sábado, 17 de janeiro de 2026

André Fernandes: Os delírios perigosos de um Império fascista e sociopata

Certa vez, disseram-me que o narcisista é muito semelhante ao sociopata. Pois bem, muitos retratam o Presidente Donald Trump como um narcisista patológico. Acredito que passou despercebido, possivelmente por misturar geopolítica com psicologia, que não se trata de um “narcisista no poder”, mas de um “poder narcisista”: os Estados Unidos se tornou um império sociopata, e, como todo sociopata, uma vez acuado, torna-se muito perigoso.

O narcisista sempre acredita que os fins justificam os meios, e que seus fins são justos, assim como os meios imorais e covardes que ele emprega. O governo americano acredita no seu “destino manifesto”, quer acreditar que é uma “força benéfica” no mundo, uma “ilha democrática” rodeada de um oceano de traficantes, ditadores e terroristas.

A psicologia diz que isso se trata de uma projeção: você projeta nos outros aquilo que de fato define sua personalidade. Para outros, seria um “gaslighting”, um recurso da retórica narcisista: ou seja, Washington acusa todos aqueles que não se submetem aos seus desmandos àquilo que ele realmente é: autoritário, corsário, traidor, terrorista e covarde — estas são as virtudes do governo dos Estados Unidos da América, agora mais do que nunca na figura de Donald Trump. Seu assalto à Venezuela e ao povo venezuelano deixou evidente que é um Império sociopata e terrorista.

Aliado com o “culto da morte” do Oriente Médio, os Estados Unidos estão fazendo de refém o mundo inteiro com suas bombas e seus delírios de grandeza, acreditando, junto com sua gangue de mafiosos — Marco Rubio e outros — que irão sair ilesos e inocentes, fiéis às imagens da realidade alternativa que projetam em suas cabeças fruto de um “destino manifesto” em crise: um mundo pronto destinado a servir aos Estados Unidos da América e ao despotismo fascista mercenário que o serve no oeste da Ásia.

Os analistas políticos ainda discutem quem manda em quem: a “cabeça ou o rabo do cachorro”, mas sabe-se que é raivoso e fora de controle. Os psicanalistas chamariam isto de “colapso”. Ambos os países são duas cabeças da mesma quimera, e, como todo sociopata, não possuem limites.

Fratura-se, então, o sistema interestatal capitalista e se desintegra o direito internacional: o país “mais democrático” do mundo é aquele que inicia todas as guerras e financia todos os conflitos que trazem miséria, desespero e calamidade à humanidade. Pelo menos agora as coisas estão claras: o governo norte-americano é fascista, e fascistas são todos aqueles que se aliam e o apoiam.

Acabou-se a discussão de governo neoliberal ou de bem-estar social. Acabou a dicotomia “capitalismo vs socialismo”. Não se trata nem de colonialismo — pois o próprio colonialismo exige uma certa manutenção do povo colonizado para que possa gerar riqueza para o colonizador. Depois de Gaza, trata-se do puro extermínio.

E, vamos ser claros, trata-se exatamente disto que Donald Trump e seus asseclas ameaçam a Venezuela: ou se entregam ou os exterminamos. Nosso negócio não é o comércio, não somos liberais, não somos a favor da livre-concorrência, nem do colonialismo. Vocês escolhem: iremos roubá-los e vocês sobreviverão por alguns anos na miséria e no caos, ou te exterminamos com nossas bombas.

Onde estão as Nações Unidas? Onde estão os direitos da mulher, no caso a nova presidente Delcy Rodrigues ameaçada de ter um “destino pior que Maduro”? Onde estão os direitos da humanidade? O direito internacional? Bem, sinto dizer, alguém acendeu a luz e vimos que tudo isso era uma ilusão para mestrandos e doutorandos em humanidades.

Um governo de truculentos ameaça todo um continente — tenho que lhes dizer, eu já esperava por isso faz muito tempo — e surgem todo tipo de lacaios e “gusanos” sem espinha dorsal a apoiar tal ato. Estes não têm o costume de “mandar todos a Cuba”? Pois muito bem, podem ir todos para Miami limpar latrinas para serem expulsos de volta por um governo que não lhes quer e que os considera tão humanos quanto os palestinos.

Mais uma vez, há vantagem em tudo: agora sabemos quem possui espinha dorsal ou geleia na coluna vertebral, porque aqueles que torcem ao lado dos opressores do mundo são os primeiros a “abrirem o berro” nos momentos de dificuldade. Escondem sua covardia atrás da torcida e do desfrute.

Talvez a esquerda brasileira e mundial finalmente aprenda que não se discute com fascistas: você vai pra guerra! E a esquerda vacilou e negociou por tanto tempo que, vejam só, a guerra chegou até vocês! Vão fazer o que agora? Vão apelar para o Tribunal de Haia? Boa sorte, os palestinos que o digam.

