Kakay
defende tempo de mandato para ministros do STF e fim de foro privilegiado
O advogado
criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay,
defendeu o Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a Corte se fortaleceu
diante das pressões e críticas bolsonaristas recentes. Kakay atribuiu ao
Poder Judiciário o papel de “salvar a democracia” após os ataques de 8 de
janeiro de 2023 em Brasília, mas também defendeu a necessidade de um tempo de
mandato de dez anos para os ministros.
Desde
2020, ainda no meio da crise da pandemia, o STF passou a ganhar um protagonismo
maior devido às decisões para obrigar ações do Palácio do
Planalto contra o avanço do vírus e aos ataques
do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aos ministros da Corte. O Supremo ainda
entrou na mira do Congresso Nacional, que critica a interferência em
pautas legislativas, como o aborto, a liberação da maconha e o marco temporal
de terra indígenas.
Advogado
há 40 anos em casos na Suprema Corte, Kakay aponta a importância do Judiciário
para a estabilidade da democracia e afirma que, embora as críticas de
“ativismo”, o Congresso Nacional é o que mais aciona o STF para resolver
impasses. O jurista ainda defendeu apoio da população ao tribunal, mesmo com as
ressalvas ao pleno.
“Eu
vejo um Supremo extremamente fortalecido. Temos que pensar que o Poder
Judiciário é inerte, ele só age quando é provocado. E o Poder Legislativo, que
critica o ‘ativismo’, é o que mais aciona o STF”, disse, em entrevista
à ISTOÉ.
“O
Supremo tem uma influência fundamental no país, especialmente após a tentativa
de golpe. Quem sustentou a estabilidade democrática do país foi o Supremo
Tribunal Federal. Sempre fui crítico do Judiciário. É um poder patrimonialista,
machista, misógino e reacionário. No entanto, quando chamado à
responsabilidade, foi o Poder que salvou a democracia. Acho que o momento do
Supremo é extremamente importante e nos cabe apoiar o Poder Judiciário”,
reforça o advogado.
A
pressão sobre ministros do STF aumentou recentemente com o avanço do processo
contra Bolsonaro, acusado de articular uma tentativa de golpe de Estado após a
derrota nas eleições de 2026. Bolsonaristas querem emplacar projetos para
atingir a Corte, como o fim de decisões monocráticas e a criação do tempo de
mandato para os ministros.
Para
Kakay, a discussão é válida, mas precisa ser tratada de forma madura. Ele não
vê a tese como uma medida contra o Supremo e defende a realização de audiência
públicas para debater o projeto.
“Temos
que enfrentar essa questão fundamental para a divisão entre os Poderes de forma
madura. Sempre defendi mandato de 10 anos para ministros do Supremo. O excesso
na cadeira não é positivo, tem ministros que ficam 20 ou 30 anos lá. Você não
precisa fazer isso contra o STF, pode-se fazer uma discussão madura, com
audiências públicas na Câmara e no Senado sobre o tema. Não acho que isso seja
contra o Supremo”, disse.
Outro
projeto em discussão é a PEC do Foro
Privilegiado,
que virou uma das prioridades da cúpula bolsonarista na Câmara dos
Deputados. O texto põe fim ao foro privilegiado à políticos, mantendo o
benefício apenas para presidentes dos Poderes e o vice-presidente da República.
A proposta, se válida atualmente, empurraria os processos contra Bolsonaro para
a 1ª instância, podendo demorar anos para transitar em julgado, ou seja, quando
não há mais recursos.
Kakay
também defendeu o fim da prerrogativa de foro e afirmou que a medida é
‘republicana’. “Eu sou contra o foro de prerrogativa. O presidente da
República, ministros do STF e demais presidentes de Poderes podem ser julgados
pelo Supremo Tribunal Federal. Os demais podem ser julgados por um juiz federal
e as decisões cautelares tomadas por um colegiado de cinco desembargadores. Não
vejo problemas nisso, é até republicano”, declara o jurista.
