Willer
Tomaz: Uma revelação de escândalos que envolvem Flávio Bolsonaro?
Algumas
revelações de escândalos associados a Willer Tomaz começam vir à tona. Willer é
um advogado e possível sócio de Flávio Bolsonaro. Trata-se do maior apostador
em bets online do Brasil e que suspeitas apontam para o uso de apostas para
lavagem de dinheiro, assumindo que apostou cerca de 5 bilhões de reais, como
denunciamos aqui. O desdobramento do caso dessas apostas atingem Flávio
Bolsonaro, visto que o advogado era seu sócio em uma conta internacional, a
Alcazar Holdings, onde apenas Flávio e Willer eram “operadores masters” o que
significa que apenas conferia a eles o poder de realizar movimentações e
transações financeiras. Este escândalo envolve a maior casa de apostas, a
Blaze.
A
matéria mais acessada do Uol essa semana é o caso de que Willer apresentou
Flávio Bolsonaro enquanto seu sócio no escândalo que envolve a mansão do
jogador Richarlison. Segundo o jogador, o imóvel, localizado em Angra dos Reis,
é avaliado em até 10 milhões de reais e teria sido tomado pelo advogado, o qual
apresentou Flávio Bolsonaro enquanto seu sócio nessa ação.
As
associações a Flávio Bolsonaro não deixam de aparecer. Neste momento, a Polícia
Federal está investigando o pagamento de Willer para retirar do ar notícias
negativas que envolvem Flávio Bolsonaro. O pagamento trata-se de 9 mil reais e
de 12 links tirados das redes. Esse caso trata-se de uma direta intervenção nas
eleições a favor da família Bolsonaro e seu projeto político asqueroso. Esse
novo inquérito trata-se do segundo que Flávio está envolvido, sendo o primeiro
deles seu envolvimento no escândalo do banco master e suas relações com o
empresário Vorcaro.
No
entanto, as manchetes envolvendo o nome de Willer não datam de hoje. Em 2017, o
advogado foi detido por quase 80 dias depois de ter sido acusado de atuar para
interferir nas investigações da Operação Greenfield e de tentar obstruir a
delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS. Nesse caso, o procurador da
república Ângelo Goulart que foi denunciado por crimes de corrupção e obstrução
da justiça recebeu uma mesada de 50 mil reais de Joesley para mantê-lo
informado da investigação, e Willer Tomaz estava envolvido em facilitar tal
passagem de dinheiro a Goulart. Isto é, por um lado, uma demonstração de que de
imparcial e neutra o sistema judiciário não tem nada, algo que está escancarado
mais do que nunca com os capítulo do Banco Master, demonstrando os subornos e
rios de dinheiro de correm dentro do regime brasileiro, os quais estão a
serviço para defender os juízes e políticos que enchem seus pulmões e seus
planos de governo para atacar os direitos dos trabalhadores.
A
listagem de escândalos que Willer Tomaz está envolvido inaugura algumas coisas
para nos alertar. Não deixa dúvidas de que não é possível confiarmos na justiça
e instituições do regime e que o autoritarismo judiciário está mais vivo do que
nunca. Afinal, não só é possível vermos escândalos de dinheiro envolvendo um
dos procuradores do país. Vemos também que sua relação com Flávio Bolsonaro
está a serviço de intervir nas eleições presidenciais, a favor do bolsonarismo.
Vemos que a relatoria do novo inquérito que envolve Flávio foi entregue a
Alexandre de Moraes, o qual ao contrário de tratar de um defensor da democracia
como setores defendiam até então, teve trocas de mensagens com o empresário
Vorcaro envolvido no escândalo master e atuou para a liberação seletiva de
informações sobre esse caso, não deixando vir a público informações que
comprometem o candidato Bolsonaro. Mesmo papel que vimos Mendonça cumprir, a
partir do inquérito do Banco Master e o Dark Horse.
Por
outro lado, certamente, capítulos estão por vir, e que alerto para um possível
aprofundamento do envolvimento de Flávio em escândalos de lavagem de dinheiro e
apostas de bets, o que escancara a podridão da extrema-direita e todo seu
legado. Afinal, enquanto Flávio quer aprofundar todo o projeto econômico das
reformas do golpe e recuperar a PEC da 7x0 de Rogério Marinho para golpear os
trabalhadores e obrigar-nos a se manter na precarização da vida e trabalhar até
morrer, onde o endividamento e o cansaço é rotina, está envolvido em escândalos
bilionários ou no mínimo está associado a eles.
• O que se sabe sobre elo de Flávio
Bolsonaro com Willer Tomaz e bets
Investigações
da Polícia Federal sobre a relação do candidato à Presidência e senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) com o advogado Willer Tomaz reúnem elementos que, para os
investigadores, conectam o senador ao universo das apostas online, mais
especificamente à Best Bet, uma casa de apostas licenciada pela Loteria do
Estado do Rio de Janeiro (Loterj).
A
investigação teve origem em um inquérito conduzido pela Justiça Federal do Rio
Grande do Sul que apurava suspeitas envolvendo plataformas de pagamento digital
e o setor de apostas. A PF identificou e-mails que apontariam Flávio como
"usuário master" de uma conta bancária de uma empresa de Tomaz. O
Supremo Tribunal Federal autorizou a corporação a apurar suspeitas de lavagem
de dinheiro e investigar se Flávio Bolsonaro seria sócio oculto da Best Bet.
