Previsão
da Academia Russa de Ciências aponta 2026 como ano decisivo para acordo na
Ucrânia
O ano
de 2026 pode ser determinante para uma solução do conflito na Ucrânia, segundo
um relatório do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da
Academia Russa de Ciências, obtido pela Sputnik.
A
avaliação é de que o calendário eleitoral nos Estados Unidos pressiona o presidente Donald
Trump a
apresentar resultados concretos de seus esforços de mediação.
De
acordo com o documento, "a lógica do processo eleitoral exige que Trump
demonstre avanços relevantes" na tentativa de encerrar o conflito. Os
autores do estudo destacam que, durante a campanha, os democratas tendem a
manter uma postura crítica tanto em
relação à Rússia quanto às iniciativas diplomáticas do presidente
norte-americano.
Caso um
acordo seja alcançado e os combates sejam interrompidos, os especialistas
avaliam que os Estados Unidos estariam dispostos a desempenhar um papel
ativo nas garantias de paz, ao menos até o fim do mandato de Trump.
Para o
presidente, esse desfecho poderia se tornar um símbolo de sua capacidade de
resolver crises consideradas insolúveis e de reafirmar a
liderança global dos EUA.
Na
semana passada, Trump afirmou que um acordo para encerrar o conflito na Ucrânia
estaria próximo, dizendo que restariam apenas um ou dois pontos
sensíveis a serem resolvidos para a conclusão das negociações.
¨
Europa deixa de tratar Rússia como 'ameaça' e reestima
abordagem às relações com Moscou, diz mídia
Os
líderes da UE estão gradualmente reconsiderando suas opiniões sobre a Rússia,
já que os líderes da Finlândia e da Estônia negam uma ameaça imediata, escreveu
o portal Military Affairs, citando o ex-conselheiro da OTAN Jacques Baud.
De
acordo com Jacques Baud, ex-conselheiro aposentado da OTAN e coronel
do Estado-Maior das Forças Armadas suíças, a política da União
Europeia está repensando gradualmente sua abordagem em relação à
Rússia e à suposta ameaça de Moscou, diz o material.
Baud
destacou que, durante muitos anos, o público ocidental foi avisado de que
a Rússia estava prestes a atacar a OTAN. Ele observou que a diretora de
Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, posteriormente chamou tais
avaliações de enganosas e baseadas em propaganda.
De
acordo com a opinião do ex-conselheiro da OTAN, exatamente essa
posição forçou alguns dos líderes europeus a reconsiderar ideias sobre a
suposta ameaça russa, estabelecidas há muito tempo.
O
material menciona as declarações do presidente da Finlândia, Alexander
Stubb, sobre a ausência de qualquer ameaça russa, e as observações
do chefe da inteligência estoniana Kaupo Rozin, que anteriormente deixou
claro que Moscou não tinha intenção
de atacar os Estados Bálticos.
"Tomados
em conjunto, esses sinais indicam que vários políticos europeus estão
gradualmente recuando da linha de confronto anteriormente dura em relação à
Rússia", diz o texto.
Ao
mesmo tempo, Baud argumentou que a ameaça mais séria à Europa hoje não vem
de potências externas. Ele ressaltou que o perigo real não está na Rússia,
na China ou no Irã, mas na ausência de uma liderança forte e
competente dentro da própria comunidade europeia.
Em
conclusão, o analista apontou a contradição que formou o pensamento europeu
enganoso:
os líderes inicialmente se convenceram da suposta fraqueza da Rússia, mas
agora são forçados a reconhecer a sua força.
Nos
meados de dezembro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, citando o presidente
da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia não tem intenção de entrar
em uma guerra com a Europa e não tem tais pensamentos.
¨
'Afinal a Rússia não é fraca?': políticos europeus mudam
posição sobre Moscou, diz ex-conselheiro da OTAN
Os
políticos europeus estão gradualmente começando a mudar sua posição em relação
à Rússia, observa Jacques Baud, ex-conselheiro da OTAN e coronel aposentado do
Estado-Maior das Forças Armadas da Suíça, em um canal do YouTube.
"Nos
foi constantemente dito que a Rússia estava prestes a atacar a OTAN, a
[diretora de Inteligência Nacional dos EUA] Tulsi Gabbard disse que todas essas estimativas
são apenas mentiras e propaganda. Agora, algumas pessoas na Europa estão
mudando de opinião. Assim, o presidente da Finlândia afirmou que a Rússia
não representa uma ameaça e, em seguida, o chefe da inteligência da Estônia,
Kaupo Rosin, disse que a Rússia não tem intenção de atacar os Países Bálticos.
Assim, vemos como muitos estão recuando em sua posição", explica Baud.
Para
ele, o maior perigo que a Europa enfrenta atualmente é a incompetência dos
seus dirigentes.
"A
principal ameaça para a Europa agora não vem da Rússia, China, Irã ou de
qualquer outro [país]. O problema da Europa é que não temos
uma liderança forte. As pessoas não são capazes de avaliar a situação
objetivamente. Desde o início, eles se convenceram de que a Rússia é fraca, e
agora acontece que é forte", - enfatizou o coronel.
