Universidade
pública e tecnociência solidária
A
universidade pública participa da produção da sociedade quando imagina ocupar
um lugar exterior às suas contradições. Forma profissionais, legitima critérios
de competência, seleciona problemas de pesquisa e estabelece quais
conhecimentos merecem reconhecimento. Cada uma dessas atividades incide sobre a
distribuição do poder e sobre as condições de existência da população.
Por
isso, defender seu caráter público exige interrogar a orientação social do
conhecimento que produz. A defesa da universidade perde força quando deixa
intocada a neutralidade da tecnociência e aceita que a empresa privada seja a
destinatária privilegiada de uma capacidade científica construída com o
trabalho e os recursos da sociedade.
O
problema alcança a concepção de universidade. Recursos públicos, acesso
gratuito e autonomia institucional são indispensáveis, mas não resolvem a
pergunta sobre quem define suas finalidades. Uma instituição pode ser
financiada pela sociedade e organizar suas prioridades segundo demandas de
segmentos que concentram renda e propriedade. A contradição atravessa seu
cotidiano: a sociedade sustenta a instituição, enquanto parcelas dessa
sociedade hoje encontram dificuldades para transformar suas necessidades em
problemas reconhecidos pela pesquisa.
A
formação universitária participa desse processo em diferentes posições sociais.
Dela saem dirigentes empresariais, profissionais que administram instituições
públicas e trabalhadores diplomados cujas expectativas de reconhecimento
encontram limites materiais. Não se trata de atribuir à universidade uma
causalidade exclusiva sobre seus percursos.
As
relações de propriedade, o mercado de trabalho e a organização do Estado também
os condicionam. Cabe, porém, reconhecer sua responsabilidade específica: ela
fornece linguagens, instrumentos e justificativas com os quais esses sujeitos
compreenderão os problemas sociais e tomarão decisões que afetam outras
pessoas.
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Uma herança que organiza o presente
A
universidade brasileira se constituiu numa sociedade marcada pela escravidão,
pela concentração da propriedade e pela subordinação de amplas parcelas da
população. Essa formação histórica ajuda a compreender a distância entre
excelência acadêmica e atendimento das necessidades coletivas. Não autoriza,
contudo, uma explicação linear que transforme cada universidade em simples
prolongamento das classes proprietárias.
A
universidade também abriga conflitos, experiências de democratização e
conhecimentos que contrariam interesses dominantes. Sua história deve ser
compreendida como disputa realizada em condições desiguais, cuja materialidade
precisa aparecer na análise.
A
condição periférica acrescenta uma dificuldade. Modelos de organização
científica formulados em outros contextos tendem a chegar acompanhados do
prestígio das instituições que os consagraram. Sua adoção pode deslocar a
pergunta sobre as necessidades locais para a pergunta sobre como alcançar um
padrão externo de reconhecimento. Comparações internacionais são úteis quando
tornam diferenças inteligíveis.
Tornam-se
obstáculos quando convertem uma experiência histórica particular em destino
obrigatório. Uma universidade inserida numa economia dependente não transforma
essa condição apenas imitando procedimentos de uma instituição situada no
centro da acumulação.
A
relação entre universidade e empresa ilustra o problema. Parte significativa do
discurso institucional supõe que o principal desafio consiste em transferir
conhecimento acadêmico para o setor produtivo. Nesse enunciado, o setor
produtivo aparece frequentemente identificado com a empresa privada.
Desaparecem da linguagem os empreendimentos autogestionários, as associações de
trabalhadores e outras formas de produzir bens e serviços.
O
vocabulário já realiza uma seleção: uma forma histórica de organização
econômica representa o conjunto da produção, enquanto as demais comparecem como
exceções ou experiências de alcance restrito.
O
transferencismo imagina que o conhecimento pode atravessar a fronteira
institucional conservando intactos seus atributos e encontrando, no outro lado,
uma demanda pronta para recebê-lo. Entretanto, a própria demanda depende de
decisões empresariais sobre custos, mercados e apropriação dos resultados.
Nem
toda capacidade científica interessa à empresa, e nem todo interesse
empresarial corresponde a uma necessidade social prioritária. A insistência em
corrigir apenas a comunicação entre os dois ambientes pode ocultar essa
divergência. A questão deixa de ser o volume de encontros entre pesquisadores e
empresários e passa a envolver os objetivos que orientam o encontro.
O
empreendedorismo acadêmico acrescenta outra camada. O pesquisador é estimulado
a converter sua atividade em oportunidade de negócio, e o estudante aprende a
apresentar sua trajetória como empreendimento individual. A universidade pode
oferecer apoio técnico valioso a iniciativas produtivas.
O
problema surge quando a criação de empresas se transforma em horizonte geral da
formação e em demonstração suficiente de utilidade pública. A possibilidade de
vender uma solução passa a anteceder a investigação de sua necessidade.
Demandas socialmente urgentes, mas pouco rentáveis, ocupam posição secundária,
apesar de sua complexidade científica e de sua relevância humana.
Essa
orientação combina-se com o produtivismo. A publicação, que deveria comunicar e
submeter resultados à crítica, torna-se também unidade de desempenho. O projeto
passa a ser dimensionado pelo prazo de entrega, pela possibilidade de gerar
produtos contabilizáveis e pela conveniência curricular.
Não se
deve opor, de maneira simplista, produção acadêmica e compromisso social. O
problema está na substituição do julgamento substantivo por uma contabilidade
que premia resultados facilmente registráveis. Atividades essenciais, como
estabelecer confiança com uma comunidade ou acompanhar a apropriação de uma
técnica, podem consumir anos e aparecer pouco nos instrumentos de avaliação.
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A neutralidade como problema
A
crença na neutralidade ajuda a justificar esse funcionamento. Segundo sua
versão mais difundida, a ciência produziria conhecimentos universais, enquanto
os valores ingressariam somente no momento de sua aplicação tecnológica. A
universidade responderia pela descoberta; outros atores responderiam pelos
usos.
Essa
divisão tranquiliza porque permite reconhecer consequências destrutivas sem
examinar as escolhas que participaram da constituição do conhecimento e dos
artefatos. A responsabilidade é deslocada para uma etapa posterior, como se os
caminhos anteriores não contivessem decisões sobre prioridades, riscos e
beneficiários.
A
crítica exige distinguir objetividade e neutralidade. A objetividade exige
procedimentos que permitam examinar evidências, confrontar interpretações e
corrigir resultados. Sua defesa é indispensável. A neutralidade supõe ausência
de interesses e valores na definição das agendas e na configuração dos meios
técnicos.
Questionar
essa segunda pretensão não autoriza abandonar a primeira. Um resultado não se
torna verdadeiro porque atende a uma causa considerada justa. Tampouco sua
consistência empírica demonstra que o problema investigado era socialmente
prioritário ou que a utilização projetada seja desejável. São planos
relacionados, mas não intercambiáveis.
A
tecnociência reúne processos de conhecimento e intervenção cuja separação se
tornou insuficiente para compreender o modo como se organizam. Instrumentos,
programas, materiais e sistemas de produção incorporam decisões realizadas
durante sua concepção. Uma máquina pode exigir que o ritmo de todos seja
determinado externamente.
Um
sistema de informação pode distribuir acesso ou concentrá-lo na administração.
Uma plataforma pode facilitar a cooperação e, simultaneamente, reservar a
terceiros o controle dos dados. A técnica possui propriedades materiais
verificáveis, mas sua configuração envolve escolhas entre possibilidades
socialmente distintas.
Dizer
que uma tecnologia incorpora relações sociais não significa afirmar que cada
detalhe tenha sido deliberadamente planejado para dominar. Há contingências,
limitações de conhecimento e consequências imprevistas. Há também usos que
escapam à intenção original.
O
argumento é mais preciso: os processos de concepção selecionam soluções sob
condições determinadas e tendem a estabilizar algumas relações em detrimento de
outras. Depois de instaladas, essas soluções tornam certas mudanças mais caras
e outras mais acessíveis. O poder pode persistir no equipamento e no
procedimento mesmo quando as pessoas encarregadas de operá-los são
substituídas.
Imaginemos
a seguinte situação de trabalho coletivo. O grupo recebe um equipamento
concebido para uma fábrica organizada por supervisão hierárquica. A propriedade
passa ao coletivo, mas o acesso aos controles permanece concentrado, o ritmo de
operação dificulta decisões compartilhadas e a manutenção depende de um
fornecedor exclusivo.
A
mudança jurídica é relevante, porém insuficiente para instaurar autogestão.
Será necessário revisar o funcionamento, distribuir conhecimentos e talvez
modificar componentes. A experiência demonstra por que democratizar o acesso à
tecnologia e democratizar sua configuração são tarefas relacionadas, mas
distintas.
A
crítica à neutralidade alcança, portanto, o ensino. Uma disciplina técnica
precisa examinar as alternativas que desaparecem quando um problema é formulado
exclusivamente em termos de rentabilidade. Uma disciplina das humanidades
precisa enfrentar a materialidade dos processos que critica. A separação entre
quem compreenderia a sociedade e quem dominaria os instrumentos de intervenção
empobrece ambos os campos.
Não
basta acrescentar uma reflexão ética ao final de um projeto já definido. As
perguntas sobre organização do trabalho e distribuição dos benefícios precisam
participar da formulação inicial e acompanhar o desenvolvimento das soluções.
