sábado, 17 de janeiro de 2026

Como é a Papudinha, novo local que abriga Bolsonaro por determinação de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (15/1) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Bolsonaro se encontrava preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes, e já foi transferido para a Papudinha.

Segundo a decisão de Moraes, a transferência de Bolsonaro para uma Sala de Estado Maior, "permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta, atendendo a recomendação médica", destacou.

A Papudinha fica dentro do famoso Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, a menos de 20 quilômetros da Praça dos Três Poderes, na região administrativa de São Sebastião.

O local — alvo de denúncias por superlotação e estrutura precária — já recebeu outros condenados políticos célebres no passado, como o ex-ministro petista José Dirceu e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL.

O nome foi herdado da fazenda Papuda, que ocupava o local antes da inauguração da primeira unidade prisional, em 1979.

O folclore local diz que o nome veio de uma moradora da fazenda que sofria de bócio, uma doença que causa o aumento da glândula tireoide.

Atualmente, o complexo tem cinco unidades: o Centro de Detenção Provisória (CDP), destinado a custodiados em regime provisório; o Centro de Internamento e Reeducação (CIR), destinado ao regime semiaberto; e as Penitenciárias I, II e IV do Distrito Federal, voltadas ao regime fechado — já a Penitenciária III está em construção.

<><> As condições precárias da Papuda

O sistema enfrenta problema crônico de superlotação. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária informou à BBC News Brasil, a Papuda possui 8.072 vagas e abriga 14.173 custodiados, ou seja, 75% a mais que sua capacidade.

Relatórios da Defensoria Pública do DF também apontam queixas dos presos sobre a qualidade da comida oferecida e a falta de materiais básicos de higiene e de ventilação. Outro problema é a demora na prestação de atendimento médico às pessoas com comorbidades.

"Nas inspeções que a gente faz, a reclamação número um é sobre a comida, fornecida por duas empresas terceirizadas. Chegam relatos de comida apodrecida", contou à BBC News Brasil o defensor público Alexandre Fernandes da Silva.

Outras queixas, contou, são banhos de sol e horários de visitas pouco frequentes, além da água do chuveiro, que às vezes vem turva.

<><> 'Papudinha tem condições mais humanas'

A sala de Estado-Maior, que será usada exclusivamente para o ex-presidente, tem área total de 54,7 metros quadrados, e mais 10 metros quadrados de área externa.

O espaço é cinco vezes maior que o da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro estava.

Além de quarto e banheiro, há uma sala, uma cozinha e uma lavanderia.

O advogado Newton Rubens De Oliveira contou à BBC News Brasil detalhes do interior da Papudinha.

Como presidente de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do DF, ele costuma visitar o local para verificar as condições de atuação dos defensores, além de já ter tido clientes detidos no batalhão.

Segundo Oliveira, há celas coletivas e individuais no batalhão da PM, com estrutura e confortos melhores do que nas unidades prisionais da Papuda, local que ele também frequenta como advogado.

"A cela individual da Papudinha é bem diferente de uma cela comum, de grade de aço. São mais condignas, efetivamente. Com a cama comum, daquelas que a gente está acostumado a ver, e não como no sistema prisional, que praticamente é só o concreto", descreveu.

"Tem um banheiro próprio. É possível ter as instalações de chuveiro elétrico, televisão e até ventilador".

A alimentação também é melhor, disse, tanto pela comida fornecida na Papudinha, como pela possibilidade de as famílias levarem mantimentos, que os presos do batalhão podem armazenar em geladeiras individuais ou coletivas.

Segundo ele, os contratos de fornecimento de comida são diferentes nos dois locais, já que a Papuda é administrada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF, enquanto a Papudinha é de responsabilidade da Polícia Militar.

"Eu nunca comi [a refeição oferecida na Papudinha], mas, pela nossa experiência, ciente de ambas as unidades, seja do sistema prisional comum, seja do batalhão, os presos indicam que a alimentação do batalhão, sem dúvida nenhuma, é bem melhor".

"Até porque a família também pode levar mais coisa do que o sistema prisional permite. É claro que isso tudo sob o rigor da avaliação da Vara de Execuções Penais, do Ministério Público. Não é nada também extravagante", ressaltou.

