quinta-feira, 25 de junho de 2026

Marcelo Zero: Nazismo, um problema histórico na Ucrânia de Zelensky

A imprensa do Brasil é absolutamente ignorante sobre a Ucrânia ou finge que é.

Não explica direito, ou não explica, o papel que parte da Ucrânia, principalmente a Ucrânia ocidental, desempenhou na Segunda Guerra Mundial.

Não explica bem a origem da alta tensão entre Polônia e a Ucrânia, que envolve o genocídio cometido por nazistas ucranianos em Volínia e na Galícia Oriental, no qual teriam sido assassinados cerca de 100 mil poloneses, justamente pelo Exército Insurgente Ucraniano (UPA), organização nazista que Zelensky resolveu homenagear, provocando a indignação até de Lech Walesa.

Isso não foi um fato isolado.

A realidade embaraçosa, e que Zelensky e seus apoiadores procuram ocultar, é que muitos grupos de ucranianos do oeste e do centro se aliaram aos nazistas contra a União Soviética, na Segunda Guerra Mundial.

Entre muitos outros crimes de guerra, eles foram responsáveis pelo famoso massacre de Babi Yar contra os judeus de Kiev e forneceram milhares de guardas para atuar nos campos de concentração nazistas do leste europeu, como Auschwitz, por exemplo.

No referido massacre de Babi Yar, teriam perecido cerca de 100 mil judeus. Saliente-se que, na época, a Ucrânia tinha cerca de 2,7 milhões de judeus. A maior parte foi assassinada, ao longo do conflito, em massacres semelhantes ao de Babi Yar, por nazistas ucranianos.

O problema maior, contudo, reside no fato de que alguns líderes nazistas ucranianos desse período são vistos, hoje, na Ucrânia de Zelensky, como “heróis nacionais”, e são constantemente homenageados, como aconteceu agora.

Com efeito, a Ucrânia ergueu, nos últimos anos, estátuas e monumentos em homenagem a esses “nacionalistas ucranianos”, cujo legado está indelevelmente manchado pela sua relação indiscutível com o regime nazista.

O principal deles, Stepan Bandera, antigo líder da terrível Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN), cujos seguidores atuaram como membros da milícia local das SS e do exército alemão, tem várias dezenas de monumentos e de nomes de ruas que glorificam seu nome.

Outro frequente homenageado é Roman Shukhevych, considerado um lutador pela liberdade da Ucrânia, mas que também foi líder de uma temida unidade policial auxiliar nazista.

Ademais, teriam sido erguidas estátuas para Yaroslav Stetsko, ex-presidente da ONU, o qual escreveu: “insisto no extermínio dos judeus na Ucrânia”.

Assim, na Ucrânia hodierna, o “nacionalismo” está fortemente associado a essa lamentável herança nazista e a uma franca hostilidade à Rússia.

Os europeus belicistas insistem em fazer “vista grossa” quanto a esses fatos e fingem ignorar a natureza política do governo de Zelensky.

Mas a História não esquece. Parece que os poloneses também não.

¨      União Europeia adota valores do nazismo e ameaça a segurança global, afirma Sergei Lavrov

A Europa está se tornando a principal ameaça à segurança internacional, e a atual União Europeia segue os valores do nazismo, afirmou nesta terça-feira (23) o chanceler russo Sergei Lavrov durante uma mesa-redonda sobre a crise ucraniana.

>>>> Confira mais declarações do chanceler russo:

🔶 Londres e Paris pretendem formar um "Conselho de Segurança Europeu" sob sua liderança, com a participação de países da União Europeia considerados russófobos e também de Kiev;

🔶 Europa busca obter um cessar-fogo para ganhar tempo, reforçar militarmente o governo de Kiev e implantar no país a chamada "coalizão dos dispostos";

🔶 Qualquer possibilidade de negociações em condições de igualdade está sendo rejeitada pela Europa, onde haveria o desejo de uma "revanche histórica" – isso é evidente;

🔶 Os Países Baixos estariam preparando um cenário para a criação de campos destinados a prisioneiros de guerra russos em seu território em caso de conflito com a Rússia, o que, na prática, equivaleria a campos de concentração.

Kiev está tentando envolver diretamente Belarus no conflito entre Rússia e Ucrânia, expandindo a geografia das hostilidades, afirmou também o chanceler russo.

© Sputnik

Segundo o ministro, declarações recentes do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, sobre a necessidade de "restabelecer a ordem" em Belarus são inaceitáveis e refletem tentativas de aumentar a pressão sobre Minsk.

Lavrov também recordou que Rússia e Belarus mantêm o Acordo sobre as Garantias de Segurança no âmbito do Estado da União e afirmou que, caso seja necessário, os mecanismos previstos pelo tratado poderão ser acionados para garantir a defesa dos dois países.