E os latino-americanos descobriram que não são melhores que os palestinos. A União Europeia, na figura de seu personagem de filme de vampiro de quinta categoria, Kaja Kallas — Vice-Presidente da Comissão Europeia — já “abriu o berro” para dizer que Nicolás Maduro não era legítimo.

Kaja Kallas, outro “invertebrado” que apenas está no cargo que ocupa para “seguir ordens”. Assim como sua “superior” Ursula von der Leyen — se é que existe algum nível superior no interior da astenosfera onde vive essa gente.

Sim, a Europa e os Estados Unidos mostram suas caras, e só não veem os ignorantes e os cúmplices — que são quase a mesma coisa. O Brasil surge como um estandarte da liberdade! O Presidente Lula, odiado por Donald Trump — por enxergar aquilo tudo o que ele jamais poderá ser — tornou-se figura singular contra o fascismo norte-americano no seu ataque à América do Sul.

Eu irei tentar deixar bem claro: estamos tratando de um governo que, através de seu país mercenário, exterminou milhares de velhos, mulheres e crianças com bombas e tiros na cabeça de “snipers”. Ao que tudo indica, está começando a aplicar esses métodos terroristas no continente latino-americano.

Apesar de termos um histórico de ditaduras militares, a guerra de extermínio ainda é uma novidade entre nós, mas se não nos mobilizarmos poderá ser o nosso “novo normal”.

Na sua obra “A política externa norte-americana e seus teóricos”, o historiador Perry Anderson descreve como os lunáticos do Estado profundo norte-americano pensam sua política externa. Durante todo o século XX, o governo norte-americano se alternava entre a URSS e a China: os agentes do Pentágono e da CIA não se colocavam de acordo qual era o “inimigo” mais perigoso e, de tempos em tempos, procuravam atrair um dos dois para poder fazer frente à “maior ameaça” da vez.

Foi por isso que Nixon fez as pazes com Mao Tse Tung na segunda metade do século XX: o presidente americano tinha o objetivo de fazer frente à URSS, afastando a China da esfera de influência russa. Dividir para reinar.

No entanto, também fizeram o contrário: procuravam atrair a Rússia quando acreditavam que a maior ameaça viria da China. Resultado, o maior temor de todos os ideólogos e formuladores de política externa — Henry Kissinger, Zbigniew Brzezinski etc — finalmente aconteceu: a Rússia e a China uniram-se, e não há nada que o Pentágono e a Casa Branca possam fazer para separá-los.

Covardes que são, declararam guerra ao Sul-Global, pois sabem que, seja nos Brics ou em qualquer outra organização que envolva o Sul Global, o “Urso” e o “Dragão”, Washington e seus asseclas não serão bem-vindos. Nem eles e nem os europeus.

Tal qual uma gangue que infernizou a vida de todos no bairro, e hoje não são mais convidados para as festas, saem então batendo e arrombando a porta das casas. Eis o fim da democracia ocidental: um bando de países em franca decadência que somente provocam repulsa aos povos do Sul Global, e que agora resolveram partir para a última arma dos covardes: provocar o medo.

Antes, pelo menos havia a “Aliança para o Progresso” e seus congêneres. Não, não há mais nada. Apenas ameaças, bombas e sequestros de chefes de Estado. São estes os que querem governar a humanidade? São estes os bastiões da civilização?

A História, implacável como ela sempre foi, possui a virtude de separar o joio do trigo. Bem, chegamos nesse momento. Os barcos que trafegam os mares agora trocam suas bandeiras nacionais por bandeiras russas com a esperança de que as hordas de um império em declínio não os capturem — como foi recentemente com o petroleiro “Marinera” capturado pelas forças navais dos Estados Unidos.

Apesar do noticiado, não se sabe ainda a nacionalidade da embarcação, sendo que apenas tinham dois russos no navio. A Rússia oferece lealdade a todos aqueles com quem se alia. A China, sem deixar de visar seus interesses, oferece infraestrutura em lugar de ameaças.

É fácil ver que a civilização abandonou o “Ocidente” e se transferiu para o continente do “Sol Nascente”. Apesar de toda sua arrogância, prepotência e pretensão, acho que estamos vendo o início do crepúsculo de um império anglo-saxão e europeu após 500 anos de colonização e pilhagem.

Arnold Toynbee, em sua obra mestra “A Mãe Terra”, já havia previsto o retorno do Império Chinês como centro da civilização… enquanto o Ocidente mergulharia na barbárie. O também historiador brasileiro Moniz Bandeira vaticinou que o Império iria cair “atirando”.

As perguntas que passam pelas cabeças de todos que possuem inteligência acima de uma pressão atmosférica são: “como sobreviver a tudo isso?” “Haverá uma terceira guerra mundial?” “Como fazer frente à força sociopata e fascista que, ao que tudo indica, prefere incendiar o mundo a tentar nos enxergar como seres humanos em um mesmo planeta Terra?”

Platão, em “A República”, diz que a coragem é a primeira das virtudes. Todas as demais dependem deste sentimento de “fúria” diante do medo e da tirania. Sócrates, ao ser questionado se valia a pena ser justo em um mundo injusto e cruel, afirmou que aqueles que se colocam ao lado da justiça, no fim de suas vidas, partem deste mundo de forma serena, muito diferente dos covardes e cruéis.

Em nome da coragem e da justiça, clamo a todos os meus irmãos latino-americanos a resistir: deixem queimar em seus corações e em seus espíritos a fúria da resistência…

•        Mascaro expõe a nova etapa do imperialismo: “É a lei do mais forte, que vem e rouba”

Em uma entrevista contundente concedida ao jornalista Leonardo Attuch na TV 247, o professor Alysson Leandro Mascaro afirmou que os acontecimentos recentes na Venezuela — descritos no programa como um “sequestro” do presidente Nicolás Maduro por agentes ligados aos Estados Unidos — inauguram uma fase em que o imperialismo deixa de fingir e passa a agir de forma aberta e escancarada.

A conversa foi transmitida ao vivo no domingo, 4 de janeiro de 2026, e partiu da ideia de que, diante da escalada de Washington, até setores da grande imprensa passaram a expressar desconforto, ainda que sem romper com o alinhamento histórico ao poder estadunidense. O trecho que sintetiza a percepção dessa nova etapa foi enunciado por Attuch, em linha com a análise do jurista: “É a lei do mais forte, que vem e rouba”.

Attuch explicou que, apesar de a entrevista com Mascaro normalmente ocorrer na primeira semana de cada mês, a edição foi antecipada por causa da “emergência” venezuelana. Para Mascaro, o impacto do episódio não pode ser reduzido a um excesso individual de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, nem tratado como uma anomalia psicológica do ocupante da Casa Branca. O jurista sustentou que a crise deve ser compreendida a partir de uma palavra que a imprensa corporativa evita pronunciar, porque ela revela a estrutura real do sistema internacional.

 “O que define exatamente é a palavra imperialismo. (…) Quem não consegue falar a palavra imperialismo não passa na verdade do presente momento”, afirmou.

Ao longo da entrevista, Mascaro insistiu que a recusa em nomear o imperialismo está diretamente ligada à impossibilidade de admitir a palavra que o sustenta: capitalismo. Ele argumentou que os grandes meios de comunicação, os colunistas e setores da academia preferem reagir com espanto moral ou indignação vaga, porque assumir a categoria “imperialismo” obrigaria a encarar as bases materiais do poder global.

 “Falar em imperialismo leva a um conceito que também é outra palavra impronunciável para essa gente. E qual é essa palavra? Capitalismo.”

<><> O império sem fantasia e a crise do disfarce liberal

Mascaro explicou que os Estados Unidos historicamente operam com duas margens ideológicas. Uma delas, associada ao Partido Democrata, utiliza o discurso do liberalismo: direitos humanos, direito internacional, “valores universais” e a ideia de que o capitalismo levaria progresso e democracia ao mundo. A outra, vinculada ao Partido Republicano, não necessita desse verniz: fala a linguagem do medo, da força e do saque direto. Para o jurista, ambas fazem parte da mesma engrenagem, mas o estilo republicano esgarça a máscara.

 “O Trump esgarça até a máscara da ideologia, só que é a mesma. (…) Havendo capitalismo, há imperialismo.”

Attuch reforçou esse ponto ao afirmar que, no estágio atual do capitalismo, a promessa de prosperidade compartilhada perdeu força. Ele comparou os ciclos anteriores do século XX, quando os Estados Unidos combinavam intervenção com pacotes de reconstrução e discursos de “modernização”, com o momento atual, em que a dominação passa a ser declarada sem pudor.

 “Agora é a lei da selva mesmo. Quem é mais forte vem e rouba.”

Na leitura do programa, o que se viu na Venezuela não foi apenas uma escalada pontual, mas um símbolo: o império apresentando-se como proprietário do mundo e impondo sua vontade pelo exemplo, pela intimidação e pela violência.

<><> “Só resta bala”: a decadência que produz terror

Mascaro sustentou que a brutalidade aberta não é um acidente, mas um sintoma da própria decadência estrutural dos Estados Unidos. Ele disse que, sem capacidade de reorganizar seu modelo econômico e já deslocados da liderança produtiva — hoje concentrada na China —, os EUA recorrem cada vez mais à força e ao saque para prolongar sua hegemonia.

 “Só resta uma coisa. Bala. Só resta medo.”

Segundo ele, essa estratégia pode manter por décadas o poder de uma elite que vive “nababescamente”, mas aprofunda o colapso social interno dos próprios Estados Unidos e amplia a destruição externa. O professor lembrou que, mesmo com enorme aparato militar, o império já foi forçado a recuos vergonhosos, como no Afeganistão, e que a lógica do terror contém contradições. Ainda assim, o medo funciona especialmente contra regiões como a América Latina, cujos Estados, na visão dele, não possuem autonomia militar real.

<><> América Latina sob chantagem: submissão cautelosa ou soberania?

Ao tratar do impacto regional, Attuch afirmou que a crise venezuelana expôs com nitidez uma divisão presente no Brasil: de um lado, setores que fingem surpresa enquanto mantêm fidelidade ao imperialismo; de outro, entreguistas assumidos da extrema direita, que tratariam o episódio como um triunfo e até como ameaça direta contra o presidente Lula. Para o jornalista, o “sequestro” de Maduro teria sido didático ao revelar quem defende soberania e quem atua como inimigo interno.

 “Deu para ver exatamente quem está do lado da democracia e quem é inimigo do Brasil.”

Questionado sobre o que resta aos povos diante da chantagem aberta, Mascaro disse que o caso venezuelano ainda é obscuro e que, com menos de 48 horas, seria imprudente fechar conclusões. Ele levantou hipóteses sem cravar nenhuma: falhas defensivas, sabotagem externa, traição por dentro ou acordos de bastidor. Mas enfatizou que o desfecho se transformará em laboratório histórico para compreender os limites da luta política no século XXI.

 “Nós não sabemos direito ainda o que se passou internamente na Venezuela. (…) Isso é uma investigação que tem que ser dos fatos, não só de especulação.”

<><> O dilema da resistência: preservar parte ou perder tudo para ensinar um tempo histórico

Em um dos trechos mais densos, Mascaro apresentou o que considera uma contradição permanente das lutas populares: diante da ameaça imperial, é melhor ceder para preservar conquistas ou resistir até o limite, mesmo que isso signifique perder tudo? Ele citou o papel potencial da vice-presidente Delcy Rodríguez, afirmando que sobre ela poderia recair uma pressão brutal: trair o chavismo para evitar um retrocesso total, ou manter lealdade e correr o risco de destruição completa.

 “É melhor garantir 50% e deixar o povo mais ou menos bem estabelecido ou lutar com dignidade e perder tudo?”

Mascaro declarou que sua posição é a de que a história também se constrói com perdas, porque derrotas podem reorganizar a luta e produzir aprendizado coletivo. Ele comparou essa disposição com exemplos de resistência na história brasileira, lembrando a ditadura militar e o golpe de Estado contra Dilma, além da prisão política de Lula em Curitiba, apontada no programa como parte de um processo de coerção imperial.

<><> O celular como novo “ópio” e a fragilidade subjetiva das massas

Outro ponto forte da entrevista foi a análise de Mascaro sobre a transformação da subjetividade política na era digital. Ele afirmou que, no passado, militantes eram forjados em condições de solidão e sacrifício, capazes de suportar prisão, tortura e isolamento. Hoje, segundo ele, a dependência do celular, das redes sociais e do entretenimento permanente enfraquece a disposição de enfrentar sofrimento prolongado.

 “As pessoas hoje (…) se distraem 24 horas por dia. (…) O celular é o novo ópio do povo.”

Para o jurista, essa mudança pode ser decisiva para compreender a capacidade real de mobilização popular em cenários de confronto, como o que se abre na Venezuela.

<><> O mundo não acaba: “A única saída é o socialismo”

No encerramento, Mascaro rejeitou o discurso catastrofista que, segundo ele, domina parte do debate público. Disse que falar do “fim do mundo” sem tocar no capitalismo é uma forma de impedir a mudança estrutural. Para ele, a crise ambiental, inclusive, só pode ser enfrentada com transformação social radical.

 “A única solução para acabar o catastrofismo é o socialismo.”

Ele citou a China como exemplo de capacidade estratégica e destacou que, mesmo diante do terror imperial, não se pode transformar o episódio venezuelano em sinônimo de derrota definitiva. Para Mascaro, o choque do presente pode ser, paradoxalmente, uma abertura pedagógica: o imperialismo está mais visível, e isso pode fortalecer a consciência política dos povos.

 “Por mais que seja absurdo um caso como esse (…) isso nos desperta eventualmente a ver o que até agora a gente não via. Então a esperança pode estar sim na frente da gente.”

Ao final, Mascaro fez um paralelo entre sua própria perseguição acadêmica e a ofensiva contra Maduro, sustentando que atos de força não silenciam vozes — ao contrário, podem intensificar a denúncia e colocar a verdade “em marcha”.

“Isto não cala uma voz. Isso, pelo contrário, faz com que falemos mais diretamente.”

 

Fonte: Brasil 247

 

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