Em sua decisão, Moraes determinou a entrega diária de alimentação especial, com entrega indicada pela defesa do ex-presidente.

A BBC News Brasil solicitou à PMDF informações sobre a estrutura da Papudinha e a quantidade de pessoas presas, mas a instituição não forneceu detalhes.

"O local recebe militares do Distrito Federal presos provisoriamente e pessoas com prerrogativa legal de prisão especial, conforme artigo 295 do Código de Processo Penal. O funcionamento e a segurança da unidade seguem as normas previstas nos decretos que regulam o apoio da PMDF ao sistema penal do Distrito Federal", disse nota da instituição.

"A estrutura opera exclusivamente dentro dos parâmetros legais e sob acompanhamento permanente das autoridades competentes", continuou o comunicado, destacando ainda que a Papudinha "é unidade oficialmente reconhecida e fiscalizada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal e integra a listagem do TJDFT de estabelecimentos autorizados para custódia".

Segundo Oliveira, além de policiais militares, o batalhão pode receber criminosos de outras categorias com direito à cela individual, chamada de sala de Estado-Maior — é o caso de advogados, membros do Ministério Público e juízes.

"Tem hoje sua lotação, mas nada parecido com o sistema prisional", afirmou.

"As condições, obviamente, no meu ponto de vista, são bem mais humanas do que no sistema prisional. A forma como os policiais lidam com aquelas pessoas, o próprio atendimento, é realmente bem diferente."

Na sua visão, faz sentido que Bolsonaro, como ex-presidente, cumpra pena na Papudinha ao invés de ir para a Papuda.

"Isso considerando aspectos de saúde e aspectos da mais alta autoridade do país. Afinal de contas, um líder do Executivo também tem como uma das suas metas combater o crime. Vai colocar com criminosos comuns? Eu acho um perigo."

¨      As razões de Moraes para transferir Bolsonaro para Papudinha, segundo a decisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (15/01) transferir Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em resposta a pedidos da defesa do ex-presidente e a críticas que vêm sendo divulgadas pelos filhos de Bolsonaro.

De acordo com Moraes, a transferência dará a Jair Bolsonaro "condições ainda mais favoráveis" do que as experimentadas na Sala de Estado Maior na Superintendência da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal, onde o ex-presidente estava preso até então.

Entre as vantagens, Bolsonaro teria acesso a uma equipe de saúde mais completa, argumentou o magistrado. Na quarta (14), a defesa de Bolsonaro solicitou mais uma vez a prisão domiciliar, principalmente por questões médicas.

Na decisão desta quinta, Moraes afirmou que decidirá sobre o novo pedido após uma perícia por junta médica da Polícia Federal.

Segundo o ministro, a transferência de Bolsonaro para a Papudinha "permitirá o aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, tais como esteira e bicicleta".

O documento assinado por Moraes traz até uma tabela comparando as instalações destinadas a Bolsonaro na sala na PF e na Papudinha.

Diz que a área total da primeira era de 12m², e na segunda, 64,83m².

O número de refeições diárias aumentaria de três (café da manhã, almoço e jantar) para cinco (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia) na Papudinha.

Além disso, a tabela compara os recursos para atendimento médico.

Enquanto na primeira haveria um médico da PF em regime de plantão 24h, na Papudinha a lista é maior: além do médico em plantão, haveria um posto de saúde da unidade prisional com 2 médicos clínicos, 3 enfermeiros, 2 dentistas, um assistente social, 2 psicólogos, um fisioterapeuta, 3 técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico.

A decisão reproduz entrevistas e postagens do ex-vereador Carlos Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, filhos de Jair Bolsonaro, reclamando das condições a que o ex-presidente estaria submetido sob custódia na sala da PF em Brasília.

Moraes afirma que está em curso "uma campanha de notícias fraudulentas com o intuito de tentar desqualificar e deslegitimar o poder judiciário".

Tal campanha estaria "ignorando" as "condições absolutamente excepcionais e privilegiadas do cumprimento de pena privativa de liberdade em regime fechado" de Bolsonaro na Superintendência da PF.

