China
defende união do BRICS para enfrentar desafios globais e reforçar
multilateralismo
A China
defendeu que o BRICS deve atuar unido para enfrentar desafios globais urgentes
e preservar o rumo do desenvolvimento internacional, afirmou Wang Yi na reunião
de conselheiros de segurança do bloco. O diplomata destacou o papel crescente
do grupo como pilar de paz, justiça e desenvolvimento na defesa do
multilateralismo.
Segundo
um artigo do Global
Times, a China afirmou estar preparada para
trabalhar com
os demais membros do BRICS para enfrentar desafios globais urgentes e
preservar o rumo do desenvolvimento internacional, declarou o ministro das
Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante a 16ª Reunião de Conselheiros de
Segurança Nacional do bloco.
O
diplomata destacou que, em duas décadas, a cooperação do BRICS transformou
o grupo em um pilar de paz, desenvolvimento e justiça, reforçando a necessidade
de defender o multilateralismo e rejeitar o unilateralismo e o protecionismo.
Wang
ressaltou que, como líderes do Sul
Global,
os países do BRICS devem assumir protagonismo na defesa da justiça
internacional e na busca por resultados equitativos, ampliando seu peso
político e diplomático. Para ele, romper impasses em segurança exige consenso e
compromisso com uma visão comum, abrangente e cooperativa, privilegiando
soluções políticas e o diálogo para resolver disputas.
O
representante chinês defendeu que o BRICS responda de forma coordenada aos
desafios globais, incluindo o combate a todas as formas de terrorismo, a
oposição à militarização do espaço, a mitigação de riscos energéticos e
alimentares e o fortalecimento da
cooperação em
minerais estratégicos. Ele também citou a necessidade de ação conjunta diante
do surto de Ebola na África.
Ainda
segundo a mídia asiática, Wang enfatizou que o bloco deve contribuir para
aprimorar a governança em setores emergentes, com atenção especial aos riscos
trazidos pela inteligência artificial (IA). Defendeu orientar o desenvolvimento da
IA de
forma segura e responsável, além de apoiar as Nações Unidas como principal
fórum para a governança do ciberespaço e da esfera digital.
O
diplomata reiterou que a vitalidade do BRICS decorre da igualdade e do
benefício mútuo entre seus membros, enquanto sua força nasce da solidariedade.
Ele afirmou que a China, que assumirá a presidência rotativa do grupo no
próximo ano, está pronta para trabalhar com os parceiros na construção de
um futuro de paz e
prosperidade.
De
acordo com a apuração, os países participantes destacaram sua intenção de
cooperar para consolidar um mundo multipolar baseado em paz, segurança,
equidade, justiça e desenvolvimento.
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BRICS garantirá pagamentos imunes à pressão externa, diz
secretário do Conselho de Segurança russo
Os
países do BRICS podem coordenar seus esforços nos projetos destinados à criação
de uma nova plataforma de investimentos, declarou na terça-feira (23) o
secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, durante uma reunião
de altos representantes dos países da aliança responsáveis pelas questões de
segurança.
Conforme
destacou Shoigu, é importante que os países do BRICS coordenem seus
esforços no âmbito dos projetos destinados à criação de mecanismos de
liquidação e custódia, compensação e resseguro, bem como da bolsa de grãos da
aliança.
"É
igualmente importante garantir o bom funcionamento das decisões previamente
aprovadas, inclusive no mais alto nível. Consideramos que os projetos mais
promissores nesse sentido são os que visam à criação de mecanismos de
liquidação, custódia, compensação e resseguro imunes a influências externas, à
bolsa de grãos do BRICS e a uma nova plataforma de investimentos",
afirmou.
Além
disso, ele apontou que os acontecimentos no Oriente Médio demonstraram
que a segurança está intimamente ligada à economia e que a instabilidade
sem precedentes no mundo é causada pelas ações das elites ocidentais que
ignoram a formação de uma ordem mundial policêntrica.
Shoigu
ressaltou que os neocolonialistas, acostumados a viver às custas alheias na
busca por recursos e influência, não se coíbem de recorrer a nenhum método:
desde guerras tarifárias e sanções unilaterais até o envolvimento de regiões
inteiras em conflitos armados, bem como o sequestro e a eliminação física
de líderes de países soberanos.