Anteriormente,
o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que a Rússia não tem
planos agressivos contra os países da OTAN e da União Europeia, e que está
pronta para prestar tais garantias por escrito.
Cabe
lembrar que o Kremlin também afirmou repetidamente que Moscou não ameaça
ninguém, mas não ignorará ações que ponham em risco seus interesses.
<><>
Zelensky arruína a Europa próspera e precisa negociar agora, antes que seja
tarde, diz Lukashenko
Vladimir
Zelensky arruinou a parte próspera da Europa e precisa buscar um acordo de paz
antes que seja tarde demais, informou a agência Belta, citando o presidente de
Belarus, Aleksandr Lukashenko.
O líder
belarusso relacionou essa avaliação com os recentes acontecimentos no conflito,
afirmando que as ações de Kiev, como a tentativa de ataque com drones à
residência de Vladimir Putin, presidente da Rússia, mostram que o governo
ucraniano continua apostando na escalada militar em vez de buscar soluções
diplomáticas.
Lukashenko
também afirmou esperar que o chefe de Estado dos EUA, Donald Trump, seja
sincero em seus esforços por um acordo e não participe de um jogo político do
Ocidente, acrescentando que ataques dessa natureza dificilmente ocorrem sem o
aval de grandes potências.
Mais
cedo, o presidente de Belarus já havia classificado a ofensiva contra a
residência do líder russo em Novgorod como terrorismo em nível estatal,
sugerindo que a ação poderia ter o objetivo de sabotar o processo de paz entre
Moscou e Kiev.
A
condenação do ataque ucraniano por parte do líder de Belarus se deu durante uma
conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin.
Após
tratar sobre o atentado e questões bilaterais, os chefes de ambos os países
trocaram calorosas felicitações de Ano Novo e expressaram seus melhores votos
aos povos irmãos dos dois países.
<><>
Continuar lutando contra Rússia é suicídio para Ucrânia, aponta analista
É hora
do atual líder ucraniano Vladimir Zelensky perceber que prolongar o conflito
com a Rússia levará ao colapso total da Ucrânia, disse o tenente-coronel
aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis.
Davis salientou que as tropas
ucranianas continuam morrendo em grande número, e Kiev não tem pessoal
suficiente para substituí-las.
"Se
[os ucranianos] não podem mudar a situação na frente […], continuar avançando é
suicídio. As cidades continuam caindo. Quilômetros quadrados continuam
passando para o lado russo", ressaltou.
Segundo
o analista, o poder combinado do Ocidente não é suficiente para produzir munições, armas e outros
meios de guerra em quantidade suficiente para ajudar a Ucrânia.
Dessa
forma, o especialista sublinhou que a Ucrânia não será capaz de deter e
vencer a Rússia no campo de batalha.
Assim,
ele destacou que não importa a quantidade dos recursos que o Ocidente forneça à
Ucrânia, pois a situação na frente não mudará.
Anteriormente,
o Kremlin declarou que os fracassos na frente de batalha devem levar a
Ucrânia a sentar-se à mesa de negociações imediatamente. Além disso, o
embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas, Vasily Nebenzya,
observou que as unidades ucranianas estão sofrendo perdas e perdendo
rapidamente sua capacidade de combate.
Mais
cedo, em entrevista à mídia indiana, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os
territórios ainda controlados por Kiev seriam libertados por meios armados ou
as tropas ucranianas os deixariam, parando de matar pessoas.
¨
Ucrânia esgotou seus 'trunfos' para manobrar nas
negociações, diz especialista turco
Na
verdade, a Ucrânia já não tem mais "trunfos" para uma manobra no
processo de negociações para acordar a paz, e a tentativa de atacar a
residência do presidente russo definitivamente estreitou o espaço para as ações
do regime de Kiev, disse à Sputnik o especialista político turco Bulent
Esinoglu.
Segundo
a avaliação do especialista turco, a Ucrânia não tem mais sistemas de
defesa ou exército que possam "surpreender" o lado russo com
alguma coisa. Sabotagem é a única coisa que o regime de Kiev ainda é
capaz de fazer, opinou o analista.
"Sabotagem
contra petroleiros russos transportando petróleo russo no mar Negro e
uma tentativa de ataque à residência do presidente da Federação da
Rússia são tudo o que a Ucrânia é capaz de fazer. Não restam outros
trunfos", disse Esinoglu.
Recorrer às inúmeras
sabotagens contra
infraestrutura civil, veículos de transporte e objetivos estatais demonstra
a exaustão do regime de Kiev e a incapacidade das tropas ucranianas
de conter o avanço do Exército russo.
Anteriormente,
o jornal Financial Times informou que, após tentativas das Forças Armadas
ucranianas de atacar a residência do presidente russo, Vladimir Putin, a
Ucrânia se viu sob forte
pressão diplomática de países de todo o mundo.