No início de sua decisão, Moraes traz dados sobre as más condições dos presídios brasileiros, como a superlotação, para em seguida apontar para a condição privilegiada de Bolsonaro enquanto presidiário — explicada por sua "singular condição de ex-presidente da República".

O magistrado assegura que o cumprimento da pena de Bolsonaro "vem ocorrendo com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro".

O ministro cita, por exemplo, uma entrevista em que Flávio Bolsonaro reclamou da "barulheira" do ar condicionado na sala da Superintendência da PF, além de uma manifestação dos advogados do ex-presidente sobre o assunto.

"Em 02/01/2026, a Defesa do custodiado manifestou-se nos autos, com críticas ao 'ar-condicionado' existente no quarto exclusivo do custodiado, excepcionalidade e benefício totalmente inexistente para os demais 384.586 (trezentos e oitenta e quatro mil, quinhentos e oitenta e seis) presos em regime fechado no Brasil (...)", aponta Moraes.

O ministro afirma que Jair Bolsonaro, "condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas Instituições", não está "em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias".

Mesmo com a "total ausência de veracidade nas reclamações", Moraes afirma que isso não impediria a transferência do ex-presidente para um local com "condições ainda mais favoráveis".

<><> Questões médicas

Alexandre de Moraes também assegurou que Bolsonaro já recebia atendimento médico adequado enquanto estava preso na Superintendência da PF — com assistência em tempo integral, "amplo acesso" a médicos particulares e a realização de exames externos quando solicitados.

Os advogados do ex-presidente vêm pedindo a prisão domiciliar com o argumento de que Bolsonaro tem vários problemas de saúde, como crises de soluço, apneia e câncer de pele.

Após novo pedido pela domiciliar, Moraes afirmou nesta quinta-feira que determinou a realização de uma nova perícia médica pela PF.

A polícia deverá avaliar se são necessárias adaptações na Papudinha para atender às necessidades de saúde de Bolsonaro ou se ele deve ser transferido para um hospital penitenciário.

Em uma publicação na rede social X, Carlos Bolsonaro disse que a decisão de Moraes mostraria sua "tamanha maldade" e "aplicação seletiva do rigor penal".

O vereador listou uma série de problemas de saúde que, segundo ele, o pai enfrenta: "doença cardíaca e vascular; hipertensão; refluxo gastroesofágico grave; apneia do sono; labirintite agravada; anemia; câncer de pele; episódios recorrentes de soluços, vômitos e uso de medicação de ação central."

"O que se descreve não é apenas a condenação de um ex-presidente da República, mas um cenário que, aos olhos de muitos, revela a fragilização de garantias jurídicas fundamentais, a aplicação seletiva do rigor penal e o desprezo às condições humanas e de saúde do condenado", argumentou Carlos Bolsonaro.

¨      As reações de aliados e opositores de Bolsonaro à transferência para a Papudinha

Filhos, aliados e opositores de Jair Bolsonaro (PL) reagiram à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de transferir, nesta quinta-feira (15/1), o ex-presidente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Apesar de reconhecerem que a sala de Estado-Maior da Papudinha oferece condições mais favoráveis ao ex-presidente — uma das justificativas apresentadas por Moraes para a mudança —, políticos da base bolsonarista classificaram a medida como insuficiente para as condições de saúde de Bolsonaro, defendendo a prisão domiciliar.

Bolsonaro estava preso antes na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde começou a cumprir sua pena de 27 anos por golpe de Estado e outros crimes.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), filho de Bolsonaro, criticou a decisão de Moraes na rede social.

Ele disse que a medida é "seletiva" e revela "tamanha maldade do ministro".

"O que se descreve não é apenas a condenação de um ex-presidente da República, mas um cenário que, aos olhos de muitos, revela a fragilização de garantias jurídicas fundamentais, a aplicação seletiva do rigor penal e o desprezo às condições humanas e de saúde do condenado", escreveu.

"A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil", acrescentou.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também filho de Jair, questionou no X: "Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma?"

De acordo com o senador, os remédios que o pai usa contra soluços têm efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência, o que já teria levado a uma contusão na cabeça — que poderia ter sido mais grave, levando até à morte de Jair Bolsonaro, argumentou.

