Marcelo
Zero: Nazismo, um problema histórico na Ucrânia de Zelensky
A
imprensa do Brasil é absolutamente ignorante sobre a Ucrânia ou finge que é.
Não
explica direito, ou não explica, o papel que parte da Ucrânia, principalmente a
Ucrânia ocidental, desempenhou na Segunda Guerra Mundial.
Não
explica bem a origem da alta tensão entre Polônia e a Ucrânia, que envolve o
genocídio cometido por nazistas ucranianos em Volínia e na Galícia Oriental, no
qual teriam sido assassinados cerca de 100 mil poloneses, justamente pelo
Exército Insurgente Ucraniano (UPA), organização nazista que Zelensky resolveu
homenagear, provocando a indignação até de Lech Walesa.
Isso
não foi um fato isolado.
A
realidade embaraçosa, e que Zelensky e seus apoiadores procuram ocultar, é que
muitos grupos de ucranianos do oeste e do centro se aliaram aos nazistas contra
a União Soviética, na Segunda Guerra Mundial.
Entre
muitos outros crimes de guerra, eles foram responsáveis pelo famoso massacre de
Babi Yar contra os judeus de Kiev e forneceram milhares de guardas para atuar
nos campos de concentração nazistas do leste europeu, como Auschwitz, por
exemplo.
No
referido massacre de Babi Yar, teriam perecido cerca de 100 mil judeus.
Saliente-se que, na época, a Ucrânia tinha cerca de 2,7 milhões de judeus. A
maior parte foi assassinada, ao longo do conflito, em massacres semelhantes ao
de Babi Yar, por nazistas ucranianos.
O
problema maior, contudo, reside no fato de que alguns líderes nazistas
ucranianos desse período são vistos, hoje, na Ucrânia de Zelensky, como “heróis
nacionais”, e são constantemente homenageados, como aconteceu agora.
Com
efeito, a Ucrânia ergueu, nos últimos anos, estátuas e monumentos em homenagem
a esses “nacionalistas ucranianos”, cujo legado está indelevelmente manchado
pela sua relação indiscutível com o regime nazista.
O
principal deles, Stepan Bandera, antigo líder da terrível Organização dos
Nacionalistas Ucranianos (OUN), cujos seguidores atuaram como membros da
milícia local das SS e do exército alemão, tem várias dezenas de monumentos e
de nomes de ruas que glorificam seu nome.
Outro
frequente homenageado é Roman Shukhevych, considerado um lutador pela liberdade
da Ucrânia, mas que também foi líder de uma temida unidade policial auxiliar
nazista.
Ademais,
teriam sido erguidas estátuas para Yaroslav Stetsko, ex-presidente da ONU, o
qual escreveu: “insisto no extermínio dos judeus na Ucrânia”.
Assim,
na Ucrânia hodierna, o “nacionalismo” está fortemente associado a essa
lamentável herança nazista e a uma franca hostilidade à Rússia.
Os
europeus belicistas insistem em fazer “vista grossa” quanto a esses fatos e
fingem ignorar a natureza política do governo de Zelensky.
Mas a
História não esquece. Parece que os poloneses também não.
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União Europeia adota valores do nazismo e ameaça a
segurança global, afirma Sergei Lavrov
A
Europa está se tornando a principal ameaça à segurança internacional, e a atual
União Europeia segue os valores do nazismo, afirmou nesta terça-feira (23) o
chanceler russo Sergei Lavrov durante uma mesa-redonda sobre a crise ucraniana.
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Confira mais declarações do chanceler russo:
🔶 Londres e Paris pretendem formar um
"Conselho de Segurança Europeu" sob sua liderança, com a participação
de países da União Europeia considerados russófobos e também de Kiev;
🔶 Europa busca obter um
cessar-fogo para ganhar tempo, reforçar militarmente o governo de Kiev e
implantar no país a chamada "coalizão dos dispostos";
🔶 Qualquer possibilidade de negociações
em condições de igualdade está sendo rejeitada pela Europa, onde haveria
o desejo de uma "revanche histórica" – isso é evidente;
🔶 Os Países Baixos estariam preparando
um cenário para a criação de campos destinados a prisioneiros de guerra
russos em seu território em caso de conflito com a Rússia, o que, na
prática, equivaleria a campos de concentração.
Kiev
está tentando envolver diretamente Belarus no conflito entre Rússia e Ucrânia,
expandindo a geografia das hostilidades, afirmou também o chanceler russo.
©
Sputnik
Segundo
o ministro, declarações recentes do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky,
sobre a necessidade de "restabelecer a ordem" em Belarus são
inaceitáveis e refletem tentativas de aumentar a pressão sobre Minsk.
Lavrov
também recordou que Rússia e Belarus mantêm o Acordo sobre as Garantias de
Segurança no âmbito do Estado da União e afirmou que, caso seja necessário, os
mecanismos previstos pelo tratado poderão ser acionados para garantir a
defesa dos dois países.
