Uma
breve reflexão sobre a esquerda revolucionária nas eleições de 2026
As
eleições de 2026 produziram um resultado que merece ser observado com atenção
por aqueles que acompanham a trajetória da esquerda brasileira: a completa
ausência, no Parlamento, das organizações partidárias que reivindicam para si o
papel de esquerda revolucionária, marxista e de ruptura com a ordem
capitalista. Não se trata aqui de afirmar que a esquerda revolucionária
desapareceu do Congresso Nacional ou das Assembleias Legislativas. O que
ocorreu foi algo mais específico e, talvez por isso mesmo, mais revelador.
A
esquerda revolucionária continua existindo. Elegeu dezenas de parlamentares com
base na tática da filiação democrática em partidos da esquerda institucional.
No PT e no PSOL, conquistou cadeiras na Câmara dos Deputados e em diversas
Assembleias Legislativas; o PCdoB também manteve representação federal e
estadual. Como exemplos temos: São Paulo com Erika Hilton e Sâmia Bomfim
estiveram entre as mais votadas para a Câmara, enquanto o PSOL elegeu uma
bancada estadual expressiva e, no DF, Fábio Félix, apesar de não ter conseguido
alcançar a cláusula de barreira eleitoral; no Paraná, um dos estados em que a
extrema direita tem teve sua maior vitória, tivemos o Renato Freitas e ainda
tivemos Minas Gerais com a Ana Elisa.
Entretanto
há uma diferença fundamental entre esse campo da esquerda institucional e os
partidos que reivindicam explicitamente uma estratégia revolucionária. É
justamente nessa comparação que o resultado de 2026 se torna politicamente
significativo. A esquerda radical que chegou ao Parlamento não é a esquerda
revolucionária clássica representada pelos partidos registrados no TSE: PCB,
PSTU, PCO e UP.
No
debate político brasileiro, costuma-se colocar no mesmo campo “esquerda
radical”, “esquerda socialista”, “esquerda marxista” e “esquerda
revolucionária”. Entretanto, essas categorias não são equivalentes. PT, PSOL e
PCdoB possuem correntes, tradições e setores profundamente vinculados ao
marxismo e ao socialismo. Entretanto, ambos construíram, ao longo de suas
trajetórias, táticas e estratégias eleitorais e institucionais próprias, o que
possibilitou a construção de correntes que vão do social liberalismo até as
mais variadas vertentes do marxismo revolucionário.
O PSOL,
particularmente, transformou-se em uma força eleitoral relevante em grandes
centros urbanos. O resultado de 2026 confirma esse processo. O PCdoB, por sua
vez, permanece integrado à Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e PV,
participando diretamente da disputa institucional e da construção de
importantes bancadas parlamentares.
A
situação é completamente diferente quando olhamos para PCB, PSTU, UP e PCO.
Essas organizações mantêm discursos muito mais próximos da tradição
revolucionária clássica: crítica estrutural ao capitalismo, defesa da
transformação radical da sociedade e rejeição da adaptação da esquerda à lógica
tradicional do sistema político. Mas o problema que 2026 coloca para essas
organizações é justamente este: onde está sua representação institucional e nas
bases sociais?
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O paradoxo de 2026
O
paradoxo é evidente. A chamada esquerda radical conseguiu eleger parlamentares.
Mas os partidos que reivindicam explicitamente uma estratégia revolucionária
não conseguiram eleger ninguém. O levantamento das eleições de 2026 mostra que
UP, PCB, PSTU e PCO não elegeram deputados federais e muito menos deputados
estaduais. Isso não significa que essas organizações tenham deixado de existir.
Tampouco significa que tenham perdido automaticamente qualquer relevância
social, sindical, intelectual ou militante. Porém, significa algo bastante
concreto: elas perderam espaço não apenas na disputa institucional, mas também
no mundo concreto da luta de classes nas bases sociais.