Apesar
de defender mudanças na Corte, o advogado critica a tentativa do Congresso de
tentar interferir na abertura de processos contra políticos no STF. Outro ponto
de crítica de Kakay é a articulação do deputado federal Eduardo
Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para sanções contra
ministros.
“Agora,
o Congresso não pode interferir na autorização para abertura de processo
criminal da forma que está sendo discutido por aí. Isso é um absurdo. É um caso
clássico de tentar impunidade um pedido de autorização para fazer uma
investigação. É carta branca para o crime”.
“Também
não pode tentar mudar a composição do STF para mudar a possibilidade de voto,
nem tentar impugnar um voto de um ministro como o Eduardo Bolsonaro está
tentando fazer com o ministro Alexandre. Discussões de forma republicana e
pensando nas garantias tanto do Legislativo como do Judiciário é plenamente
possível fazer sem que nenhum dos Poderes saia afetado”, completou.
O
jurista também defendeu uma ‘temperança’ nas ações do STF com a mudança na
presidência da Corte a partir de setembro. O atual presidente da Corte,
ministro Luís Roberto Barroso, dará lugar ao ministro Edson Fachin, que se
manterá no cargo pelos próximos dois anos. Para Kakay, Fachin tende a ter uma
gestão discreta e sem grandes polêmicas.
“O
ministro Edson Fachin, além de um grande ministro, preparado e técnico, é um
homem muito discreto. Acho que o STF vai dar um passo para trás nessa
exposição, o que é muito positivo. A gestão do Fachin fatalmente será parecida
com a ministra Ellen Gracie, que era muito discreta”, avalia Kakay.
“Isso
não é uma crítica, de maneira alguma, a aqueles que fazem um posicionamento
mais firme, como o ministro Barroso. Mas acho importante, nesse momento grave
que o Brasil passa, o ministro Fachin colocar um pouco de temperança nessa
história”, completa.
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Leia a entrevista completa com Kakay
- O STF tem se
enfraquecido nos últimos anos diante das críticas e questionamentos do
Legislativo?
Pelo
contrário, eu vejo um Supremo extremamente fortalecido. Temos que pensar que o
Poder Judiciário é inerte, ele só age quando é provocado. E o Supremo tem sido
acionado exatamente pela importância dele e, em regra, quem mais aciona é o
Poder Legislativo, que critica o que eles chamam de “ativismo”.
Kakay: O Supremo tem
uma influência fundamental no país, especialmente após a tentativa de golpe.
Nós vivemos quatro anos de um governo do presidente Bolsonaro, que fez um
verdadeiro massacre nas instituições democráticas do país. Naquele momento [no
governo Bolsonaro], tinhamos, infelizmente, um Congresso Nacional cooptado. Com
isso, aconteceu aquela tentativa de golpe, de forma clara, já que tem mais de
700 pessoas condenadas pelos ataques. Quem sustentou a estabilidade democrática
do país foi o Supremo Tribunal Federal.
Sempre
fui crítico do Judiciário. É um poder patrimonialista, machista, misógino e
reacionário. No entanto, quando chamado à responsabilidade, foi o Poder que
salvou a democracia. Acho que o momento do Supremo é extremamente importante e
nos cabe apoiar o Poder Judiciário.
- O processo
contra Bolsonaro não deveria ser julgado pelo plenário completo de 11
ministros, já que envolve um ex-presidente?
A vida
inteira eu vejo as pessoas cobrando agilidade do Poder Judiciário. Quando um
processo tem a agilidade necessária devido à gravidade, é o contrário, falam
que foi rápido demais. O que tem que se fazer é cumprir o devido processo
legal, o rito constitucional e a ampla defesa.
É muito
bom que esse processo tenha tido uma forma séria. A denúncia foi apresentada em
18 de fevereiro e eu já tinha dito que teríamos o julgamento em setembro.
