Putin:
Ucrânia deve reconhecer regiões anexadas para retomar negociações de paz
Após
assinalar que “o inimigo (Ucrânia) perde território após território e nossos
soldados (russos) ocupam uma localidade após outra”, o presidente da Rússia,
Vladimir Putin, minimizou, em 23 de junho, os recentes ataques com mísseis e
drones ucranianos contra empresas da indústria militar e refinarias de Moscou,
Voronezh e outras cidades do país, assim como os avanços de Kiev no bloqueio
da península da Crimeia.
“Sabemos
e vemos que, à medida que a situação na frente de batalha se deteriora
rapidamente, o regime de Kiev adota a tática de atacar nossos alvos civis,
nossa infraestrutura civil, e o faz com uma única finalidade: criar condições
favoráveis e uma suposta posição de força caso sejam iniciadas ou, melhor
dizendo, retomadas as negociações de paz, interrompidas por iniciativa da
Ucrânia”, afirmou Putin ao participar de uma reunião do Conselho de Ministros
da Rússia.
Ele
insistiu: “todos esses ataques terroristas, incluindo os ataques contra um
ônibus que transportava crianças bielorrussas e contra uma residência
estudantil em Starobilsk, não mudam nem podem alterar; são incapazes de
influenciar os acontecimentos que ocorrem na frente de batalha, na linha de
contato onde, como já disse, as tropas russas estão libertando uma população
após outra, um território após outro”.
O
mandatário reiterou que a Rússia não se opõe a negociar com a Ucrânia e
mencionou que, para isso, esta deve aceitar os acordos alcançados em Istambul,
os entendimentos entre Putin e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, em Anchorage, as
condições que enumerou em seu discurso do ano passado perante a alta cúpula da
chancelaria russa e a situação existente no terreno.
Paralelamente,
o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, encarregou-se de
recordar ao Corpo Diplomático — tendo convidado os embaixadores de outros
países para uma mesa-redonda na Academia Diplomática da Rússia — a que Putin
estava se referindo.
“Estamos
dispostos a retomar, a qualquer momento, as negociações com a Ucrânia no ponto
em que as deixamos”, afirmou o chefe da diplomacia russa.
E
especificou que a Ucrânia deve ser um país neutro, fora da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (Otan) e de qualquer outro bloco militar, e não deve
aspirar a possuir armamento nuclear.
Além
disso, a Ucrânia e a comunidade internacional “devem reconhecer a nova
realidade geopolítica como resultado da livre expressão da vontade popular da
população da Crimeia, do Donbass (Donetsk e Lugansk) e da Novoróssia (Kherson e
Zaporizhzhia)”; ou seja, admitir que as cinco regiões anexadas são parte
inalienável da Rússia e que as tropas ucranianas devem depor as armas e
retirar-se das áreas dessas regiões que Moscou ainda não conseguiu conquistar.
Continua
após o anúncio
Lavrov
voltou a classificar como “grosseira e pouco realista” a carta aberta do
presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao chefe do Kremlin, Vladimir Putin,
na qual propôs declarar um cessar-fogo e realizar uma reunião entre ambos na
Turquia, na Suíça ou em um país do Golfo Pérsico (Emirados Árabes Unidos ou
Catar).
O
chanceler russo insinuou a possibilidade de que os Estados Unidos estejam
abandonando o papel de “mediador imparcial” em favor do aumento das sanções
contra a Rússia e afirmou que “não quero nem imaginar que a cúpula de Anchorage
tenha sido pensada para ganhar tempo e rearmar o regime de Kiev”. Ao mesmo
tempo, criticou a Europa por exigir a declaração de um cessar-fogo para “frear
a ofensiva das tropas russas” e “salvar Zelensky”.
Como
costuma dizer seu chefe, Lavrov enfatizou que “todos os objetivos da operação
militar especial serão cumpridos”.
