João
Filho: Jornalismo de joelhos - CEOs da Globo e do Metrópoles trocavam favores
com Vorcaro por manchetes
Novas
mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master colocam a grande
imprensa brasileira no olho do furacão do escândalo. CEOs da Globo e do
Metrópoles comiam na mão de Daniel Vorcaro e tentavam agradá-lo de todas as
maneiras.
Não é
novidade que boa parte do jornalismo brasileiro funciona a reboque de
interesses financeiros, mas o WhatsApp do Vorcaro revelou ao público as
entranhas de como as salsichas são fabricadas na grande imprensa. O
departamento comercial é quem dá as cartas no jornalismo e tem poder para
influenciar os rumos do país.
Enquanto
o escândalo do Master se desenrolava, Vorcaro dava ordens para os CEOs dessas
empresas, que prontamente se mobilizavam para atendê-las. O ex-banqueiro
encomendava reportagens, editava textos, escolhia manchetes e reclamava quando
as coisas não saíam como ele queria. A expressão “quem paga escolhe a
música”cabe perfeitamente.
Em
2025, a safadeza de Vorcaro já era de conhecimento geral, principalmente entre
jornalistas. Mas para Frederic Kachar, CEO da editora Globo, e Lilian Tahan,
CEO do Metrópoles, o banqueiro era um importante patrocinador que precisava ser
adulado. A influência de Vorcaro sobre o jornalismo dos dois veículos era
enorme.
Vorcaro
era tratado como chefe de redação e quase todas as suas demandas eram
imediatamente acolhidas. Bastava mandar um zap para ter uma manchete alterada,
a exclusão de algum nome ou de alguma informação indesejada.
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Subserviência, noitadas e ordens no G1
Nas
conversas com o chefão da Globo, fica claro que o dono do Master manteve uma
relação muito além da profissional. Tinham intimidade, falavam abertamente
sobre suas vidas sexuais, mulheres, noitadas e traições. A dupla curtia a vida
adoidado. Enquanto assaltava o país, Vorcaro se esbaldava em festas proibidas
com mulheres junto com o Kachar. O banqueiro tinha predileção por mulheres do
leste europeu. Era sócio oculto de uma agência de prostituição que recrutava
refugiadas da Ucrânia.
A coisa
era tão sórdida que os dois usavam expressões de guerra para se referirem às
noitadas: “Hoje o plano é ataque soviético” ou “temos guerra na Ucrânia essa
semana?”. Tal qual o ex-deputado Mamãe Falei, os chefes da Globo e do Master
eram obcecados pelas mulheres da Ucrânia — o mesmo país para o qual o
apresentador da Globo, Luciano Huck, viajou a bordo de um avião do Vorcaro sob
a justificativa de entrevistar Zelensky. Vejam só que coincidência.
No
escurinho do WhatsApp, o CEO da Globo chegou a objetificar as mulheres ligadas
ao próprio Grupo Globo. “Deborah Secco tava pra jogo”, escreveu Kachar para
Vorcaro a respeito de uma das festas. “Relação aberta. Preciso de uma dessas”,
afirmou o executivo. “Todos nós”, respondeu Vorcaro. Esse era o nível da
amizade entre o maior criminoso do país e um diretor-geral que estava no grupo
Globo há 29 anos.
Kachar
comandava as operações dos jornais O Globo, Extra e Valor, além das revistas da
editora Globo, como Vogue e Marie Claire, e da rádio CBN. Todas essas
publicações foram colocadas à disposição do Vorcaro. Além de reportagens
encomendadas para fazer a carreira de modelo da sua namorada bombar, Vorcaro
tinha liberdade para corrigir e derrubar matérias.
Em maio
de 2024, por exemplo, o portal G1 publicou notícia sobre uma suposta entrada do
banco Master no ramo de supermercados. Kachar correu para mostrar para o amigo
e levantar sua bola: “Entrou em supermercados também? Estás incontrolável rs!”.
O banqueiro não gostou: “Info totalmente errada”. O capacho da Globo correu
para consertar: “Quer que eu peça pra corrigir?”. Vorcaro foi imperativo, como
se fosse o chefe: “Deve!”. Vinte e três minutos depois, o G1 atualizou a
matéria, excluindo a citação ao banco. “Agora ficou certo”, escreveu Vorcaro.
A
submissão era quase absoluta. Com o tempo, a relação foi azedando. Nem todos os
pedidos estavam ao alcance do chefe da Globo, o que fez Vorcaro dar um gelo no
amigo. Kachar passou a mendigar atenção, sem sucesso. Depois do vazamento, o
grupo Globo não teve alternativa a não ser mandá-lo embora.