Agora,
quanto ao fato de não ser julgado no plenário, eu tenho uma posição conhecida.
Todo processo criminal no STF deveria ser julgado pelo pleno. Não deveria
existir virtual, deveria ser presencial e com a presença dos advogados. Ocorre
que temos um regimento no Supremo, alterado em 2023, onde se fixou que os
processos a partir dali seriam julgados pelas turmas, por conveniência interna
da Corte.
Eu
critico isso, de forma geral. Para mim, todo processo criminal tinha que ser
julgado pelo pleno. Mas, não se pode abrir uma exceção para o ex-presidente
Bolsonaro. A partir do momento que se mudou o regimento, não há o que discutir
agora. Não podemos ser casuísticos, pois, aí sim, seria um atentado contra a
democracia e ao regimento do Supremo. A crítica conceitual é correta, todos os
processos deveriam ser resolvidos no plenário, mas houve a mudança no
regimento, que tem poder de ler, a o caso tem que ser julgado pela primeira
turma.
Não se
pode ter privilégios. O presidente Bolsonaro provavelmente, infelizmente, será
condenado. Digo infelizmente porque sou contra grandes penas, mas deve pegar
entre 35 e 40 anos de cadeia por ser chefe de uma organização criminosa.
- A prisão
domiciliar de Bolsonaro antes da condenação final não prejudica a
credibilidade do julgamento?
É
importante lembrar que o Bolsonaro não está preso no processo que trata sobre a
tentativa de golpe. Ele está preso por obstrução de Justiça no caso do Eduardo
Bolsonaro, que fatalmente terá a prisão decretada.
Eu
imagino a angústia de quem foi presidente da República e sabe que vai pegar 40
anos de prisão daqui a 20 dias. Ele deve acordar com síndrome do pânico, com
medo e raiva das pessoas. Eu respeito esse sentimento, mas o ministro Alexandre
[de Moraes] foi comedido, moderado, ele poderia ter mandado o Bolsonaro para a
prisão preventiva, pois ele desobedeceu medidas cautelares.
Não tem
nada mais grave do que afrontar o STF e não ter consequências. Isso é
desmoralizar a Corte. Acredito que isso tenha sido uma estratégia [o Bolsonaro]
tentar afrontar o STF. Ele sabe que vai ser preso e tem provas robustas para
isso.
Há um
general importante no governo Bolsonaro que confessou ter feito um plano para
matar o Lula, o Moraes e o [Geraldo] Alckmin. É algo inacreditável, a maioria
das provas foram produzidas por eles.
Eles
forçaram a prisão? Do meu ponto de vista, forçaram. O ministro Alexandre não
caiu na armadilha e determinou a prisão domiciliar. Tinha que se tomar uma
atitude. O Supremo não pode deixar uma decisão ser desrespeitada.
Em
dezembro eu ouvia que se encostasse um dedo em um general o Brasil cairia. O
Braga Netto está preso e o Mário Fernandes também. E depois falaram que se
chegasse perto do Bolsonaro, o Brasil cairia. Ele está preso.
Eu moro
em Brasília e da minha casa eu vejo a ponte – caminho para a casa de Bolsonaro.
No primeiro dia, teve uma movimentação de pessoas indo para a porta da casa
dele. No segundo dia, já não tinha nenhuma pessoa.
Preso
preventivamente e condenado, o Bolsonaro vai cair no ostracismo. Ninguém vai
lembrar dele. É assim que funciona a democracia.
- A proposta de
anistia em discussão no Congresso não seria uma interferência indevida do
Legislativo no Judiciário?
Não.
Nós sabemos que, nesse caso, a anistia é inconstitucional e ela não vai
acontecer. Até por isso, ao meu ver, sequer ela será pautada. Existe um jogo
político, é claro, mas o presidente da Câmara sabe da inconstitucionalidade da
proposta.