Essa
diferença é fundamental. Um partido pode ter militantes, participar de
movimentos sociais, organizar sindicatos, produzir jornais, disputar eleições e
manter uma identidade ideológica definida. No entanto, quando sua presença
eleitoral não consegue garantir minimamente uma representação parlamentar, sua
capacidade de interferir diretamente na base social também diminui
drasticamente — por mais que o discurso seja: “as eleições não são prioridade e
servem apenas para divulgar o programa da organização”.
A
eleição de 2026 tornou essa distância particularmente visível ao observarmos o
exemplo de Pernambuco, onde Jones Manoel, como candidato a deputado federal
pelo PSOL, obteve mais votos do que a soma dos votos para presidente, em todo o
país, dos quatro partidos: UP, PCB, PSTU e PCO.
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Da questão da revolução à representação
Há,
portanto, uma questão histórica que a esquerda revolucionária brasileira
precisa enfrentar. Durante décadas, esses partidos construíram sua identidade
justamente a partir da crítica à esquerda institucional. PT, PCdoB, PSB, PDT e
posteriormente PSOL foram frequentemente acusados, em diferentes momentos e por
diferentes correntes, de adaptação à institucionalidade burguesa.
O
argumento tradicional era relativamente simples: ocupar o Estado não
significaria transformar a sociedade. No entanto, a eleição de 2026 apresenta
uma ironia histórica. Aqueles militantes e organizações — muitos oriundos de
partidos como UP, PCB, PSTU e PCO — que aceitaram disputar sistematicamente o
terreno eleitoral conseguiram construir representação e ampliar
significativamente sua influência na base social. Já aqueles que preservaram
organizações revolucionárias mais rígidas, tentando de alguma forma manter um
registro partidário junto ao TSE, permaneceram praticamente sem representação
parlamentar e reduziram enormemente sua influência nas bases sociais. Aqui vale
sublinhar que não apenas individualidades mais os dois maiores movimentos
socias brasileiros do meio urabano, MTST, e do meio rural, MST, também vem
mostrando forte presença nas redes digitais e ampliando suas
representatividades no meio institucional e especialmente parlamentar com uma
utilização eficiente das redes digitais.
O
resultado, por si só, não resolve o debate estratégico — mas muda os termos em
que ele precisa ser realizado. A pergunta deixa de ser simplesmente: “Devemos
ou não disputar a institucionalidade e as eleições?” E passa a ser: “Como
disputar as instituições sem abandonar um projeto de transformação social e
manter influência social?
Essa
talvez seja uma das principais questões colocadas pela eleição de 2026. O
eleitorado não desapareceu, ele mudou de interlocutor. Também seria equivocado
interpretar o resultado como se o eleitorado de esquerda tivesse simplesmente
abandonado ideias socialistas. O que os resultados sugerem é algo diferente.
Uma parcela desse eleitorado parece ter preferido candidatos e partidos capazes
de combinar determinadas pautas de esquerda, inclusive anti sistema, com
presença institucional, comunicação eleitoral, atuação parlamentar e capacidade
de disputar eleições proporcionais.
E aqui
aparece uma característica que talvez seja uma das maiores novidades da
esquerda nas eleições contemporâneas: a capacidade de transformar o candidato
ou movimento por ele representado em uma marca política permanente nas redes
digitais. Grande parte dos parlamentares identificados com a esquerda radical
que conseguiu se eleger em partidos da esquerda institucional construiu, além
da estrutura partidária, uma relação direta com o eleitorado por meio das redes
digitais.
