sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Previsão da Academia Russa de Ciências aponta 2026 como ano decisivo para acordo na Ucrânia

O ano de 2026 pode ser determinante para uma solução do conflito na Ucrânia, segundo um relatório do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia Russa de Ciências, obtido pela Sputnik.

A avaliação é de que o calendário eleitoral nos Estados Unidos pressiona o presidente Donald Trump a apresentar resultados concretos de seus esforços de mediação.

De acordo com o documento, "a lógica do processo eleitoral exige que Trump demonstre avanços relevantes" na tentativa de encerrar o conflito. Os autores do estudo destacam que, durante a campanha, os democratas tendem a manter uma postura crítica tanto em relação à Rússia quanto às iniciativas diplomáticas do presidente norte-americano.

Caso um acordo seja alcançado e os combates sejam interrompidos, os especialistas avaliam que os Estados Unidos estariam dispostos a desempenhar um papel ativo nas garantias de paz, ao menos até o fim do mandato de Trump.

Para o presidente, esse desfecho poderia se tornar um símbolo de sua capacidade de resolver crises consideradas insolúveis e de reafirmar a liderança global dos EUA.

Na semana passada, Trump afirmou que um acordo para encerrar o conflito na Ucrânia estaria próximo, dizendo que restariam apenas um ou dois pontos sensíveis a serem resolvidos para a conclusão das negociações.

¨      Europa deixa de tratar Rússia como 'ameaça' e reestima abordagem às relações com Moscou, diz mídia

Os líderes da UE estão gradualmente reconsiderando suas opiniões sobre a Rússia, já que os líderes da Finlândia e da Estônia negam uma ameaça imediata, escreveu o portal Military Affairs, citando o ex-conselheiro da OTAN Jacques Baud.

De acordo com Jacques Baud, ex-conselheiro aposentado da OTAN e coronel do Estado-Maior das Forças Armadas suíças, a política da União Europeia está repensando gradualmente sua abordagem em relação à Rússia e à suposta ameaça de Moscou, diz o material.

Baud destacou que, durante muitos anos, o público ocidental foi avisado de que a Rússia estava prestes a atacar a OTAN. Ele observou que a diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, posteriormente chamou tais avaliações de enganosas e baseadas em propaganda.

De acordo com a opinião do ex-conselheiro da OTAN, exatamente essa posição forçou alguns dos líderes europeus a reconsiderar ideias sobre a suposta ameaça russa, estabelecidas há muito tempo.

O material menciona as declarações do presidente da Finlândia, Alexander Stubb, sobre a ausência de qualquer ameaça russa, e as observações do chefe da inteligência estoniana Kaupo Rozin, que anteriormente deixou claro que Moscou não tinha intenção de atacar os Estados Bálticos.

"Tomados em conjunto, esses sinais indicam que vários políticos europeus estão gradualmente recuando da linha de confronto anteriormente dura em relação à Rússia", diz o texto.

Ao mesmo tempo, Baud argumentou que a ameaça mais séria à Europa hoje não vem de potências externas. Ele ressaltou que o perigo real não está na Rússia, na China ou no Irã, mas na ausência de uma liderança forte e competente dentro da própria comunidade europeia.

Em conclusão, o analista apontou a contradição que formou o pensamento europeu enganoso: os líderes inicialmente se convenceram da suposta fraqueza da Rússia, mas agora são forçados a reconhecer a sua força.

Nos meados de dezembro, o chanceler russo, Sergei Lavrov, citando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia não tem intenção de entrar em uma guerra com a Europa e não tem tais pensamentos.

¨      'Afinal a Rússia não é fraca?': políticos europeus mudam posição sobre Moscou, diz ex-conselheiro da OTAN

Os políticos europeus estão gradualmente começando a mudar sua posição em relação à Rússia, observa Jacques Baud, ex-conselheiro da OTAN e coronel aposentado do Estado-Maior das Forças Armadas da Suíça, em um canal do YouTube.

"Nos foi constantemente dito que a Rússia estava prestes a atacar a OTAN, a [diretora de Inteligência Nacional dos EUA] Tulsi Gabbard disse que todas essas estimativas são apenas mentiras e propaganda. Agora, algumas pessoas na Europa estão mudando de opinião. Assim, o presidente da Finlândia afirmou que a Rússia não representa uma ameaça e, em seguida, o chefe da inteligência da Estônia, Kaupo Rosin, disse que a Rússia não tem intenção de atacar os Países Bálticos. Assim, vemos como muitos estão recuando em sua posição", explica Baud.

Para ele, o maior perigo que a Europa enfrenta atualmente é a incompetência dos seus dirigentes.

