Como
Charles Manson se tornou um herói da extrema direita
A pessoa
mais responsável pelo reconhecimento de Charles Manson como um quase ícone da
extrema direita do século XXI é James Mason. Nascido em 1952, Mason é um
ativista supremacista branco de longa data que se juntou ao Partido Nazista dos
EUA de George Lincoln Rockwell na adolescência, depois à Frente Nacional
Socialista de Libertação de Joseph Tommasi, mais radical, e tornou-se ainda
mais extremista depois de assumir o boletim informativo desse partido, Siege
(1980-1986).
Ele
desapareceu do mapa por duas décadas após suas prisões e encarceramento na
década de 1990, mas ressurgiu na década de 2010 depois de ser “recuperado” no
fórum neonazista online Iron March, e atualmente é reconhecido como o “avô” ou
“padrinho” do aceleracionismo do White Power [Poder Branco], uma ideologia
convencida de que o inevitável colapso da sociedade e a subsequente fundação de
um etnoEstado branco devem ser acelerados por meio de atos terroristas.
Ao
contrário de muitos outros no movimento supremacista branco, Mason nunca
escondeu seu racismo nem tentou tornar seu extremismo mais aceitável para a
sociedade em geral. Seja em seus escritos ou em entrevistas, ele se mostra
quase obstinadamente aberto sobre suas convicções.
Suas
publicações da década de 1980 deixam particularmente claro que ele odeia
judeus, negros e imigrantes, e adora Hitler, Rockwell e Tommasi — além de
Charles Manson, “uma descoberta semelhante apenas à que fiz quando me deparei
com Adolf Hitler”. Ao longo da década de 1980, Mason promoveu Manson como um
“grande líder/filósofo” na revista Siege, com o especialista em extrema
direita Jeffrey Kaplan chegando ao ponto de caracterizar o boletim informativo
como “principalmente um veículo para a glorificação de Charles Manson”.
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Manson e Mason
Na
época, a Siege não ganhou muita repercussão, mas eventualmente seus
artigos foram reunidos e encadernados em SIEGE (1992), um livro descrito
por estudiosos da extrema direita como “leitura obrigatória” para neonazistas
contemporâneos, “um texto fundamental — que rivaliza até mesmo com Minha
luta em peso fascista contemporâneo” e “uma Bíblia neonazista”, considerado
responsável pela disseminação da cultura SIEGE na internet e de redes
terroristas no mundo real.
Hoje,
portanto, os predecessores mais celebrados dessa cultura são Hitler, Tommasi, o
próprio Mason e Manson. E SIEGE é, sem dúvida, a principal fonte
para compreender a ideia de Manson que domina a extrema direita. Mas,
para entender as próprias ideias de Manson durante os anos em que Mason o
promoveu, a principal fonte é bem menos pública: a surpreendente
correspondência entre os dois.
Alguns
anos depois de tomar conhecimento de Manson, Mason finalmente entrou em
contato. Inicialmente, ele trocou correspondências com Lynette Fromme e Sandra
Good, que na época ainda estavam presas e eram muito próximas de Manson. Elas
então os apresentaram, e em 1981 Mason enviou sua primeira carta a Manson.
Assim
começou uma correspondência que durou uma década, talvez mais, e que oferece um
ponto de acesso extraordinário ao pensamento de Manson durante esse período,
revela até que ponto foi Manson quem determinou o conteúdo dos escritos de
Mason em Siege, e também deixa claro onde as ideias dos dois homens
divergem.
Como
Kathleen Belew demonstrou, foi durante esse mesmo período, entre 1975 e 1995,
que o White Power se consolidou amplamente como um novo movimento social. Não
se tratou de um ressurgimento da Ku Klux Klan, mas de um movimento que
conseguiu unir grupos de direita e racistas anteriormente distintos e até mesmo
mutuamente excludentes.
E,
crucialmente, ao contrário da violência racista e de extrema direita anterior,
o White Power era direcionado contra o Estado, e não em sua defesa. “O
movimento White Power defendia a revolução e o separatismo — a fundação de uma
nação utópica racial”, escreve Belew, que acrescenta que muitos no movimento
“conectavam ideias de um futuro político radical com a crença em um apocalipse
iminente”.
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A grande divisão
Oprincipal
catalisador aqui foi a Guerra do Vietnã ou, melhor dizendo, os veteranos que
trouxeram a guerra para casa, porque estavam traumatizados, porque foram
desmobilizados e reintegrados de forma inadequada e porque se sentiram traídos
pelo próprio governo.
O
supremacista branco Louis Beam, por exemplo, a quem se atribui a popularização
da “resistência sem líderes”, era um veterano que, segundo seu próprio relato,
permaneceu para sempre preso nos “arrozais e céus do Vietnã” e que não
reconhecia diferença entre o inimigo no exterior e o inimigo doméstico (e em
casa esse inimigo incluía o Estado).
