FASCISMO
BOLSONARISTA: Eduardo Bolsonaro articula com Trump embargo contra o Brasil e
ameaça Tarcísio e o Centrão
Enfurecido
com o avanço da candidatura Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) pela
Terceira Via, consórcio que une Faria Lima, mídia liberal e Centrão - e cooptou
amplos setores da direita -, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ameaçou o governador
paulista e os governadores "ratos", como classificou o irmão Carlos
Bolsonaro (PL-RJ), que buscam o espólio eleitoral de Jair Bolsonaro (PL).
"Quem
compactua com essa nojeira pode repetir mil vezes que é pró-Bolsonaro, mas não
será percebido como apoiador e muito menos como merecedor dos votos
bolsonaristas", escreveu em um longo texto nesta terça-feira (26)
endereçado aos ex-aliados.
"Aviso
desde já, para depois não virem com a ladainha de que eu estou desunindo a
direita ou sendo radical: na base da chantagem vocês não irão levar nada",
emendou.
Mais
tarde, Eduardo voltou à tona e compartilhou um vídeo de seu cúmplice na
conspirata nos EUA, o influenciador Paulo Figueiredo, reiterando a ameaça ao
dizer que "líderes políticos brasileiros, incluso os juízes
políticos,estão optando pelo caminho difícil".
"Donald
Trump tem sido bem claro e eu alertei: 'sentiremos saudades da tarifa de
'apenas' 50%'", escreveu Eduardo.
No
vídeo, Figueiredo fala em "tsunami" de Trump contra Moraes e faz uma
interpretação própria sobre a publicação em que o presidente dos EUA ameaça
nova rodada de tarifas para defender big techs, em nova ameaça velada ao
Brasil.
"É
o tal do tsunami que eu falei que vinha na direção do Alexandre de Moraes. A
prova disso é que o próprio Trump fez um pronunciamento ontem por meio do seu
perfil no Twitter Social e é muito voltado ao Brasil. Vejam o que diz. Atenção
aqui, aqui eu peço atenção aos deputados e senadores. Entendam, é o presidente
dos Estados Unidos falando", alerta Figueiredo, mirando figuras do
Centrão.
"Legislações
de serviços digitais, regulações e mercados digitais, regulações, legislações,
serviços digitais, presta atenção, Congresso Nacional, são todos mecanismos
criados para prejudicar ou discriminar a tecnologia americana. De forma
escandalosa, diz Donald Trump, também concedem um passe livre às maiores
empresas de tecnologia da China. Isso precisa acabar e acabar agora",
emenda, pressionando contra a regulação das big techs.
Em
seguida, Figueiredo revela um novo pedido da articulação com Eduardo Bolsonaro
junto ao governo Trump para transformar o "Brasil em Cuba", que há
mais de 60 anos sofre com embargos do governo dos EUA.
"Eu
estou me esgoelando, avisando. Trump está desenhando uma linha vermelha e
avisando que haverá mais tarifas para o país, não só tarifas. Embargos a
produtos", diz Figueiredo.
"Se
você está na zona franca ou onde quer que seja fabricando qualquer caceta de
tecnologia, entenda, o Brasil sofrerá um embargo. Isso significa destruição de
qualquer capacidade tecnológica que o Brasil tenha. Forças Armadas, todos os
seus programas que exigem algum tipo de semicondutores, nós seremos embargados.
Indústria automobilística, nós seremos embargados. E de quem que vocês vão
dizer que é a culpa? culpa. Do Eduardo Bolsonaro, do Paulo Figueiredo. Aí vem
aqui e quer sentar para conversar com a gente. Nós estamos avisando a merda que
vocês estão fazendo, seus irresponsáveis", segue o neto do ditador João
Baptista Figueiredo.
O
cúmplice de Eduardo ainda cita nominalmente o presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), "seu irresponsável", que segundo ele estaria
"enrolando com a pauta da anistia, enrolando com a pauta de
prerrogativas" e volta a falar nos embargos.
"São
vocês, está na costa, na conta de vocês essa tarifa adicional que vem para o
Brasil. Está na conta de vocês esse embargo adicional", afirma.
Na
sequência, Figueiredo ameaça empresários e até a Confederação Nacional da
Indústria (CNI), que enviou representantes aos EUA e estaria contratando
"lobistas" para abrir canal com o governo Trump. Atuando com lobby, o
influenciador se nega a trabalhar para os brasileiros.
"Não
percam o seu tempo vindo conversar comigo. Se você é empresário, se você
representa uma confederação, você está perdendo tempo, está tomando prejuízo.