Seria
jogar o Congresso contra o Supremo outra vez. É uma questão grave, pois se
passar a anistia, o Supremo iria se manifestar e derrubar a medida. Isso expõe
do STF e acho que é preciso haver responsabilidade dos poderes constituídos. O
Supremo é critica por agir, às vezes, de forma excessiva, mas reforço que ele
só pode se manifestar se provocado.
Essa
questão da anistia não me preocupa muito. Ela não deve passar e o Brasil já
sofre com uma série de dificuldades [que enfraquecem o texto]. Há um presidente
dos Estados Unidos autocrata, fora da realidade e que quis tratar o Brasil como
colônia, mas o Lula mostrou ser um estadista nessa hora. Mas a anistia está
muito presa nas mãos e na boca de um deputado federal que está fora do Brasil,
cometendo crimes contra a soberania nacional.
A
grande maioria não quer a anistia. Acredita mesmo que o Tarcísio quer anistia?
Óbvio que não. Tarcísio, em tese, quer ser candidato à presidência da
República. Todos que falam que querem anistia, na verdade, não querem, porque
dependem do Bolsonaro estar preso e inelegível para serem candidatos.
Isso é
o jogo da política. Existe o que é dito e o que acontece na realidade.
- Vou retornar a
pergunta anterior. As PECs que limitam os poderes do STF não representam
uma interferência do Congresso no Judiciário?
Temos
que enfrentar essa questão fundamental para a divisão entre os Poderes de forma
madura. Sempre defendi mandato de 10 anos para ministros do Supremo. O excesso
na cadeira não é positivo, tem ministros que ficam 20 ou 30 anos lá. Você não
precisa fazer isso contra o STF, pode-se fazer uma discussão madura, com
audiências públicas na Câmara e no Senado sobre o tema. Não acho que isso seja
contra o Supremo.
O que
não pode tentar é mudar a composição do STF para mudar a possibilidade de voto,
nem tentar impugnar um voto de um ministro como o Eduardo Bolsonaro está
tentando fazer com o ministro Alexandre.
A
questão da prerrogativa de foro tem que ser uma coisa bem pensada. Eu sou
contra o foro de prerrogativa. Acho que em um sistema republicano não cabe
privilégio. O presidente da República, ministros do STF e demais presidentes de
Poderes podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Os
demais podem ser julgados por um juiz federal e as decisões cautelares tomadas
por um colegiado de cinco desembargadores. Não vejo problemas nisso, é até
republicano. O que não se pode ter, e concordo com o Congresso, é um direito
absoluto por parte do Supremo Tribunal.
As
decisões monocráticas incomodam e acho que precisam incomodar mesmo. Por
exemplo, uma decisão de prisão contra um parlamentar deveria ser imediatamente
levada para o referendo do colegiado. Não há problemas nisso. Isso é um
respeito que se tem entre os Poderes.
Agora,
o Congresso não pode interferir na autorização para abertura de processo
criminal da forma que está sendo discutido por aí. Isso é um absurdo. É um caso
clássico de tentar impunidade um pedido de autorização para fazer uma
investigação. É carta branca para o crime.
Discussões
de forma republicana e pensando nas garantias tanto do Legislativo como do
Judiciário é plenamente possível fazer sem que nenhum dos Poderes saia
afetado.
- O senhor mantém
sua avaliação crítica sobre o terceiro mandato do presidente Lula?
O Lula
é um craque político e não conheço ninguém que tenha tanta sensibilidade.
Quando fiz aquelas observações, é exatamente por sentir falta dessa pegada de
político. O Lula é essencialmente político. Em 2021, ele foi à Lisboa e fez um
discurso contra a fome e foi uma das coisas mais bonitas que já vi. Do meu
ponto de vista, faltava um pouco disso nesse terceiro mandato.
Eu
senti falta, num dado momento, de algumas posturas que agora ele está tendo de
uma forma bem interessante. A situação da tarifação do Trump, o Lula está sendo
elogiado por todos os órgãos sérios de imprensa internacional.