"Nas
condições atuais, a segurança está cada vez mais ligada à economia e às cadeias
de produção e distribuição de abastecimento, como ficou claramente demonstrado
pela crise no Oriente Médio, desencadeada pela agressão dos Estados Unidos e de
Israel contra o Irã", observou.
Anteriormente,
o analista financeiro russo Pavel Goncharov disse à Sputnik que os fortes
resultados econômicos dos países do BRICS, sobre os quais o presidente da
Rússia, Vladimir Putin, falou no SPIEF 2026, indicam que o bloco
desempenha um papel crucial no caminho para o desenvolvimento global com o
envolvimento ativo dos países do Sul Global.
Segundo
ele, os países-membros do BRICS e os países associados ao bloco são
relativamente livres social, política e economicamente. Por isso, tendem a
tomar medidas pragmáticas em vez de optar por experimentos sociais irrealistas,
muitas vezes a mando de um centro político como os Estados Unidos ou a UE, sem
relação com as características culturais ou econômicas do país.
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'Não é por acaso': Brasil bate recorde de exportação e
investimentos, diz presidente da ApexBrasil
O
presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller, afirmou nesta terça-feira (23)
que o bom desempenho alcançado pelo Brasil nas exportações e na atração de
investimento estrangeiro não é fruto do acaso, mas sim da estratégia brasileira
baseada no diálogo e na cooperação internacional.
A
declaração foi dada durante II Fórum de Investimentos União Europeia–Brasil,
realizado na sede da ApexBrasil, em Brasília. O encontro teve como tema central
o acordo
Mercosul-União Europeia e reuniu representantes dos governos brasileiro e
do bloco europeu, além de lideranças empresariais.
Ao
longo das discussões, a mensagem predominante foi a de que a parceria
entre os dois blocos pode se tornar um instrumento para fortalecer a
competitividade, ampliar investimentos e impulsionar projetos industriais e
tecnológicos.
Laudemir
André Müller, presidente da ApexBrasil, destacou que o fortalecimento da
relação ocorre em um momento de transformações na economia global.
"Ao
mesmo tempo em que há turbulências internacionais, nós vemos ao mesmo tempo o
Brasil bater um recorde de exportação, de atração de investimentos."
Segundo
ele, os resultados alcançados pelo país decorrem de uma estratégia baseada no
diálogo e na cooperação internacional.
"Isso
não se dá do acaso, não é por acaso que o Brasil tem esse desempenho, é por
conta de uma decisão acertada, de um caminho que o Brasil trilha, talvez um
caminho diferente de alguns outros países, que é o caminho do entendimento, o
caminho da negociação, da abertura."
O
dirigente ressaltou que os investimentos europeus acumulados no Brasil já se
aproximam de meio trilhão de dólares, mas avaliou que o potencial de
crescimento é muito maior. Segundo ele, os parceiros internacionais brasileiros
podem ampliar sua presença em áreas como data centers, infraestrutura digital e
minerais críticos.
O tema
dos minerais vem aparecendo repetidamente em discursos do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e seus ministros. Segundo Lula, o Brasil não pode repetir
o que aconteceu com o ciclo do ouro, por exemplo, no qual o país foi apenas
exportador de matéria-prima.
"Podemos
caminhar juntos em um tema em que somos altamente complementares, o de minerais
críticos", disse Müller.
A busca
por uma integração produtiva mais profunda também foi destacada pelo presidente
do Conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), José
Pio Borges.
Para
ele, as mudanças econômicas e geopolíticas em curso exigem mais cooperação
entre países e blocos. "O mundo atravessa um momento de profundas
transformações econômicas e geopolíticas", afirmou. Segundo Borges,
"isso exige integração, não isolamento".
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Brasil tem a maior carteira de projetos do mundo em
rodovias e ferrovias, diz ministro dos Transportes
O
ministro dos Transportes, George Santoro, em entrevista à Sputnik Brasil,
comenta os planos para o desenvolvimento das ferrovias e o aprimoramento da
logística interna para dinamizar o fluxo comercial brasileiro, além de
cooperações internacionais que podem ajudar o país a executar projetos
importantes e também na integração regional.
Conforme
explica o titular da pasta, o Ministério dos Transportes possui em seu
planejamento uma carteira de projetos para atrair investidores estrangeiros,
visando ampliar e otimizar o fluxo da malha ferroviária
brasileira no
âmbito internacional.
"Hoje
nós temos a maior carteira tanto de rodovias quanto de ferrovias do
mundo e, quando há uma carteira relevante, no setor ferroviário, a gente
quer criar projetos e o mercado vai amadurecendo. A participação estrangeira é
real. Estamos cooperando com o governo russo em conversas. E com a China,
estamos há três anos em discussões com o governo e também com as empresas
chinesas", disse.
Santoro
também ressalta que, por meio da cooperação internacional, é possível
aproveitar essa oportunidade para aprimorar a transferência de
tecnologia, o que possibilita a qualificação da mão de obra e das empresas
locais.
"Quando
a gente faz projetos, montam-se consórcios de infraestrutura com empresas
estrangeiras, normalmente, eles fazem parceria com o parceiro local também. Em
rodovias, isso aconteceu, e vai acontecer também nas ferrovias. Com isso,
a gente tem uma transferência de tecnologia, de soluções, de engenharia e de
soluções", comenta.
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Parceria com o NBD e integração regional na pauta
Outro
ponto levantado pelo ministro é a possibilidade de cooperação com o Novo Banco de
Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do BRICS e como NDB na
sigla em inglês, instituição que já investiu em projetos de infraestrutura no
Brasil e que atualmente é presidida por Dilma Rousseff, ex-presidenta do
Brasil.
"A
gente tem discutido com o NDB e com o Asian Bank para gerar funding
[investimentos] para a carteira de ferrovias que está em andamento com o
BNDES, que lançou uma carteira de 40 anos de prazo. Estamos priorizando
esses fundings do NDB e do Asian Bank em parceria com o BNDES para estruturar
esses empréstimos de 40 anos. Agora, na missão à China, houve visita ao NDB e
ao Asian Bank", destaca.
No
âmbito do multilateralismo em nível regional, Santoro aponta que, de forma
bilateral, o Brasil vem fortalecendo sua cooperação com a Argentina e
também estenderá o diálogo com outros países da região para o fortalecimento do
setor logístico.
"Fizemos
a primeira concessão com o governo argentino da ponte binacional de São
Borja. Temos projetos de replicar esse modelo em mais 12 ativos nossos com
países da América Latina. Isso possibilita um desembaraço aduaneiro
unificado e homologado pelas autoridades dos dois países. É um ganho logístico
enorme", observa.
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Investimento em infraestrutura é vital para a soberania
Quanto
à viabilização do corredor multimodal para conectar a
produção nacional ao Porto de Chancay, empreendimento chinês no Peru, o
ministro explicou que a estruturação do plano está sob responsabilidade de
Pequim. Contudo, ele defende como crucial o fortalecimento dos portos
brasileiros no eixo atlântico, uma estratégia vista por ele como essencial
para resguardar a soberania do país, e que a saída para o Pacífico seria uma
opção estratégica.
"Acredito
que, primeiro, temos que consolidar o corredor atlântico do Brasil com acessos
ferroviários. Quando se consolida a saída pelo Atlântico, o caminho seguinte é
ter opção para o Pacífico como uma alternativa logística. A prioridade do
Brasil é gerar recursos e renda nos portos brasileiros. Até por questões
geopolíticas, eu controlo o meu porto. Levar mercadorias para um porto
estrangeiro tem que ser uma opção estratégica e não um determinante
logístico", pontua.
Por
fim, Santoro enfatiza que todo investimento que venha a ser feito na
região Norte do país precisa levar em conta o meio ambiente e a
sustentabilidade e que, para isso, o Ministério dos Transportes segue critérios na
modelagem de
seus projetos.
"É
preciso ter muito cuidado ao levar investimento para a região Norte, no que diz
respeito à sustentabilidade. O Brasil é um país responsável, que está
preservando a Amazônia. Todos os projetos têm que ser muito bem
pensados. Toda a nossa carteira de projetos é carbono zero e segue
diretrizes da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico]", conclui.
A
dinâmica do comércio exterior passa por um momento de mudanças por conta de
desafios que precisam ser superados devido a tensões geopolíticas. Portanto, o
investimento na infraestrutura logística no território nacional torna-se
imprescindível, tanto quanto a diversificação de parceiros comerciais e
cooperações internacionais.
Fonte:
Sputnik Brasil

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