Moscou continua firme em seus objetivos e rejeita qualquer tentativa de revisar os resultados da Segunda Guerra Mundial ou reabilitar forças que a desencadearam, afirmou o chanceler russo Sergei Lavrov.

>>>> Confira outras declarações de Lavrov:

🟠 É necessário garantir, na prática, o status neutro, não nuclear e não alinhado da Ucrânia;

🟠 As leis discriminatórias contra a língua russa e a Igreja Ortodoxa na Ucrânia devem ser revogadas;

🟠 Os EUA, felizmente, reconheceram a necessidade de uma solução diplomática com o Irã, algo que, segundo Lavrov, "não deve ter sido fácil de admitir";

🟠 A Rússia está pronta para auxiliar as negociações entre EUA e Irã;

🟠 Moscou considera que seria um erro se os países árabes se alinhassem contra o Irã, mas até o momento, não há sinais dessa tendência.

<><> UE recebe representantes do Talibã em Bruxelas pela 1ª vez

Bruxelas argumenta que a medida é necessária para criar um canal de comunicação que permita deportar imigrantes afegãos requerentes de asilo que tiveram a solicitação rejeitada ou são considerados perigosos.

Uma delegação do Talibã afegão se reuniu com autoridades da União Europeia (UE) em Bruxelas nesta terça-feira (23), pela primeira vez ― um evento que grupos de direitos humanos denunciaram como legitimação de jihadistas, mas que a UE defendeu como um passo para facilitar a repatriação de solicitantes de asilo rejeitados.

A Rússia reconheceu o governo do Talibã no Emirado Islâmico do Afeganistão em 3 julho de 2025, data em que Andrei Rudenko, vice-primeiro-ministro das Relações Exteriores da Rússia, recebeu oficialmente as credenciais do novo embaixador do Talibã em Moscou, Gul Hassan Hassan.

União Europeia e seus países-membros, por sua vez, não reconhecem o governo talibã desde que o grupo militante regressou ao poder há cinco anos, após 20 anos de guerra contra um governo apoiado por uma força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) liderada pelos EUA.

No entanto, Bruxelas defendeu sua decisão de manter conversas limitadas com as "autoridades de fato" do Afeganistão como necessárias para deportar requerentes de asilo rejeitados que cometem crimes ou são considerados perigosos.

Um porta-voz da Comissão Europeia, o órgão executivo da UE, afirmou que representantes da Comissão e de 15 Estados-membros da UE participaram da reunião em Bruxelas, que deu continuidade a um encontro anterior realizado em Cabul, em janeiro.

"Os serviços da Comissão e a Suécia copresidiram hoje, em Bruxelas, uma reunião de nível técnico com representantes técnicos das autoridades de fato do Afeganistão, responsáveis ​​pelo retorno e readmissão", disse o porta-voz da Comissão.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão descreveu a agenda como mais ampla, afirmando que ela incluía uma possível presença consular na UE, a retomada dos serviços consulares para afegãos naquele país e "a necessidade de medidas para fortalecer a confiança".

O encontro gerou "esperança de criar um impulso positivo para salvaguardar os direitos consulares dos afegãos residentes no exterior", acrescentou o porta-voz, Abdul Qahar Balkhi.

Uma carta da Comissão dirigida a Balkhi e analisada pela Reuters afirmava que as negociações se concentrariam "no retorno e na readmissão de cidadãos afegãos sem direito de permanência na UE".

A visita foi duramente criticada por grupos de direitos humanos e por diversos políticos europeus, que afirmaram que tal envolvimento poderia colocar os afegãos em risco e minar os valores fundamentais da UE.

"A Europa não deve legitimar um regime responsável por uma das piores crises de direitos humanos do mundo", disse Malala Yousafzai, vencedora afegã do Prêmio Nobel da Paz, em publicação no X.

Além de buscar justiça contra o Talibã, o encontro também é polêmico devido aos seus potenciais efeitos, segundo avalia Jeff Crisp, chefe de Desenvolvimento e Avaliação de Políticas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e pesquisador visitante da Universidade de Oxford.

"A consequência mais óbvia e perigosa é que os afegãos serão devolvidos da UE e enfrentarão perseguição do Talibã após sua chegada", disse Crisp.

O Ministério das Relações Exteriores da Bélgica emitiu um visto que permitia aos representantes afegãos entrar no país por apenas um dia e restringia sua presença ao território belga, em vez de permitir a livre circulação normal na zona Schengen da UE.

Desde que retornou ao poder, o Talibã tem restringido progressivamente os direitos, limitando a liberdade de movimento das mulheres, proibindo que meninas estudem além do ensino fundamental e impondo leis de moralidade que restringem a liberdade de expressão e o acesso ao emprego.