"A principal ameaça para a Europa agora não vem da Rússia, China, Irã ou de qualquer outro [país]. O problema da Europa é que não temos uma liderança forte. As pessoas não são capazes de avaliar a situação objetivamente. Desde o início, eles se convenceram de que a Rússia é fraca, e agora acontece que é forte", - enfatizou o coronel.

Anteriormente, o chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que a Rússia não tem planos agressivos contra os países da OTAN e da União Europeia, e que está pronta para prestar tais garantias por escrito.

Cabe lembrar que o Kremlin também afirmou repetidamente que Moscou não ameaça ninguém, mas não ignorará ações que ponham em risco seus interesses.

<><> Zelensky arruína a Europa próspera e precisa negociar agora, antes que seja tarde, diz Lukashenko

Vladimir Zelensky arruinou a parte próspera da Europa e precisa buscar um acordo de paz antes que seja tarde demais, informou a agência Belta, citando o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko.

O líder belarusso relacionou essa avaliação com os recentes acontecimentos no conflito, afirmando que as ações de Kiev, como a tentativa de ataque com drones à residência de Vladimir Putin, presidente da Rússia, mostram que o governo ucraniano continua apostando na escalada militar em vez de buscar soluções diplomáticas.

Lukashenko também afirmou esperar que o chefe de Estado dos EUA, Donald Trump, seja sincero em seus esforços por um acordo e não participe de um jogo político do Ocidente, acrescentando que ataques dessa natureza dificilmente ocorrem sem o aval de grandes potências.

Mais cedo, o presidente de Belarus já havia classificado a ofensiva contra a residência do líder russo em Novgorod como terrorismo em nível estatal, sugerindo que a ação poderia ter o objetivo de sabotar o processo de paz entre Moscou e Kiev.

A condenação do ataque ucraniano por parte do líder de Belarus se deu durante uma conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin.

Após tratar sobre o atentado e questões bilaterais, os chefes de ambos os países trocaram calorosas felicitações de Ano Novo e expressaram seus melhores votos aos povos irmãos dos dois países.

<><> Continuar lutando contra Rússia é suicídio para Ucrânia, aponta analista

É hora do atual líder ucraniano Vladimir Zelensky perceber que prolongar o conflito com a Rússia levará ao colapso total da Ucrânia, disse o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis.

Davis salientou que as tropas ucranianas continuam morrendo em grande número, e Kiev não tem pessoal suficiente para substituí-las.

"Se [os ucranianos] não podem mudar a situação na frente […], continuar avançando é suicídio. As cidades continuam caindo. Quilômetros quadrados continuam passando para o lado russo", ressaltou.

Segundo o analista, o poder combinado do Ocidente não é suficiente para produzir munições, armas e outros meios de guerra em quantidade suficiente para ajudar a Ucrânia.

Dessa forma, o especialista sublinhou que a Ucrânia não será capaz de deter e vencer a Rússia no campo de batalha.

Assim, ele destacou que não importa a quantidade dos recursos que o Ocidente forneça à Ucrânia, pois a situação na frente não mudará.

Anteriormente, o Kremlin declarou que os fracassos na frente de batalha devem levar a Ucrânia a sentar-se à mesa de negociações imediatamente. Além disso, o embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas, Vasily Nebenzya, observou que as unidades ucranianas estão sofrendo perdas e perdendo rapidamente sua capacidade de combate.

Mais cedo, em entrevista à mídia indiana, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os territórios ainda controlados por Kiev seriam libertados por meios armados ou as tropas ucranianas os deixariam, parando de matar pessoas.

¨      Ucrânia esgotou seus 'trunfos' para manobrar nas negociações, diz especialista turco

Na verdade, a Ucrânia já não tem mais "trunfos" para uma manobra no processo de negociações para acordar a paz, e a tentativa de atacar a residência do presidente russo definitivamente estreitou o espaço para as ações do regime de Kiev, disse à Sputnik o especialista político turco Bulent Esinoglu.

Segundo a avaliação do especialista turco, a Ucrânia não tem mais sistemas de defesa ou exército que possam "surpreender" o lado russo com alguma coisa. Sabotagem é a única coisa que o regime de Kiev ainda é capaz de fazer, opinou o analista.

"Sabotagem contra petroleiros russos transportando petróleo russo no mar Negro e uma tentativa de ataque à residência do presidente da Federação da Rússia são tudo o que a Ucrânia é capaz de fazer. Não restam outros trunfos", disse Esinoglu.

Recorrer às inúmeras sabotagens contra infraestrutura civil, veículos de transporte e objetivos estatais demonstra a exaustão do regime de Kiev e a incapacidade das tropas ucranianas de conter o avanço do Exército russo.

Anteriormente, o jornal Financial Times informou que, após tentativas das Forças Armadas ucranianas de atacar a residência do presidente russo, Vladimir Putin, a Ucrânia se viu sob forte pressão diplomática de países de todo o mundo.