Penso
que essa questão [do tarifaço], inclusive, tem feito bem ao Lula. Ele [Trump]
permitir que a Força Nacional tome conta de Washington e falar que Brasília é
uma das cidades mais perigosas do mundo, é uma pessoa que desconhece a
realidade.
O Lula
respondeu com dignidade e com respeito à soberania. O Lula voltou a ser o velho
Lula.
- A atual
fragilidade política do governo Lula terá impacto nas eleições de 2026?
Acho
impossível governar o Brasil da forma que está. Apenas Lula consegue levar o
país ainda para uma governabilidade. Ele mesmo disse que precisou fazer um
grupo grande demais para poder governar.
É quase
impossível governar com essa divisão que existe entre os Poderes. Mas confio
que será plenamente possível fazer uma aliança para a governabilidade [em
2026]. E digo mais, ainda estamos longe das eleições e eu não confio muito nas
pesquisas nessa época. Mas vejo o país muito bem em uma série de
fatores.
Claro,
há uma dificuldade grande de chegar na grande mídia, mas há uma série de
fatores que impressionam. Penso que com esse isolamento dos EUA com o Brasil é
muito positivo para o Lula sob o aspecto político. Ele sabe fazer esse
jogo.
Há
muita coisa para acontecer ainda. Não sei nem se ele será candidato. Mas,
olhando para as tendências, ele deve ser candidato e ser reeleito.
- Como avalia as
chances de sucesso no processo de extradição da deputada Carla Zambelli?
Não
vejo dificuldades para que ela seja extraditada. Na verdade, você tem um
sistema de preferências. Até imagino que ela seja melhor, porque o sistema
carcerário da Itália é pior do que ela terá no Brasil. Claro, isso é uma
decisão dela e do advogado. Ela pode optar por ficar por lá ou pedir a
extradição. Agora, não deve ter dificuldades [para a extradição].
Ela
preenche todos os requisitos para retornar ao Brasil. Um exemplo disso, foi
quando eu advoguei para o [Salvatore] Cacciola – banqueiro italiano acusado de
crimes financeiros no Brasil – e nós ganhamos na Itália e ele não foi
extraditado. Mas o caso dela é diferente, ela cometeu um crime que tem grande
repercussão pela mídia italiana.
Talvez,
agora com essa direita presa, se discuta o sistema penitenciário brasileiro,
que é uma das coisas mais importantes. Mas, não há alternativa para ela, ela
vai continuar presa pela periculosidade, pela agressividade. Antigamente se
tinha uma lei em que era obrigatório a pessoa esperar a extradição presa, mas
eu acho que se tem o direito de aguardar o processo em liberdade. Mas, pela
situação, ela vai continuar presa e ser extraditada sem dificuldades.
- O que esperar da
nova gestão do STF com Fachin na presidência e Moraes como vice,
considerando as críticas atuais ao Tribunal e seu papel divisivo na
opinião pública?
O
ministro Edson Fachin, além de um grande ministro, preparado e técnico, é um
homem muito discreto. Acho que o STF vai dar um passo para trás nessa
exposição, o que é muito positivo. A gestão do Fachin fatalmente será parecida
com a ministra Ellen Gracie, que era muito discreta.
Isso
não é uma crítica, de maneira alguma, a aqueles que fazem um posicionamento
mais firme, como o ministro Barroso. Mas acho importante, nesse momento grave
que o Brasil passa, o ministro Fachin colocar um pouco de temperança nessa
história.
Agora,
o vice-presidente [Moraes] não tem muita importância nesse momento. Mas a minha
observação fica para que daqui a dois anos o Trump estará fora da presidência
dos Estados Unidos e o ministro Alexandre vai assumir a presidência do Supremo
Tribunal Federal. Isso será uma alegria muito grande de constatar.
Fonte:
IstoÉ

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