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Conhecimento situado e participação social
O
conhecimento situado permite reconhecer que toda investigação começa em
condições determinadas. Isso não significa restringir sua validade ao lugar de
origem nem abandonar a possibilidade de generalização. Significa explicitar a
posição de quem pergunta, as relações que tornam a pesquisa possível e os
limites de suas categorias. Um diagnóstico elaborado sem contato com o trabalho
efetivo pode confundir o procedimento prescrito com a atividade realizada.
O
trabalhador que ajusta uma máquina, a cuidadora que organiza uma rotina e a
comunidade que conhece seu território possuem saberes cuja ausência pode
comprometer a própria qualidade da investigação.
Esses
saberes não precisam ser romantizados. A experiência contém aprendizado, mas
também pode reproduzir hierarquias, erros e formas de exclusão. O diálogo entre
conhecimentos exige crítica recíproca e critérios adequados ao objeto. A
participação social tampouco elimina o trabalho especializado ou torna todas as
afirmações equivalentes.
Ela
amplia a capacidade de identificar problemas, examinar consequências e
reconhecer condições de uso que um grupo restrito não perceberia. O encontro se
torna fecundo quando nenhum participante é reduzido a fornecedor de dados e
quando a autoridade de uma afirmação pode ser discutida.
Uma
pesquisa participativa começa antes da coleta. Seus participantes precisam
discutir o que será investigado, quais resultados são esperados e como serão
enfrentadas divergências. Devem conhecer as condições de acesso às informações
e participar das decisões sobre circulação dos conhecimentos produzidos. Sem
isso, a participação pode resumir-se à presença em reuniões cujo resultado já
está decidido.
Uma
consulta que apenas confirma o projeto não altera a relação entre universidade
e sociedade. O critério substantivo está na possibilidade de os sujeitos
envolvidos modificarem perguntas, procedimentos e decisões que afetam sua vida.
Essa
perspectiva modifica a extensão universitária. A imagem de uma instituição que
leva conhecimento a quem não o possui estabelece uma assimetria anterior ao
encontro. Uma extensão comprometida com a produção compartilhada parte do
reconhecimento de capacidades existentes e de necessidades que exigem
investigação.
Seus
resultados devem retornar ao ensino e à pesquisa, alterando conteúdos e
métodos. Caso contrário, a aproximação social permanece confinada a uma
atividade lateral, valorizada nos discursos e subordinada na carreira. A
indissociabilidade se realiza quando o contato com a sociedade transforma o
núcleo acadêmico da instituição.
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A tecnociência solidária
A
economia solidária coloca um problema que a transferência convencional não
resolve. Empreendimentos organizados pela propriedade coletiva dos meios de
produção e pela autogestão necessitam de conhecimentos compatíveis com essas
relações. Não basta entregar a seus integrantes tecnologias concebidas para
outras finalidades e esperar que a cooperação corrija todas as
incompatibilidades. Chamamos de tecnociência solidária a construção dos
conhecimentos e dos meios materiais de que essa organização do trabalho
necessita. Sua elaboração depende da participação dos trabalhadores nas
decisões sobre o que produzir e sobre como fazê-lo.
A
adequação sociotécnica oferece um caminho para essa construção. Ela envolve
examinar equipamentos, processos e formas de gestão à luz das relações que se
pretende desenvolver. Pode exigir alterações simples, como tornar informações
acessíveis ao coletivo, ou transformações mais profundas, como redesenhar uma
etapa produtiva para diminuir riscos e ampliar o domínio compartilhado.
O ponto
de partida é a situação concreta. Nem toda técnica existente precisa ser
descartada, nem toda adaptação será suficiente. A análise deve identificar o
que pode ser apropriado, o que requer modificação e o que precisa ser
desenvolvido de outra maneira.
A
eficiência também muda de conteúdo. Um processo que reduz o preço de um produto
transferindo danos para os trabalhadores pode parecer eficiente numa
contabilidade estreita. Ao incluir saúde, manutenção, efeitos ambientais e
distribuição do tempo, a comparação assume outra configuração. A tecnociência
solidária precisa tornar explícitos esses critérios e submetê-los a avaliação.
Seu
compromisso social não a dispensa de funcionar, cumprir requisitos de segurança
e utilizar recursos de maneira responsável. Exige que o desempenho seja
examinado segundo as finalidades coletivamente estabelecidas, sem ocultar
custos que recaem sobre outras pessoas.
O tempo
constitui uma dimensão decisiva. A organização do trabalho pode economizar
minutos numa operação e multiplicar a disponibilidade exigida de quem trabalha.
Pode acelerar entregas enquanto impede estudo, descanso e participação na
gestão.
Uma
inovação deve ser examinada também pelo modo como distribui o tempo liberado.
