Fabricantes
chineses de carros elétricos conquistarão um terço do mercado global até 2030,
diz mídia
Até
2030, as montadoras chinesas ocuparão cerca de um terço do mercado automotivo
global e farão a maior parte de seus lucros no exterior, escreve o jornal South
China Morning Post, citando as previsões de analistas do banco suíço Union Bank
of Switzerland (UBS).
De acordo com a
publicação,
analistas acreditam que a vantagem da China na produção de veículos elétricos
continuará, tendo em conta os lucros gerados no exterior e a força das cadeias
de suprimentos, apesar das tarifas e do protecionismo ocidental.
Segundo
a avaliação do analista do banco UBS especializado em carros elétricos
chineses, Paul Gong, apesar da desaceleração no ritmo de adoção de
veículos elétricos na Europa e das tarifas e protecionismo contra veículos
elétricos chineses que desacelerou a expansão em 2024, as empresas
chinesas agora sinalizam uma espécie de recuperação.
Ao
mesmo tempo, segundo a análise do banco suíço, a China não é o único
país que vai dominar no mercado global de veículos
elétricos. Produtores da Índia também estão a fazer-se sentir, aponta
a publicação.
De
acordo com a opinião do sócio-gerente e futurista-chefe da Tata
Consultancy Services, Frank Diana, as empresas da Índia vão competir com a
China no mercado global.
"O
fato de [a China] estar aprendendo ativamente significa que ela assumirá uma
posição dominante e ganhará uma participação significativa no mercado. Mas eles
não estão sozinhos [...], vocês verão o crescimento de outros jogadores neste
campo", disse Frank Diana.
No
entanto, o especialista destacou que as empresas indianas ainda não são
jogadores pesados no mercado global, e por isso a China
provavelmente continuará sendo a força dominante nesse mercado.
"Analistas
disseram que a resiliência da China é impulsionada não apenas pela escala, mas
também por anos de investimentos em estágio inicial que levaram
a processos de aprendizado mais rápidos, cadeias de suprimentos
verticalmente integradas e vantagens de custo difíceis de replicar", diz o
texto.
Os
autores do texto explicam que, para mitigar as barreiras comerciais, as
montadoras chinesas estão cada vez mais mudando das exportações para a
produção local.
As
instalações de produção completas das empresas SAIC, Great Wall Motor e BYD já
estão localizadas na Tailândia, e grandes fábricas da BYD e GWM estão
planejadas para abrir no Brasil e na Hungria em meados da década,
informa o material.
Por
isso, o foco da política comercial chinesa está nos relacionamentos, nas
parcerias estratégicas, não apenas na tecnologia e na cadeia de suprimentos,
conclui o texto.
¨
Pentágono deixou o 'programa de caças F-35 falhar', mas
continua financiando-o, diz revista
O
Pentágono continua financiando o programa de desenvolvimento e fabricação de
caças F-35 Lightning II de quinta geração, apesar de uma série de desafios.
Isso indica uma incapacidade da entidade militar de controlar o desempenho de
uma das principais contratantes, avança o The National Interest.
O
artigo destaca que o programa F-35 da
Lockheed Martin é
notório por gastos excessivos, atrasos e prontidão operacional de combate
insuficiente da frota de caças, escreve a revista.
Em
particular, o relatório de gestão do inspetor-geral do Pentágono destacou que a
prontidão operacional média da frota F-35 era de 50%. Isso se deve em partes ao
fato de que os militares nem sempre responsabilizaram a Lockheed Martin pelo
mau desempenho relacionado à manutenção técnica do F-35.
"Essa
é uma maneira educada de dizer que o Pentágono não conseguiu garantir os
padrões de manutenção adequados para um dos seus maiores contratantes
de defesa",
conclui o artigo.
Enquanto
os EUA tentam aumentar a participação da aeronave fabricada pela Lockheed
Martin, são cada vez mais comuns os relatos de falhas e problemas de
operação em uma das aeronaves de maior custo para o governo, cerca de US$ 160
milhões (aproximadamente R$ 786,3 milhões) por cada uma delas.
¨
Restrições do Ocidente não privam aumento de vendas de
caças Su-35 russos, diz revista
Apesar
da pressão dos países ocidentais aos potenciais compradores no mercado mundial,
a Rússia aumentou as exportações de caças Su-35 aos parceiros estrangeiros em
2025, escreve a revista Military Watch.
A
revista destaca que o Su-35
demonstrou excelente desempenho em diversos combates contra grandes forças
aéreas estrangeiras, despertando grande interesse de várias partes.
"Em
fevereiro de 2025, a Rússia iniciou entregas inesperadas do Su-35 para a
Argélia, que se estima ter adquirido 18 caças em um acordo avaliado em
aproximadamente US$ 1,5 bilhão [R$ 8,2 bilhões]", ressalta o artigo.
Segundo
a publicação, Moscou também entregará 48 caças Su-35 à Força Aérea
iraniana, juntamente com outros seis para a Etiópia, o que representará um
grande avanço para o programa, que pretende aumentar as exportações totais para
96 aeronaves.
Ao
mesmo tempo, é apontado que a possibilidade de vendas desses caças para a
Coreia do Norte também continua significativa.
Dessa
forma, o material enfatiza que espera-se agora que o programa de caças gere
vendas de pelo menos 100 a 150 aeronaves desse tipo.
Assim,
o artigo destaca que é provável que o perfil de exportação do
Su-35 melhore ainda mais na próxima década.
O Su-35
é um caça russo de geração 4++ projetado para eliminar alvos aéreos e
terrestres,
atacar instalações de infraestrutura protegidas por sistemas de defesa
antiaérea e situadas a grandes distâncias das bases, além de realizar
reconhecimento aéreo.
Esses
caças são empregados, em particular, na zona da operação militar
especial na
Ucrânia e derrubam regularmente aeronaves ucranianas.
¨
China impulsiona indústria espacial com listagem
bilionária da LandSpace em Xangai
A
chinesa LandSpace, concorrente da SpaceX, tornou‑se a primeira empresa
de foguetes do país a ter uma oferta pública inicial
acelerada aprovada em Xangai, buscando levantar 7,5 bilhões
de yuans para avançar em tecnologias reutilizáveis, em meio ao
esforço de Pequim para impulsionar sua indústria
aeroespacial.
De
acordo com o South China Morning Post (SCMP), a LandSpace, fabricante chinesa
de foguetes, tornou‑se a primeira empresa aeroespacial do país
a ter um pedido de oferta pública inicial (IPO,
na sigla em inglês) aceito por um processo acelerado, buscando levantar ¥
7,5 bilhões (mais de R$ 5,9 bilhões) no Star Market de
Xangai. A listagem ocorre em meio ao esforço nacional para
impulsionar o setor espacial, considerado estratégico pelo governo
chinês.
A
empresa, vista como concorrente chinesa da SpaceX, afirma que a IPO responde às
prioridades industriais do país e às demandas do mercado. A aprovação rápida —
apenas oito dias após a conclusão da preparação — reflete novas regras da Bolsa
de Xangai, que passaram a dispensar empresas de foguetes dos requisitos de
lucratividade.
Essas
mudanças exigem apenas que as candidatas demonstrem avanços em lançamentos de
veículos reutilizáveis. A LandSpace cumpriu parte desses critérios com o voo do
Zhuque‑3 em dezembro, embora não
tenha conseguido recuperar os propulsores — uma tecnologia que a
SpaceX domina desde 2024.
No
entanto, a IPO ocorre enquanto a China acelera seu programa espacial,
responsável por 87 dos 325 lançamentos orbitais globais nos primeiros 11 meses
de 2025. Pelo menos outras nove empresas aeroespaciais chinesas também preparam
ofertas públicas, impulsionadas pelo apoio estatal ao setor.
Segundo
o SCMP, a LandSpace pretende usar os recursos captados para desenvolver
tecnologias de foguetes reutilizáveis e ampliar sua capacidade produtiva.
Fundada em 2015, a empresa é uma das líderes privadas do setor, focada em
veículos de médio e grande porte.
Apesar
do crescimento da receita — ¥ 36,4 milhões (cerca de R$ 28,8 milhões) no
primeiro semestre de 2025 — a empresa registrou prejuízo líquido de ¥ 634,6
milhões (aproximadamente R$ 500,3 milhões). A série Zhuque ainda está em fase
inicial de comercialização, com receitas instáveis e incapazes de cobrir
custos, o que deve manter os prejuízos mesmo após a abertura de capital.
A
companhia planeja intensificar investimentos em pesquisa e desenvolvimento,
incluindo motores de alta potência, estruturas de grande diâmetro e tecnologias
de recuperação. Entre os projetos futuros está um motor de combustão em
estágios de fluxo total de 220 toneladas e a modernização da família de
foguetes Zhuque.
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China inaugura centrífuga gigante que redefine pesquisas de hipergravidade
A China
instalou a CHIEF1900, a centrífuga de hipergravidade mais poderosa já
construída, capaz de recriar em laboratório eventos extremos como rompimentos
de barragens e terremotos. A máquina promete acelerar pesquisas ao comprimir
tempo e espaço e abrir novas fronteiras em engenharia e ciências ambientais.
De acordo com o South
China Morning Post (SCMP), Pequim está prestes a inaugurar a CHIEF1900,
uma centrífuga de hipergravidade gigantesca que promete revolucionar a
pesquisa científica ao permitir a recriação, em laboratório, de eventos extremos como
rompimentos de barragens e terremotos. A máquina, construída pelo Grupo de
Energia Nuclear Elétrica de Xangai, chegou à Universidade de Zhejiang em
dezembro e deve superar todos os recordes anteriores de capacidade e potência.
Com
força de 1.900 g-tonelada, a CHIEF1900 se tornará a centrífuga mais
poderosa já
construída, ultrapassando a CHIEF1300, que entrou em operação em
setembro e já havia superado o equipamento do Corpo de Engenheiros do
Exército dos EUA. Ambas integram o complexo CHIEF, instalado 15 metros abaixo
do campus para garantir estabilidade e minimizar vibrações.
A
maior centrífuga do mundo em capacidade, a chinesa CHIEF1300, já está em
operação em Hangzhou, capaz de gerar um campo de supergravidade. Ela comprime o
tempo e o espaço para experimentos em geologia, ciência dos materiais e
pesquisa das profundezas da Terra. As centrífugas maiores, CHIEF1500 e
CHIEF1900, estão em construção
O
projeto, aprovado em 2021 com orçamento de 2 bilhões de yuans (R$ 1,58
bilhão), faz parte da estratégia chinesa de ampliar sua
infraestrutura científica e atrair pesquisadores do mundo todo. A instalação
é aberta a universidades, institutos e indústrias, reforçando o caráter
colaborativo da iniciativa.
Ao
gerar forças centenas ou milhares de vezes superiores à gravidade terrestre, a
CHIEF permite comprimir tempo e espaço, possibilitando
estudos que,
em escala real, levariam décadas ou exigiriam estruturas de quilômetros.
Modelos reduzidos de barragens, por exemplo, podem ser submetidos a tensões
equivalentes às de construções reais, acelerando análises de estabilidade.
Os
experimentos também podem simular fenômenos
complexos,
como a ressonância de trilhos de trem de alta velocidade ou a
migração de poluentes ao longo de milênios — processos praticamente impossíveis
de observar diretamente. Essa capacidade abre novas fronteiras para engenharia
civil, geotecnia, transporte e ciências ambientais.
Construir
uma centrífuga dessa escala exigiu soluções inéditas. Engenheiros enfrentaram
desafios como calor extremo gerado pela rotação e a necessidade de braços
mecânicos mais longos e resistentes. Para isso, desenvolveram um sistema
avançado de controle térmico baseado em
vácuo, resfriamento com líquido glacial e ventilação forçada.
Falando
ao SCMP, o cientista-chefe do CHIEF, Chen Yunmin, afirmou que o objetivo é
criar ambientes experimentais que cubram desde milissegundos até milhares de
anos e escalas que vão do atômico ao quilométrico. A CHIEF pode, em um único
experimento, simular deformações de solo, transporte de poluentes
ou produzir milhares de amostras de materiais, abrindo caminho para descobertas
científicas completamente
novas.
Fonte:
Sputnik Brasil

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