Tiago
Nogara: O sequestro de Maduro e a ofensiva imperial
Os
acontecimentos marcados por uma escalada aberta da agressão imperialista
estadunidense, materializada no bombardeio de Caracas e no absurdo sequestro do
presidente Nicolás Maduro — não podem ser compreendidos como um episódio
isolado ou circunstancial. Inscrevem-se, ao contrário, no esforço mais amplo
dos Estados Unidos, consubstanciado no que os próprios estrategistas americanos
denominaram como “Corolário Trump” da Doutrina Monroe, de reafirmar sua plena
hegemonia no hemisfério ocidental, num contexto histórico caracterizado pelo
esgotamento da unipolaridade e pela priorização explícita de frear o avanço do
paradigma da multipolaridade, cujo principal polo emergente é a China.
O
alinhamento dos setores mais agressivos e reacionários das elites
latino-americanas às diretrizes emanadas pelos falcões estadunidenses encontra,
nessa ofensiva, sua expressão mais acabada até o momento. Tal convergência
inaugura uma nova conjuntura, ainda de contornos difíceis de prever, cujo eixo
central é o aniquilamento dos governos progressistas da região, concebido como
parte indissociável do esforço mais amplo de enfraquecer os vínculos soberanos
da China com seus pares, os países em desenvolvimento.
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A hegemonia na América Latina como peça fundamental para a contenção da China
Diversas
são as evidências que apontam que, nos médio e longo prazos, muito dificilmente
os Estados Unidos encontrarão alternativas para assegurar a unipolaridade
estratégica e a hegemonia econômica globais que almejam. E não é segredo para
ninguém que, dentre os diversos polos que despontam com destaque na nova ordem
multipolar em gestação, o mais pujante deles é constituído pela República
Popular da China. Por diversos fatores estruturais, não é em nada fantasiosa a
crença de que, no período vindouro, as crescentes relações da China com o mundo
— e especialmente com seus pares, ou seja, os países em desenvolvimento —
levarão a um redesenho da ordem global. Nem tampouco seria fantasioso crer que
as crescentes disparidades em favor da China em quesitos tais como coesão
social, avanço tecnológico e crescimento econômico pesarão para que esta se
consolide como liderança, com um papel que esteja acima daquele exercido pelos
americanos nessa nova ordem.
É por
esses fatores que, como reiteradamente observam tantos analistas relevantes em
seus mais diversos escritos, a estratégia americana para a preservação de sua
“hegemonia” perpassa não apenas a busca por retomar o rumo de seu próprio
desenvolvimento econômico, mas, principalmente, a adoção de políticas
agressivas que reduzam drasticamente o ritmo de crescimento de seu principal
adversário. Partindo dessa compreensão, que vê o debate sobre a recuperação
econômica americana e o papel a ser exercido pelos Estados Unidos no mundo sob
a ótica de um jogo de “soma zero” — em que o ganho de um pressupõe a perda do
outro —, resta evidente que a alternativa adotada pelos americanos não perpassa
o respeito ao multilateralismo, ao livre-comércio e às “liberdades democráticas”
que apregoam aos sete ventos.
A
recente National Security Strategy (NSS) deixa subentendidas
tais leituras, tanto ao enfatizar o reconhecimento do que seriam “more than
three decades of mistaken American assumptions about China” quanto ao
mencionar, como fator fundamental da estratégia de reposicionamento americano,
que “must be preeminent in the Western Hemisphere as a condition of our
security and prosperity”. Com relação específica à América Latina, menciona
a dificuldade de reverter a influência estrangeira em alguns países devido aos
“political alignments” estabelecidos, mas observa, entretanto, que “many
governments are not ideologically aligned with foreign powers but are instead
attracted to doing business with them for other reasons, including low costs”.