Na noite de 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista contra a residência de Vladimir Putin na região de Novgorod, usando 91 drones. As forças de defesa antiaérea russas destruíram todos os alvos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, observou que, com tais provocações, Kiev mina os esforços do líder americano Donald Trump, mas isso não afetará o diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos, os presidentes continuarão a interagir. Ele acrescentou que as Forças Armadas russas sabem como, com o que e quando responder ao ataque ucraniano.

<><> Ex-conselheiro de Trump considera 'bom' o plano de paz dos EUA para a Ucrânia

Michael Flynn afirmou à Sputnik que vê como "bom" o plano de paz que Washington discute para a Ucrânia, enquanto Rússia e EUA mantêm conversas diretas sobre a proposta.

O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Michael Flynn disse à Sputnik que considera o plano de paz de Washington para resolver o conflito na Ucrânia "bom".

"Acredito que há um bom plano de paz em discussão", disse Flynn na entrevista, destacando ainda que, apesar disso, a situação permanece complexa.

O governo dos EUA já havia anunciado o desenvolvimento de um plano para um acordo na Ucrânia. O Kremlin afirmou que a Rússia permanece aberta a negociações e comprometida com os acordos alcançados em Anchorage.

O enviado especial do presidente russo Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, realizou conversas em Miami, nos dias 20 e 21 de dezembro, com o enviado especial do presidente dos EUA Donald Trump, Steve Witkoff, e com o genro do líder norte-americano, Jared Kushner.

No dia 2 de dezembro, o presidente russo Vladimir Putin recebeu Witkoff e Kushner no Kremlin. A visita dos representantes dos EUA à Rússia esteve relacionada às discussões sobre o plano de paz dos EUA para a Ucrânia. Como afirmou Putin, o lado norte-americano dividiu os 27 pontos em quatro pacotes e propôs discuti-los separadamente.

O assessor presidencial russo Yuri Ushakov descreveu as conversas no Kremlin como muito substanciais, acrescentando que os contatos entre a Rússia e os EUA vão continuar. Ushakov observou que os sucessos do Exército russo no campo de batalha tiveram um impacto positivo no curso e na natureza das negociações. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também disse que Kiev precisa tomar uma decisão e iniciar as negociações, enfatizando que o espaço para a liberdade de decisão de Kiev está diminuindo em meio às ações ofensivas das Forças Armadas russas.

¨      Rússia terá mais dura postura em relação a Kiev após ataque contra residência de Putin, diz analista

O ataque ucraniano à residência do presidente russo Vladimir Putin dá à Rússia uma razão para assumir uma postura mais dura nas negociações sobre a determinação da linha de cessar-fogo e das medidas de segurança futuras, disse à Sputnik Liu Jun, cientista político chinês.

Jun apontou que o ataque de drones ucranianos à residência de Putin certamente terá um impacto negativo significativo nas difíceis negociações de paz em andamento.

"O ataque ocorreu logo após os líderes dos Estados Unidos e da Ucrânia chegarem a um consenso sobre alguns pontos do plano de paz em Mar-a-Lago, e a acusação lançou uma sombra sobre o processo de negociação", ressaltou.

Segundo o analista, embora a Rússia tenha afirmado que não se retirará das negociações, descreveu as ações de Kiev como terrorismo de Estado e pretende reconsiderar sua posição sobre a questão ucraniana.30 de dezembro 2025, 22:31

Nesse contexto, o especialista destacou que, do ponto de vista das operações militares, o ataque dos próprios drones ucranianos representa uma continuidade da tendência de ataques profundos em território russo.

Ele acrescentou que, apesar de o ataque não ter causado danos físicos consideráveis, seu significado simbólico e impacto psicológico superaram as consequências táticas.

"Isso dá à Rússia motivos para adotar uma postura mais dura no futuro em questões como a definição da linha de cessar-fogo e medidas de segurança", enfatizou.

Além disso, Jun salientou que o reconhecimento da residência do chefe de Estado russo como alvo de ataque incentivará a Rússia a investir mais recursos no fortalecimento de seus sistemas internos de defesa antiaérea.

Ao mesmo tempo, o especialista chinês sublinhou que isso servirá de base para um ataque retaliatório contra a Ucrânia em larga escala.

Na segunda-feira (29), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que, na noite do dia 29 de dezembro, Kiev realizou um ataque à residência do presidente russo na região de Novgorod, utilizando 91 drones. Todos os aparelhos foram destruídos pelas forças de defesa antiaérea, sem causar vítimas.

Lavrov declarou ainda que a Rússia não pretende abandonar o processo de negociação com os Estados Unidos, apesar do ataque. No entanto, ressaltou que a posição de Moscou nas negociações será revista.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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