Muitos
no movimento vivenciaram a década de 1980 como um período de declínio, e
certamente isso se aplicava a Mason. Nomes conhecidos por estudiosos da extrema
direita permeiam suas cartas, mas o mote incessante de Mason é que o movimento
estava em uma situação desesperadora. Para a extrema direita, a década de 1980
pareceu um terreno muito menos fértil do que o início do século XXI se
mostraria, embora mesmo naquela época, durante a primeira década do novo
século, Kaplan ainda pudesse caracterizar o movimento como “pequeno e
fragmentado”.
Mas o
olhar retrospectivo mais recente de Belew revela uma trajetória ascendente e um
radicalismo distintamente novo e estridente. “Os velhos métodos falharam
miseravelmente”, escreveu Beam em seus Essays of a klansman [Ensaios de
um membro da Ku Klux Klan], de 1989. “Fora conservadores e viva os radicais!
Fora os planos de compromisso e viva os planos para a espada!” Naquele momento,
Mason já vinha criticando o conservadorismo no movimento havia cerca de uma
década, frequentemente em uma linguagem radicalmente antipassadista
influenciada por Manson.
Quando
Mason começou a mencionar Manson para outros membros do movimento, a reação não
foi boa. Embora alguns simplesmente descartassem a ideia — “Vou considerar que
essa é a sua fantasia mais recente e que ela desaparecerá em alguns meses” —
outros se preocuparam: “Agora você me deixou com medo”, disse um, e outro: “Ele
pretende se tornar membro do partido?”
Mas,
justamente por essa razão, segundo Mason, Manson poderia servir como uma
espécie de teste decisivo, ou “limiar”, algo para separar o joio do trigo:
“Manson representa a grande divisão entre aquelas pessoas que imaginam que
ainda existem escolhas a serem feitas casualmente com base nos costumes do
establishment e aquelas que têm um profundo senso individual de que ‘não há
mais volta’”.
Além
disso, havia a questão do reconhecimento e impacto da marca: “Charles Manson
exerce um fascínio sobre a juventude atual, em todo o Ocidente”. Assim, sem se
deixar abalar pelo fato de que os veteranos do movimento estavam nervosos com a
ideia de um assassino e louco notório se juntar às suas fileiras, Mason seguiu
promovendo Manson na Siege: “Fiz o que pude para injetar — sutil e
abertamente — o máximo possível das ideias de Manson nos ideais do Movimento”,
escreveu ele em 1986.
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Ordem universal
De
fato, ele tinha, e, francamente, a extensão da influência de Manson sobre Mason
não tem sido suficientemente reconhecida, um homem que estudiosos da extrema
direita caracterizaram como “um dos ideólogos mais influentes que se dispuseram
a repensar o fascismo diante das realidades do século XXI”. Comparando a
correspondência com o boletim informativo, fica claro que a linguagem de Manson
moldou a de Mason.
Mason
se aprofunda bastante no discurso de autenticidade de Manson, por exemplo, de
modo que os inimigos dentro do movimento passam a ser chamados de “falsos” que
estão “fingindo” e assim por diante, e o próprio Manson é identificado como o
“Não-Falso” exemplar. Muito obviamente também — e isso importa em termos de
rastrear o radicalismo adquirido pelo movimento — o modernismo de Mason veio de
Manson, um homem eternamente obcecado em ser “novo” e “agora” (ou “nuness”,
seu neologismo que significa “sem passado ou lugar no passado e sem pensar no
futuro”).
“A
palavra mais importante é NOVO! Você não pode carregar o passado para um mundo
NOVO”, escreveu Manson para Mason. É também por isso que Manson o repreende por
qualquer idolatria a Rockwell, ou a Hitler, aliás: “Se você não tem heróis
mortos, pode ser mais você mesmo”. “Você está arrastando o passado nas costas”,
ele o adverte, aconselhando-o em seguida, com um tom quase
baudelaireano: “se está tentando trazer a música de Wagner de volta com uma
banda marcial vestida com trajes de 1814, você vai despertar pensamentos
negativos” e “pessoas gordas e desleixadas em trajes alemães com braçadeiras
não ajudam”.
Na
sequência, Mason publicou uma frase sobre “toda a direita” que poderia muito
bem ter sido escrita por Manson: “Se eles não estão vivendo em 1933, estão
vivendo em 1865”. O modernismo também foi o motivo pelo qual Manson insistiu
para que Mason abandonasse o nome Frente Nacional Socialista de Libertação —
“Isso é absurdo e tem que acabar”, cita Mason — e adotasse, em vez disso, o
nome Ordem Universal. “Um mundo. Um governo. Uma mente.” Um dedo indicador.
