A
semana decisiva da tomada de consciência e do vira-voto
O
Brasil chega à semana decisiva de uma eleição diante de uma escolha que
ultrapassa a disputa entre candidaturas. Está em definição o caminho que o país
seguirá nos próximos anos, o tipo de desenvolvimento que pretende construir, a
dimensão da justiça social que deseja alcançar e a força de suas instituições
democráticas.
Um
futuro de crescimento e justiça está por ser definido. E, nesta eleição, esse
futuro encontra sua expressão política na candidatura de Luiz Inácio Lula da
Silva.
A
escolha está nas mãos dos eleitores. O resultado dependerá também da capacidade
de quem defende esse projeto de explicar suas razões, apresentar seus
resultados, enfrentar dúvidas e convencer aqueles que ainda podem mudar de
posição. A semana final é, portanto, uma semana de ação política e democrática.
É hora
de transformar consciência em participação. É hora de conversar com quem ainda
está indeciso, esclarecer quem tem dúvidas e mostrar, com argumentos e fatos,
por que o Brasil deve continuar avançando na direção do crescimento, da redução
das desigualdades, da valorização do trabalho, da proteção dos direitos e do
fortalecimento da democracia.
A
expressão francesa prise de conscience designa a passagem pela qual aquilo que
era conhecido superficialmente passa a alcançar a consciência em profundidade.
Os acontecimentos deixam de parecer fatos distantes e passam a ser percebidos
como parte de escolhas coletivas, com consequências concretas para a sociedade
e para o futuro do país. É precisamente essa consciência que a semana final
exige.
Cada
eleitor pode compreender melhor o que está em disputa. Cada cidadão pode
conversar com outro cidadão. Cada argumento pode alcançar alguém que ainda não
decidiu. Cada mudança de opinião pode resultar de uma nova compreensão sobre o
país e sobre o futuro que se deseja construir.
O
vira-voto, nesse sentido, é parte legítima da democracia. É o momento em que
uma pessoa, diante de argumentos, fatos e experiências, decide rever sua
escolha. Mudar de opinião pode ser uma demonstração de autonomia intelectual. O
eleitor não deve fidelidade a uma candidatura, mas às suas próprias convicções
sobre o país que deseja. Quando novas informações modificam essa compreensão,
mudar também é exercer liberdade.
Por
isso, esta semana deve ser dedicada ao convencimento. Convencer não significa
constranger. Significa apresentar razões, mostrar resultados, comparar
projetos, ouvir objeções e respondê-las. Significa tratar cada eleitor como
alguém capaz de avaliar argumentos e tomar uma decisão consciente.
O
Brasil tem diante de si uma possibilidade concreta de continuar construindo
crescimento com justiça social. Esse caminho precisa ser defendido publicamente
por todos aqueles que acreditam nele.
Há
tarefas concretas para esta semana. A primeira é conhecer o que está em
disputa: examinar propostas, programas, trajetórias públicas e decisões
anteriores dos candidatos, distinguir promessas de medidas efetivamente
implementadas e avaliar as consequências das alternativas em debate.
A
segunda é romper com a descrença e a passividade. É preciso levar, pelo
argumento, as pessoas a perceberem a importância do que está por ser decidido e
a compreenderem que sua escolha pode influenciar o futuro do país. O eleitor
deve ser convidado a avaliar o que foi feito, reconhecer as melhorias
conquistadas e refletir sobre a liberdade de que dispõe para decidir,
participar e escolher os rumos da sociedade.
A
terceira é conversar sem humilhar. O diálogo democrático permite convencer
justamente porque reconhece no outro a capacidade de pensar. Ouvir dúvidas,
apresentar evidências e responder a objeções com respeito são instrumentos
muito mais poderosos do que a intimidação.
A
quarta é participar da vida pública. A democracia se realiza no voto, mas
também na conversa cotidiana, no acompanhamento das políticas públicas, na
fiscalização dos governantes, na defesa dos direitos e na cobrança dos
compromissos assumidos.
A
quinta é defender o futuro que se considera melhor para o país. Quem acredita
em crescimento, emprego, redução da pobreza e da desigualdade, fortalecimento
da democracia, desenvolvimento nacional e soberania tem nesta semana uma
responsabilidade especial: apresentar essas razões e buscar convencer.
Há
momentos em que a história oferece a uma sociedade a possibilidade de escolher
entre diferentes futuros. Nesses momentos, a consciência individual encontra a
responsabilidade coletiva.
O
Brasil é a vida de milhões de pessoas: o emprego de quem trabalha, a renda de
quem sustenta uma família, a escola das crianças, o atendimento de saúde, a
aposentadoria, a capacidade de o Estado investir, a proteção dos direitos e a
possibilidade de cada brasileiro viver com mais dignidade.
Por
isso, uma eleição importa. E esta eleição importa especialmente porque o futuro
que está em disputa não é apenas o futuro de um governo. É o futuro de um
projeto de país.
A
candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva encarna, nesta eleição, a
possibilidade de um Brasil que combine crescimento econômico e justiça social,
desenvolvimento e inclusão, soberania e democracia.
Esse
futuro depende das escolhas que serão feitas. E escolher exige consciência.
Defender uma escolha exige argumentos. Fazer essa escolha prevalecer exige
participação.
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O que fazer com aquilo que se sabe?
A
pergunta decisiva, nesta semana, é o que cada cidadão está disposto a fazer
para que suas convicções se expressem em práticas responsáveis.
A
semana final de uma eleição pode ser uma oportunidade excepcional para
esclarecer dúvidas, confrontar argumentos, avaliar o que foi realizado,
reconhecer as melhorias conquistadas e lembrar que as decisões políticas afetam
vidas reais. Pode ser também o momento em que uma pessoa muda de opinião porque
finalmente compreendeu aquilo que estava em jogo.
É esse
o sentido democrático do vira-voto. A prise de conscience começa quando o
cidadão percebe que o futuro também depende de suas escolhas, completa seu
primeiro movimento quando essa percepção modifica sua conduta e demonstra sua
força quando transforma preocupação em participação.
Há
momentos em que um país precisa conquistar o seu futuro. Este é um deles.
O
futuro de crescimento e justiça que o Brasil deseja está por ser definido. A
candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva encarna esse horizonte nesta eleição.
Por
isso, nesta semana, há que fazer tudo pelo convencimento: falar com quem ainda
tem dúvidas, conversar com quem pode mudar de opinião, mostrar o que foi feito
e as melhorias conquistadas, lembrar a cada eleitor a liberdade de que dispõe
para avaliar, decidir e participar, comparar projetos, responder às objeções e
convencer.
Tudo
isso dentro da lei, com respeito à liberdade de cada eleitor e com a certeza de
que a democracia se fortalece quando cidadãos livres procuram convencer outros
cidadãos livres.
Nenhuma
eleição é apenas uma soma de votos. Uma eleição também é uma escolha de futuro.
E o
futuro precisa ser conquistado.
Nesta
semana decisiva, consciência deve se transformar em responsabilidade.
Responsabilidade deve se transformar em ação. E ação deve se transformar em
voto.
O
Brasil tem um futuro a construir. É preciso agir para conquistá-lo.
• Valter Pomar: “A nação petista vencerá”
Às
vésperas da definição do futuro político do país, o programa Trilhas da
Democracia, transmitido pela TV 247, recebeu o professor de Relações
Internacionais da UFABC e dirigente histórico do Partido dos Trabalhadores
(PT), Valter Pomar. Com uma análise incisiva sobre o cenário eleitoral, Pomar
reafirmou sua convicção na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo
turno contra a candidatura da extrema-direita representada por Flávio
Bolsonaro.
Para o
historiador, o motor principal da virada eleitoral não reside em acenos à
classe dominante ou em alianças com setores do empresariado, mas sim na força
do trabalho de base promovido pela militância progressista — aquilo que ele
define carinhosamente como a “nação petista”.
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A dinâmica do eleitorado e os limites das ilusões de classe
Durante
a entrevista, Valter Pomar lembrou que, desde o final de 2024, previa uma
disputa acirrada decidida no segundo turno por uma pequena margem de votos.
Crítico das avaliações otimistas que previam uma vitória no primeiro turno, ele
apontou que a esquerda brasileira ainda enfrenta o desafio de conscientizar e
mobilizar a população de forma contínua.
“Temos
o apoio do setor social que é majoritário na população brasileira:
trabalhadores pobres, mulheres, negros e negras, moradores das periferias e do
Nordeste. É com este setor que nós temos que dialogar para vencer as eleições.”
— Valter Pomar
Pomar
alertou para o erro histórico de se fiar no apoio das elites econômicas,
lembrando o comportamento da burguesia nacional em momentos decisivos. “A
classe dominante brasileira, na hora do ‘vamos ver’, fica esmagadoramente do
outro lado. O Partido dos Trabalhadores nasceu nos anos 1980 reafirmando que
apenas a classe trabalhadora é capaz de transformar o Brasil no sentido popular
e democrático”, pontuou.
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O “Baú de Maldades” e as ameaças no na reta final
Com
base em seu recente artigo, intitulado “Baú de Maldades Cavernícolas”, o
dirigente relacionou uma série de riscos e ingerências que a campanha popular
pode enfrentar nos dias que antecedem a votação. Entre os doze pontos
destacados no manifesto, Pomar deu ênfase a dois aspectos críticos:
1. Ações Institucionais e Parcialidade: As
decisões enviesadas da cúpula do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o uso
discricionário do poder institucional para favorecer a extrema-direita.
2. Segurança e Violência Política: A
necessidade de reforçar a segurança das candidaturas majoritárias diante de
possíveis provocações ou atentados diretos praticados por grupos radicais.
Como
antídoto a essas ameaças, Pomar argumenta que a resposta deve vir do
convencimento “pé no ouvido”. O foco da militância deve ser conversar
diretamente com o cidadão comum — o vizinho, o colega de trabalho, a pessoa no
transporte público —, desfazendo desinformações e reafirmando o caráter popular
do projeto de governo.
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Mobilização popular e a pauta do fim da jornada 6×1
Outro
ponto alto do debate foi o papel das ruas na construção da governabilidade.
Pomar e os apresentadores ressaltaram como a pressão popular e os movimentos
estudantis e sindicais foram decisivos para pautar o Congresso Nacional,
citando como exemplo emblemático a tramitação e aprovação do fim da escala de
trabalho 6×1.
Para
Pomar, o episódio demonstrou que a maioria conservadora no Parlamento não é um
obstáculo intransponível quando há engajamento de massa e pautas que tocam
diretamente a vida do trabalhador. Ele defendeu ainda a urgência de reformas
estruturais, destacando a reforma política e eleitoral para banir o abuso do
poder econômico e recuperar a essência da democracia popular.
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“Confia em Deus e mantenha a pólvora seca”
Para o
dia da votação e os momentos subsequentes à apuração, o recado de Valter Pomar
é de vigilância ativa. Invocando uma célebre frase atribuição ao líder
histórico Oliver Cromwell — “Confia em Deus e mantenha a pólvora seca” —, o
professor alertou que a extrema-direita e seus apoiadores não aceitarão
passivamente o resultado democrático das urnas.
“No
domingo da eleição, é fundamental a presença ativa nos locais de votação o
tempo todo. As pessoas têm que estar lá usando bandeiras e camisas, mostrando
uma maré de gente nas ruas. É isso que vai impedir qualquer manobra na
apuração. Nós vamos vencer, mas precisamos manter a guarda levantada.” — Valter
Pomar
Ao
encerramento da transmissão, a mensagem que ecoou no programa Trilhas da
Democracia foi de esperança e firmeza ideológica: a vitória dependerá do
empenho consciente da nação petista e de todos os defensores dos direitos
sociais em ocupar o espaço público e garantir o futuro democrático do Brasil.
Fonte:
Brasil 247

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