Faça o seguinte, economize o seu tempo e o seu dinheiro. Vá a Brasília, peça
uma reunião com o Hugo Motta. Eu digo com todas as vezes o PL 26 28, que é o PL
da censura, e os outros dois PLs que o Lula está enviando para o congresso na
semana que vem, são uma cagada colossal", afirma sobre os projetos que
regulamentam as redes sociais, inclusive o chamado PL da Adultização, que pune
perfis de pedófilos.
"O
problema é que o Brasil se tornou uma ditadura, abriu mão desses preceitos e
vocês querem continuar fingindo que está tudo bem e acham que vão conversar com
Eduardo Bolsonaro e Paulo Henrique que eles vão resolver o problema. Não
vou", emenda.
• Eduardo Bolsonaro declara guerra a
Tarcísio e racha extrema direita
O caldo
entornou de vez no covil da extrema direita brasileira e, ao que parece, agora
é de forma oficial. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o deputado federal traidor
lesa-pátria que está foragido nos EUA, resolveu partir para cima de Tarcísio de
Freitas (Republicanos) de maneira direta, sem rodeios, inconformado com o fato
de o governador de São Paulo ser o preferido para substituir Jair Bolsonaro
(PL) nas eleições de 2026, tanto por alas radicalizadas de seu grupo político
como pelo “mercado”, e isso para não falar de seu pai, que também preteriu o
próprio filho.
Numa
postagem feita em seus perfis oficiais nas redes sociais, no início da tarde
desta terça-feira (26), o traidor que vive nos Texas e de lá sabota e ataca a
economia e a soberania do Brasil apelou para o “sentimento familiar”. Sim, sem
qualquer pudor, e usando uma foto de Jair com seus quatro filhos homens,
Eduardo deixou claro que o destino do país é algo que pertence à sua família e
que ninguém de fora do clã assumirá qualquer coisa no futuro.
“Há uma
curiosidade no ar: quanto mais próximo do julgamento do meu pai, mais pessoas
têm falado sobre substituí-lo na corrida presidencial. E, de maneira descarada,
essas mesmas pessoas ainda dizem que é para o bem de Bolsonaro, porque o
apoiam. Se houver necessidade de substituir JB, isso não será feito pela força
nem com base em chantagem. Acho que já deixei claro que não me submeto a
chantagens. Qualquer decisão política será tomada por nós. Não adianta vir com
o papo de “única salvação”, porque não iremos nos submeter. Não há ganho
estratégico em fazer esse anúncio agora, a poucos dias do seu injusto
julgamento. Então, eu me pergunto: para que a pressa? Só há uma resposta
lógica: o julgamento é a faca no pescoço de JB, é o “meio de pressão eficaz”
para forçar Bolsonaro a tomar uma decisão da qual não possa mais voltar atrás.
Quem compactua com essa nojeira pode repetir mil vezes que é pró-Bolsonaro, mas
não será percebido como apoiador e muito menos como merecedor dos votos
bolsonaristas. São com atitudes - e não com palavras - que mostramos quem
somos. Antes de mais nada, caminhar com Bolsonaro significa ter princípios,
coerência e valores. Aviso desde já, para depois não virem com a ladainha de
que eu estou desunindo a direita ou sendo radical: na base da chantagem vocês
não irão levar nada”, escreveu o deputado lesa-pátria.
A
cartada de Eduardo parece fazer parte de uma jogada ensaia do núcleo duro do
bolsonarismo. Na noite de segunda-feira (25), o ex-chefe da Secom, Fabio
Wajngarten, um dos mais submissos “assessores” de Bolsonaro, que segue
fidelíssimo ao ex-presidente mesmo após ter sido humilhado e expulso do emprego
no PL por dizer numa conversa com Mauro Cid que “preferia votar em Lula do que
em Michelle Bolsonaro”, fez um movimento interessante. Na visão do ‘aspone’ do
‘mito’, não adianta proporem nomes porque “os votos são de Bolsonaro”, como se
o líder extremista fosse o senhor todo-poderoso do Brasil.
A
reação de Eduardo e de Wajngaten vem na esteira do posicionamento cada vez mais
incisivo de Tarcísio que, embora evite se assumir como pré-candidato, pois não
tem autorização do ‘chefe’ para isso, posa em eventos da Faria Lima pelo menos
duas vezes por semana, falando e se comportando como presidenciável.