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No Metrópoles, o jornalismo a serviço da perseguição
Já no
Metrópoles, a relação com a CEO do portal, Lilian Tahan, era menos íntima e
mais profissional. A dinâmica era simples: ele pedia, ela executava. A
jornalista não lhe negava nada. Com ela, Vorcaro conseguiu emplacar reportagens
no Metrópoles contra um diretor do Banco Central que apertou a fiscalização
sobre o Master. Ele orientava e editava as reportagens. O jornalismo do
Metrópoles ficou à disposição para assassinar a reputação de um funcionário
público que ousou fiscalizar a roubalheira do banco que patrocinava o portal.
Em uma
das conversas com Lilian, Vorcaro demonstrou insatisfação contra o repórter do
Estadão, Aguirre Talento, autor de reportagens sobre o banco Master. O
banqueiro avisou a CEO do Metrópoles que iria “entrar com processo criminal”
contra o repórter.
Lilian
Tahan endossou a perseguição judicial contra o colega de profissão e o
incentivou a seguir em frente: “Não tem nada mais chato para o repórter que
responder criminal”. Tchutchuca com banqueiro, mas tigrona com colega de
profissão — esse poderia ser um resumo de como funciona boa parte do jornalismo
mainstream brasileiro.
Esse é
apenas um dos diálogos que revelam que Lilian Tahan trabalhava a mando de
Daniel Vorcaro. Tudo isso me faz lembrar da Vaza Jato, quando essa mesma
jornalista duvidou da lisura do jornalismo do Intercept. Ao questionar os
métodos e o futuro da profissão, Tahan foi irônica e perguntou a Glenn
Greenwald sobre o fato da fonte das reportagens ter sido um hacker: “Não seria
melhor, então, as empresas de comunicação demitirem os seus repórteres e
contratarem hackers?”.
O
deboche da jornalista envelheceu mal. Talvez seja o caso de perguntar para ela
se não seria melhor o Metrópoles demitir seus repórteres e contratar assessores
de imprensa indicados pelos patrocinadores do portal. Lilian Tahan não foi
desligada do portal até agora. É um sinal de que o dono do portal, Luiz
Estevão, que já foi preso por corrupção, peculato e estelionato, endossa o
trabalho da sua CEO.
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Uma eleição contaminada pelo dinheiro do Master
O
escândalo do Master dominou o noticiário neste ano eleitoral. Pelo menos dois
grandes veículos de jornalismo estavam sendo dirigidos por fantoches de Daniel
Vorcaro. Isso não quer dizer que todos os jornalistas dessas empresas estão
comprometidos com o banqueiro, mas talvez ajude a explicar algumas decisões
editoriais.
Flávio
Bolsonaro, que é o candidato de Daniel Vorcaro, claramente contou com a
benevolência da Globo na reta final da campanha. Tivemos o famigerado
powerpoint, a forçação de barra para colocar Lulinha nas manchetes, o
cancelamento do debate em cima da hora, a omissão de que Flávio e o careca do
INSS mantinham empresas no mesmo escritório e várias outras omissões. A eleição
já foi contaminada por um noticiário influenciado pelo banqueiro bandido.
Essa
promiscuidade entre o departamento comercial e as redações revela uma crise
profunda no jornalismo brasileiro. E olha que só temos conhecimento do que foi
conversado no WhatsApp. Não sabemos como foram as conversas nas reuniões e nas
festinhas proibidas. A coisa pode ser muito pior do que imaginamos.
• Dark Horse: PF identifica “severa”
divergência milionária em recursos para filme sobre Bolsonaro
A
Polícia Federal identificou uma divergência considerada “severa” entre os
valores transferidos ao exterior e os recursos que ingressaram no Brasil para
financiar o filme “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre o ex-mandatário
Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, mais de US$ 12 milhões foram
enviados a um fundo nos Estados Unidos, enquanto apenas US$ 2,8 milhões tiveram
entrada registrada no país. A diferença, superior a US$ 9,2 milhões, levou a
corporação a aprofundar as apurações sobre o destino do dinheiro e a
possibilidade de utilização do projeto cinematográfico para encobrir
movimentações financeiras irregulares.
As
informações, segundo o G1, constam em documentos apresentados pela Polícia
Federal para justificar a prorrogação da investigação. De acordo com a
reportagem, os recursos partiram da Entre Investimentos, empresa ligada ao
ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e foram direcionados ao fundo
estadunidense Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do
ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
A
principal questão examinada pelos investigadores é se os valores transferidos
foram efetivamente empregados na produção do longa-metragem ou se a realização
do filme foi utilizada para justificar operações financeiras com outras
finalidades.
Em um
dos documentos, a Polícia Federal sustenta que o projeto pode ter “servido como
narrativa de cobertura para a ocultação, simulação e desvio de recursos”.
A
corporação considera necessário aprofundar a análise dos registros financeiros
para identificar a destinação dos valores e verificar a correspondência entre
as transferências internacionais e as despesas efetivamente realizadas.
“Torna-se,
portanto, indispensável submeter todo o acervo documental e bancário a um
rigoroso exame pericial forense para confrontar os aportes internacionais, a
contabilidade da produtora brasileira e o lastro das despesas declaradas”,
afirma a Polícia Federal.
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Produtora declarou custo de R$ 75,1 milhões
A
investigação também examina os valores apresentados pela Go UP Entertainment,
empresa responsável pela realização de “Dark Horse”.
Em
junho deste ano, a produtora informou que o longa-metragem teve um custo de
pelo menos R$ 75,1 milhões. A declaração consta de um documento incorporado ao
inquérito da Polícia Civil que investiga a empresária Karina Ferreira da Gama,
proprietária da companhia.
Segundo
os registros apresentados, aproximadamente R$ 54 milhões foram gastos no
exterior, enquanto R$ 20,9 milhões corresponderam a despesas realizadas no
Brasil.
Os
números passaram a integrar o material analisado pela Polícia Federal, que
pretende confrontar os custos declarados com os registros bancários, os
contratos e as transferências internacionais relacionadas à produção.
A
diferença entre os valores remetidos ao exterior e aqueles que retornaram ao
país é um dos pontos centrais da apuração. Os investigadores buscam esclarecer
se os recursos permaneceram fora do Brasil para custear despesas efetivas da
produção ou se tiveram outras destinações.
Em
manifestação sobre o caso, a defesa da Go UP Entertainment afirmou que “a
perícia irá revelar a lisura e legalidade de todas as captações do
financiamento desta obra extraordinária em apoio a esta iniciativa histórica de
minha cliente GO UP”.
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PF apura repasses de Vorcaro e possível financiamento de Eduardo Bolsonaro
As
investigações abrangem outras movimentações financeiras relacionadas ao projeto
cinematográfico e a integrantes da família Bolsonaro.
Uma das
linhas de apuração examina repasses realizados pelo ex-banqueiro Daniel
Vorcaro, dono do Banco Master, a pedido do senador e candidato à Presidência
Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Outra procura esclarecer se parte dos recursos
movimentados por meio do fundo Havengate pode ter sido utilizada para custear
despesas de Eduardo Bolsonaro durante sua permanência nos Estados Unidos.
A
Polícia Federal também investiga a destinação de emendas parlamentares
encaminhadas a organizações relacionadas à proprietária da produtora
responsável pelo longa-metragem.
Eduardo
Bolsonaro negou ter recebido dinheiro de um fundo ligado a Vorcaro. Segundo
ele, sua condição migratória nos Estados Unidos não permitiria esse tipo de
transferência. O ex-deputado também afirmou que comunicou às autoridades
estadunidenses a origem dos recursos utilizados por ele.
No
mesmo período em que vieram a público informações sobre as movimentações
financeiras, foi divulgado um contrato no qual Eduardo Bolsonaro aparecia como
produtor-executivo de “Dark Horse”.
A
investigação busca estabelecer se existe relação entre as transferências
internacionais, o financiamento da produção cinematográfica e eventuais
despesas de pessoas vinculadas ao projeto.
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Flávio Dino conduz investigação sobre emendas parlamentares
Paralelamente,
outra investigação, sob responsabilidade do ministro Flávio Dino, do Supremo
Tribunal Federal (STF), examina o direcionamento de recursos públicos a
organizações relacionadas a Karina Ferreira da Gama.
Entre
as entidades investigadas estão o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia
Nacional de Cultura (ANC), ambas presididas pela empresária.
A
apuração procura esclarecer a destinação das emendas parlamentares e verificar
a regularidade da aplicação dos recursos encaminhados às organizações.
A Go UP
Entertainment, responsável pela produção de “Dark Horse”, não foi alvo dos
mandados de busca realizados nessa investigação.
O
deputado Mario Frias (PL-SP), que participa do projeto como roteirista e
produtor-executivo, apresentou esclarecimentos ao STF em maio. Na ocasião,
afirmou que as emendas destinadas às entidades não foram utilizadas para
financiar o longa-metragem.
Liquidante
do Master desmente versão de Flávio Bolsonaro sobre financiamento de filme
A
empresa responsável pela liquidação do Banco Master informou à Câmara dos
Deputados que não encontrou documentos, contratos ou registros contábeis que
comprovem o patrocínio da instituição financeira ao filme Dark Horse, produção
sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração coloca em
xeque a versão apresentada pelo senador e candidato à Presidência Flávio
Bolsonaro (PL-RJ), que classificou os recursos negociados com o banqueiro
Daniel Vorcaro como um patrocínio cinematográfico.
Segundo
O Globo, a informação foi encaminhada ao Legislativo pela EPB Regimes Especiais
de Empresas, responsável pela liquidação do banco, em resposta a um
requerimento apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A
manifestação ocorre em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre
suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo a produção.
• Liquidante não encontrou contratos ou
registros de patrocínio
O
parecer encaminhado à Câmara, assinado por Eduardo Felix Bianchin, responsável
pela massa em liquidação, afirma que a análise dos documentos disponíveis não
identificou operações relacionadas ao financiamento do longa-metragem.
“Após
consulta aos acervos das instituições representadas, não foram encontrados
documentos, registros contábeis ou contratuais que evidenciem a realização de
operações destinadas ao financiamento, patrocínio ou aporte de recursos para a
produção cinematográfica mencionada, seja diretamente pelas instituições
liquidandas, seja por intermédio de terceiros, nos limites das informações
examinadas”.
A
manifestação contrasta com a explicação apresentada por Flávio Bolsonaro
durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, no primeiro turno da
eleição presidencial. Ao comentar as negociações envolvendo Vorcaro, o senador
afirmou:
“Esse
foi um patrocínio, não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro.”
A
ausência de registros identificados pela liquidante, entretanto, não significa
necessariamente que não tenham ocorrido transferências por meio de outras
empresas ou estruturas financeiras. O documento delimita suas conclusões às
informações examinadas nos acervos das instituições sob liquidação.
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Flávio foi questionado sobre diferença de R$ 59 milhões
Na
sexta-feira (16), durante sabatina do Jornal Nacional no segundo turno da
eleição presidencial, Flávio Bolsonaro voltou a ser questionado sobre o
financiamento de Dark Horse.
Desta
vez, a entrevista abordou a diferença entre os aproximadamente R$ 134 milhões
solicitados a Daniel Vorcaro para viabilizar a produção e os R$ 75 milhões
apontados como custo do filme.
A
diferença entre os dois valores chega a R$ 59 milhões.
Em sua
resposta, o candidato afirmou que o contrato inicialmente negociado não foi
integralmente cumprido. Segundo sua explicação, os recursos efetivamente
recebidos de Vorcaro, somados aos aportes de outros investidores, permitiram
concluir a produção cinematográfica.
A
justificativa, contudo, não esclarece documentalmente a destinação da
totalidade dos valores originalmente negociados.
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PF investiga envio de US$ 12,3 milhões ao exterior
A
Polícia Federal apura suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro,
organização criminosa e corrupção ativa relacionadas à estrutura de
financiamento do filme.
De
acordo com as informações da investigação citadas pela reportagem, Daniel
Vorcaro teria assumido o compromisso de destinar aproximadamente R$ 134 milhões
à produção.
Desse
montante, cerca de US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente transferidos para
o exterior por meio de uma estrutura financeira diferente de um patrocínio
direto do Banco Master.
As
operações envolveram a Entre Investimentos e Participações, empresa utilizada
por Vorcaro, e o fundo norte-americano Havengate Development Fund LP.
Segundo
Flávio Bolsonaro e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o fundo teria
sido constituído para financiar o longa-metragem sobre Jair Bolsonaro.
As
suspeitas investigadas pela PF ainda dependem de esclarecimento quanto à
origem, à movimentação e à destinação dos recursos. A existência da
investigação não representa, por si só, comprovação dos crimes apurados.
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Liquidante também não identificou operações com fundo americano
Além de
não localizar registros de patrocínio à produção cinematográfica, a EPB Regimes
Especiais de Empresas informou que não encontrou documentação referente a
operações das instituições liquidadas com o Havengate Development Fund LP
relacionadas ao filme.
O
parecer registra:
“De
igual modo, não foram localizados registros ou documentos que demonstrem
eventuais operações das instituições representadas com o mencionado Havengate
Development Fund LP, que possam estar relacionadas à referida produção
cinematográfica”.
A
declaração acrescenta um elemento à apuração sobre o percurso dos recursos
associados ao projeto cinematográfico.
Embora
a investigação policial tenha identificado transferências internacionais
relacionadas à estrutura financeira utilizada por Vorcaro, a documentação
examinada pela liquidante não permitiu estabelecer uma operação correspondente
nos registros do Banco Master.
Fonte:
The Intercept/Brasi 247

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