Dez
medidas que podem ajudar a prevenir o Alzheimer, segundo especialistas
Embora
fatores genéticos influenciem o desenvolvimento do Alzheimer, especialistas
afirmam que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco da doença.
Com
base em recomendações da comissão sobre demência da revista científica The
Lancet, médicos destacam dez cuidados que incluem atividade física, controle da
pressão arterial e do diabetes, combate ao tabagismo, manutenção do peso
adequado, socialização e atenção à saúde mental, auditiva e visual.
O
Alzheimer é o tipo mais comum de demência, responsável por até 70% dos casos.
Apesar da influência genética, especialistas apontam que muitos fatores
associados ao desenvolvimento da doença podem ser modificados por meio de
hábitos saudáveis e acompanhamento médico adequado.
Estimativas
indicam que cerca de 57 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo,
número que pode chegar a 153 milhões até 2050 em razão do envelhecimento da
população.
>>>>Entre
as recomendações destacadas pela comissão da The Lancet estão:
• prática regular de atividade física
• interrupção do tabagismo
• controle do peso corporal
• controle da pressão arterial
• controle do diabetes.
Essas
condições estão associadas a danos nos vasos sanguíneos do cérebro e ao aumento
do risco de comprometimento cognitivo.
>>>>
Os especialistas também recomendam:
• manter uma vida social ativa
• tratar quadros de depressão
• evitar o consumo excessivo de álcool
• monitorar alterações nos níveis de
colesterol.
• cuidar da visão e da audição é
considerado importante para preservar a estimulação cerebral e reduzir fatores
ligados ao surgimento de demências.
Segundo
a comissão, uma parcela significativa dos casos de demência poderia ser
prevenida ou adiada com a adoção dessas medidas ao longo da vida.
• Medicamento para Alzheimer inicial
começa a ser vendido no Brasil
O
lecanemabe, medicamento indicado para a doença de Alzheimer em estágio inicial,
passou a ser comercializado no Brasil nesta quinta-feira (25). O anúncio foi
feito pela Eisai e pela Biogen, responsáveis pelo produto, vendido com o nome
de Leqembi.
O
tratamento não é de uso doméstico e não está disponível nas farmácias. O acesso
se dá a partir da avaliação e prescrição do médico responsável. Após a
indicação médica, o paciente é orientado ou encaminhado para centros
especializados, aptos a realizar a aplicação e o acompanhamento adequado.
Aprovado
pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2025, o
medicamento só pôde ser disponibilizado no mercado após a definição do preço
pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão ligado à
agência. Os valores foram divulgados em abril.
A
aplicação do remédio é feita por infusão na veia, a cada 15 dias, apenas em
hospitais ou centros especializados. A dose é de 10 mg por quilo de peso.
Para um
mês de tratamento, considerando um paciente de peso médio de 70 kg, o preço
ficaria em R$ 8.108,94, sem taxas e impostos. Com a alíquota de 18%, adotada na
maioria dos estados, o valor sobe para R$ 11.075,62. Os preços foram definidos
em abril pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão
ligado à Anvisa.
Por
enquanto, o acesso ao lecanemabe é restrito. O remédio não foi incorporado ao
SUS (Sistema Único de Saúde), que não cobre o tratamento, e ainda não consta no
rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
Em
nota, a Biogen e a Eisai informaram que pretendem solicitar a incorporação do
medicamento ao SUS por meio da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias no Sistema Único de Saúde). O pedido, no entanto, ainda não foi
submetido, e as farmacêuticas não divulgaram uma previsão para a apresentação
da solicitação.
O
lecanemabe é um anticorpo monoclonal que age sobre a beta-amiloide, proteína
que se acumula no cérebro de quem tem Alzheimer anos antes dos primeiros
sintomas e está ligada ao avanço da doença. Segundo as fabricantes, o remédio
funciona em duas frentes: dissolve placas já formadas e tenta frear o
surgimento de novos depósitos que mantêm a morte dos neurônios.
As
evidências apontam que o medicamento diminui o ritmo de progressão da doença,
sem reverter ou aliviar os sintomas. Em estudo de fase 3, pacientes em estágio
inicial tratados por 18 meses tiveram queda média de 27% na velocidade de
avanço da doença na comparação com quem recebeu placebo – efeito que
especialistas classificam como modesto.
A
indicação vale para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou na fase de
demência leve, conjunto que as empresas chamam de Alzheimer inicial.
No
mundo, a doença de Alzheimer responde por cerca de 70% dos casos de demência,
segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). É progressiva e ainda não tem
cura.
Segundo
a Eisai e Biogen, o lecanemabe já tem registro em mais de 53 países, entre eles
Japão, Estados Unidos, China e Coreia do Sul.
Fonte:
ICL Notícias

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