¨      Regras do Ocidente escondem ambições neocoloniais, declara Vladimir Putin

Durante o Fórum Internacional Leituras de Primakov, o assessor presidencial russo Yuri Ushakov leu a mensagem do presidente Vladimir Putin, na qual a Rússia reforça sua rejeição à chamada "ordem mundial baseada em regras" promovida pelo Ocidente.

De acordo com Moscou, por trás desse conceito estão tentativas de impor agendas e interferir na soberania de outros países.

>>>> Confira outras declarações de Ushakov:

O Ocidente, na cúpula do G7 em Évian, fez de tudo para que o espírito de Anchorage fosse esquecido e o conflito na Ucrânia continuasse até o último ucraniano;

No G7 ocorreu uma troca de papéis entre os países ocidentais na encenação do conflito ucraniano;

A maioria global, incluindo a Rússia, terá de continuar vivendo em meio ao confronto entre a multipolaridade e o "ordem mundial baseada em regras";

Moscou saudou o cessar-fogo entre EUA e Irã e expressou esperança em resultados concretos das negociações;

As propostas russas sobre o tema nuclear para a resolução em torno do Irã permanecem válidas.

O Fórum Internacional Leituras de Primakov se iniciou em Moscou. Durante dois dias, especialistas de 20 países debaterão os principais desafios mundiais, incluindo as repercussões globais dos conflitos regionais. Entre os temas a serem abordados está a crise na Ucrânia, sobre a qual falará o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

¨      Ocidente evita atacar diretamente a Rússia por temer resposta de Moscou, declara Putin

Durante um encontro com formandos de academias militares, o presidente russo Vladimir Putin declarou que o Ocidente ainda não se atreveu a atacar a Rússia a partir de seu próprio território devido à expectativa de uma resposta por parte de Moscou.

>>>> Confira outras declarações do presidente russo:

Rússia está pressionando as forças adversárias ao longo de toda a linha de combate na zona da operação militar especial;

As forças russas estão avançando de forma efetiva sobre a cidade de Konstantinovka;

Todo o Ocidente está trabalhando em apoio à Ucrânia, fornecendo drones a Kiev;

© telegram SputnikBrasil

Países ocidentais estão abrigando instalações de produção militar e direcionando grandes volumes de suprimentos para a zona de conflito;

As Forças Armadas da Ucrânia estão realizando ataques contra infraestruturas civis na tentativa de desestabilizar a sociedade;

A carta enviada por Vladimir Zelensky não cria condições ou pré-requisitos para negociações.

Desde 24 de fevereiro de 2022, a Rússia dá continuidade à operação militar especial na Ucrânia, cujos objetivos são proteger a população do Donbass de um genocídio por parte de Kiev e conter os riscos à segurança nacional representados pelo avanço da OTAN para o leste. As tropas ucranianas contam com apoio militar dessa aliança de 32 países.

<><> Aumento do poderio militar dos países europeus até 2030 é irrealista, diz analista

A Europa está elaborando planos irrealistas para criar uma estrutura militar destinada a fazer frente à Rússia, declarou o diplomata britânico aposentado Alastair Crooke em um canal no YouTube.

Crooke sublinhou que a Europa quer transformar a Ucrânia no "punho de ferro" da arquitetura militar europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) contra a Rússia.

"Ou seja, a Ucrânia, por estar na linha de frente, deve exercer pressão e atacar a Rússia a partir dessa posição. Encaro essas declarações com grande ceticismo [...]. Não acredito que a Europa seja capaz de construir uma arquitetura militar", ressaltou.

Segundo o especialista, os países do continente não dispõem de recursos suficientes para isso. Quando os europeus dizem que a arquitetura militar deve estar pronta até 2027 ou 2030, isso parece irrealista.

Conforme destacou o analista, são necessários cerca de 20 anos para organizar o abastecimento e criar uma infraestrutura militar completa e os europeus não têm pessoal suficiente.

Atualmente, o Reino Unido nem sequer consegue enviar um navio de guerra para o mar e possui apenas cerca de quarenta tanques em condições de operação. As estruturas de defesa da Europa estão em estado deplorável e isso não pode ser corrigido em três anos, concluiu.

Moscou já destacou diversas vezes que a OTAN tem como objetivo a confrontação e que sua expansão contínua não trará mais segurança à Europa. Kremlin também enfatizou que a Rússia não representa uma ameaça a nenhum país da OTAN, mas não ignorará ações que ponham em risco seus interesses. No entanto, Moscou continua aberta ao diálogo, desde que seja em pé de igualdade, e o Ocidente deve abandonar a política de militarização do continente.

 

Fonte: Brasil 247/Sputnik Brasil

 

Nenhum comentário: