segunda-feira, 27 de outubro de 2025

A escalada de tensões entre Trump e Maduro no Mar do Caribe

Sob a justificativa oficial de combater o narcotráfico e deter o envio de drogas aos Estados Unidos, o governo do presidente americano Donald Trump mobiliza desde agosto tropas no mar do Caribe, em frente à costa da Venezuela.

A mobilização inclui destróieres com mísseis guiados, caças F-35B, drones MQ-9 Reaper, um grupo de assalto anfíbio com 4,5 mil militares (sendo cerca de 2,2 mil fuzileiros navais), um submarino de propulsão nuclear e um navio de apoio a operações de guerra especial. Isso representa 8% de toda a frota global americana de navios de guerra.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos também fizeram demonstrações de força aérea. O 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais, que dá apoio de helicóptero em missões das forças de operações especiais Navy SEALs, Boinas Verdes e Força Delta, parece ter sobrevoado a costa venezuelana.

O Exército americano também posicionou três bombardeiros estratégicos B-52 na região. E ao menos um bombardeiro supersônico B-1B foi visto voando em direção à Venezuela nesta quinta-feira (23/10), segundo sites de rastreamento de tráfego aéreo. Trump, porém, negou que a aeronave tenha realizado o trajeto. 

Nesta sexta-feira (24/10), autoridades americanas anunciaram o reforço de um porta-aviões capaz de transportar mais de 75 aeronaves, incluindo destróieres, no que agências de notícias descreveram como uma escalada significativa das tensões.

A embarcação, com mais de 5 mil homens a bordo, se encontra atualmente em um porto na Croácia. Os EUA têm apenas 11 porta-aviões. Batizada de Gerald Ford, ela tem um reator nuclear próprio e um arsenal de mísseis de médio alcance e terra-ar, além de radares sofisticados que podem ajudar a controlar o tráfego aéreo e marítimo.

A ostensiva presença militar americana suscitou dúvidas sobre o real interesse de Trump na região, que tem especulado sobre a possibilidade de atacar a Venezuela e protagonizado embates recorrentes com seu presidente, Nicolás Maduro.

>>>>> Veja, abaixo, alguns dos momentos-chave da escalada militar dos Estados Unidos sob Trump na região.

<><> Novo tom na Casa Branca

Ao assumir a Casa Branca em janeiro de 2025, Donald Trump revoga a extensão do status de proteção de 600 mil imigrantes venezuelanos nos Estados Unidos, expondo-os ao risco de deportação. Seu secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que a Venezuela é "governada por uma organização do narcotráfico".

<><> Maduro é designado chefe de organização terrorista estrangeira

Em julho, os EUA expedem nova licença autorizando a americana Chevron a extrair petróleo venezuelano após um acordo para troca de prisioneiros. No mesmo mês, Washington designa o "Cartel de los Soles", supostamente encabeçado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro e formado por militares associados ao narcotráfico, como uma organização terrorista estrangeira.

<><> Cabeça a prêmio

Em agosto, Washington anuncia um prêmio de 50 milhões de dólares por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro por "violar leis antinarcóticos" e liderar um "Estado narcoterrorista" vinculado a cartéis de cocaína.

<><> Pentágono autorizado a usar força militar contra cartéis de droga na América Latina

Também em agosto, jornais americanos noticiam que Trump assinou uma ordem secreta autorizando o Pentágono a usar força militar contra cartéis de drogas enquadrados como organizações terroristas.

<><> Congelamento de bens

Em 12 de agosto, o regime de Maduro prende 13 supostos integrantes de "células terroristas" ligadas à oposição e as acusa de planejar um atentado na capital, Caracas. Eles acabariam sendo soltos cerca de duas semanas depois. Antes disso, em 13 de agosto, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anuncia o congelamento de mais de 700 milhões de dólares em ativos ligados a Maduro.

<><> EUA deslocam tropas para perto da Venezuela

Em 18 de agosto, Washington anuncia o envio de três destróieres e um grupo de navios de desembarque com 4,5 mil soldados (incluindo 2,2 mil fuzileiros navais) em direção à costa venezuelana. A justificativa: "Enfrentar as ameaças dos cartéis latino-americanos de drogas".

Maduro reage prometendo mobilizar 4,5 milhões de milicianos em todo o país – observadores independentes estimam que o número real não passe de 300 mil – e intensifica os controles de fronteira.

Uma semana depois, em 25 de agosto, um cruzeiro com mísseis guiados e um submarino de propulsão nuclear se juntam à missão americana no Mar do Caribe. Em resposta, Maduro anuncia a mobilização de drones e barcos ao longo da costa venezuelana.

<><> Primeiro ataque no Mar do Caribe

Em 2 de setembro, os EUA divulgam um vídeo que mostra a destruição, em "águas internacionais", de uma embarcação supostamente carregada de drogas e ligada ao cartel de drogas venezuelano Tren de Aragua, também classificado por Washington como organização terrorista. Onze pessoas morreram.

<><> Trump não descarta ataques em solo venezuelano

"Vamos ver o que acontece", diz Trump ao ser perguntado, em 14 de setembro, se atacaria alvos em solo venezuelano.

No dia anterior, caças F-35 americanos haviam chegado a Porto Rico. O ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino, ameaça retaliar países da região que servirem de base americana para ataques contra Caracas. Em 2 de outubro, Padrino denuncia o que chamou de "assédio militar" por caças que estariam sobrevoando próximo da costa venezuelana.

<><> Novos ataques no Mar do Caribe

Em 3 de outubro, o secretário americano de Defesa, Pete Hegseth, anuncia que os EUA bombardearam um barco em águas internacionais próximo à Venezuela, e que quatro "narcoterroristas foram mortos".

De 2 de setembro até 24 de outubro, dez embarcações – nove barcos e um semi-submersível – foram alvo dos militares americanos, com um saldo total de 43 mortos, de diferentes nacionalidades, sendo oito delas no Mar do Caribe. Em nenhum dos casos as autoridades americanas divulgaram evidências de que elas de fato transportavam drogas. Especialistas consideram as execuções sumárias ilegais, mesmo que tenham como alvo traficantes confirmados. 

<><> Nobel da Paz para opositora venezuelana

Em 10 de outubro, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado é premiada com o Nobel da Paz e dedica a láurea a Trump. Maduro reage dias depois com o fechamento das embaixadas da Venezuela na Noruega e na Austrália.

<><> Trump autoriza operações da CIA contra a Venezuela

Em 15 de outubro, reportagens na imprensa americana revelam que Trump autorizou operações secretas da CIA na Venezuela. A informação foi posteriormente confirmada pelo próprio Trump, que declarou cogitar também ataques terrestres contra cartéis de drogas do país.

"Vamos atingi-los de forma muito dura quando eles vierem por terra", disse em 22 de outubro. "Estamos totalmente preparados para fazer isso, e provavelmente vamos voltar ao Congresso e explicar exatamente o que estamos fazendo quando chegarmos ao país [Venezuela]."

No dia seguinte, Trump afirmou que não vai "necessariamente pedir [ao Congresso americano] uma declaração de guerra" para autorizar operações militares contra supostos traficantes, e sugeriu que pretende atacar o país em breve.

¨      Maduro diz que Venezuela tem 5 mil mísseis antiaéreos russos

Reagindo às ameaças de Trump, Maduro afirmou em 22 de outubro que o país conta com "mais de 5 mil" mísseis antiaéreos russos Igla-S – arma concebida para abater aviões a baixa altitude.

No dia seguinte, porém, adotou um tom mais conciliatório, após Trump confirmar que autorizou operações secretas da CIA na Venezuela: "Paz, sim; paz, sim, para sempre; paz para sempre. Sem guerra maluca, por favor!", disse, em inglês, durante um encontro com sindicalistas leais a Caracas.

Já nesta quinta-feira, porém, o ministério das Relações Exteriores de Trinidad e Tobago, que divide parte de sua costa com a Venezuela, anunciou que receberá um navio de guerra e um grupo de fuzileiros navais americanos para realizar exercícios militares no final de outubro. 

<><> Brasil reage: "Não podemos aceitar intervenção externa"

Sem citar diretamente a Venezuela ou Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (24/10) a atuação dos militares americanos na região, afirmando que o combate ao narcotráfico precisa ser feito dentro da lei e com respeito à soberania de outros países.

"Se a moda pega, cada um acha que pode invadir o território do outro para fazer o que quer", declarou. "Se o mundo virar uma terra sem lei, vai ser difícil viver."

Já Celso Amorim, assessor especial de Lula, foi mais direto: "Não podemos aceitar uma intervenção externa, pois isso provocaria um enorme ressentimento", afirmou à agência de notícias AP. "Isso poderia inflamar a América do Sul e levar à radicalização da política em todo o continente."

Além de Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também tem criticado a ação americana no Mar do Caribe, qualificando os ataques como "execuções extrajudiciais".

<><> Governo Trump avalia atacar pontos de produção de cocaína na Venezuela

Os planos foram noticiados nesta sexta-feira (24/10) pela emissora CNN, que cita três emissários da Casa Branca. O martelo da decisão, porém, ainda não teria sido batido.

¨      Existe ameaça real de intervenção dos EUA na América Latina?

