sábado, 27 de junho de 2026

Dez medidas que podem ajudar a prevenir o Alzheimer, segundo especialistas

Embora fatores genéticos influenciem o desenvolvimento do Alzheimer, especialistas afirmam que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco da doença.

Com base em recomendações da comissão sobre demência da revista científica The Lancet, médicos destacam dez cuidados que incluem atividade física, controle da pressão arterial e do diabetes, combate ao tabagismo, manutenção do peso adequado, socialização e atenção à saúde mental, auditiva e visual.

O Alzheimer é o tipo mais comum de demência, responsável por até 70% dos casos. Apesar da influência genética, especialistas apontam que muitos fatores associados ao desenvolvimento da doença podem ser modificados por meio de hábitos saudáveis e acompanhamento médico adequado.

Estimativas indicam que cerca de 57 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo, número que pode chegar a 153 milhões até 2050 em razão do envelhecimento da população.

>>>>Entre as recomendações destacadas pela comissão da The Lancet estão:

•        prática regular de atividade física

•        interrupção do tabagismo

•        controle do peso corporal

•        controle da pressão arterial

•        controle do diabetes.

Essas condições estão associadas a danos nos vasos sanguíneos do cérebro e ao aumento do risco de comprometimento cognitivo.

>>>> Os especialistas também recomendam:

•        manter uma vida social ativa

•        tratar quadros de depressão

•        evitar o consumo excessivo de álcool

•        monitorar alterações nos níveis de colesterol.

•        cuidar da visão e da audição é considerado importante para preservar a estimulação cerebral e reduzir fatores ligados ao surgimento de demências.

Segundo a comissão, uma parcela significativa dos casos de demência poderia ser prevenida ou adiada com a adoção dessas medidas ao longo da vida.

•        Medicamento para Alzheimer inicial começa a ser vendido no Brasil

O lecanemabe, medicamento indicado para a doença de Alzheimer em estágio inicial, passou a ser comercializado no Brasil nesta quinta-feira (25). O anúncio foi feito pela Eisai e pela Biogen, responsáveis pelo produto, vendido com o nome de Leqembi.

O tratamento não é de uso doméstico e não está disponível nas farmácias. O acesso se dá a partir da avaliação e prescrição do médico responsável. Após a indicação médica, o paciente é orientado ou encaminhado para centros especializados, aptos a realizar a aplicação e o acompanhamento adequado.

Aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2025, o medicamento só pôde ser disponibilizado no mercado após a definição do preço pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão ligado à agência. Os valores foram divulgados em abril.

A aplicação do remédio é feita por infusão na veia, a cada 15 dias, apenas em hospitais ou centros especializados. A dose é de 10 mg por quilo de peso.

Para um mês de tratamento, considerando um paciente de peso médio de 70 kg, o preço ficaria em R$ 8.108,94, sem taxas e impostos. Com a alíquota de 18%, adotada na maioria dos estados, o valor sobe para R$ 11.075,62. Os preços foram definidos em abril pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão ligado à Anvisa.

Por enquanto, o acesso ao lecanemabe é restrito. O remédio não foi incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde), que não cobre o tratamento, e ainda não consta no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Em nota, a Biogen e a Eisai informaram que pretendem solicitar a incorporação do medicamento ao SUS por meio da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde). O pedido, no entanto, ainda não foi submetido, e as farmacêuticas não divulgaram uma previsão para a apresentação da solicitação.

O lecanemabe é um anticorpo monoclonal que age sobre a beta-amiloide, proteína que se acumula no cérebro de quem tem Alzheimer anos antes dos primeiros sintomas e está ligada ao avanço da doença. Segundo as fabricantes, o remédio funciona em duas frentes: dissolve placas já formadas e tenta frear o surgimento de novos depósitos que mantêm a morte dos neurônios.

As evidências apontam que o medicamento diminui o ritmo de progressão da doença, sem reverter ou aliviar os sintomas. Em estudo de fase 3, pacientes em estágio inicial tratados por 18 meses tiveram queda média de 27% na velocidade de avanço da doença na comparação com quem recebeu placebo – efeito que especialistas classificam como modesto.

A indicação vale para pessoas com comprometimento cognitivo leve ou na fase de demência leve, conjunto que as empresas chamam de Alzheimer inicial.

No mundo, a doença de Alzheimer responde por cerca de 70% dos casos de demência, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). É progressiva e ainda não tem cura.

Segundo a Eisai e Biogen, o lecanemabe já tem registro em mais de 53 países, entre eles Japão, Estados Unidos, China e Coreia do Sul.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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