Zelensky
está sob influência dos neonazis ucranianos e é forçado a bajulá-los, diz
ex-analista da CIA
O líder
ucraniano Vladimir Zelensky está sob a influência de neonazis e é forçado a
bajulá-los, disse o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na
sigla em inglês) dos EUA, Ray McGovern, em entrevista no YouTube.
"Centenas
de milhares de
poloneses morreram das
mãos dos [...] nazistas ucranianos. E quando é decidido para que eles sejam
exumados e reenterrados com honras, é um insulto ao qual simplesmente não se
pode deixar de responder. Agora a pergunta é: por quê? Por que Zelensky acha
que isso é uma boa ideia? Isso, acredito, é a principal questão. E a
resposta, eu acho, é que ele ou se tornou completamente apegado aos nazistas,
aos neonazistas, se você quiser, ou sente-se sob a influência deles, ou
simplesmente não está livre deles", disse o analista.
Segundo
McGovern, o chefe do regime de
Kiev tem
que dar sinais especiais de atenção aos neonazistas.
"Em
outras palavras, eles são seu último refúgio e ele tem que confiar neles. Ele
tenta bajulá-los com gestos demonstrativos", acrescentou o especialista.
No
final de maio, Zelensky participou do reenterramento dos restos mortais de
um dos líderes da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN, proibida
na Rússia por ser considerada extremista) — Exército Popular da Ucrânia (UPA)
Andrei Melnik e sua esposa na região de Kiev.
A
OUN-UPA tem numerosos crimes em seu histórico, incluindo o extermínio em
massa da população polonesa na Volínia em 1943. Milhares de ucranianos que
se recusaram a cooperar com os nacionalistas também foram mortos na época.
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Ocidente está fracassando na Ucrânia porque não tem
estratégia e experiência, diz analista
As
declarações da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, mostraram que o
Ocidente não sabe como proceder em relação ao conflito na Ucrânia, declarou o
coronel aposentado e ex-oficial de inteligência da Suíça Jacques Baud a um
canal no YouTube.
Baud salientou que a atual
liderança europeia não tem experiência e, por isso, vem sofrendo derrotas
diante da Rússia.
"Quando
questionada sobre a estratégia para a Ucrânia, Kaja Kallas […] respondeu que
não faz sentido tê-la, pois a situação é muito instável e sua elaboração é
impossível. No entanto, é justamente por causa da instabilidade que a
estratégia é necessária. Essa é a essência da questão. Somente depois é que se
deve trabalhar em sua implementação", ressaltou.
Nesse
contexto, ele apontou que esse problema também afeta os aliados de Kiev do outro lado
do oceano. É evidente que nem os EUA nem a Europa têm uma estratégia
clara sobre como agir no que diz respeito ao conflito na Ucrânia.
Enquanto
aqueles que têm uma estratégia sabem exatamente o que querem alcançar e seguem
em direção ao objetivo, os EUA e a Europa simplesmente agem por intuição,
concluiu.
Como
destacou o chanceler russo, Sergei Lavrov, a Europa está
tentando impedir o processo de solução diplomática na Ucrânia por todos os
meios.
Segundo
ele, Bruxelas, em particular, está incentivando o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a lutar até o
último ucraniano.
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UE provoca a Rússia e arrisca expandir conflito militar além do teatro
ucraniano, aponta revista
O apoio
da União Europeia (UE) à Ucrânia levou o conflito com a Rússia a uma nova e
perigosa etapa, escreve uma revista estadunidense.
A
revista salienta que os europeus foram cautelosos em relação à União Soviética durante a
Guerra Fria, mas agora são imprudentes.
"À
medida que os Estados europeus assumem a principal responsabilidade pelo apoio
à Ucrânia, esse conflito está alcançando uma nova e mais perigosa
fase", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, tal visão da UE ignora os riscos inerentes a um desenrolar mais
amplo da arquitetura de
segurança global.
A
política da UE em relação a Moscou torna o conflito na Ucrânia significativamente
mais propenso a se expandir para uma guerra mais ampla, observa o artigo.
A UE
não tem canais eficazes para gerenciar a escalada, e a estrutura da coalizão
europeia deixa o conflito perigosamente suscetível a se ampliar além de seu
escopo atual, conclui a reportagem.
Como
enfatizou o chanceler russo, Sergei Lavrov, a Europa está tentando de
todas as maneiras conter o processo de resolução diplomática na Ucrânia. De
acordo com ele, Bruxelas, em particular, incentiva o atual líder ucraniano,
Vladimir Zelensky, a continuar lutando até o último ucraniano.
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Explosões em Moscou destroem até mesmo a armadura de
Putin
A
notícia dos danos certamente chegou até aos bunkers mais isolados. O presidente
russo, Vladimir Putin, tem sido acusado de se isolar das realidades cada vez
mais dramáticas de sua invasão da Ucrânia.
Mas as
imagens chocantes do horizonte de Moscou certamente marcam um momento em que
nem mesmo o mais denso isolamento em torno do chefe do Kremlin consegue
protegê-lo do som das repetidas explosões, que destruíram refinarias e lançaram
uma densa fumaça sobre a capital russa.
Vídeos
publicados por russos nas redes sociais contam duas histórias. A primeira
mostra as defesas aéreas da capital — aparentemente três anéis delas —
perfuradas por drones baratos e produzidos em massa, que antes eram alvos da
Ucrânia, mas que agora revidam contra a Rússia todas as noites.
O telhado de uma
refinaria foi
arrancado com um único golpe. Vários incêndios queimam a menos de 15
quilômetros do próprio Kremlin.
E um
desastre ambiental em curso. Os danos afetarão o abastecimento de combustível,
podendo causar longas filas em postos de gasolina em uma cidade que o Kremlin
lutou arduamente para proteger das consequências da guerra.
O
segundo fator é o crescente descontentamento entre a população de Moscou e a
instabilidade política que isso pode gerar. O fluxo incessante de vídeos, que
as autoridades russas tentaram limitar, mostra uma crescente dissidência e uma
gestão de mensagens que acabou falhando.
Desde
que um pequeno drone atingiu o Kremlin em maio de 2023, o horizonte de Moscou
foi ofuscado pela Ucrânia, chegando a causar uma drástica redução no desfile do
Dia da Vitória do mês passado.
A
cacofonia de vídeos chocantes de quinta-feira (18), com drones ucranianos
chegando em ondas sobre as chamas para realizar um ataque em cadeia, marca um
momento de clareza global: o Kremlin está realmente em apuros.
O presidente
ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu os ataques como uma resposta ao
bombardeio incessante da Rússia durante a noite, que na segunda-feira (15)
atingiu o complexo da igreja mais antiga e sagrada de Kiev.
Zelensky
parece ter saído ainda mais encorajado da cúpula do G7 na França, onde o
presidente dos Estados Unidos Donald Trump expressou tanto indiferença quanto
apoio à situação da Ucrânia.
Zelensky
parece ter praticamente eliminado suas expectativas em relação a Trump.
No
entanto, ele forneceu uma informação crucial que buscava: a sugestão, ainda um
tanto vaga, de que a Ucrânia poderia ser capaz de produzir em massa, sob
licença, os sistemas de defesa aérea e mísseis fabricados pelos EUA e pela
Europa, que estão ficando sem estoque e demoram a ser substituídos.
Isso
sugere uma relação mais transacional, na qual Kiev, para sobreviver, poderia
construir as armas que as fábricas da Otan são essencialmente lentas e caras
demais para produzir, e mostra que a Ucrânia ainda tem algumas cartas na manga.
A
julgar pela mudança de postura de Trump no G7, não está claro se ele ainda
deseja buscar a paz. Até ele deve perceber que o Kremlin, até agora, o
desprezou.
Os
europeus mantêm alguma esperança de que um enviado de um país que a
primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, descreveu como uma “potência média”
possa reativar as negociações.
O Reino
Unido, a França e a Alemanha emitiram uma declaração há 11 dias reiterando seu
ponto de partida de longa data para um acordo, incluindo a condição
inicialmente inaceitável de Moscou de um cessar-fogo unilateral.
A
esperança de que Putin encontre alguma saída parece perpétua, dado o impasse
desesperador no campo de batalha e a dificuldade de defender o espaço aéreo
russo.
De
fato, ele já fez algumas declarações ambíguas sugerindo uma reconsideração: que
um acordo e a captura de todo o território de Donbas não são ideias “mutuamente
exclusivas” (seja lá o que isso signifique), que a guerra terminará em breve e
que ele poderia acolher o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder como mediador
com a Europa.
Contudo,
mesmo quando Putin reconheceu os danos econômicos dos
ataques ucranianos na
semana passada, sua resposta foi sugerir novas retaliações.
À
medida que surgem vídeos de chuva negra caindo sobre carros em Moscou, a
decisão sobre os rumos da guerra recai mais uma vez sobre seu progenitor:
Putin.
Talvez
seja otimista demais pensar que ele optará pela diplomacia e pela desescalada
de um conflito que, segundo a inteligência ocidental, já matou meio milhão de
seus compatriotas, a fim de tomar uma porção da Ucrânia que corresponde a
aproximadamente 0,7% do vasto território russo.
As
decisões de Putin ao longo da guerra foram equivocadas: desde acreditar que
bastariam algumas semanas para capturar Kiev, até confiar que as linhas de
suprimento de seu exército resistiriam ao colapso da Rússia no final de 2022,
passando pelo desperdício de mão de obra nos ataques brutais de 2023-2024 em
Donbas, que deixaram até mesmo o vasto exército russo com problemas de
recrutamento.
Outra
má ideia foi acreditar que Donald Trump poderia — por meio de bajulação e
persuasão — extrair concessões úteis dele em Kiev.
Durante
décadas, Putin projetou a imagem de um estrategista político imperturbável e
preciso. A magnitude do desastre além de seus muros, e na frente distante, onde
ataques de médio alcance vindos da Ucrânia interrompem diariamente as linhas de
suprimento da Rússia e causam escassez de combustível na Crimeia ocupada pela
Rússia, certamente influencia suas decisões.
Mas
isso pode não se traduzir em um apelo imediato por uma solução. Pode até
provocar o oposto.
Este é
um momento em que Putin não pode se dar ao luxo de demonstrar fraqueza. Esta é
a guerra dele, e ela decidirá seu destino, tanto nos próximos anos quanto na
história.
Seus
problemas na linha de frente são palpáveis, mas ele pode se convencer de que
este é apenas mais um revés superável no rumo da guerra e que a Rússia em breve
igualará a capacidade de drones da Ucrânia e acelerará sua expansão
territorial.
É na
frente interna que Putin está sofrendo as consequências mais graves. Na semana
passada, ele foi forçado a admitir os danos econômicos causados pelos ataques
ucranianos, bem como a aceitar que o território não
está sendo conquistado tão rapidamente quanto
ele gostaria e a lidar com o crescente descontentamento devido aos bloqueios da
internet.
Essas
são todas maneiras pelas quais o Kremlin, cuja iniciativa militar raramente
aceitou algo menos que a vitória total, precisa reconhecer a realidade.
Existem
poucas maneiras óbvias e práticas para Putin intensificar o conflito sem
agravar os problemas existentes. Atacar os países membros orientais da Otan —
como alguns já alertaram — seria uma aposta arriscada, considerando que suas
forças armadas lutam para subjugar um vizinho menor.
O uso
de armas nucleares táticas, uma preocupação antiga e latente entre alguns
analistas, provocaria a ira dos Estados Unidos, da Europa e possivelmente até
da China, por um ganho estratégico pequeno. (Uma demonstração de força pouco
adiantaria a Putin se as consequências fossem desastrosas).
Além
disso, a Rússia já está atacando a Ucrânia com tudo o que tem: o uso do temível
míssil balístico Oreshnik é limitado por seus próprios estoques.
A
Rússia passou por grandes mudanças políticas na sequência de guerras
fracassadas. O jornal moscovita Moskovsky Komsomolets alertou no mês passado
que “grandes derrotas geopolíticas às vezes são mais úteis do que vitórias
brilhantes”.
A
retirada da Rússia da Primeira Guerra Mundial levou à revolução; sua derrota no
Afeganistão prenunciou o colapso caótico da União Soviética; e Moscou arrasou
grande parte de Grozny antes de conceder autonomia à Chechênia em 1996. Não
espere mudanças fáceis, se é que elas algum dia virão.
Os 26
anos de Putin à frente da Rússia foram, até recentemente, marcados por manobras
hábeis, pragmatismo e um peso geopolítico desproporcional. Não pela busca
implacável por ganhos militares dos últimos quatro anos.
O
próximo passo de Moscou, à medida que seu horizonte se torna cada vez mais
incerto, deve ser encontrar uma maneira de aceitar e acomodar sua fragilidade,
projetando apenas força. Uma tarefa quase impossível, mas no sistema que Putin
teimosamente impôs à Rússia, a responsabilidade recai exclusivamente sobre ele.
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Rússia está conseguindo progressos no campo de batalha na
Ucrânia, aponta especialista americano
As
tropas russas estão avançando com sucesso no campo de batalha, disse o
professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.
"Os
russos estão mostrando progresso no campo de batalha. […] Eles estão
progredindo e vão vencer este conflito", observou ele.
Ao
mesmo tempo, o professor identificou uma vantagem que é negada tanto a Kiev
quanto aos americanos.
"O
conflito na Ucrânia ensinou os EUA que, se decidirem conduzir operações militares em grande
escala com armas convencionais por um longo
tempo, você precisa de uma base industrial significativa. Os russos têm isso,
mas nós não temos, e é muito importante entender isso. […] Então, estamos com
muitos problemas em relação a isso", explicou o especialista.
Anteriormente,
o professor afirmou que os países europeus não poderão ajudar a Ucrânia por
muito tempo e os Estados Unidos estão
se afastando do apoio a Kiev.
Moscou
advertiu repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à
Ucrânia não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará. O chanceler
russo, Sergei Lavrov, enfatizou que qualquer carga desse tipo se tornará um
alvo legítimo para a Rússia.
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Chanceler diz que Rússia está pronta para retomar
negociações com Ucrânia
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na terça-feira
(23) que a Rússia estava pronta para retomar as negociações de paz com a
Ucrânia do ponto em que foram interrompidas.
"Estamos
prontos para conversar com Kiev, como sempre estivemos", disse Lavrov aos
repórteres, referindo-se às negociações que ocorreram
em Istambul logo após o início da guerra em 2022 e foram retomadas em 2025.
No
entanto, ele não sinalizou nenhuma mudança na exigência de Moscou, rejeitada
por Kiev, de que a Ucrânia entregue a
parte restante da região de Donbas que defendeu com sucesso das forças
russas.
As
últimas negociações de paz
mediadas pelos EUA ocorreram em fevereiro, antes de os Estados Unidos e Israel
iniciarem uma guerra contra o Irã.
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Político russo que defende cessar-fogo é preso por posts
O
vice-líder do partido liberal russo Yabloko, que se opõe à guerra na Ucrânia,
foi condenado na quarta-feira (24) por divulgar inverdades sobre o Exército
russo e sentenciado a sete anos de prisão, pouco mais de dois meses antes de
uma eleição parlamentar.
Maxim
Kruglov, ex-deputado da Assembleia Legislativa de Moscou, foi preso em outubro
do ano passado e indiciado devido ao conteúdo de duas publicações que havia
feito na rede social Telegram em 2022, ano em que a Rússia enviou dezenas de
milhares de soldados para a Ucrânia.
Kruglov
se declarou inocente durante o julgamento e afirmou acreditar que a guerra na
Ucrânia é uma tragédia que deveria cessar o mais rápido possível.
Uma de
suas duas publicações fazia referência a dados da ONU sobre o número de mortos
no conflito e a outra, aos eventos em Bucha, uma cidade ao norte de Kiev, em
março de 2022. A Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam as forças russas de
matar civis em Bucha; Moscou afirma que as mortes lá foram encenadas para
desacreditar suas tropas.
Play
Video
O
Yabloko, um dos principais grupos liberais da Rússia nos primeiros anos
pós-sovéticos, conta hoje com apenas alguns assentos nos parlamentos regionais
e nenhum no Parlamento nacional. Mas o fato de ainda disputar eleições lhe dá
uma plataforma para expressar suas opiniões contra a guerra.
A
Rússia realiza eleições para a Duma, a câmara baixa do Parlamento, em setembro.
Fonte:
Sputnik Brasil/CNN Brasil

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