Argentina,
Honduras e agora Colômbia: Trump interfere nas eleições na América Latina com
total impunidade
Será
que Javier Milei teria ganhado
as eleições legislativas sem o apoio político e econômico de Donald Trump na
campanha eleitoral? Teria ganhado o mesmo Milei que havia sofrido, pouco antes,
uma sonora derrota na província de Buenos Aires? E Nasry Asfura? Teria
ganhado em Honduras o candidato da extrema-direita sem o apoio
explícito de Trump, inclusive com o indulto de um membro de seu
partido, Juan Orlando Hernández, ex-presidente do país condenado em um
tribunal dos EUA por introduzir 500 quilos de cocaína no país? O
presidente dos EUA não teve escrúpulos em indultar Hernández antes das eleições
e apostar em Asfura, que venceu por pouco, em uma votação acirrada, o
liberal Salvador Nasralla, que se via vencedor até as ingerências de
Trump.
E Abelardo
de la Espriella? O que teria sido do ultra colombiano
sem o cerco de Trump ao presidente colombiano, Gustavo Petro, e sem a
repetida aposta em campanha contra o rival de Iván Cepeda? O que teria sido
sem esses golpes na Colômbia de Petro e essas promessas a uma futura
Colômbia presidida por De la Espriella?
A
proximidade e as relações de dependência na América Latina em relação
a Washington são fundamentais para entender o impacto do
intervencionismo de Trump. Da mesma forma, já não funciona igual na distância
europeia.
Por
exemplo, por mais que se alinhasse com Viktor Orbán, o ultra húngaro
acabou derrotado nas urnas. O mesmo aconteceu com a AfD, os ultras alemães apoiados por JD Vance e Elon
Musk: não conseguiram a ultrapassagem nas últimas eleições gerais alemãs.
E é
que, da mesma maneira que na América Latina Trump joga com seu poder
de coerção para moldar os governos à sua imagem e semelhança,
na Europa o trumpismo já perde força em muitos países. Por exemplo,
na Itália, onde Giorgia Meloni tem sido uma
pessoa próxima a Elon Musk e compartilha a maioria das ideias
de Trump, mas abriu-se uma brecha entre eles após os ataques do presidente
dos EUA ao Papa.
Pode-se
ser muito trumpista, mas na Itália a Igreja Católica está em primeiro
lugar.
Mas
essa mesma distância em relação a Trump está sendo mostrada por
outros líderes europeus, como se viu com as negativas em ajudar a Casa Branca a
sair do vespeiro no qual ela própria se meteu em 28 de fevereiro passado
no Irã. Isso aponta para uma mudança de paradigma que não ocorre na área
em que o presidente dos EUA exerce mais a sua influência: o que a Casa
Branca chama de quintal dos fundos ou Hemisfério Ocidental, que vem a
ser a América Latina.
E todas
essas manobras ficam impunes e não recebem nem o menor rastro de reprovação por
parte das organizações observadoras dos processos eleitorais, tampouco por
órgãos multilaterais como a ONU, a OEA ou a UE, apesar de o
direito internacional preservar o princípio de não intervenção de agentes
externos em processos eleitorais.
Dessa
maneira, a democracia representativa na América Latina se vê
rebaixada quando o país com maior poder do mundo se põe a ameaçar os cidadãos
com repercussões negativas, ainda mais en países que têm tanta dependência dos
EUA. De fato, Trump, a partir da impunidade que possui, pratica sem
complexos a ingerência em países que dependem dos EUA, conseguindo governos
aliados por poucos votos, como se está vendo na Colômbia e
no Peru, onde a esquerda está sendo derrotada por décimos.
Para
onde teriam se inclinado esses décimos sem as sanções, as ameaças, as coações e
as intervenções da Casa Branca? E tudo isso em um contexto no qual os
processos eleitorais refletem as desigualdades históricas entre esquerda e
direita, com campanhas austeras para a esquerda frente a campanhas milionárias
da direita, apoiada sempre pelas elites econômicas e políticas do continente.
A tudo
isso deve-se somar o crescimento do consumo das redes sociais, ainda mais
entre a classe trabalhadora latino-americana, que consome muito TikTok, o
que torna muito difícil rastrear o financiamento dessas campanhas, que em
alguns casos nasce no exterior e é direcionado para encher as redes sociais de
anúncios dos candidatos de direita: o financiamento de anúncios nas redes
sociais é caro, a própria elaboração desses anúncios também, e em um mundo tão
mediado pelas telas isso transforma as campanhas de baixo orçamento em uma
briga profundamente desigual.
“Os Estados
Unidos não têm apenas as ferramentas das tarifas ou da pressão econômica”,
explica Francesca Emanuele sobre as pressões de Trump na América
Latina. A analista do think tank CEPR (Center for
Economic and Policy Research) argumenta: “Na região vemos uma ameaça militar
direta, vital, sem contar a retirada de vistos e os congelamentos de contas,
por meio das sanções que os EUA podem impor a políticos que lhes sejam
incômodos, como fizeram com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que
foi um dos poucos que enfrentou publicamente a Trump. Qualquer país da
América Latina pode se transformar hoje em um alvo militar. E isso também se
reflete nas reações dos governos da região; mesmo aqueles que antes denunciavam
com clareza os abusos de Washington, agora parece que optam pela cautela,
pela autocensura ou inclusive pelo silêncio”.
Emanuele acrescenta:
“Estou convencida de que o mundo precisa que governos com maior capacidade de
influência, com maior poder, por exemplo, os governos da Europa que dependem
menos dos Estados Unidos, deixem de olhar para o outro lado e comecem não
apenas a denunciar as políticas imperialistas dos Estados Unidos, mas também a
construir mecanismos conjuntos capazes de frear essa deriva militarista,
demencial, que está causando muitíssimo dano e que terá consequências
duríssimas e multigeracionais se não pusermos um limite nisso agora mesmo”.
E o que
fazem depois quando ganham? A Argentina de Milei é um exemplo de
negacionismo da ditadura e das torturas, do apoio incondicional ao genocídio israelense
na Palestina e
de contorcionismo político: tão logo se declara ultraliberal como é capaz de
defender o protecionismo tarifário de Trump. Milei é um
incondicional do presidente dos EUA, porque sabe que sem o seu resgate
econômico poderia já estar fora da Casa Rosada. Milei também é
um exemplo de cortes sociais, de deixar desamparados os mais vulneráveis, de
combater o feminismo e o que o presidente argentino ultra chama de “a agenda
woke”.
O Equador,
outro país aliado à Administração Trump, com Daniel Noboa à frente, sobre
quem pesaram acusações que vinculavam empresas de seu entorno ao narcotráfico,
tem o país com um dos níveis de violência mais altos da região. Mas, isso sim,
é um aprendiz avançado de trumpismo e está desde a primeira hora no Escudo
das Américas desejando contentar a Trump com suas ações militares
conjuntas, que nem estão ajudando a reduzir os níveis de violência nem a
reduzir o tráfico de cocaína. Pelo contrário, estão servindo para que caiam
bombas na Colômbia e morram pessoas inocentes em fazendas.
No caso
de Honduras, um dos acontecimentos mais alarmantes durante os primeiros 100
dias do Governo de Asfura foi o massacre, em 21 de maio, de 21
camponeses no departamento de Colón. Os assassinatos ocorreram no contexto
de um conflito territorial na região do Bajo Aguán, que remonta aos anos
setenta e oitenta e no qual estão envolvidos poderosos interesses econômicos.
O
prolongado conflito do Bajo Aguán tem se centrado na concentração da
terra nas mãos das grandes empresas de óleo de palma, em particular
a Dinant e suas filiais, que consolidaram vastas extensões de terra
por meio de uma rede de entidades comerciais que, em última análise,
permaneceram sob o controle efetivo da família Facussé.
Segundo
a InSight Crime, no final de junho Honduras havia registrado seu
décimo oitavo massacre de 2026, o que deixa mais de 80 vítimas de matanças em
massa no que vai do ano.
E no
alvo continua Cuba, o governo que numerosos presidentes dos EUA quiseram
derrubar durante sete décadas. Agora, como nunca, exerce-se uma pressão
asfixiante, literal, com o bloqueio petrolífero e as sanções secundárias
aprovadas em 1 de maio a qualquer empresa ou governo que tenha qualquer trato
com empresas públicas cubanas ou com o Executivo cubano. E o fato de hoje
a Venezuela ser um país tutelado pelos EUA acabou servindo para
ameaçar e buscar derrubar o governo de Cuba com um destacamento militar estadunidense
no Caribe sem precedentes desde o fim da Guerra Fria. E esse
destacamento serve tanto para asfixiar Cuba como para assassinar de forma
extrajudicial mais de duas centenas de pessoas em supostas lanchas rápidas de
narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental.
“Washington começou
também desde o ano passado a designar organizações criminosas e
cartéis como organizações terroristas, e esta é uma estratégia que amplia a
margem para justificar futuras ações militares na região”, explica Emanuele: “A
lógica por trás dessas designações é absolutamente refutável. Os cartéis são
organizações criminosas cujo objetivo principal é o lucro econômico, não os
fins políticos ou ideológicos, que é precisamente o que tradicionalmente
distingue o terrorismo do crime organizado. Na Venezuela, designou-se como
organização terrorista o Trem de Aragua e uma organização fictícia
como o Cartel dos Soles. E com essas designações artificiosas como
terroristas, os EUA buscam manter sob ameaça diversos países, entre eles o México,
e o mesmo ocorre com o Brasil, onde há apenas algumas semanas os EUA
designaram duas organizações criminosas como terroristas. E essas designações
funcionam como uma justificativa destinada a dar cobertura a possíveis ações
militares futuras e a aumentar a capacidade de pressão dos Estados Unidos sobre
os países da região e, na prática, criar a estrutura para intervir militarmente
onde quer que Washington considere que seus interesses estão em jogo”.
¨
Intervenções de Trump afetam região e geram alerta para
eleições no Brasil
Entre
maio e junho de 2026, um levante popular liderado por movimentos sociais,
sindicais e indígenas tomou as ruas da Bolívia contra o governo de
direita de Rodrigo Paz Pereira.
Eles
protestam contra a agenda econômica do presidente, um amplo pacote de medidas
liberais que intensificou a crise econômica. Entre as reivindicações, os
manifestantes exigem o fim de cortes e privatizações, combustíveis de melhor
qualidade e aumentos salariais.
Em meio
à pressão das ruas – que fez o governo recuar e até revogar uma lei perigosa
para pequenos proprietários rurais – uma declaração de fora das fronteiras
chamou a atenção. A milhares de quilômetros de La Paz, o governo
de Donald Trump mandou um recado não solicitado: “Os EUA apoiam de
forma inequívoca o governo da Bolívia”.
Chamando
civis mobilizados de “criminosos e traficantes de drogas”, o secretário de
Estado, Marco Rubio, subiu o tom,
dizendo que seu país “não permitiria” que a gestão de Paz Pereira fosse
derrubada – sugerindo que, se necessário, os Estados Unidos interviriam
diretamente no assunto.
A
declaração de Rubio preencheu apenas mais uma página dentro do longo
e conhecido capítulo de ações e discursos intervencionistas por parte do
governo republicano em relação à América Latina, algo que se tornou ainda mais
evidente na política externa estadunidense desde o retorno de Trump, em
janeiro de 2025.
Segundo
especialistas ouvidos pela Agência Pública, o histórico recente de
intromissões diretas e indiretas da Casa Branca na política
latino-americana acende uma série de alertas para o Brasil a meses de suas
eleições presidenciais – mas os riscos vão além.
Trata-se
de um processo eleitoral e democrático de extrema relevância regional, por
envolver a maior economia e nação da América Latina. Além disso, o pleito
brasileiro tem entre seus principais candidatos um aliado declarado de Trump, o
que, no limite, significaria um ponto de apoio estratégico na América do Sul (e
vice-versa) – superando, em termos de impacto, os de Javier
Milei na Argentina e José Antonio Kast no Chile.
Herdeiro
político do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), hoje preso por
tentativa de golpe de Estado, seu filho e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não
apenas promete indultar o pai: ele também indica um endosso absoluto aos
interesses trumpistas no continente – assim como fez Jair.
No
final de maio, Flávio foi pessoalmente a Washington, onde se encontrou –
posando para foto – com Trump. Para alguns analistas, o gesto foi visto
como um trunfo para a extrema direita e para outros, um ato de subserviência
desesperado diante da desvantagem do bolsonarista nas pesquisas do mesmo mês,
no refluxo do escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Uma
coisa parece certa em meio a tudo isso: a votação de outubro no Brasil está
indiscutivelmente no radar dos Estados Unidos.
“Washington
está sinalizando que tem disposição para agir, seja nas urnas ou fora delas.
Trump nunca escondeu seu objetivo de formar um bloco de aliados conservadores
na região, de Nayib Bukele em El
Salvador a
Milei na Argentina. Além deles, Daniel Noboa no Equador, Santiago
Peña no Paraguai, Rodrigo Paz Pereira na Bolívia e José Antonio
Kast no Chile formam um cinturão conservador e simpático a Washington que
já cobre boa parte da América do Sul”, diz Lucas Leite, Prof. Dr. de
Relações Internacionais da FAAP e pesquisador do INCT/INEU.
Segundo
Leite, a existência de um governo ultraconservador à frente do poder
estadunidense, por si só, concede vantagens a nomes como o de Flávio Bolsonaro,
ecoando decisões que integram a agenda conservadora regional. “A extrema
direita [brasileira] se beneficia porque recebe legitimidade externa, pressão
econômica como ferramenta de campanha e, nos casos mais extremos, a garantia de
que o governo Trump vai agir para protegê-la se chegar ao poder. É um
guarda-chuva ideológico com dentes militares”, completa o especialista.
Durante
os primeiros quatro anos dos EUA sob Donald Trump (2017-2021),
figuras do alto escalão do governo já não descartavam a via militar como uma
das “opções” de intervenção na América Latina. Mas, ao menos até aquele
momento, o discurso bélico se limitou à esfera das ameaças. Medidas concretas
ficaram ao encargo de sanções econômicas, sobretudo contra Cuba, e de
pressão política.
O mesmo
não vale para Trump 2: logo nos primeiros minutos de sua volta ao
Executivo, em janeiro de 2025, o bilionário assinaria uma série de ordens
executivas que, entre outras coisas, passariam a definir grupos criminosos de
atuação latino-americana como “terroristas” – um artifício legal que diz menos
sobre como os EUA enxergam essas células ilegais e mais sobre como o país do
norte poderia atropelar a lei para confrontá-los, mesmo que isso envolvesse
atuar militarmente para além de seus limites territoriais.
Para Trump,
há interesse em apertar o cerco e espalhar influência na maior quantidade
possível de países, da Patagônia argentina e chilena ao Rio
Grande do México, passando pelo Altiplano Andino, que abrange Bolívia, Peru, Chile e
noroeste da Argentina.
“Na Bolívia,
hoje temos uma diferença muito significativa de projeto político de nação
quando se compara com Evo Morales [2006-2019]. É
um governo que acha que a aliança com os Estados Unidos beneficia o país e usa
a crise econômica, a escassez de dólares e de combustíveis, para fundamentar
essa relação mais próxima”, argumenta Alina Ribeiro, doutoranda em Ciência
Política na Universidade de São Paulo e pesquisadora do Núcleo
de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e
Planejamento (NDAC-Cebrap).
“Mas
também é um governo aberto a uma interferência mais forte dos Estados Unidos.
A DEA [agência antidrogas norte-americana] retornou
à Bolívia no ano passado, por exemplo”, diz a pesquisadora,
especializada no país. Morales havia expulsado a DEA em 2008, citando que a
alegada colaboração contra o narcotráfico seria um disfarce para operações de
conspiração e espionagem contra seu governo.
Em
2026, a disposição norte-americana de atuar diretamente em territórios
latino-americanos ficou ainda mais transparente (e segue usando “o problema das
drogas” como um genérico pano de fundo). Depois de iniciar o ano invadindo a
cidade de Caracas para sequestrar e prender o presidente Nicolás Maduro à margem da lei
internacional, deixando dezenas de agentes venezuelanos e cubanos mortos pelo
caminho, os EUA entraram na segunda metade do ano estampando as manchetes por
conduzir uma operação militar dentro do território venezuelano.
Em 12
de junho, o ataque aéreo letal, segundo autoridades, teria
executado Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o “Niño Guerrero”, apontado
como líder do cartel transnacional Tren de Aragua. O grupo está entre os
listados como “terroristas” pelos EUA. A ação foi fruto de uma inesperada
“operação combinada” entre Caracas e Washington, segundo declaração das
próprias autoridades venezuelanas. Este ‘estreitamento’, porém, só se tornou
possível com a coerção exercida pelos EUA desde a forçada troca de comando no Palácio
de Miraflores.
O
Brasil corre risco de algo semelhante?
Para os
pesquisadores ouvidos pela Pública, é preciso cautela. “O Brasil tem uma
relação muito diferente com Washington. Na América Central, o paradigma de
intervenção norte-americano é outro, vendo a região como um ‘quintal’. Também
não somos um inimigo tão direto quanto a Venezuela e não somos tão estratégicos
quanto a Colômbia e a Bolívia na questão da guerra às drogas. Além disso, somos
muito maiores e temos organizações eleitorais e atores políticos mais
consolidados”, analisa Fabrício Pontin, professor de Direito e Relações
Internacionais na Universidade LaSalle, no Rio Grande do Sul.
Embora
pareça mais robusto para resistir às investidas dos Estados Unidos, o Brasil,
no entanto, não está imune. “O [secretário de Estado
norte-americano] Marco Rubio tem uma pauta antagônica ao
governo Lula e vai ter o ouvido do Trump na medida em que sua
hipótese [para as eleições brasileiras] for bem-sucedida”, diz Pontin.
“Trump também não tem medo de mudar. Ele pode estar bem com o Lula agora, e
muito mal na semana que vem. Os humores mudam rápido”.
Talita
São Thiago Tanscheit, doutora e professora de Ciência Política
no Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio, lembra que essas mudanças
abruptas de cenário já foram vistas antes na vizinhança.
“O
[assessor especial da Presidência da República e ex-chanceler] Celso
Amorim, ele sempre diz que a paz é uma construção constante, né? E que é como o
ar: de repente, se perde. No ano passado, durante as eleições argentinas de
meio período, o Trump anunciou um pacote gigantesco [de auxílio] para Milei. E
foi isso que deu a vitória [ao partido governista] Libertad Avanza”, diz.
Após
resultados desalentadores para o presidente em uma eleição regional
de Buenos Aires, a promessa de Trump – que condicionou o apoio a um
triunfo de Milei – foi suficiente para virar o jogo no processo eleitoral
nacional celebrado apenas 49 dias depois.
No
último fim de semana, a provável vitória do candidato à presidência
ultraconservador Abelardo de La
Espriella na Colômbia reforça a capacidade de influência do
governo de Donald Trump na região e pode trazer um cenário ainda mais desafiador
para as eleições brasileiras em outubro.
Fonte:
El Diário/Agencia Pública

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