Para o
caso dos primeiros, com maiores “political alignments” aos “non-Hemispheric
competitors”, fica claro que a opção da extrema-direita americana para
contê-los não é outra senão a utilização da força, por meio de chantagens
econômicas, políticas e militares das mais diversas, alinhadas ao paradigma do
“Corolário Trump”, que a nova NSS adiciona formalmente à já tradicional
Doutrina Monroe. No caso dos governos que mantêm laços econômicos e
diplomáticos robustos com os “non-Hemispheric competitors” (cujo mais
importante é, claramente, a China), a alternativa seria demonstrar os “many
hidden costs — in espionage, cybersecurity, debt-traps, and other ways”,
supostamente “embedded in this low cost foreign assistance”.
Dessa
forma, é bastante inteligível a sequência de acontecimentos na América Latina
desde o começo do novo mandato de Donald Trump. Para os governos progressistas
que esboçam maior proximidade com uma visão de mundo alinhada ao paradigma da
multipolaridade, a abordagem do governo americano não é outra senão a pressão
pelo regime change. Aos governantes mais conservadores, ou mesmo
aos progressistas mais “recatados”, as pressões se concentram em exigir que
sacrifiquem seus próprios interesses econômicos e financeiros em nome da adesão
à estratégia americana de se garantir como “preeminent in the Western
Hemisphere”, condição prévia para sua própria “security and prosperity”.
Daí que
o apoio incessante à extrema-direita latino-americana seja uma constante nas
movimentações diplomáticas do governo Trump. São suas lideranças que,
distintamente de segmentos mais moderados das elites locais, estão dispostas a
aderir à “cruzada” tanto da derrubada, a qualquer custo, dos governos
progressistas ainda restantes na América Latina quanto da autossabotagem das
economias e do futuro de seus países, por meio da irracional danificação dos
laços bilaterais com a China. Tudo em nome da vassalagem ideológica ao
imperialismo norte-americano, reprisando os episódios mais clássicos da
subserviência das elites oligárquicas latino-americanas aos ditames imperiais.
Houve
quem apostasse que tais movimentações não teriam outro efeito senão o de
precipitar a aproximação dos países latino-americanos com a China e mesmo
fortalecer a posição soberanista dos governos populares da região. Subestimavam
o grau de alinhamento entre as burguesias latino-americanas e os planos
sórdidos dos falcões de Washington.
No
Equador e em Honduras, as fraudes eleitorais que selaram as derrotas das forças
progressistas contaram com o explícito beneplácito das autoridades americanas.
Na Bolívia, a proscrição de Evo Morales pavimentou o triunfo eleitoral
presidencial da direita após mais de duas décadas, enquanto, no Peru, a
intocabilidade da escandalosa prisão do presidente Pedro Castillo segue
respaldando mandatos sequenciais e impopulares. A vitória eleitoral da
extrema-direita pinochetista no Chile foi amplamente respaldada pelos
estrategistas ianques. Governos títeres, tais como os de Javier Milei, na
Argentina, e Nayib Bukele, em El Salvador, não vacilam em se ajoelhar perante
as mais humilhantes demandas vindas do norte. Na Colômbia e no Brasil, as
forças conservadoras aguardam ansiosas por mais uma rodada de ingerência
explícita e agressiva dos americanos em seu favor, visando aos pleitos
presidenciais do presente ano. E mesmo no México, onde os governos do Morena
vinham logrando considerável estabilidade, as pressões diretas dos Estados
Unidos e o atiçamento de métodos clássicos das “revoluções coloridas” para
forçar o regime change têm tomado proporções cada vez maiores.