Se todo ganho se converte em intensificação, a promessa de progresso técnico se
separa da experiência dos trabalhadores. Em empreendimentos autogestionários,
discutir a duração da jornada e o destino dos ganhos de produtividade integra a
decisão técnica, porque define o sentido social da transformação.
A
dimensão ambiental exige cuidado semelhante. O conceito de capitaloceno chama
atenção para relações de acumulação e apropriação que organizam a exploração da
natureza. Seu interesse analítico está em evitar que a responsabilidade seja
distribuída indistintamente por uma humanidade abstrata. Isso não dispensa
examinar processos concretos e responsabilidades diferenciadas.
Para a
universidade, a consequência é investigar como a degradação se relaciona com
decisões produtivas e com formas de consumo, identificando alternativas que não
transfiram os custos da recuperação ambiental justamente para as populações
mais expostas aos danos.
Uma
técnica ambientalmente promissora pode reproduzir dependência se exige insumos
inacessíveis, contratos restritivos ou manutenção que os usuários não
controlam. Por isso, a avaliação deve acompanhar o ciclo de uso e as relações
econômicas que sustentam a solução.
Durabilidade,
reparabilidade e domínio do processo importam tanto quanto o desempenho
inicial. A produção solidária pode favorecer essas finalidades, mas não possui
virtudes automáticas. Seus resultados precisam ser demonstrados, e seus limites
devem ser reconhecidos. A construção de alternativas ganha consistência quando
abandona a idealização e transforma dificuldades reais em questões de pesquisa.
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Transformar a instituição por dentro
Uma
universidade orientada por essas questões precisa rever seus critérios de
reconhecimento. Projetos construídos com coletivos de trabalhadores exigem
continuidade, acompanhamento e possibilidade de corrigir caminhos. Não cabem
facilmente em calendários que encerram a responsabilidade quando termina o
financiamento.
A
instituição pode criar formas de sustentar equipes, preservar registros e
garantir que a saída de um estudante não interrompa compromissos assumidos. A
permanência da relação integra a qualidade do trabalho. A descontinuidade,
quando previsível e evitável, transfere à comunidade o custo de uma organização
acadêmica que permanece voltada para si.
O
financiamento precisa considerar a desigualdade entre os interlocutores.
Empresas podem manter equipes especializadas para apresentar demandas e
negociar projetos, enquanto grupos de trabalhadores nem sempre dispõem de
condições semelhantes. Tratar ambos como parceiros formalmente iguais pode
reproduzir essa assimetria.
A
universidade deve criar meios para construir demandas com aqueles que não
chegam a seus editais. Isso envolve presença continuada, escuta e apoio à
formulação dos problemas. A necessidade coletiva não se apresenta
espontaneamente na linguagem exigida por uma agência de pesquisa, e essa
distância não diminui sua relevância.
Essa
orientação traz uma exigência para a autonomia universitária. Ela protege a
liberdade de investigar e de criticar, mas também deve assegurar condições para
que diferentes necessidades sociais disputem legitimamente espaço na
instituição. A vinculação à sociedade não pode converter-se em submissão a
interesses imediatos, sejam eles empresariais ou comunitários.
Há
pesquisas de longo prazo e investigações fundamentais cujo alcance não se deixa
antecipar. Uma universidade pública deve preservá-las e, simultaneamente,
justificar a composição de suas prioridades. A pluralidade exige mecanismos de
decisão transparentes e capacidade de tornar públicas as razões das escolhas.
A
proposta de tecnociência solidária não oferece um modelo pronto para
substituir, de uma vez, a organização existente. Sua base material ainda
precisa ser desenvolvida em muitos campos, e os empreendimentos que poderiam
utilizá-la enfrentam restrições econômicas concretas. Reconhecer essa condição
evita promessas vazias.
A
tarefa é construir capacidades cumulativas, articulando experiências,
identificando problemas recorrentes e compartilhando soluções passíveis de
adaptação. A universidade pode contribuir decisivamente porque reúne
especialidades e recursos que dificilmente estariam disponíveis a cada
empreendimento isoladamente.
A
mudança poderá ser reconhecida quando uma necessidade coletiva hoje ignorada
alterar uma agenda de pesquisa, um currículo ou o uso de um laboratório, com a
participação de quem enfrenta o problema. Isso exige deslocamentos
institucionais verificáveis, sustentados por recursos e por critérios de
avaliação coerentes.
A
universidade pública fortalece sua legitimidade ao ampliar a capacidade social
de conhecer e decidir. Seu futuro depende também da disposição de interrogar as
relações que seus próprios instrumentos ajudam a conservar. Produzir
conhecimento com os trabalhadores, para que possam governar as condições de sua
existência, é uma tarefa científica à altura de sua responsabilidade histórica.
Fonte:
Por Renato Dagnino e João dos Reis Silva Júnior, em A Terra é Redonda

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