A mobilização de tropas na fronteira com o México e o envio de navios de guerra para a costa da Venezuela são uma mensagem contundente dos Estados Unidos. Não dá para dizer, contudo, se a estratégia é um blefe para intimidar e demonstrar poder ou o prelúdio de uma intervenção direta.

O episódio mais recente de tensão entre os dois países envolveu a circulação de um vídeo que mostraria militares americanos atirando contra uma embarcação no Caribe que teria partido da Venezuela rumo ao território americano carregada de drogas. O presidente Donald Trump declarou que "11 terroristas" foram mortos na operação. O governo venezuelano acusou os EUA de terem fabricado as imagens por meio de inteligência artificial.

Segundo Tamara Lajtman, doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires, a política externa dos EUA na área do combate ao narcotráfico na América Latina vem desde a década de 1970, conduzida tanto por governos republicanos como democratas.

Neste segundo mandato, Trump "aprofundou essa narrativa de securitização, que funde migração, narcotráfico e terrorismo sob um único espectro de ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos", afirmou à DW a pesquisadora brasileira-argentina.

Aníbal García, doutor em estudos latino-americanos pela Universidade Autônoma do México, concorda. "Temos a união da guerra contra o narcotráfico com a do terrorismo. Há um aprofundamento da diplomacia pelo uso da força por parte dos Estados Unidos que reforça essa narrativa do narcoterrorismo a partir de diferentes políticas públicas", disse à DW.

<><> Um tom mais agressivo

Além de ações concretas, García observa um aprofundamento das relações políticas com a América Latina. Ele aponta que de todas as viagens feitas e anunciadas de Marco Rubio, chefe do Departamento de Estado, 37% envolvem a América Latina. "Os principais temas em questão são segurança, combate ao narcotráfico e migração, além da China."

Nos últimos meses, observa Lajtman, a narrativa dos Estados Unidos "se traduz concretamente na militarização das fronteiras, na expansão dos centros de detenção ou na designação de cartéis como organizações terroristas estrangeiras. Eles imprimem um tom muito mais agressivo a estratégias já conhecidas".

<><> "Mecanismo de pressão"

Em fevereiro de 2025, o Departamento de Estado incluiu a gangue criminosa de origem venezuelana Tren de Aragua, a salvadorenha Mara Salvatrucha e os cartéis mexicanos na lista das organizações terroristas estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). E, no início de agosto, os EUA dobraram a recompensa por informações que ajudem na captura do presidente venezuelano Nicolas Maduro, elevando-a para 50 milhões de dólares. Eles o acusam de ser o líder de um suposto grupo criminoso que se chamaria Cartel de los Soles.

A recente publicação do New York Times indicando que Trump teria enviado um decreto ao Pentágono para autorizar o uso da força militar no exterior contra cartéis latino-americanos considerados narcoterroristas poderia abrir as portas para manobras na Venezuela, no México e na América Central.

"Embora uma intervenção direta fosse extremamente cara, a verdade é que o envio da frota para o Caribe é uma realidade. A simples ameaça serve como mecanismo de pressão. O mais provável é que ela se mantenha, combinada com sanções financeiras e outras medidas jurídicas extraterritoriais", afirma Tamara Lajtman.

Na opinião da pesquisadora da Universidade de Santiago do Chile, trata-se de uma série de normas concebidas como resposta ao terrorismo: "Trump usa essa arquitetura jurídica para reconfigurar e legitimar pressões e ameaças, sobretudo contra a Venezuela. Sem dúvida, o principal objetivo é promover uma mudança de regime, o que não seria algo novo".

"As pressões também aprofundam as tensões com o México, a Colômbia e o Brasil, reinstalando um clima de guerra fria em uma região que busca disciplinar-se no âmbito de uma competição global com a China e a Rússia", acrescenta.

<><> Interesses geopolíticos

Uma intervenção é factível? "No histórico da política americana, Trump foi mais longe. Desde a invasão do Panamá em 1989, não havia a possibilidade de uma nova invasão em território latino-americano e caribenho por motivos relacionados ao narcotráfico, que é o que está latente no caso da Venezuela", aponta Aníbal García.

O pesquisador mexicano identifica, por trás da política cada vez mais intervencionista dos EUA, um interesse geopolítico em frear a presença da China na América Latina e a intenção de "apropriar-se das grandes reservas de petróleo da Venezuela".  Além de grande concorrente comercial, a China figura como um outro alvo na guerra dos EUA contra o narcotráfico, com base nas alegações de que precursores do fentanil viriam da Ásia e, em particular, desse país.