<><>
Tomaz no radar da PF
Conhecido
por advogar para políticos, Tomaz também aparece como personagem de diferentes
investigações da Polícia Federal, como a que apura desdobramentos do escândalo
dos descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Reportagens do Estadão
mostram que a PF apreendeu aeronaves, documentos e registros financeiros
ligados a ele e passou a investigar seu patrimônio e suas movimentações
financeiras.
O
advogado é investigado sob suspeita de participação em operações financeiras
que poderiam envolver recursos provenientes das fraudes.
Segundo
reportagem da revista piauí, Tomaz também teria estruturado uma rede de
empresas ligada ao ecossistema de apostas, que levou a PF do Rio Grande do Sul
a encontrar "elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade
de fato sobre a Rede Loto", cuja casa de jogos é a Best Bet.
<><>
A ascensão e a queda da Best Bet
Central
nas investigações, a Best Bet é controlada pela Cathedral Holdings, sediada na
Ilha da Madeira, em Portugal, e foi criada em 2023, pouco antes de receber
autorização da Loterj para operar apostas esportivas.
A PF
avalia que o então presidente da Loterj, Hazenclever Cançado, mantinha relação
de amizade próxima com Tomaz. Graças a uma interpretação adotada pela autarquia
fluminense, a Best Bet passou a atuar em todo o país mesmo possuindo licença
estadual.
A
operação nacional foi posteriormente contestada pelo governo federal e limitada
por decisão do ministro André Mendonça, do STF. Após perder esse direito, a
Best Bet teria parado de operar, segundo a revista piauí.
Documentos
do Ministério da Fazenda obtidos pela Folha de S. Paulo apontam que entre
valores ganhos e reapostados, Tomaz movimentou cerca de R$ 5 bilhões em apostas
esportivas apenas em 2025. A Fazenda considerou as operações atípicas e
questionou por que não houve comunicação às autoridades responsáveis pela
prevenção à lavagem de dinheiro.
<><>
Proximidade entre Flávio e Willer
A
relação entre Willer e Flávio surgiu durante a quebra do sigilo da nuvem
digital de Tomaz, que acabou revelando documentos pessoais do senador, como
fotos, registros de encontros, viagens e contatos frequentes entre os dois.
A Folha
de S.Paulo revelou que ambos viajaram juntos para diversos países em voos
compartilhados contratados por meio da Cathedral Holdings. Os investigadores
também localizaram registros de comunicação entre os dois por meio de
aplicativos de mensagens criptografadas.
Reportagem
de Malu Gaspar, em O Globo, mostrou que a corporação encontrou e-mails de uma
funcionária de Tomaz enviados ao banco Santander em 22 de maio de 2025, poucos
meses antes do fechamento da Best Bet, indicando que Flávio aparecia como
"usuário master" de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa
sediada na Ilha da Madeira e controlada por Willer Tomaz.
A
investigação ainda identificou possíveis conexões patrimoniais. Segundo O
Globo, a Alcazar detinha um terço da empresa proprietária de um jato Legacy 650
utilizado por Flávio e Willer em viagens internacionais. Em um dos relatórios,
a PF afirma que a proximidade entre eles merecia "especial atenção"
dos investigadores, mostrou o Estadão.
<><>
Empresas ligadas e suspeitas de participação indireta
Investigação
da piauí afirma que a Alcazar mantinha relações financeiras com a Cathedral
Holdings, controladora da Best Bet, e que ambas funcionavam formalmente no
mesmo endereço: uma sala comercial em Funchal, na Ilha da Madeira.
Segundo
a reportagem, a Alcazar Holdings foi fundada por Willer Tomaz depois de o
advogado tornar a Cathedral Holdings controladora da Best Bet. Além de
compartilhar o mesmo proprietário e endereço, as duas companhias tinham o mesmo
administrador e, segundo documentos contábeis analisados pela revista,
apresentavam movimentações financeiras compatíveis. Um auditor ouvido pela
publicação afirmou que os registros sugerem uma forte integração financeira
entre as duas estruturas.
A
sequência levantou a suspeita de que o senador pudesse ter participação
indireta no negócio de apostas esportivasde Willer sem aparecer formalmente no
quadro societário. De acordo com os investigadores, a condição de usuário
master da conta da Alcazar permitia acesso elevado à administração da conta,
incluindo consulta a saldos, extratos e movimentações financeiras. A PF
investiga se o acesso de Flávio à conta constitui indício de participação
indireta no negócio.
<><>
Flavio e Tomaz negam irregularidades
Em
notas enviadas aos veículos que publicaram as reportagens, Flávio Bolsonaro
afirma que nunca manteve conta conjunta com Willer Tomaz nem teve participação
societária em empresas ligadas à Best Bet. Segundo o senador, o e-mail do
Santander citado pela investigação apenas demonstra a correção de uma
vinculação indevida.
Já
Willer sustenta que sua relação com Flávio é exclusivamente de amizade, nega
que os dois tenham compartilhado contas bancárias ou negócios e afirma que as
viagens realizadas em conjunto foram viagens de lazer entre amigos e
familiares, sem qualquer contrapartida financeira.
O
advogado também rejeita as suspeitas de participação oculta em empresas ou
esquemas de lavagem de dinheiro, classifica as conclusões da PF como ilações
com motivação político-eleitoral. Segundo sua defesa, a Rede Loto jamais operou
como plataforma de apostas nos moldes descritos pelas investigações e não houve
circulação irregular de recursos entre as empresas citadas. À Justiça, a defesa
do advogado também já alegou que ele sofreria de ludopatia (vício em jogo).
Fonte:
Esquerda Diário/DW Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário