Rodrigo
Karmy: Assassinos da Palestina, assassinos da América Latina
“A
ideia sionista de colonização da Palestina nunca consistiu na
simples ‘ocupação’ do território para esvaziá-lo, expulsando inteiramente a sua
população. A sua aposta foi sempre além: não apenas expulsar a população, mas
negar por completo a sua existência”. A reflexão é de Rodrigo Karmy, em artigo publicado
por Brecha, 16-10-2026. A
tradução é do Cepat.
E
acrescenta: “Os assassinos da Palestina agora vêm para a América Latina. Vêm em
busca da água para intensificar o capital da grande agricultura em detrimento
dos pequenos, para municiar as Forças Armadas e nos envolver em suas guerras,
para fornecer cibersegurança às proliferantes empresas de segurança e
intensificar os dispositivos de controle”.
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Eis o artigo.
A
Palestina relegada ao esquecimento, como deseja o sonho sionista. A Palestina
confinada, mais uma vez, ao ser negada. Os meios de comunicação não são neutros
em relação à Nakba; constituem parte
dela, de sua maquinaria de apagamento, precisamente no instante em que
docilizam o espectador diante de um genocídio ao vivo – um processo destinado a
normalizar as paixões e a atenuar o horror que vivenciamos. A ideia sionista de
colonização da Palestina nunca consistiu na simples “ocupação” do território
para esvaziá-lo, expulsando inteiramente a sua população. A sua aposta foi
sempre além: não apenas expulsar a população, mas negar por completo a sua
existência.
O
projeto de colonização sionista não implicou apenas a substituição da população
nativa pela população colona, mas também a negação de que tal população nativa
realmente existisse. Como bem observaram Elías Sanbar e Gilles Deleuze no início da década
de 1980: o projeto sionista sobre a Palestina consistiu na produção de um
vazio.
No
entanto, este processo de apagamento já não é apenas um projeto circunscrito à
Palestina. É, sobretudo, uma aposta que se desenrola em nível global: os meios
de comunicação não apenas negam a existência da Palestina, colaborando, assim,
diariamente com a empreitada da Nakba perpetrada por
Israel e pelo imperialismo ocidental, mas também se voltam contra as multidões
que resistem à imposição do seu domínio.
Os
assassinos da Palestina agora vêm para a América Latina. Vêm em busca da água
para intensificar o capital da grande agricultura em detrimento dos pequenos,
para municiar as Forças Armadas e nos envolver em suas guerras, para fornecer cibersegurança às proliferantes
empresas de segurança e intensificar os dispositivos de controle – tornando
possíveis milhares de “Cerimedos” –, de modo que as repúblicas latino-americanas
sejam destruídas e o sujeito “povo” seja substituído pelo sujeito “algoritmo”.
Mas,
acima de tudo, a penetração estadunidense e israelense – o sionismo, afinal de
contas – na América Latina gira em torno dos recursos naturais: a água e as
terras raras. O desenvolvimento da indústria da
inteligência artificial (IA) pelos Estados Unidos e por Israel exige isso. Hoje,
presenciamos uma “palestinização” da América Latina. Os Estados Unidos não
apenas submeteram o continente por meio do Escudo das Américas, como também, em
conjunto com Israel – a partir dos Acordos de Isaac firmados com a
Argentina –, buscam projetar-se na região em função da sangrenta disputa pela
IA. Nesse contexto, a “sionização” das oligarquias latino-americanas e a “palestinização” de seus povos já são uma realidade: o governo
de José Antonio Kast é o primeiro governo
sionista da República do Chile.
A
palestinização do mundo e a sionização do imperialismo não constituem uma
novidade histórica. Em 1492, enquanto as embarcações de Cristóvão Colombo
chegavam às imaginárias “Índias” em busca de um atalho para a China, os Reis
Católicos concluíam a conquista de Al-Andalus, forçando a rendição
do último reino muçulmano, Granada. Os métodos empregados pelos católicos
contra muçulmanos e judeus durante a conquista da Península Ibérica foram,
posteriormente, utilizados na conquista das terras americanas. Por isso, a
palestinização do mundo não é uma anomalia no funcionamento da ordem imperial,
mas sim a sua regra. Assim como ocorreu na experiência andaluza, as tecnologias
de espoliação que Israel aplica contra os palestinos são vendidas globalmente
por meio de suas empresas dos setores de armamentos, segurança e recursos
hídricos.
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O nome da coisa
Pois
bem, detenhamo-nos no nome dado aos acordos reservados para a América Latina:
Isaac. É preciso lê-lo sob a ótica da teologia política
sionista,
que traduz o relato bíblico em uma narrativa de morte, a qual projeta sua
vocação para o domínio planetário. Trata-se de uma expropriação do vocabulário
da teologia judaica, colocando-o a serviço de um léxico neofascista que, em
nome da “liberdade”, aposta no domínio totalitário. Nesses termos, Isaac condensa a
ideia de eleição, do filho e do território.
Em
primeiro lugar, sob mandato divino, Isaac foi originalmente levado ao cadafalso
para ser sacrificado por Abraão. A irrupção do anjo permitiu que seu pai
largasse a faca com a qual o executaria. Sob esse prisma, Isaac já é um
“eleito” de Deus que foi salvo do sacrifício, situando-se, portanto, no campo
dos vencedores.
Em
segundo lugar, é relevante que Abraão seja o pai de Isaac, precisamente porque
os acordos que levam seu nome apresentam-se como uma réplica ou, se quisermos,
como o “filho” daqueles acordos assinados entre Israel e os Emirados Árabes
Unidos: os Acordos de Abraão. Um filho que, por
sê-lo, deve depender do legado paterno em uma relação de absoluta dependência.
Em
terceiro lugar, Isaac, segundo o relato bíblico, teria sido o único dos
patriarcas a permanecer na “Terra de Israel”, ao não se deslocar para Canaã.
Sob a hermenêutica da teologia política aqui em questão, Isaac constitui o nome
daquele que permanece no território; ele indica a vocação conquistadora do imperialismo
sionista
(simultaneamente estadunidense e israelense) – o salto mortal para a
apropriação dos territórios da América Latina.
Trata-se,
enfim, de três características da modalidade imperialista pela qual os Estados
Unidos e Israel se aferram ao “hemisfério ocidental”. A sionização da política
latino-americana nos mostra uma questão decisiva: por mais que pretendam nos
fazer esquecer a Palestina, a Palestina está necessariamente aqui, onde os
assassinos da Palestina pretendem agora se apropriar da América Latina.
É claro
que tudo isso não tem nada a ver com o famoso Plano Andinia – um suposto plano,
de cunho antissemita, inventado pelos nazistas latino-americanos, que acusava
Israel de querer colonizar a Patagônia. É algo muito pior do que esse plano
ingênuo e conspiratório. Trata-se de uma forma de domínio imperial,
impulsionada pelo sionismo estadunidense e israelense, para fincar seus
interesses no continente, transformar os países da região em meros centros de
dados e consumir seus recursos naturais a fim de ampliar as fortunas de Peter Thiel e dos oligarcas da
tecnologia.
Que
papel desempenha Israel, com sua leitura pervertida da própria Bíblia hebraica,
na ofensiva geopolítica dos Estados Unidos na América Latina? Antes de tudo,
Israel está para o sacerdote assim como os Estados Unidos estão para o
príncipe. O primeiro abençoa a guerra de conquista, tornando-a “justa”; o
segundo a executa, valendo-se da legitimação promovida pelo primeiro. Juntos,
eles articulam a engrenagem “moral” do último reduto do cristianismo imperial
que, desesperado e agonizante, intensifica seu poder letal, acelera
incondicionalmente o capital e, assim como Colombo, busca um atalho para a
China.