Moscou
continua firme em seus objetivos e rejeita qualquer tentativa de revisar
os resultados da Segunda Guerra Mundial ou reabilitar forças que a
desencadearam, afirmou o chanceler russo Sergei Lavrov.
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Confira outras declarações de Lavrov:
🟠 É necessário garantir, na
prática, o status neutro, não nuclear e não alinhado da Ucrânia;
🟠 As leis discriminatórias contra
a língua russa e a Igreja Ortodoxa na Ucrânia devem ser revogadas;
🟠 Os EUA, felizmente, reconheceram
a necessidade de uma solução diplomática com o Irã, algo que, segundo
Lavrov, "não deve ter sido fácil de admitir";
🟠 A Rússia está pronta para
auxiliar as negociações entre EUA e Irã;
🟠 Moscou considera que seria um
erro se os países árabes se alinhassem contra o Irã, mas até o momento,
não há sinais dessa tendência.
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UE recebe representantes do Talibã em Bruxelas pela 1ª vez
Bruxelas
argumenta que a medida é necessária para criar um canal de comunicação que
permita deportar imigrantes afegãos requerentes de asilo que tiveram a
solicitação rejeitada ou são considerados perigosos.
Uma delegação do Talibã afegão se
reuniu com autoridades da União Europeia (UE) em Bruxelas nesta terça-feira
(23), pela primeira vez ― um evento que grupos de direitos humanos denunciaram
como legitimação de jihadistas, mas que a UE defendeu como um passo para
facilitar a repatriação de solicitantes de asilo rejeitados.
A
Rússia reconheceu o governo do Talibã no Emirado Islâmico do Afeganistão
em 3 julho de 2025, data em que Andrei Rudenko, vice-primeiro-ministro das
Relações Exteriores da Rússia, recebeu oficialmente as credenciais do novo
embaixador do Talibã em Moscou, Gul Hassan Hassan.
União
Europeia e seus países-membros, por sua vez, não reconhecem o
governo talibã desde
que o grupo militante regressou ao poder há cinco anos, após 20 anos de guerra
contra um governo apoiado por uma força da Organização do Tratado do Atlântico
Norte (OTAN) liderada pelos EUA.
No
entanto, Bruxelas defendeu sua decisão de manter conversas limitadas com
as "autoridades de fato" do Afeganistão como necessárias para
deportar requerentes de asilo rejeitados que cometem crimes ou são considerados
perigosos.
Um
porta-voz da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, afirmou que
representantes da Comissão e de 15 Estados-membros da UE participaram da
reunião em Bruxelas, que deu continuidade a um encontro anterior realizado em
Cabul, em janeiro.
"Os
serviços da Comissão e a Suécia copresidiram hoje, em Bruxelas, uma reunião de
nível técnico com representantes técnicos das autoridades de fato do
Afeganistão, responsáveis pelo
retorno e readmissão", disse o porta-voz da Comissão.
Um
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão descreveu a
agenda como mais ampla, afirmando que ela incluía uma possível presença
consular na UE, a retomada dos serviços consulares para afegãos naquele país
e "a necessidade de medidas para fortalecer a confiança".
O
encontro gerou "esperança de criar um impulso positivo para salvaguardar
os direitos consulares dos afegãos residentes no exterior", acrescentou o
porta-voz, Abdul Qahar Balkhi.
Uma
carta da Comissão dirigida a Balkhi e analisada pela Reuters
afirmava que as negociações se concentrariam "no retorno e na
readmissão de cidadãos afegãos sem direito de permanência na UE".
A
visita foi duramente criticada por grupos de direitos humanos e por diversos
políticos europeus, que afirmaram que tal envolvimento poderia colocar os afegãos
em risco e
minar os valores fundamentais da UE.
"A
Europa não deve legitimar um regime responsável por uma das piores crises de
direitos humanos do mundo", disse Malala Yousafzai, vencedora afegã do
Prêmio Nobel da Paz, em publicação no X.
Além de
buscar justiça contra o Talibã, o encontro também é polêmico devido aos
seus potenciais efeitos, segundo avalia Jeff Crisp, chefe de Desenvolvimento e
Avaliação de Políticas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os
Refugiados (ACNUR) e pesquisador visitante da Universidade de Oxford.
"A
consequência mais óbvia e perigosa é que os afegãos serão devolvidos da UE e
enfrentarão perseguição do Talibã após sua chegada", disse Crisp.
O
Ministério das Relações Exteriores da Bélgica emitiu um visto que permitia aos
representantes afegãos entrar no país por apenas um dia e restringia sua
presença ao território belga, em vez de permitir a livre circulação normal na
zona Schengen da UE.
Desde
que retornou ao poder, o Talibã tem restringido progressivamente os direitos,
limitando a liberdade de movimento das mulheres, proibindo que meninas estudem
além do ensino fundamental e impondo leis de moralidade que restringem a
liberdade de expressão e o acesso ao emprego.
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Regras do Ocidente escondem ambições neocoloniais,
declara Vladimir Putin
Durante
o Fórum Internacional Leituras de Primakov, o assessor presidencial russo Yuri
Ushakov leu a mensagem do presidente Vladimir Putin, na qual a Rússia reforça
sua rejeição à chamada "ordem mundial baseada em regras" promovida
pelo Ocidente.
De
acordo com Moscou, por trás desse conceito estão tentativas de impor
agendas e interferir na soberania de outros países.
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Confira outras declarações de Ushakov:
O
Ocidente, na cúpula do G7 em Évian, fez de tudo para que o espírito de
Anchorage fosse esquecido e o conflito na Ucrânia continuasse até o último
ucraniano;
No G7
ocorreu uma troca de papéis entre os países ocidentais na encenação
do conflito ucraniano;
A
maioria global, incluindo a Rússia, terá de continuar vivendo em meio
ao confronto entre a multipolaridade e o "ordem mundial baseada em
regras";
Moscou saudou
o cessar-fogo entre EUA e Irã e expressou esperança em resultados
concretos das negociações;
As
propostas russas sobre o tema nuclear para a resolução em torno do
Irã permanecem válidas.
O Fórum
Internacional Leituras de Primakov se iniciou em Moscou. Durante dois
dias, especialistas de 20 países debaterão os principais desafios
mundiais, incluindo as repercussões globais dos conflitos regionais. Entre
os temas a serem abordados está a crise na Ucrânia, sobre a qual falará o
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
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Ocidente evita atacar diretamente a Rússia por temer
resposta de Moscou, declara Putin
Durante
um encontro com formandos de academias militares, o presidente russo Vladimir
Putin declarou que o Ocidente ainda não se atreveu a atacar a Rússia a partir
de seu próprio território devido à expectativa de uma resposta por parte de
Moscou.
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Confira outras declarações do presidente russo:
Rússia
está pressionando as forças adversárias ao longo de toda a linha de
combate na zona da operação militar especial;
As
forças russas estão avançando de forma efetiva sobre a cidade de
Konstantinovka;
Todo
o Ocidente está trabalhando em apoio à Ucrânia, fornecendo drones a Kiev;
©
telegram SputnikBrasil
Países
ocidentais estão abrigando instalações de produção militar e
direcionando grandes volumes de suprimentos para a zona de conflito;
As
Forças Armadas da Ucrânia estão realizando ataques contra infraestruturas
civis na tentativa de desestabilizar a sociedade;
A carta
enviada por Vladimir Zelensky não cria condições ou
pré-requisitos para negociações.
Desde
24 de fevereiro de 2022, a Rússia dá continuidade à operação militar especial
na Ucrânia, cujos objetivos são proteger a população do Donbass de um
genocídio por parte de Kiev e conter os riscos à segurança nacional
representados pelo avanço da OTAN para o leste. As tropas ucranianas contam com
apoio militar dessa aliança de 32 países.
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Aumento do poderio militar dos países europeus até 2030 é irrealista, diz
analista
A
Europa está elaborando planos irrealistas para criar uma estrutura militar
destinada a fazer frente à Rússia, declarou o diplomata britânico aposentado
Alastair Crooke em um canal no YouTube.
Crooke sublinhou que a Europa quer
transformar a Ucrânia no "punho de ferro" da arquitetura militar
europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Rússia.
"Ou
seja, a Ucrânia, por estar na linha de frente, deve exercer pressão e
atacar a Rússia a partir dessa posição. Encaro essas declarações com grande
ceticismo [...]. Não acredito que a Europa seja capaz de construir uma arquitetura militar", ressaltou.
Segundo
o especialista, os países do continente não dispõem de recursos
suficientes para isso. Quando os europeus dizem que a arquitetura militar deve
estar pronta até 2027 ou 2030, isso parece irrealista.
Conforme
destacou o analista, são necessários cerca de 20 anos para organizar
o abastecimento e criar uma infraestrutura militar completa e os europeus não
têm pessoal suficiente.
Atualmente,
o Reino Unido nem sequer
consegue enviar um navio de guerra para o mar e possui apenas cerca de
quarenta tanques em condições de operação. As estruturas de defesa da Europa
estão em estado deplorável e isso não pode ser corrigido em três anos,
concluiu.
Moscou
já destacou diversas vezes que a OTAN tem como objetivo a confrontação e que
sua expansão contínua não trará mais segurança à Europa. Kremlin também
enfatizou que a Rússia não representa uma ameaça a nenhum país da OTAN, mas não
ignorará ações que ponham em risco seus interesses. No entanto, Moscou continua
aberta ao diálogo, desde que seja em pé de igualdade, e o Ocidente deve
abandonar a política de
militarização do
continente.
Fonte:
Brasil 247/Sputnik Brasil

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