• Irmãos Bolsonaro: Flávio vai contra
Eduardo e defende Tarcísio
O
senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o momento é de prestar solidariedade
ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e citou o governador de São Paulo,
Tarcísio de Freitas (Republicanos), como exemplo de aliado leal. A declaração à
coluna de Bela Megale, no Globo, contrasta com a postura de seus irmãos, em
especial do deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que tem atacado Tarcísio em meio
às especulações sobre a sucessão presidencial de 2026.
“Este
não é o momento de tratar Bolsonaro como carta fora do baralho, nem de fazer
festa. Agora é hora de prestar solidariedade a Bolsonaro, como já fez Tarcísio
ao visitá-lo e ao dar declarações públicas em sua defesa”, disse Flávio, em
entrevista à coluna.
Questionado
sobre as articulações do centrão e de lideranças políticas para consolidar
Tarcísio como possível sucessor de Jair Bolsonaro, o senador evitou se
comprometer com cenários antecipados. “Tem muita água pra passar debaixo da
ponte. A eleição só será daqui a um ano e meio. Desconheço algum candidato à
Presidência que tenha obtido sucesso ao antecipar tanto assim a disputa.
Normalmente, ninguém aguenta tanto tempo de fritura e acaba se queimando”,
avaliou.
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Deixar o PL
A
posição cautelosa difere da adotada por Eduardo Bolsonaro, que, segundo a
coluna, pretende deixar o PL e lançar candidatura própria caso Tarcísio
ingresse no partido com vistas ao Palácio do Planalto. O deputado abriu fogo
contra o governador e deixou claro que vê nele um concorrente direto pela
herança política do bolsonarismo.
Flávio,
por sua vez, reforçou que, se Jair Bolsonaro permanecer inelegível e decidir
apoiar outro nome, esse apoio será decisivo para unificar a direita. “Se
Bolsonaro não ficar elegível e decidir apoiar um candidato diferente dos que
estão na mesa hoje, qualquer um que esteja se colocando agora só terá dois
caminhos: desistir da candidatura ou apoiar o candidato escolhido por Bolsonaro
no segundo turno”, concluiu.
• Eduardo Bolsonaro na Casa Branca: saiba
quem são os interlocutores com Trump
O
ex-porta-voz da Casa Branca, Jason Miller, o assessor de contraterrorismo
Sebastian Gorka e o ideólogo do MAGA, Steve Bannon, são hoje os principais
interlocutores do bolsonarismo no centro do poder estadunidense. Próximos do
presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, eles atuam como canais
diretos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e de Paulo Figueiredo. Mas há, ainda,
novos nomes que vem, agora, à tona.
Incluem-se
na lista, ainda, nomes como o conselheiro-sênior do departamento de Estado dos
EUA, Ricardo Pita, o subsecretário de Estado para a Diplomacia Pública, Darren
Beattie, e o deputado republicano Chris Smith. As informações são do UOL.
A
aproximação, contudo, não foi imediata. Em 2023, parlamentares brasileiros
alinhados a Eduardo chegaram a ser ignorados por congressistas republicanos de
peso, como Michael McCaul e Marco Rubio. Dois anos depois, Rubio assumiu a
Secretaria de Estado e tornou-se o responsável por anunciar sanções.
Outro
aliado estratégico é Chris Smith, congressista republicano que abraçou a
narrativa de que decisões judiciais no Brasil contra a extrema-direita
configuram violações de direitos humanos. Ele passou a incluir o país em
relatórios que antes miravam regimes autoritários como China, Índia e
Nicarágua.
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Entenda a atuação de Eduardo e Figueiredo
O
deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Figueiredo atuam como pontes entre o
bolsonarismo e a Casa Branca, nos Estados Unidos (EUA), em busca de apoio
político para tentar coagir as investigações das quais o ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL) é réu no Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo
e Figueiredo ainda admitiram atuar publicamente para pressionar o país a adotar
sanções econômicas contra o Brasil, inclusive a recente taxação de 50% sobre os
produtos brasileiros anunciada por Trump, em apoio político ao ex-presidente
Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, para tentar coagir o Supremo Tribunal Federal
(STF) em detrimento das ações penais da trama golpista.
Na
semana passada, Eduardo correu às redes para pedir a ajuda e, ao mesmo tempo,
culpar a atuação de assessores de Donald Trump, por conta do indiciamento por
obstrução de justiça. De lá para cá, o deputado continua a repetir em suas
redes sociais que a Polícia Federal (STF), instituição que indiciou Eduardo e
seu pai, teria vazado seu contato pessoal e a própria investigação, chegando a
divulgar que é alvo de "chacota" por parte dos brasileiros, na
segunda-feira (25).
Fonte:
Fórum

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