Câncer
de mama: aumento de casos reflete incidência e avanço no diagnóstico
Para o
triênio de 2026 a 2028, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima 78.610
novos casos da doença por ano no Brasil, com risco estimado de 71,57 casos a
cada 100 mil mulheres. Os números ganham destaque nesta segunda-feira (19),
considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama.
Na
estimativa anterior, referente ao triênio de 2023 a 2025, eram previstos 73.610
novos casos anuais.
Para o
oncologista Ângelo Bezerra, dois fatores principais contribuem para o aumento
das estimativas: o crescimento da incidência da doença e os avanços da medicina
que têm permitido diagnósticos mais precisos.
Segundo
o especialista, embora haja esse aumento, a ampliação do rastreamento e os
avanços nos métodos de diagnóstico também permitem identificar mais casos.
“Hoje,
por exemplo, nós discutimos o início do rastreamento do câncer de mama a partir
dos 40 anos. As mulheres fazem a mamografia, e isso tem identificado mais casos
da doença”, explica o oncologista.
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Entenda os sinais de alerta
Segundo
Bezerra, alterações nas mamas, como nódulos, mudanças na pele, saída de
secreção pelo mamilo ou dores inexplicáveis, devem ser avaliadas por um
profissional de saúde, como um oncologista ou mastologista.
A
investigação pode incluir exames específicos, de acordo com os sintomas e a
avaliação clínica.
O
médico ainda ressalta que muitos casos de câncer de mama não apresentam
sintomas perceptíveis e que a palpação não é suficiente para identificar todos
os tumores. Por isso, ele destaca a importância do rastreamento por meio da
mamografia, conforme as recomendações médicas.
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Conheça as formas de reduzir o risco de câncer de mama
A
prevenção do câncer de mama envolve a redução de fatores de risco modificáveis
e a adoção de hábitos saudáveis. Segundo o Inca, fatores hereditários e
aspectos relacionados ao ciclo reprodutivo feminino, em sua maioria, não podem
ser modificados.
Por
outro lado, o excesso de peso corporal, a inatividade física e o consumo de
bebidas alcoólicas são fatores que podem ser controlados. O uso de terapia de
reposição hormonal também deve ser avaliado com orientação médica.
Manter
uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e evitar
o excesso de gordura corporal são medidas que podem contribuir para reduzir o
risco de desenvolver a doença.
O Inca
também destaca a amamentação como fator de proteção contra o câncer de mama e
recomenda que ela seja mantida pelo maior tempo possível, respeitando as
condições e necessidades de cada mulher.
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O que é o câncer de mama?
Excluídos
os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminina é o tipo de câncer
mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Inca.
A
doença ocorre quando células anormais da mama se multiplicam desordenadamente,
formando um tumor que pode invadir outros órgãos.
Existem
diferentes tipos de câncer de mama, com características e ritmos de evolução
distintos. Alguns se desenvolvem mais rapidamente, enquanto outros progridem de
forma mais lenta.
Quando
diagnosticada precocemente e tratada de maneira adequada, a doença apresenta
melhores perspectivas de tratamento e maiores chances de resultados favoráveis.
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Risco de câncer de mama é maior em mulheres após os 50 anos; veja sinais
O risco
de desenvolver câncer de mama aumenta a partir dos 50 anos, quando as mudanças
biológicas do envelhecimento da mulher e o acúmulo de exposições ao longo da
vida contribuem para a evolução da doença.
Segundo
o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama não tem uma causa
específica e pode estar relacionado a diferentes fatores, como idade, histórico
hormonal e reprodutivo, hábitos de vida, condições ambientais e predisposição
genética.
A
idade, no entanto, ainda segue como um dos principais fatores de risco para a
doença. De acordo com o instituto, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem
após os 50 anos.
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Fatores de risco
De
acordo com o INCA, nessa faixa etária, os fatores endócrinos e relacionados à
história reprodutiva estão associados, principalmente, à exposição a hormônios
como o estrogênio, produzido pelo próprio organismo ou administrado
externamente.
Na
prática, isso significa que quanto maior o tempo de exposição, maior pode ser o
risco.
Veja
alguns dos fatores associados:
• Menstruação antes dos 12 anos;
• Menopausa após os 55 anos;
• Primeira gravidez após os 30 anos;
• Ausência de filhos;
• Uso prolongado de contraceptivos orais
combinados (estrogênio e progesterona);
• Terapia de reposição hormonal após a
menopausa, especialmente quando utilizada por mais de cinco anos.
Câncer
de mama: entenda cada tipo e qual o tratamento indicado para cada um | CNN
Sinais Vitais
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Diagnóstico tardio
Cerca
de 51% dos casos de câncer de mama atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde)
foram diagnosticados nos estágios 3 e 4, considerados avançados.
O
número indica que cinco em cada dez mulheres receberam o diagnóstico em fases
mais avançadas da doença, segundo a nova edição do Panorama da Atenção ao
Câncer de Mama.
O
levantamento utiliza dados do INCA e foi realizado em parceria entre o
Instituto Natura, a Avon, o Observatório da Oncologia do Movimento Todos Juntos
Contra o Câncer e o Instituto Protea.
O
relatório também analisou os diagnósticos por faixa etária. Os maiores
percentuais de detecção em estágios avançados foram registrados entre mulheres
mais jovens, de 20 a 29 anos: 68,3% dos casos. Na faixa dos 30 aos 39 anos, o
índice foi de 61,9%. Entre mulheres de 40 a 49 anos, chegou a 53,7%.
Já
entre as mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária considerada alvo do
rastreamento, 47,6% dos casos foram identificados em estágios avançados.
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Saiba quais são os principais sinais
O
câncer de mama pode apresentar sinais e sintomas que permitem identificar
alterações suspeitas. Entre eles estão:
• Nódulo na mama em mulheres com mais de
50 anos;
• Nódulo na mama em mulheres com mais de
30 anos que persiste por mais de um ciclo menstrual;
• Nódulo endurecido, fixo ou que aumenta
de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade;
• Saída espontânea de líquido por um dos
mamilos;
• Lesão na pele da mama que não responde a
tratamentos tópicos;
• Aumento progressivo do tamanho da mama;
• Pele da mama com aspecto semelhante ao
de uma casca de laranja;
• Retração da pele da mama;
• Mudança no formato do mamilo;
• Pequenos nódulos no pescoço ou nas
axilas.
O INCA
orienta que as mulheres observem as próprias mamas sempre que se sentirem
confortáveis, seja durante o banho, ao trocar de roupa ou em outras situações
do cotidiano.
Caso
alguma mudança persista, a recomendação é procurar um serviço de saúde para
avaliação. A atenção aos sinais e a investigação de alterações suspeitas são
importantes para favorecer o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Fonte:
CNN Brasil

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