"Espero que, em breve, a lei seja cumprida e Bolsonaro seja transferido para sua casa, o único local onde esse risco de queda pode ser amenizado - enquanto os médicos não solucionam o problema em definitivo", escreveu Flávio Bolsonaro.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também questionou a decisão de Moraes, apesar de reconhecer que, "aparentemente, parece ser um espaço melhor, sem barulho e com atendimento".

"Mas a pergunta ainda continua: por que não enviá-lo pra casa? Enfim, tudo isso por um crime que ele nunca cometeu e deveria estar livre", escreveu o parlamentar no X.

Já o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) afirmou que a Papudinha oferece "condições um pouco menos degradantes", mas que ponderou que isso não é motivo de "comemoração".

"Isso não é privilégio. É o mínimo que se garante a qualquer cidadão — ainda mais a um idoso, com histórico grave de saúde. Mas não nos enganemos: isso está muito longe de ser justiça. Bolsonaro não deveria estar preso. Ele não cometeu crime. Não há condenação. Não há prova. Há apenas perseguição política travestida de processo", escreveu Frias no X, afirmando que Bolsonaro deveria estar em casa.

"Um homem inocente, doente, que deveria estar em casa, se recuperando ao lado da família, permanece encarcerado para satisfazer um projeto de poder. Melhores condições não corrigem a ilegalidade."

A deputada federal Bia Kicis (PL-RJ) também defendeu que Bolsonaro deveria "ir para casa".

"Isso não é justiça", afirmou.

Outros parlamentares como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, fizeram críticas à tranferência, classificando como uma "punição política".

"A transferência de um ex-presidente para penitenciária, por decisão isolada, é punição política, vingança travestida de legalidade e demonstração de força de quem já não reconhece limites", escreveu no X.

<><> Políticos de esquerda ironizam transferência

Já entre políticos de esquerda, a transferência de Bolsonaro para a Papudinha foi alvo de piadas. Muitos compartilharam nas redes sociais um vídeo antigo em que ex-presidente diz: "A Papuda lhe espera". A gravação foi feita em 2017 por Bolsonaro, dirigindo-se à deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Na época, a parlamentar teve o nome incluído em uma lista de políticos investigados pela Operação Lava Jato.

A própria Maria do Rosário compartilhou o vídeo nesta quinta-feira, em sua conta no Instagram. "E aí, Bolsonaro? A "Papudinha" espera quem, mesmo???", escreveu.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também compartilhou a gravação e escreveu: "Aqui se faz, aqui se paga".

Já a deputado federal André Janones (Avante-MG) ironizou o resultado das reclamações feitas pela família de Jair Bolsonaro sobre as condições da cela da PF.

"Ficou reclamando tanto de ter ar-condicionado, Xandão resolveu e te tirou da 'tortura'! Agora o Rei do Soluço vai parar na PAPUDA com o Silvinei e Anderson Torres", escreveu no X.

<><> As 'vantagens' da Papudinha

Ao determinar a transferência, o ministro Alexandre de Moraes rebateu críticas de que Bolsonaro estaria preso em condições precárias na Polícia Federal.

O ministro citou os problemas estruturais do sistema penitenciário brasileiro e disse que o ex-presidente tinha condições privilegiadas em relação aos demais presos do país.

Após apontar "falta de veracidade nas reclamações" sobre a condição em que o ex-presidente se encontrava preso, o ministro disse que isso não impederia de transferi-lo para uma Sala de Estado Maior "com condições ainda mais favoráveis" do que as experimentadas na Superintendência da Polícia Federal (PF) do Distrito Federal.

A área total da cela onde Bolsonaro estava preso na PF era de 12m². Agora, ele ficará num local exclusivo com área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos.

O local na Papudinha inclui uma cozinha, banheiro, geladeira, armários, cama de casal e TV, de acordo com a decisão.

O número de refeições diárias também aumentará de três (café da manhã, almoço e jantar) para cinco (café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia) na Papudinha.

Entre as outras vantagens listadas por Moraes está o acesso a uma equipe de saúde mais completa, "aumento do tempo de visitas aos familiares, a realização livre de 'banho de sol' e de exercícios a qualquer horário do dia, inclusive com a instalação de aparelhos para fisioterapia, como esteira e bicicleta".

 

Fonte: BBC News Brasil

 

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