Nesse
contexto, é evidente que governos tais como os da Venezuela, Nicarágua e Cuba
tendiam a se tornar os alvos prioritários do imperialismo ianque. Afinal,
constituem os casos mais claros na América Latina nos quais as forças populares
e revolucionárias não se encontram apenas numa condição circunstancial de
gestoras da ordem burguesa — em coalizões amplas, flexíveis e instáveis —, mas
numa posição de força no aparato estatal, com amplo enraizamento social e
extrema resiliência frente às adversidades impostas desde fora (tais como
sanções sequenciais, chantagens e ameaças militares de toda ordem). Em termos
de relações internacionais, acabam, consequentemente, sendo, por lógica, os
países com maior capacidade de aprofundar seus vínculos soberanos com os “non-Hemispheric
competitors” tão citados pelos documentos americanos.
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A centralidade da Venezuela, para além do petróleo
Nesse
sentido, é incontroversa a amplamente reproduzida menção à centralidade da
Venezuela para os americanos, devido ao fato de esta deter o que provavelmente
são as maiores reservas de petróleo conhecidas no mundo. É bastante conhecida a
influência histórica que as petroleiras norte-atlânticas exerceram no controle
do petróleo venezuelano e na consolidação das elites corruptas e subservientes
que dirigiram o país ao longo de grande parte do século XX. A ascensão da
Revolução Bolivariana e sua respectiva abordagem em relação à questão
petrolífera tocaram o âmago dos interesses petrolíferos dos Estados Unidos,
afetando não apenas os bolsos de seus barões do petróleo, como também a própria
estabilidade de seus planejamentos geopolíticos (dada a proximidade do petróleo
venezuelano quando comparado a outras fontes fundamentais, tais como o Golfo
Pérsico, perpassando rotas infinitamente mais distantes e inseguras para os
Estados Unidos).
Entretanto,
a rivalidade com o chavismo e a Revolução Bolivariana deve ser entendida a
partir de marcos que vão muito além do petróleo, e perpassa questões de fundo
que tocam os desejos mais profundos das elites americanas de reassegurar o
pleno domínio da América Latina e do Caribe e, por consequência, do conjunto do
Hemisfério Ocidental. Nos anos 1990, num momento de crescente consolidação da
unipolaridade estratégica dos Estados Unidos e de hegemonia quase completa do
paradigma neoliberal, foi a vitória de Hugo Chávez, em 1998, que inaugurou um
novo ciclo de questionamento ardoroso dos povos latino-americanos aos intentos
de hegemonia ianque na região. A refundação do país e da Constituição da
República Bolivariana da Venezuela trouxeram à tona um amplo processo de
mobilização social, envolvendo diversos mecanismos de organização comunal,
democracia direta e conquistas de direitos políticos e sociais de ampla
envergadura. Esses incluíram a retomada da gestão da PDVSA e dos assuntos
pertinentes ao petróleo pelo Estado nacional, a erradicação do analfabetismo,
os constantes referendos e consultas populares, bem como a participação do povo
na construção de diversos mecanismos de poder popular e na alocação e
distribuição dos recursos públicos.
Entre
1998 e 2012, Hugo Chávez participou de nada menos do que 15 consultas populares
nacionais — envolvendo eleições presidenciais, referendos e consultas
constitucionais —, nas quais suas proposições e candidaturas saíram vencedoras
em 14. A lisura dos processos eleitorais era tamanha que foi atestada até mesmo
pelo Carter Center, insuspeito de simpatia com a Revolução Bolivariana, com o
ex-presidente americano Jimmy Carter chegando a mencionar, em 2012, que “of
the 92 elections that we’ve monitored, I would say the election process in
Venezuela is the best in the world”.
Com os
exemplos vitoriosos da Revolução Bolivariana, governos tais como os de Evo
Morales, na Bolívia, e Rafael Correa, no Equador, igualmente organizariam
Assembleias Constituintes de caráter popular para refazer as respectivas
constituições de seus países, agregar mecanismos de consulta popular mais
densos e buscar aprofundar as conquistas de direitos políticos e sociais do
povo. Junto de Bolívia, Equador, Cuba, Nicarágua e outros, a Venezuela
constituiria a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA),
propondo a cooperação e a solidariedade entre os países da região para
fortalecer tais conquistas, por meio de mecanismos de integração regional que
envolvessem dimensões para além daquelas tradicionalmente vinculadas aos
interesses comerciais e financeiros das grandes empresas (razão pela qual,
posteriormente, a ALBA agregaria o “TCP” à sua sigla, com a denominação de
Tratado Comercial dos Povos).
Junto
de outros governos progressistas ascendentes da região (tais como os de Lula,
no Brasil, Tabaré Vázquez, no Uruguai, e Néstor Kirchner, na Argentina), a
Venezuela encabeçou o processo de recusa dos países latino-americanos à Área de
Livre-Comércio das Américas (ALCA), que era insuflada desde os anos 1990 pelos
Estados Unidos e foi finalmente derrotada na Cúpula de Mar del Plata, em 2005.
Nos anos subsequentes, a Venezuela contribuiria significativamente para os
debates e processos que resultaram na formatação de mecanismos de integração e
cooperação regionais como a UNASUL, o Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS), a
CELAC e o Banco do Sul, concebidos para além dos marcos das ferramentas
hemisféricas tradicionalmente lideradas por Washington.
Logicamente,
nada disso passou impune. Os Estados Unidos atuaram diuturnamente pela
desestabilização e queda do governo de Hugo Chávez. No mais notável de seus
esforços — amplamente documentado e detalhado em documentários tais como A
Revolução não Será Televisionada, de Kim Bartley e Donnacha O’Briain,
e The War on Democracy, de John Pilger —, Chávez chegou a ser
sequestrado por militares reacionários na tentativa de golpe de 2002, quando o
governo fantoche de Pedro Carmona, representante da burguesia venezuelana, foi
rapidamente reconhecido como novo presidente pelos Estados Unidos. Entretanto,
Chávez foi devolvido à presidência, pelos braços de militares e militantes
leais à pátria e à democracia, carregado pelo povo e pronto para aprofundar
ainda mais as reformas populares em curso.
Durante
os governos de Nicolás Maduro, são também amplamente conhecidas as conexões dos
Estados Unidos com o insuflamento das sanguinárias “guarimbas” que
amedrontam os cidadãos venezuelanos, o apoio ao governo autoproclamado de Juan
Guaidó (instrumento utilizado para o sequestro arbitrário de ativos financeiros
venezuelanos no exterior), a imposição de centenas de sanções ilegais contra
lideranças políticas, empresas e cidadãos venezuelanos, bem como as diversas
tentativas de golpe de Estado e até mesmo de assassinato do presidente Maduro —
envolvendo o uso de mercenários, tentativas de suborno de oficiais militares,
apoio a operações subversivas para fraudar processos eleitorais, entre outras
ações.
Logo, a
pressa na definição dos rumos do processo político venezuelano cumpre, para os
Estados Unidos, múltiplas funções de caráter prioritário. É indubitável a
relevância da questão petrolífera, e é difícil crer que os americanos se
lançariam a qualquer aventura militar de maior envergadura contra “non-Hemispheric
competitors” sem antes assegurar uma rota segura de abastecimento
petrolífero para suas refinarias. Entretanto, seus objetivos vão claramente
muito além disso. Derrotar a Revolução Bolivariana pode representar, nos
cálculos da Casa Branca, a principal vitória estratégica a ser alcançada no
curto prazo contra os movimentos populares e as forças progressistas
latino-americanas, que constituem a ponta de lança do enfrentamento aos
interesses imperiais no hemisfério ocidental.
A
Revolução Bolivariana foi — e segue sendo — parte fundamental do imaginário
político e ideológico que animou a renovada onda de resistência à hegemonia
estadunidense na região desde o final da década de 1990, e permanece como o
coração pulsante da chama “bolivariana” que mantém acesas as resistências
cubana e nicaraguense. A tentativa de consolidar uma vitória rápida e mediante
métodos violentos, antes mesmo de aguardar os possíveis desfechos dos processos
eleitorais na Colômbia e no Brasil, revela a clara intenção de produzir uma
desmobilização preventiva de eventuais focos de resistência armada e de
desmoralizar as forças progressistas em luta em outras frentes da região. Ainda
assim, os desdobramentos de tal aventura permanecem incertos, e as lutas em
defesa da soberania e da autodeterminação dos povos latino-americanos podem
igualmente ganhar novo fôlego e um grau mais elevado de radicalidade.
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Se abre uma nova conjuntura, mas roda da história não andará para trás
É
dentro desse contexto, portanto, que se insere o criminoso atentado perpetrado
pelas autoridades americanas nas últimas horas, com o bombardeio à República
Bolivariana da Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, numa
operação obviamente amparada em nenhuma base legal. Com essa movimentação,
Donald Trump e os falcões da extrema-direita americana dão clara demonstração
de que não medirão quaisquer esforços, independentemente do grau de violência e
arbitrariedade, para fazer valer os interesses estratégicos americanos de
garantir total hegemonia no hemisfério ocidental como pré-condição para sua
cruzada global de contenção à China e ao crescente avanço do paradigma da
multipolaridade.
Entretanto,
há que se ressaltar que a história das lutas populares na América Latina é
marcada pela brutalidade do conluio entre suas oligarquias subservientes e os
interesses dos imperialismos norte-atlânticos. É esse conluio que dá respaldo à
brutalidade cometida contra o presidente Maduro e o povo venezuelano, e são
tais interesses que alimentam os brindes e comemorações dos vende-pátria e de
seus aliados em bairros abastados de Miami e Madri, ansiando pela queda do
governo popular que há quase três décadas resiste às agressões dirigidas desde
Washington. Abre-se, assim, uma nova conjuntura, na qual tais setores
reacionários não temem propagar abertamente sua sanha golpista e a disposição
de adotar os métodos mais sórdidos e sanguinários que lhes permitam golpear, de
uma vez por todas, as forças progressistas.
No ano
em que se completam 100 anos da imortalidade do comandante Fidel Castro, a
memória dos grandes heróis de nossas lutas populares iluminará o povo
venezuelano e o conjunto dos povos latino-americanos em suas batalhas contra o
imperialismo, o arbítrio e a ganância daqueles que almejam perpetuar as imensas
disparidades e mazelas sociais que caracterizam o capitalismo em sua face mais
cruel. Foi a partir dessas lutas, que comprometeram diversas gerações de
militantes, muitas vezes anônimos, mas devotos da construção de um futuro
melhor para nossos povos, que se criaram as condições para que, talvez na mais
improvável das regiões do mundo, fossem germinadas as mais claras demonstrações
de rebelião contra a hegemonia inconteste do imperialismo ianque nos anos 1990,
com repercussões fundamentais para a política hemisférica do presente.
Herdeiro
das almas libertadoras de Simón Bolívar e Hugo Chávez, o presidente Nicolás
Maduro, de origem humilde, por muitos anos motorista de ônibus e dirigente
sindical de base, suscitou a mais escancarada demonstração do ódio e da
agressividade das elites plutocráticas quando defrontadas com as vitórias e a
resistência daqueles comprometidos com as causas mais nobres da humanidade —
invariavelmente antagônicas aos seus interesses mesquinhos. Capturado pelas
autoridades coloniais, Túpac Katari, líder da grande rebelião indígena na
região andina ao final do século XVIII, eternizou o dito: “voltarei, e serei
milhões”. A roda da história não andará para trás, e o sequestro do presidente
Maduro não ficará impune, com os braços de milhões de nossos povos assegurando
que as conquistas políticas e sociais da Revolução Bolivariana ao final
triunfarão, e que o império do capital e da arrogância, sediado em Washington,
inevitavelmente perecerá.
Fonte:
A Terra é Redonda

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