São
lideranças parlamentares que atuam também como comunicadores, produtores de
conteúdo e, em alguns casos, verdadeiros influencers políticos. Instagram,
YouTube, TikTok, X e outras plataformas deixaram de ser apenas instrumentos de
divulgação de uma campanha para se transformarem em espaços permanentes de
formação de opinião, mobilização e construção de identidade política
Essa
talvez seja outra diferença decisiva em relação aos partidos legalizados e
abertamente marxistas da esquerda revolucionária tradicional com registro
legal. Enquanto essas organizações continuam, em grande medida, estruturadas
segundo formas tradicionais de comunicação política — jornais partidários,
páginas institucionais, reuniões, panfletagem, atos e comunicação dirigida
principalmente à própria militância, uma nova geração de lideranças
parlamentares aprendeu a falar diretamente com milhões de pessoas sem depender
da mediação da estrutura partidária.
O
fenômeno produz uma inversão importante: antes, o partido construía o
candidato; agora, em muitos casos, é o candidato que constrói sua própria
audiência e leva essa audiência para dentro do partido. Isso altera
profundamente a relação entre partido, militância e eleitorado, logo base
social. O seguidor não necessariamente é militante, o compartilhamento não
equivale à organização política e a audiência digital não substitui uma
estrutura partidária. Mas, eleitoralmente, essa capacidade de comunicação pode
ser decisiva para transformar uma candidatura pouco conhecida nacionalmente em
uma candidatura competitiva.
Os
partidos revolucionários precisam, portanto, enfrentar também essa questão. Não
basta ter uma boa formação de Marx, Lênin, Trotsky, Gramsci, Stalin, Mao Tse
Tung ou de qualquer tradição teórica revolucionária se a organização não
consegue estabelecer comunicação com uma geração que constrói sua visão de
mundo por meio das plataformas digitais. O problema não é abandonar a teoria ou
transformar a política em espetáculo, é compreender que a disputa pela
consciência social também passa, hoje, pela disputa dos algoritmos, das
narrativas, dos vídeos curtos, dos podcasts, dos memes e das comunidades
digitais.
E
talvez aqui esteja uma das maiores contradições da esquerda revolucionária
contemporânea: organizações que possuem décadas de experiência na formação
política de militantes muitas vezes têm enorme dificuldade para transformar
esse conhecimento em uma linguagem capaz de alcançar milhões de pessoas que não
participarão de uma reunião partidária, mas assistirão a um vídeo de dois
minutos no celular.
Portanto,
a guerrilha digital e o domínio dos algoritmos na disputa de narrativas vão
muito além do mero uso das redes sociais como entretenimento ou vitrine
eleitoral. A atuação de quadros políticos como Ana Elisa, Sâmia Bomfim, Elias
Jabbour, Humberto Mattos, Renato Freitas, Fábio Félix e outras lideranças da
nova geração lança luz sobre o que o militante e historiador Jones Manoel
define como “guerrilha digital”. Trata-se de compreender que as plataformas
virtuais não são terrenos neutros, mas campos de batalha ideológicos regidos
por lógicas proprietárias e algoritmos desenhados para favorecer o engajamento
rápido, a polarização e o consumo imediato.
Logo,
dominar o algoritmo, sob essa perspectiva, não significa render-se à
mercantilização da política ou transformar o debate teórico em mero espetáculo.
Pelo contrário: significa apropriar-se das ferramentas técnicas de agitação e
propaganda no século XXI para romper as bolhas institucionais e o cerco da
mídia hegemônica. Deste modo, a guerrilha digital exige que a formação teórica
— seja leninista, gramsciana ou oriunda de qualquer tradição revolucionária —
seja traduzida em estratégias de avanço sistemático, métricas de retenção,
estética audiovisual e capacidade de resposta em tempo real, diante de uma
população consumida pelo tempo social em que os padrões são imediatos.
Enquanto
os partidos revolucionários tradicionais continuam limitados a formas
panfletárias e analógicas de comunicação — atingindo majoritariamente aqueles
que já estão convencidos —, o domínio dos algoritmos permite disputar a atenção
da juventude e da classe trabalhadora no terreno em que elas efetivamente
constroem suas visões de mundo. Dominar a gramática dos algoritmos passa a ser,
portanto, uma condição estratégica indispensável da luta de classes
contemporânea: sem a maestria técnica da comunicação de massas no ambiente
digital, a crítica radical ao capitalismo permanece estéril, restrita às
reuniões de quadros e incapaz de se converter em força política concreta.
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O paradoxo da comunicação e a contradição estratégica
Esse
fenômeno também ajuda a compreender por que determinados candidatos conseguem
construir votações expressivas mesmo quando seus partidos possuem estruturas
relativamente pequenas. A força eleitoral deixa de depender exclusivamente da
máquina partidária. O candidato passa a carregar consigo uma comunidade digital
que exerce influência sobre uma base social ampla e diversificada.
Essa
comunidade pode ser mobilizada durante uma eleição, mas também pode ser mantida
entre eleições. A liderança parlamentar continua produzindo conteúdo,
comentando acontecimentos, denunciando adversários, explicando projetos de lei,
participando de debates e apresentando sua própria interpretação da realidade.
Cria-se, assim, uma espécie de mandato permanente nas redes sociais, o que, na
prática, representa uma transformação importante da política contemporânea —
até então explorada principalmente pela extrema direita.
O
partido continua necessário para registrar a candidatura, organizar a chapa,
participar do sistema eleitoral e garantir estrutura jurídica e institucional.
Mas a capacidade de comunicação do candidato pode ultrapassar em muito a
estrutura tradicional da própria organização partidária. É justamente essa
combinação de ideologia, identidade política, atuação institucional e
comunicação digital profissionalizada que, desde as eleições de 2018 e, agora,
em 2026, adquiriu enorme importância no cenário eleitoral e na disputa da luta
de classes.
É aqui
que reside a principal contradição. A esquerda revolucionária sempre ensinou
que as instituições são instrumentos de disputa da luta de classes, e não
necessariamente seu objetivo final. Mas, se essas instituições são efetivamente
um espaço onde decisões fundamentais da sociedade são tomadas, abrir mão de
disputar esse espaço significa deixar que outras forças políticas o ocupem.
O
resultado de 2026 demonstra isso empiricamente. A esquerda revolucionária não
deixou de eleger parlamentares. Ela simplesmente os elegeu por meio de
organizações diferentes daquelas que historicamente reivindicaram para si o
monopólio da representação da esquerda revolucionária.
E, cada
vez mais, esses parlamentares chegam às instituições não apenas carregados por
partidos da esquerda institucional, mas por comunidades digitais construídas em
torno de suas próprias figuras públicas que se conectam com movimentos sociais
e pautas que repercutem e têm a atenção e engajamento de amplos segmentos da
classe trabalhadora, essa talvez seja uma das principais lição política das
urnas em 2026.
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O desafio para a esquerda revolucionária brasileira e o segundo turno das
eleições 2026
A
questão colocada agora para essas organizações não é abandonar seus princípios,
tampouco transformar-se simplesmente em mais uma legenda eleitoral. Na prática,
após décadas de participação, partidos como PSTU, PCB, PCO e, mais
recentemente, a UP não conseguiram crescer eleitoralmente em votos e
representação institucional, nem ampliar sua inserção na base social. Afinal,
essas organizações não acumularam crescimento significativo nas organizações
populares, seja no meio urbano ou no rural.
O
desafio é explicar por que, depois de décadas de construção política, partidos
que se apresentam como revolucionários conseguem tão pouca capacidade de
representação eleitoral enquanto outras organizações e individualidades, muitas
delas também identificadas com o socialismo e com tradições marxistas
revolucionárias, conseguem ocupar espaços institucionais parlamentares
relevantes utilizando o mecanismo de filiação democrática nos partidos da
esquerda institucional.
Tendo
como base as concepções de partido leninista em diálogo frutífero com a linha
gramsciana, talvez seja necessário repensar a relação entre partido, movimento
social, território, comunicação e disputa eleitoral. Além disso, pode ser
preciso acrescentar uma sexta dimensão a essa equação: a construção de
comunidades políticas digitais capazes de dialogar para além da própria
militância.
Afinal,
Lenin e os bolcheviques deixaram como lição a capacidade de enfrentar uma das
realidades mais hostis da luta de classes. Com impressionante inventividade,
flexibilidade tática e firmeza estratégica, formularam para seu tempo histórico
um modelo de organização. Assim, sua grande contribuição não está apenas no
modelo de partido em si, mas sobretudo no método e na capacidade de adaptação à
realidade concreta, para fazer avançar a luta dos explorados.
Deste
modo, pode ser necessário os partidos discutir novas formas de organização mais
sintonizadas com as demandas da juventude, que constrói sua visão de mundo a
partir das telas dos celulares. Ou, talvez, essas organizações partidárias
concluam que a disputa pela representação parlamentar nunca foi seu objetivo
principal e que sua atuação deve permanecer concentrada fora das instituições.
Nesse caso, poderiam abrir mão de seus registros no TSE, do fundo eleitoral1e de todas as
obrigações burocráticas previstas na legislação eleitoral.
Mas,
qualquer que seja a resposta, 2026 tornou impossível ignorar a pergunta. A
esquerda socialista, comunista, das mais variadas vertentes revolucionárias no
Brasil continua tendo presença política, mas perdeu a disputa pela
representação institucional com seus próprios partidos tradicionais da esquerda
que possuem o registro no TSE. E essa perda ocorre em duas dimensões: no
Parlamento e na comunicação política de massas2.
Enquanto
os partidos revolucionários tradicionais preservam estruturas militantes
relativamente pequenas e uma presença digital limitada, uma nova geração de
lideranças parlamentares de esquerda socialistas, comunistas, revolucionários
de variadas vertentes que aprendeu a ocupar simultaneamente as instituições e
as redes, transformando seguidores em audiência, audiência em identidade
política e identidade política em votos e votos em influência na realidade
concreta da luta de classes.
Esse
talvez seja um dos fatos mais importantes — e menos discutido — produzido pelas
eleições de 2026. Ao contrário do que se propaga, a esquerda radical não
desapareceu das instituições. O que perdeu espaço foi a velha forma partidária
de representar essa esquerda socialista, comunista e anticapitalista, presa
entre uma caricatura de partido leninista e seus registros legais no TSE, mas
que, na prática, se transformaram em micro máquinas burocráticas sem influência
no mundo real da juventude e dos trabalhadores.
Nesse
sentido, essas novas lideranças parlamentares vinculadas à esquerda socialista,
comunista e das mais variadas correntes revolucionárias que emergiram das
eleições de 2026 não devem ser vistas apenas como uma renovação das bancadas
parlamentares. Eles representam uma nova forma de fazer política, construída a
partir da capacidade de organizar comunidades digitais, dialogar diretamente
com milhões de pessoas e transformar influência nas redes sociais em força
política concreta.
Essa
experiência pode ser decisiva para a esquerda brasileira a para o campo
democrático popular na batalha do segundo turno no próximo dia 25 de outubro de
2026. Se esses parlamentares conseguirem articular suas comunidades, suas
pautas e sua capacidade de comunicação em torno de um projeto político mais
amplo, poderão desempenhar papel importante na construção da vitória do
presidente Lula.
O
desafio, portanto, é a direção da campanha do presidente Lula convocar essas
lideranças da esquerda socialista para a linha de frente e transformar
seguidores em militantes, audiência em participação política e influência
digital em capacidade de mobilização popular eleitoral. Para a esquerda
institucional e para o próprio campo da esquerda revolucionária, compreender e
potencializar essa nova geração de jovens lideranças que se tornaram deputadas
e deputados será fundamental para disputar a sociedade e garantir que a força
acumulada nas redes digitais se converta também em força política, capaz de
contribuir para a vitória de Lula nas eleições presidenciais.
Fonte:
Por Por Fabiano Duarte, no Blog da Boitempo

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