Horas
mais tarde, ao participar de uma cerimônia de formatura de graduados de
academias militares, o presidente Putin repetiu — em uma conversa informal com
um grupo de participantes — a ideia central de sua intervenção na reunião do
Conselho de Ministros: “(…) Todos esses drones, os ataques contra nossas
infraestruturas civis, para quê? Bem, para tensionar a sociedade; claro, quando
todo o Ocidente trabalha para eles, esse enorme fluxo desses aparelhos aéreos
não tripulados busca criar certa incerteza nas ações das Forças Armadas russas.
E o que acontece na frente de batalha não lhes interessa. Ali nossos rapazes
estão esmagando o inimigo todos os dias, todos os santos dias.”
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Rússia não vai gastar tempo negociando decisões temporárias da crise ucraniana,
destaca Lavrov
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também destacou no
Fórum Internacional Leituras de Primakov que a Rússia não se contentará com
soluções temporárias na questão da resolução do conflito e não confiará na
palavra de ninguém.
Ele
acrescentou que Moscou continua comprometida com os entendimentos alcançados
entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump na cúpula no Alasca. Moscou ainda
não recebeu resposta à proposta americana sobre a Ucrânia, que foi apoiada
pelo líder russo nessa reunião.
O
ministro enfatizou que a Rússia está aberta a negociar sobre a Ucrânia a
qualquer momento, mas que deve haver uma proposta séria sobre a mesa.
"Estamos
sempre prontos, mas repito: quando nos sentarmos à mesa de negociações,
deve haver ideias coerentes, propostas ou pessoas competentes do outro
lado."
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Confira mais declarações do chanceler russo Sergei Lavrov:
Moscou
respeita os entendimentos atingidos na cúpula Rússia-EUA em Anchorage em
2025, mas "a bola agora não está no lado russo" no processo de
negociações;
Resolver
a crise ucraniana com meios diplomáticos ainda é bem possível;
Os
países ocidentais devem entender que devem abandonar quaisquer planos de
expansão na zona dos interesses vitais russos;
Os
adversários da Rússia devem entender que não se pode ignorar os avisos de
Moscou sobre assuntos da segurança russa;
A
Ucrânia não poderia ter perpetrado atentados terroristas contra a
Rússia, se não fosse pelo apoio de Reino Unido e EUA.
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Ocidente pode melhorar sua postura em relação à Rússia em meio à crise
energética, diz analista
Devido
à crise energética que se aproxima, os países ocidentais podem rever suas
relações com a Rússia, opinou o ex-analista da Agência Central de Inteligência
(CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson em entrevista no YouTube.
Johnson destacou que o Reino Unido,
a França e a Itália conseguiram evitar a escassez de combustível barato graças
aos fornecimentos de petróleo provenientes das reservas estratégicas dos
EUA.
Porém,
isso não vai durar muito, já que o próprio presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que uma
crise em grande escala poderá começar em quatro semanas, observou.
"Com
o fechamento do estreito de Ormuz e os ataques ao Kuwait, à Arábia Saudita, ao
Catar e aos Emirados Árabes Unidos, mais de 20% do petróleo saiu do
mercado, e essa perda não foi compensada em quatro meses. Portanto, uma crise
se aproxima. Quando ela atingir a Europa, acredito que o continente terá outras
preocupações além de continuar os ataques contra a Rússia", ressaltou.
Nesse
contexto, o especialista enfatizou que a crise energética pode levar os países europeus a restabelecerem
as relações comerciais com a Rússia.
A
Rússia é o único país que poderá fornecer petróleo e gás aos europeus nessa
situação, e continuar atacando-a seria uma loucura, concluiu.
Anteriormente,
o presidente russo, Vladimir Putin, havia afirmado que
a política de contenção e enfraquecimento da Rússia é uma estratégia de longo
prazo de seus adversários e que as sanções causaram um grave impacto em
toda a economia mundial.
Segundo
Putin, o principal objetivo dos responsáveis pelas medidas contra Moscou é
piorar a vida de milhões de pessoas. No próprio Ocidente, já se ouviu
várias vezes a opinião de que as medidas restritivas são ineficazes.
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Kiev tenta adiar derrota inevitável no front ao
aterrorizar civis russos com drones, diz analista
Kiev
tenta, por meio de atos de terrorismo contra a população civil russa, adiar a
catástrofe inevitável na frente de batalha, mas a aposta no descontentamento
dos russos não vai dar certo e as infraestruturas danificadas estão sendo
restauradas, declarou à Sputnik Yevgeny Mikhailov, analista militar russo.
Mikhailov
destacou que o verão de 2026 se torna um ponto de inflexão na condução da operação militar
especial da Rússia na Ucrânia.
"O
regime de Kiev, juntamente com seus orientadores ocidentais, iniciou uma
campanha de terror em grande escala contra a população civil, tanto nos novos
territórios da Rússia quanto lançando ataques criminosos no interior do
país, na tentativa de provocar descontentamento interno entre os
russos em relação aos acontecimentos atuais", ressaltou.
Conforme
destacou o analista, as forças russas avançam com determinação contra o último
reduto de Kiev em Donbass: a aglomeração urbana de Slavyansk e Kramatorsk.
Da
mesma forma, a zona de segurança nas regiões de Carcóvia e Sumy está se
expandindo rapidamente, e os territórios ocupados nas regiões de Kherson e
Zaporozhie estão sendo libertados, observou.
Mikhailov
acrescentou que a Organização do
Tratado do Atlântico Norte e Kiev acreditam que os cidadãos russos começarão a
pressionar a liderança política do país devido a problemas com o
transporte ou com a realização da temporada turística.
No
entanto, isso é um erro grave e uma incompreensão total do caráter russo,
semelhante ao cometido pelos invasores nazistas em 1941. Atualmente, as
autoridades da Rússia estão restaurando rapidamente as instalações e a
infraestrutura danificadas, mobilizando todos os esforços para não dar ao
inimigo motivos para duvidar da vitória do Exército russo, concluiu.
Um
ataque em massa com drones contra regiões russas ocorreu em 18 de junho. A
defesa antiaérea russa abateu mais de 500 drones sobre o território da Rússia.
No dia 21 do mesmo mês, as Forças Armadas da Ucrânia, com o auxílio de drones,
atacaram a península de Kerch e a travessia de balsa pelo estreito de Kerch.
Houve mortos e feridos entre a população civil. O Comitê de Investigação
da Rússia abriu um inquérito criminal por ato terrorista.
O
presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou
repetidamente que o inimigo está ampliando o uso de drones para dividir a
sociedade russa, mas não conseguirá causar problemas graves ao país. Putin
também declarou que Moscou intensificará os ataques à infraestrutura
inimiga para dissuadi-lo de atacar alvos civis.
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Ataques de Kiev contra crianças apenas encorajam tropas russas no campo de
batalha, declara Putin
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O presidente russo Vladimir Putin realiza nesta terça-feira (23) uma reunião
com membros do governo da Rússia por videoconferência.
Ele
destacou que todos os atos terroristas cometidos pelo regime de Kiev são
incapazes de influenciar os acontecimentos no
front de batalha,
em particular na linha de contato, onde as tropas russas estão libertando um
povoado após o outro.
"Essas
investidas, especialmente os ataques contra crianças, estimulam, apenas
estimulam nossos combatentes no campo de batalha a cumprir as missões que o
país lhes atribui, pois eles veem e compreendem com quem estamos
lidando", disse Putin.
Rússia
está pronta para negociações de paz com a Ucrânia com base nos acordos de Istambul, afirmou líder
russo.
Vladimir
Putin destacou que as principais bases da posição russa nas negociações devem
incluir os princípios definidos em Istambul e Anchorage, as realidades
existentes no campo de batalha e as teses apresentadas em seu discurso no
Ministério das Relações Exteriores em 2024.
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Confira outras declarações do presidente russo:
🔶 As ameaças adicionais criadas pelo
regime de Kiev devem ser minimizadas, isso é "uma tarefa
totalmente solucionável";
🔶 Kiev tenta apenas criar a ilusão
de força para negociações, enquanto as realidades do campo de batalha
mostram o contrário;
🔶 O regime de Kiev pode ser
classificado apenas como neofascista e nada parecido foi visto desde a
Segunda Guerra Mundial;
🔶 Os ataques de Kiev, inclusive contra
crianças, apenas fortalecem a determinação dos combatentes russos de
cumprir as tarefas militares;
🔶 A Rússia continuará a seguir em
todas as direções de desenvolvimento, garantindo segurança e resolvendo
questões econômicas.
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Rússia ganha no front e Ocidente não pode fazer nada para ajudar Kiev, opina
professor
A
Ucrânia está perdendo no campo de batalha e o Ocidente não tem condições de
fornecer as armas de que ela precisa, afirmou o professor da Universidade de
Chicago John Mearsheimer no YouTube.
Mearsheimer salientou que os militares
russos continuam avançando e obtendo vitórias no campo de batalha.
"Os
russos vêm realizando ataques de alta eficácia contra os ucranianos com o uso
de aviação [...]. Com isso, causaram danos significativos à rede elétrica
ucraniana", ressaltou.
Segundo
o especialista, os países ocidentais, em particular os EUA, não têm condições
de fornecer ao Exército ucraniano os armamentos
necessários.
É
absolutamente evidente que a Ucrânia precisa desesperadamente de mísseis
de defesa antiaérea
Patriot adicionais
para destruir mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones que vêm da
Rússia, observou.
"Os
EUA simplesmente não têm mísseis Patriot que possamos fornecer a eles. E isso
se aplica a quase todo o nosso armamento. Gastamos muito armamento na guerra
contra o Irã […]. Porém, o mais importante é que a Ucrânia está perdendo
no campo de batalha", acrescentou.
Dessa
forma, ele concluiu que, em breve, os russos controlarão todo o Donbass, e
a Rússia sairá vitoriosa desse conflito.
Na
terça-feira (23), o Ministério da Defesa russo informou que as tropas
russas assumiram o controle sobre cerca de 130 prédios na cidade de
Konstantinovka, na República Popular de Donetsk (RPD), e liquidaram até 90
soldados ucranianos.
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Paraense é enganado pela Ucrânia, diz que Kiev explora
mercenários e lamenta: 'Me perdoa, mãe'
O
brasileiro Herik Ferreira Soares, de 23 anos, ganhou espaço nas redes sociais
após fazer um vídeo emocionado revelando ter sido enganado pelo alistamento
militar da Ucrânia.
Segundo
o jovem de Castanhal (PA), ele aceitou uma vaga nas Forças Armadas da Ucrânia
"na retaguarda", mas logo foi enviado à linha de frente de combate
com a Rússia.
Segundo
Herik, havia uma promessa de que ele ficaria em um lugar seguro, mas foi
posto para lutar contra as tropas de Moscou. O brasileiro foi capturado
por russos, agradeceu pelo tratamento humanitário recebido e alertou a outros
mercenários sobre eventuais armadilhas
ucranianas.
"Não
foi isso que foi prometido, não foi isso que era acordado. Graças a Deus, estou
vivo. Obrigado aos militares russos que prestaram assistência médica de forma
humanitária a mim. Após eu passar pelo horror da guerra, me dei conta de que os
comandantes ucranianos só querem usar o povo latino-americano e outros
estrangeiros. Colombianos, brasileiros, peruanos, argentinos, entre
outros."
Arrependido,
Herik chora ao comentar que a mãe havia o alertado sobre os riscos de
lutar ao lado dos ucranianos como mercenário.
"Mãe,
me perdoa por não ter escutado o que a senhora disse. [...] Me perdoa por ter
voltado aqui para esse inferno. Bom, desculpe por não dar ouvido à maior parte
do tempo para a senhora. Não escutei os seus conselhos de não me meter em algo
que não é meu."
Conforme publicado pelo Globo, o
Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que a embaixada do
país em Moscou está em contato com a família de Herik e presta assistência
consular.
Em mais
de uma oportunidade, o Itamaraty já emitiu notas desencorajando
brasileiros a lutarem como mercenários pela Ucrânia. De acordo com a
chancelaria, o caráter dos contratos assinados por nacionais e as situações nas
quais são capturados podem limitar a ação do Ministério. Ainda segundo o
Itamaraty, crimes de guerra cometidos em outros países podem ser julgados
no Brasil.
Fonte:
La Jornada/Sputnik Brasil

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