No caso do México, que mantém uma cooperação em termos de controle do narcotráfico, segurança e migração, García também reconhece as pressões do vizinho do norte: "Não tivemos, pelo menos nos últimos 25 anos, um governo tão beligerante como o atual nos Estados Unidos, ainda mais do que o primeiro de Trump".

Após o envio de tropas das forças armadas para a fronteira e a designação dos cartéis de tráfico de drogas como terroristas, "há a possibilidade de se travar uma guerra em outros países, mas não há evidências que sustentem que isso vá acontecer", ressalta.

Sobre uma possível intervenção armada na Venezuela, ele adverte: "Esperamos que isso não aconteça, devido à quantidade de problemas que isso geraria e, acima de tudo, pela perda de vidas humanas. Vimos que, após intervenções dos Estados Unidos, seguem-se longos períodos de instabilidade no país invadido e, além disso, as relações internacionais na região são reconfiguradas".

¨      Pentágono envia porta-aviões de alto nível enquanto a militarização do Caribe por Trump aumenta

O Pentágono disse na sexta-feira que estava enviando o porta-aviões mais avançado dos Estados Unidos para o Caribe, uma grande escalada na guerra do governo Trump contra os cartéis de drogas, que fornece os recursos para começar a conduzir ataques contra alvos em terra.

A mudança levará o porta-aviões USS Gerald Ford, com dezenas de caças furtivos e aeronaves de vigilância, além de outros navios de guerra que acompanham o porta-aviões, para a costa da Venezuela , à medida que se aproxima do fim de sua atual implantação no Mediterrâneo.

O envio do grupo de ataque do porta-aviões para o Caribe é o sinal mais claro até o momento de que o governo pretende expandir drasticamente o escopo de sua campanha militar letal, desde atingir pequenos barcos supostamente transportando drogas com destino aos EUA até alvos em terra.

O grupo de ataque de porta-aviões conta com dezenas de caças F-35, o que aumenta o poder de fogo e a capacidade dos EUA de atingir sistemas de defesa aérea na Venezuela. Isso abriria caminho para que operações especiais ou drones dos EUA destruam alvos terrestres, disseram autoridades atuais e antigas.

A presença naval expandida "reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitorar e interromper atividades e atores ilícitos que comprometam a segurança e a prosperidade do território dos Estados Unidos e nossa segurança no hemisfério ocidental", disse um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, em um comunicado.

Durante semanas, o governo Trump tem planejado intensificar sua campanha contra os cartéis de drogas — bem como seu esforço para desestabilizar o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro — após uma campanha inicial de ataques a pelo menos nove supostos barcos de tráfico de drogas.

Donald Trump também confirmou a repórteres na Casa Branca na quinta-feira que a próxima etapa de sua campanha militar seria atingir alvos em terra. "A terra será a próxima", disse Trump. "As drogas terrestres são muito mais perigosas para eles. Vai ser muito mais perigoso. Vocês verão isso em breve."

Trump não discutiu quais alvos e em quais países os EUA pretendiam atacar. Mas ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que estava sentado ao seu lado no evento na Casa Branca para conter o fluxo de drogas ilegais para os EUA, que notificasse o Congresso sobre os planos do governo.

Questionado se declararia guerra aos cartéis, Trump sugeriu que continuaria com ataques individuais. "Acho que vamos simplesmente matar as pessoas que estão trazendo drogas para o nosso país, ok?", disse ele. "Vamos matá-los, você sabe que eles vão estar, tipo, mortos."

Trump anunciou o que parece ter sido o primeiro ataque a um barco em 3 de setembro, divulgando um breve vídeo do ataque. Nas semanas seguintes, o governo anunciou mais ataques sem divulgar detalhes além do número de mortos e da alegação de que os barcos transportavam drogas.

Desde o início da campanha militar, o governo forneceu uma justificativa legal duvidosa para os ataques, alegando que os barcos são afiliados a "organizações terroristas designadas", ou DTOs, com as quais os EUA estavam agora em um "conflito armado não internacional", informou o Guardian.

No entanto, o governo não apresentou nenhuma evidência concreta até o momento de que os mortos nos ataques com barcos estivessem contrabandeando drogas para os EUA. Em briefings ao Congresso, autoridades do Pentágono basicamente disseram que os barcos eram alvos legítimos porque Trump os havia designado como ativos de cartéis considerados DTOs, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

A campanha militar também atraiu a Agência Central de Inteligência (CIA). Trump confirmou em 15 de outubro que havia autorizado a chamada "ação secreta" da CIA na Venezuela. O jornal The Guardian noticiou que a CIA tem fornecido a maior parte da inteligência usada nos ataques aéreos.

 

Fonte: DW Brasil/The Guardian

 

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