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Guerra pelas oliveiras na Cisjordânia, símbolo da
resistência palestina. Por Helena Pelicano
Na Cisjordânia, a colheita da
azeitona sempre chega tingida de sangue. Abdelatif Bazari pode apontar a árvore
exata: “Um dos meus primos morreu debaixo desta oliveira e a regou com seu
sangue”, relata este agricultor de 59 anos, professor de inglês em uma escola
pública de Burca, ao norte de Nablus.
Ali
al-Bazari, de 44 anos, tombou no último dia 7 de outubro, quando cerca de vinte
colonos apareceram no campo com fuzis, barras de metal e pedras. “Foi como uma
guerra”, recorda Abdelatif. Seu irmão levou um tiro na perna, seu filho de 18
anos foi atingido na cabeça por mais de dez homens e outros sete membros da
família acabaram feridos. Outro primo permanece internado em estado grave no
Hospital Rafidia, em Nablus.
O
Exército israelense afirma que soldados e colonos abriram fogo após o aviso de
que um palestino havia atirado uma pedra contra um colono, sem explicar o que
os colonos faziam no olival. Não está claro quem matou Ali.
Segundo
Abdelatif, os soldados se limitaram a observar, mantiveram as ambulâncias
retidas a dois quilômetros de distância e algemaram os profissionais de saúde.
Os feridos só puderam sair duas horas depois em um trator. Os colonos levaram
as escadas, as mantas e os sacos. “Eu disse ao oficial que olhasse como estavam
nos roubando. Ele respondeu que sabia.”
A
estrada de Jerusalém a Burca está repleta de bandeiras israelenses e cartazes
eleitorais. Bezalel Smotrich, ministro das
Finanças, e Itamar Bem-Gvir, ministro da
Segurança Nacional, sorriem ao longo da rodovia a menos de duas semanas das
eleições de 27 de outubro. Em uma cafeteria na estrada de Nablus, na noite do
próprio dia 7 de outubro, um grupo de colonos perfurou o solo e fincou mais de
cem bandeiras israelenses.
Entre
os colonos que sonham em anexar o que chamam de Judeia e Samaria, os dois
líderes ultranacionalistas despertam um fervor que não encontram na muito mais
secular Tel Aviv. “Continuamos a revolução dos assentamentos”, proclamou
Smotrich no fim de setembro, durante a inauguração de duas novas colônias perto
de Hebron, no sul da Cisjordânia. Dias depois, Bem-Gvir foi ainda mais longe na
televisão israelense. “Não há diferença entre as zonas A, B e C. Toda a terra é
nossa”, afirmou.
A
Autoridade Palestina abre oficialmente a colheita nesta quinta-feira, mas
muitos agricultores se antecipam para evitar o roubo de suas azeitonas. Entre
27 de setembro e 10 de outubro, a organização israelense Yesh Din registrou 174
incidentes ligados à colheita, um terço de toda a violência de colonos nesse
período.
Por sua
vez, o observatório ACLED registrou 39 incidentes diários nos primeiros nove
dias de outubro, o dobro do registrado em setembro, que já tinha sido o pior
mês desde o início de seus levantamentos, há uma década. Em 68% dos casos, os
ataques foram dirigidos contra agricultores, trabalhadores da colheita ou suas
terras, e seis palestinos morreram. Segundo a Yesh Din, 93,6% das denúncias
contra israelenses por ataques a palestinos são arquivadas sem acusação formal.
Vista
com zoom digital, as colinas que cercam os olivais estão repletas de postos
avançados, um par de caravanas e uma torre de vigilância. Os agressores dos
Bazari desceram da chamada fazenda de Abraão, instalada há cerca de meio ano a
poucos quilômetros dali, embora o olival esteja localizado na zona A,
teoricamente sob controle palestino.
Do
outro lado da colina, em Masoudiya, doze famílias e cerca de 70 moradores viram
chegar, há três anos, o primeiro posto avançado às suas terras e, há seis
meses, convivem com outro a apenas 300 metros de suas casas. “Há três anos
vivemos com dor e sob ataques o tempo todo”, explica Dhiab Hajeh, representante
da comunidade. “Mas, apesar da dor, ainda nos resta a esperança”, acrescenta.
Para a
organização israelense B’Tselem, que fala de um projeto de eliminação da vida
palestina na Cisjordânia, a violência se soma às restrições de circulação e a
um medo que não aparece nas estatísticas: o dos agricultores que já nem se
arriscam a chegar às suas terras.
O
Exército exige agora uma “coordenação” prévia para o acesso a 90 mil dunams de
olivais, cerca de 9 mil hectares, a 30% mais do que há um ano. E a colheita,
que antes reunia famílias inteiras no campo, transformou-se em uma atividade
masculina, realizada sem mulheres nem crianças por medo.
Abdelatif,
que obtém cerca de 3 mil dólares por ano com seu azeite em um dos três lagares
da aldeia, deixou de colher e pede a voluntários que o ajudem a concluir a
colheita, como os ativistas israelenses e internacionais que, nesta
quinta-feira, acompanhavam os agricultores de Beit 'Anan, perto de Ramallah.
“Não podemos voltar. Precisamos que alguém nos proteja”, disse.
Durante
sessenta anos, sua família trabalhou nessa terra sem sofrer um único ataque.
Algumas de suas oliveiras têm mais de 500 anos e, na aldeia, recebem o nome de
romanas. “A oliveira não é como o trigo ou a cevada. Ela é a identidade do povo
palestino”, insiste.
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Abordagem dos EUA ao conflito com o Irã não contribui
para a resolução pacífica, diz Lavrov
A
abordagem dos Estados Unidos ao conflito com o Irã não contribui para a
resolução da situação, disse neste domingo (18) o ministro das Relações
Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Participando
da nona rodada de diálogo estratégico entre a Rússia e o Conselho de Cooperação
do Golfo (CCG), no Bahrein, Lavrov se reuniu com o rei do país, Hamad bin Isa
al-Khalifa, e com o ministro das Relações Exteriores do país, Abdullatif bin
Rashid Al Zayani.
Na
coletiva de imprensa final, ele lembrou as palavras do presidente dos EUA,
Donald Trump, que disse abertamente que os EUA "destruíram toda a
liderança do Irã" várias vezes.
"Provavelmente,
esta não é uma abordagem que possa ajudar uma região distante a buscar os
mesmos acordos que o meu amigo [ministro das Relações Exteriores do Bahrein]
disse agora – com base no respeito mútuo, com base no direito
internacional", comentou Lavrov.
Na
avaliação do chanceler russo, a situação na região
do Oriente Médio
está à beira de uma guerra em grande escala e, para garantir a paz, é
necessário restaurar e eliminar as causas subjacentes do que está acontecendo
no estreito de Ormuz e em torno dele.
O
acordo que foi alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã,
no âmbito do chamado Memorando de
Islamabad,
deve ser implementado para alcançar esse objetivo, acrescentou Lavrov.
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EUA sofrerão grandes danos se a atacarem, diz ministro da Defesa iraniano
Os EUA
não se atreverão a atacar o Irã, caso contrário sofrerão grandes danos, disse o
novo ministro da Defesa da República Islâmica, Mehrdad Akhlaghi.
O Parlamento iraniano aprovou a
candidatura de Akhlaghi como ministro da Defesa.
"É
muito provável que eles não se atrevam a nos atacar. Se eles atacarem, tanto
eles quanto a região sofrerão danos muito grandes", disse o ministro
citado pelo canal de TV iraniano SNN.
Akhlaghi
acrescentou que ele justificaria a alta confiança demonstrada em sua
candidatura pelo Parlamento.
O Irã
concebeu as medidas necessárias em caso de uso pelos EUA contra a República
Islâmica da mais poderosa bomba não atômica em seu
arsenal, disse o novo ministro da Defesa.
A CNN,
citando o Exército americano, havia argumentado anteriormente que os Estados
Unidos poderiam usar a bomba não atômica mais poderosa em seu arsenal, "a
mãe de todas as bombas", se os ataques contra o Irã retomassem.
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Líder ucraniano não quer negociações e as frustrou várias vezes, enfatiza
Lavrov
No
decorrer da reunião em Manama, no Bahrein, Sergei Lavrov abordou também a
questão da resolução do conflito na Ucrânia, dizendo que o líder ucraniano, Vladimir Zelensky,
está contra a realização das negociações de paz.
"Temos
apenas uma conclusão: Zelensky não quer negociações. Ele já as quebrou mais de
uma vez, inclusive depois de dezembro de 2019, quando a reunião ocorreu em
Paris", disse Lavrov.
Segundo
ele, então foi acordada a decisão sobre a necessidade de cumprir os Acordos de Minsk, mais tarde,
realizou-se uma reunião trilateral em Abu Dhabi, após a qual não ocorreu nenhum
movimento, e não por culpa da Rússia. O fato de Zelensky não querer sequer
avançar para acordos é óbvio, acrescentou o ministro das Relações Exteriores da
Rússia.
Os
países europeus, por sua vez, encorajando os ataques da Ucrânia à
infraestrutura da Rússia, estão tentando salvar o regime de Zelensky, ressaltou
o chanceler russo.
Além
disso, Lavrov sublinhou que o acordo de diesel entre os Estados Unidos e a
Rússia é uma questão que diz respeito apenas às relações entre Moscou e
Washington.
"Se
a União Europeia acredita que isso é uma traição à Ucrânia, e o próprio
Zelensky declara que a questão da exportação de diesel russo deve ser resolvida
com ele, porque só ele pode dar permissão, isso não é mais do campo da
segurança energética. É do campo da auto-ostentação e de mais uma
palhaçada", disse.
Em 9 de
outubro, os presidentes da Rússia e dos EUA, Vladimir Putin e Donald Trump,
realizaram uma conversa telefônica, durante a qual discutiram o fornecimento de
produtos petrolíferos, incluindo o diesel. Segundo o líder russo, Moscou confirmou sua disposição de
fornecer petróleo e derivados para os mercados norte-americano e mundial.
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Solução para crise em Ormuz agora depende dos EUA, declara chanceler do Irã
O
chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou neste sábado (17) o país persa
apresentou um plano integral de sete dias — cuja implementação se realizaria
por meio do Catar — para reabrir o estreito de Ormuz, e que agora cabe aos
Estados Unidos decidir o que fazer a respeito.
Em
discurso durante sessão do Conselho de Ministros das Relações Exteriores da
Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), o ministro reiterou que os crimes
e erros já cometidos não ajudarão a restabelecer a segurança.
Ele
afirmou que não se pode bombardear o Irã e ameaçá-lo, esperando ao mesmo tempo
que o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz volte à normalidade.
A
declaração é feita dias depois do anúncio de que a Reserva Estratégica de
Petróleo dos EUA não para de cair desde o início do conflito com o Irã, em 28
de fevereiro, que afetou severamente o
trânsito no estreito de Ormuz, por onde passa um quarto do petróleo
comercializado no mundo via marítima.
Anteriormente,
Abbas Araghchi, disse que as perdas reais dos EUA
no conflito com o Irã
superam em muito as 81 unidades de aeronaves declaradas, e o Comando Central
dos EUA estava "enganando a todos".
A 52ª
sessão do Conselho de
Ministros das Relações Exteriores da OCI está ocorrendo em Bagdá, no Iraque, neste
fim de semana. que sedia o evento pela primeira vez em 45 anos, período no qual
o Iraque assumiu a presidência rotativa do bloco.
Fonte:
IHU/La Vanguardia/Sputnik Brasil

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