutal: trair o chavismo para evitar
um retrocesso total, ou manter lealdade e correr o risco de destruição
completa.
“É melhor garantir 50% e deixar o povo mais ou
menos bem estabelecido ou lutar com dignidade e perder tudo?”
Mascaro
declarou que sua posição é a de que a história também se constrói com perdas,
porque derrotas podem reorganizar a luta e produzir aprendizado coletivo. Ele
comparou essa disposição com exemplos de resistência na história brasileira,
lembrando a ditadura militar e o golpe de Estado contra Dilma, além da prisão
política de Lula em Curitiba, apontada no programa como parte de um processo de
coerção imperial.
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O celular como novo “ópio” e a fragilidade subjetiva das massas
Outro
ponto forte da entrevista foi a análise de Mascaro sobre a transformação da
subjetividade política na era digital. Ele afirmou que, no passado, militantes
eram forjados em condições de solidão e sacrifício, capazes de suportar prisão,
tortura e isolamento. Hoje, segundo ele, a dependência do celular, das redes
sociais e do entretenimento permanente enfraquece a disposição de enfrentar
sofrimento prolongado.
“As pessoas hoje (…) se distraem 24 horas por
dia. (…) O celular é o novo ópio do povo.”
Para o
jurista, essa mudança pode ser decisiva para compreender a capacidade real de
mobilização popular em cenários de confronto, como o que se abre na Venezuela.
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O mundo não acaba: “A única saída é o socialismo”
No
encerramento, Mascaro rejeitou o discurso catastrofista que, segundo ele,
domina parte do debate público. Disse que falar do “fim do mundo” sem tocar no
capitalismo é uma forma de impedir a mudança estrutural. Para ele, a crise
ambiental, inclusive, só pode ser enfrentada com transformação social radical.
“A única solução para acabar o catastrofismo é
o socialismo.”
Ele
citou a China como exemplo de capacidade estratégica e destacou que, mesmo
diante do terror imperial, não se pode transformar o episódio venezuelano em
sinônimo de derrota definitiva. Para Mascaro, o choque do presente pode ser,
paradoxalmente, uma abertura pedagógica: o imperialismo está mais visível, e
isso pode fortalecer a consciência política dos povos.
“Por mais que seja absurdo um caso como esse
(…) isso nos desperta eventualmente a ver o que até agora a gente não via.
Então a esperança pode estar sim na frente da gente.”
Ao
final, Mascaro fez um paralelo entre sua própria perseguição acadêmica e a
ofensiva contra Maduro, sustentando que atos de força não silenciam vozes — ao
contrário, podem intensificar a denúncia e colocar a verdade “em marcha”.
“Isto
não cala uma voz. Isso, pelo contrário, faz com que falemos mais diretamente.”
Fonte:
Brasil 247

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