A Ordem
Universal teve uma longa vida útil. “À medida que nos aproximamos da Ordem
Universal, tornamo-nos mais ofensivos com a nossa visão do mundo. Desejos
desmedidos para o fim dos tempos”, dizia um site da Siege Culture
lançado na década de 2010.
Mas,
segundo Nikolas Schreck, Manson já havia rompido com a Ordem Universal no final
da década de 1980 e, em retrospectiva, é preciso questionar o fato de que,
quando Manson recomendou a mudança de nome, ele também insistiu que Mason
trocasse a suástica voltada para a direita sobre uma arma automática, presente
em seu emblema, por uma suástica voltada para a esquerda entre uma balança.
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Almas gêmeas
Embora,
após os assassinatos de Tate-LaBianca, ninguém na direita se reconhecesse na
Família, em retrospectiva, é claro que se pode entender por que Manson parecia
a Mason um espírito afim, obviamente a começar pela suástica, mesmo que
estivesse voltada para o lado errado para um nazista. Havia também a aversão de
Manson à miscigenação, incluindo repetidas referências à figura do estuprador
negro e à necessidade de “salvar” mulheres e crianças brancas, ambos tropos
racistas brancos bastante desgastados.
Na
medida em que significava uma guerra racial iminente e apocalíptica, “Helter
Skelter” deve ter parecido simplesmente uma verdade óbvia para Mason, que
ignorou o fato de que Manson e a Família acreditavam que a vitória dos negros
sobre os brancos era karma, e em vez disso se concentrou em promover os
assassinatos de Tate-LaBianca como um ataque político à degeneração de um
sistema anteriormente branco.
Mas o
elemento crucial era o que Mason imaginava ser o projeto político de Manson:
Uma
colônia racial-socialista no Vale da Morte… TRIBOS de Guerreiros Brancos,
bandos de Homens Brancos com suas Mulheres e Crianças que se uniram e depois se
afastaram do Sistema para permitir que ele caísse sem levá-los consigo.
É claro
que a adesão de Mason a Manson pode ter parecido uma loucura para os nazistas
estadunidenses mais tradicionais na década de 1980, que foi, afinal, o auge das
performances mais infames de Manson nas redes de TV do país, mas politicamente
nada disso estava em desacordo com o movimento supremacista branco, cada vez
mais alienado.
Em
outros aspectos, porém, Charles Manson não se encaixava bem no movimento
supremacista branco. Manson nunca foi anticomunista e, para dizer o mínimo, ele
não gostava da igreja (cristã). Sua “Família” estava longe de ser um núcleo
familiar tradicional, ele promovia o amor livre e não era heterossexual nem
cisgênero.
Ele e a
Família participavam da romantização do Velho Oeste, imaginando-se como
cowboys, índios e pioneiros em Spahn’s e no Vale da Morte, mas, ao contrário
dos ideólogos da supremacia branca, Manson nunca viu essa terra como “vazia”. E
embora Manson fosse fã dos pais fundadores, ele apoiou mais o revolucionário
mexicano Pancho Villa do que os Contras na Nicarágua. Portanto, mesmo que se
sentisse à vontade para apagar as fronteiras entre guerra e paz em seu próprio
país, Manson não apoiava o império estadunidense.
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Esvaziando o zoológico
Acima
de tudo, Manson não compartilhava da mesma visão do movimento supremacista
branco em relação ao meio ambiente, de modo que, embora Mason tenha adotado o
sobrevivencialismo de Manson baseado no Vale da Morte, a degradação ambiental
tinha pouca relação com ele. E isso também se refletiu diretamente em sua
divergência mais fundamental, que Mason resumiu em uma edição de 1983 da Siege
da seguinte forma:
O
pessoal de Manson observa e aceita o Movimento Nazista nos EUA com curiosidade,
certa admiração e certa consternação. “Ódio”, dizem eles, “não vai resolver
nada”. Tentar viver em outra época e lugar também não vai resolver. Às nossas
acusações de uma monstruosa conspiração judaica, eles simplesmente respondem
com a crença declarada de que as pessoas hoje têm um desejo de morte. Nós
dizemos que, sem sangue branco e imaculado, não restará civilização. Eles dizem
que, sem um mundo imaculado, não pode haver raça branca… ou qualquer outra
raça, aliás.
De
fato, em diversas cartas, Manson corrigiu o que ele acreditava ser a
compreensão de Mason sobre suas opiniões a respeito de raça, ou diferenciou
essas opiniões das de Mason. As opiniões de Mason são bastante diretas,
fundamentadas em um utilitarismo supremacista branco que prioriza meios e fins.
As opiniões de Manson, por sua vez, permaneceram contraditórias como sempre.
Por um
lado, ele seguia acreditando que as raças devem ser preservadas em vez de
misturadas e, como antigamente, recomendava que se fizesse sexo apenas com
pessoas da mesma raça: “Só coloque esse pau em algo que se pareça com você”,
escreveu ele, e “só transei com caras brancos” (embora acrescentasse
imediatamente que também “transou com um judeu falso quando não tinha juízo” e,
em outra carta, que “chegou a transar com uma vaca uma vez”). Mas, como na
década de 1960, argumentava que isso servia tanto para preservar outras raças
quanto a raça branca, porque, historicamente, a miscigenação havia levado ao
desaparecimento de pessoas de cor.
Além
disso, ele continuou desprezando os brancos acima de todos os outros: “Não
existe gente branca na verdade”, escreveu ele, e “recebo mais respeito de
negros, pardos, amarelos e vermelhos do que dos meus”, ou então debochava dessa
“besteira de orgulho branco”. Ele insistia que, por medo dos negros, os brancos
usam outros brancos para se defenderem — “Vocês não acreditariam nas coisas que
eles fizeram comigo por medo dos negros” — embora, frequentemente, esses
brancos apareçam em suas cartas como “PJs” e “PCs”, significando “judeus
falsos” e “cristãos falsos”, ou seja, categorizados de acordo com critérios de
autenticidade.
Ele
contou a Mason que tem um amigo judeu e que sente que “eles têm um lugar neste
mundo. Os judeus de verdade têm.” “Veja”, escreveu ele em 1986, “eu nunca peço
ao meu povo que odeie alguém por causa da raça.” De fato, como na década de
1960, a imaginação de Manson ainda se fixava em uma ordem de elite “separada,
mas igual”, mas na década de 1980 ela havia se hipertrofiado, tornando-se de
alguma forma ainda mais maximalista e militarista. Assim, enquanto James Mason
“mandaria os negros de volta” — presumivelmente para a África — Manson
contrapôs com esta visão:
Eu os
transformaria na ZZ, como a SS, só que pior (melhor). A SS branca e a SS preta,
e depois acabaria com os PJs e PCs no meio. Então, eu colocaria o Verde de
volta na terra com a força aérea, o exército e a marinha, esvaziaria o
zoológico e devolveria toda a vida selvagem, criaria um jardim e somente lá as
crianças poderiam retornar ao jardim da terra.
Este é
um sonho facista-colorido, ecototalitário e de proporções épicas, até mesmo
bíblicas. Mas não se trata do Rei Charlie governando um planeta negro, nem do
mundo exclusivamente branco inspirado por James Mason e promovido pela cultura
SIEGE.
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Superando Manson
Se
inicialmente Manson era demais para os veteranos do movimento neonazista,
talvez, no fim das contas, o movimento tenha sido demais para o próprio Manson.
Apesar de racista e separatista como era, Manson nunca defendeu a eliminação de
pessoas negras. Além do fato de que as principais divergências em seu
pensamento não eram determinadas por raça, mas pelo que era “real” — e
obviamente ele não tinha problema algum com a ideia de eliminar um mundo
inteiro de “falsos” —, Manson era simplesmente anti-branco demais.
Isso
não significa que as cartas de Manson, pelo menos durante a década de 1980, não
estivessem repletas de comentários racistas e tropos antissemitas, porque
certamente estavam. E, de fato, mesmo que parte do que a expressão “PJs e PCs”
capturava fosse a branquitude, suspeita-se que, como a branquitude também
estava firmemente ligada ao “dinheiro”, a dicotomia falso/verdadeiro já havia
se entrelaçado com o antissemitismo para Manson na década de 1980, embora seja
possível argumentar que tudo isso também poderia ser interpretado como uma
crítica de classe, já que Manson frequentemente argumentava que os poderosos
usavam a raça para oprimir os desfavorecidos.
Por
fim, que fique registrado: o interesse de Manson por Adolf Hitler durante a
década de 1960 foi exagerado — existem apenas evidências mínimas —, mas é
impossível ler as cartas que ele escreveu para James Mason e não chegar à
certeza de que “AH” era um dos tiques discursivos mais proeminentes de Manson
naquele período.
No
entanto, as visões de Manson divergem das de Mason, do neonazismo, da extrema
direita e da cultura SIEGE. Parece importante destacar as diferenças, sobretudo
para poder delinear as várias vertentes que compõem o radicalismo branco na
cultura estadunidense da era moderna tardia, e porque talvez seja relevante
que, em certos aspectos, a supremacia branca contemporânea supere o extremismo
de um homem cujo próprio rosto há muito tempo é um símbolo do racismo mais
radical do país.
Fonte:
Por Claudia Verhoeven - Tradução Pedro Silva, em Jacobin Brasil

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