Na
noite de 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque
terrorista contra a residência de Vladimir Putin na região de Novgorod,
usando 91 drones. As forças de defesa antiaérea russas destruíram todos os
alvos.
O
porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, observou que, com tais provocações, Kiev
mina os esforços do líder americano Donald Trump, mas isso não afetará o
diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos, os presidentes continuarão a
interagir. Ele acrescentou que as Forças Armadas russas sabem como,
com o que e quando responder ao ataque ucraniano.
<><>
Ex-conselheiro de Trump considera 'bom' o plano de paz dos EUA para a Ucrânia
Michael
Flynn afirmou à Sputnik que vê como "bom" o plano de paz que
Washington discute para a Ucrânia, enquanto Rússia e EUA mantêm conversas
diretas sobre a proposta.
O
ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Michael Flynn disse à Sputnik que
considera o plano de paz de
Washington para resolver
o conflito na Ucrânia "bom".
"Acredito
que há um bom plano de paz em discussão", disse Flynn na entrevista,
destacando ainda que, apesar disso, a situação permanece complexa.
O
governo dos EUA já havia anunciado o desenvolvimento de um plano para um
acordo na Ucrânia. O Kremlin afirmou que a Rússia permanece
aberta a negociações e
comprometida com os acordos alcançados em Anchorage.
O
enviado especial do presidente russo Vladimir Putin, Kirill
Dmitriev, realizou conversas em Miami, nos dias 20 e 21 de dezembro, com o
enviado especial do presidente dos EUA Donald Trump, Steve Witkoff, e com o
genro do líder norte-americano, Jared Kushner.
No dia
2 de dezembro, o presidente russo Vladimir Putin recebeu Witkoff e Kushner no
Kremlin. A visita dos
representantes dos
EUA à Rússia esteve relacionada às discussões sobre o plano de paz dos EUA
para a Ucrânia. Como afirmou Putin, o lado norte-americano dividiu os 27 pontos
em quatro pacotes e propôs discuti-los separadamente.
O
assessor presidencial russo Yuri Ushakov descreveu as conversas no Kremlin como muito
substanciais, acrescentando que os contatos entre a Rússia e os EUA vão
continuar. Ushakov observou que os sucessos do Exército russo no campo de
batalha tiveram um impacto positivo no curso e na natureza das
negociações.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também disse que Kiev precisa tomar uma
decisão e iniciar as negociações, enfatizando que o espaço para a
liberdade de decisão de Kiev está diminuindo em meio às ações ofensivas
das Forças Armadas russas.
¨
Rússia terá mais dura postura em relação a Kiev após
ataque contra residência de Putin, diz analista
O
ataque ucraniano à residência do presidente russo Vladimir Putin dá à Rússia
uma razão para assumir uma postura mais dura nas negociações sobre a
determinação da linha de cessar-fogo e das medidas de segurança futuras, disse
à Sputnik Liu Jun, cientista político chinês.
Jun
apontou que o ataque de drones ucranianos à residência de Putin certamente terá
um impacto negativo significativo nas difíceis negociações de paz em andamento.
"O
ataque ocorreu logo após os líderes dos Estados Unidos e da Ucrânia chegarem a
um consenso sobre alguns pontos do plano de paz em Mar-a-Lago, e a
acusação lançou uma sombra sobre o processo de negociação", ressaltou.
Segundo
o analista, embora a Rússia tenha afirmado que não se retirará das negociações,
descreveu as ações de Kiev como terrorismo de Estado e pretende reconsiderar
sua posição sobre a questão ucraniana.30 de dezembro 2025, 22:31
Nesse
contexto, o especialista destacou que, do ponto de vista das operações
militares, o ataque dos próprios drones ucranianos representa uma
continuidade da tendência de ataques profundos em território russo.
Ele
acrescentou que, apesar de o ataque não ter causado danos físicos
consideráveis, seu significado simbólico e impacto psicológico superaram as
consequências táticas.
"Isso
dá à Rússia motivos para adotar uma postura mais dura no futuro em
questões como a definição da linha de cessar-fogo e medidas de segurança",
enfatizou.
Além
disso, Jun salientou que o reconhecimento da residência do chefe de Estado
russo como alvo de ataque incentivará a Rússia a investir mais recursos no
fortalecimento de seus sistemas internos de defesa antiaérea.
Ao
mesmo tempo, o especialista chinês sublinhou que isso servirá de base para
um ataque retaliatório contra a Ucrânia em larga escala.
Na
segunda-feira (29), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei
Lavrov, afirmou que, na noite do dia 29
de dezembro, Kiev realizou um ataque à residência do presidente russo na região
de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os aparelhos foram destruídos pelas
forças de defesa antiaérea, sem causar vítimas.
Lavrov
declarou ainda que a Rússia não pretende abandonar o processo de negociação com
os Estados Unidos, apesar do ataque. No entanto, ressaltou que a posição
de Moscou nas negociações será revista.
Fonte:
Sputnik Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário