Em
sabatina na Globo, Flávio fugiu de perguntas, espalhou fake news e trocou
acusações sobre Vorcaro
O
senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, se
esquivou de perguntas sobre escândalos que o envolvem, espalhou fake news sobre
o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e trocou
acusações com a entrevistadora, Renata Lo Prete, sobre a relação com o
ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Questionado
sobre o pedido de R$ 134 milhões a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse,
dos quais recebeu quase R$ 70 milhões, Flávio Bolsonaro reafirmou que todas as
informações já vieram a público na prestação de contas da produtora, ignorando
que não há qualquer detalhamento ou dados de origem e destino dos recursos nas
informações apresentadas.
Para se
esquivar do questionamento, Flávio Bolsonaro recuperou a denúncia falaciosa
feita pela Revista Veja, já desmentida, de que o ex-tesoureiro do PT, João
Vaccari Neto, teria negociado pagamentos em troca de facilidades.
“Tô
falando de um patrocínio privado, com dinheiro privado, sem nenhuma
contrapartida por eu ser um senador da República. O que é bem diferente do que
fez o Lula na relação com Vorcaro. Os principais articuladores políticos do
Lula tiveram relações com o Vorcaro e ofereciam contrapartidas”, dizia Flávio,
quando foi repreendido pela entrevistadora, que destacou que a denúncia não se
sustenta em elementos confiáveis.
O
próprio advogado de Vorcaro, Daniel Bialski, afirmou desconhecer a gravação e
as acusações atribuídas ao ex-banqueiro pela revista Veja. A Polícia Federal
(PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgaram notas oficiais
negando que Vorcaro tenha prestado o depoimento descrito na publicação.
Diante
da insistência no tema, já que os recursos pedidos foram muito superiores aos
que foram efetivamente usados no filme, o candidato do PL afirmou que o
dinheiro era lícito e destacou que a TV Globo também recebeu recursos de Daniel
Vorcaro, para o programa do apresentador Luciano Huck.
“Uma
relação privada, um dinheiro totalmente lícito. Como foi aqui na Globo, o
programa de Luciano Huck recebeu mais de R$ 160 milhões para fazer propaganda
do banco do Vorcaro. E o que tem de errado nisso? Nada”, declarou.
A
apresentadora, mais uma vez, interrompeu o candidato do PL, destacando que a
relação entre a emissora e Vorcaro era de natureza comercial, diferente do
pedido de dinheiro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
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Contradições sobre o filme Dark Horse
Nesta
sexta-feira, porém, o liquidante da massa falida do Banco Master, Eduardo
Bianchini, informou que o dinheiro supostamente enviado para o filme Dark Horse
não estava contabilizado entre os patrocínios realizados pelo Banco Master. As
informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
Em seu
relatório, Bianchini diz expressamente que “não foram encontrados documentos,
registros contábeis ou contratuais que evidenciem a realização de operações
destinadas ao financiamento, patrocínio ou aporte de recursos para a produção
cinematográfica mencionada”.
Segundo
a coluna, a assessoria de Flávio Bolsonaro disse que ele apenas buscou o
patrocínio com Vorcaro, mas que não participou da efetivação dos pagamentos nem
foi informado de como eles foram efetivados.
Os
valores eram enviados por uma empresa terceira, o grupo Entre, cujo dono,
Antônio Carlos Freixo Junior, fechou uma delação premiada. Apelidado de
“Mineiro”, o delator informou que recebeu de Fabiano Zettel, cunhado de
Vorcaro, a ordem de repassar os recursos. Disse ainda que, para ele, foi
informado que os recursos seriam usados em um investimento imobiliário.
Questionado
se o ministro do STF Kássio Nunes Marques devia sofrer impeachment por suas
relações com Vorcaro, Flávio também fugiu do tema e generalizou, dizendo que
ele defende que todos devem ser investigados. Nunes Marques teria participado
de festas com garotas de programa patrocinadas pelo ex-banqueiro, além de ter
despesas do filho pagas por ele.
• Advogado amigo de Flávio Bolsonaro
recebeu documentos vazados do STJ e MPF, diz site
O
advogado Willer Tomaz, investigado por fraudes contra a Previdência e amigo do
candidato Flávio Bolsonaro (PL), recebia minutas de decisões do STJ (Superior
Tribunal de Justiça) e de manifestações do MPF (Ministério Público Federal)
antes da publicação, aponta investigação da Polícia Federal, segundo reportagem
do UOL.
A
reportagem afirma que o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares era
um dos interlocutores de Tomaz. Em 2019, Soares era citado pelo entorno do
então presidente Jair Bolsonaro (PL) como favorito para ser indicado à
Procuradoria-Geral da República e como ligado a Flávio, o que o procurador
negava.
Segundo
o UOL, os investigadores suspeitam que Tomaz recebeu documentos vazados do STJ
por meio de Soares, além de outros interlocutores.
Ainda
de acordo com a reportagem, a apuração da PF aponta que o escritório alterava a
estratégia conforme os documentos que recebia.
Em
nota, Tomaz negou “categoricamente ter tido acesso irregular ou não autorizado
a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal, bem como ter
interferido em manifestações”. “Sua atuação sempre observou a legislação e as
prerrogativas da advocacia, valendo-se exclusivamente das vias institucionais e
processuais legítimas. As insinuações divulgadas são infundadas, distorcem o
exercício regular da profissão e configuram desinformação”, afirmou o advogado.
Tomaz
também disse que “causa estranheza” que um material sigiloso, “ignorado até
mesmo pela defesa, venha a público de forma seletiva em pleno período eleitoral
e mencione terceiros sem nenhuma relação com os fatos investigados”. “Serão
adotadas as providências cabíveis para obter acesso ao relatório, demonstrar a
improcedência das alegações e identificar a origem do vazamento”, afirmou.
A
campanha de Flávio também foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre as
suspeitas contra Tomaz. A reportagem não conseguiu ainda localizar Soares.
Reportagem
da Folha de S.Paulo publicada na quinta (15) mostrou que uma holding de apostas
online de Willer Tomaz pagou voos entre Portugal e França em 2025 para o
candidato à Presidência pelo PL, de acordo com uma investigação da Polícia
Federal.
Willer
é investigado sob a acusação de fazer repasses financeiros de dinheiro obtido
em fraudes contra a Previdência no escândalo do INSS. Junto com Jorge Barbosa
Dias, ele é dono da Rede Loto, a primeira bet a conseguir uma licença de
operação no país ainda em 2023, emitida pelo governo fluminense.
Questionado
pela Folha de S.Paulo sobre as viagens, Flávio Bolsonaro disse que sua relação
com Willer é exclusivamente de amizade.
Segundo
a investigação, ao menos três trechos de viagem em jato executivo foram
contratados para Flávio e Willer por meio da Cathedral, empresa registrada na
Ilha da Madeira. Única acionista da Rede Loto, a Cathedral tem como sócios
Willer e Dias.
• Flávio Bolsonaro tem dublê de Zélia e
cover de PC Farias. Por Xico Sá
O
noticiário político, policial e econômico indica que o candidato Flávio
Bolsonaro (PL) tem um cover de PC Farias e uma dublê de Zélia Cardoso de Mello.
Tesoureiro
e sócio em negócios da corrupção federal com o ex-presidente Fernando Collor
(1990-92), o empresário Paulo César Farias seria o advogado Willer Tomaz, uma
hipotética versão atualizada do capo alagoano. As funções são muito parecidas.
Repare
o que trouxe o ICL Notícias sobre WT:
Emails
obtidos pela Polícia Federal na investigação sobre os descontos indevidos em
aposentadorias do INSS indicam que o senador e candidato à Presidência Flávio
Bolsonaro (PL) tinha uma conta bancária vinculada ao mesmo usuário
administrador de contas do advogado Willer Tomaz, suspeito de participar de um
esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes previdenciárias.
Os dois
negam qualquer vínculo financeiro, mas os vínculos não param por aí. Há um
festival de revelações sobre laços empresariais e de amizade antiga.
A dublê
da ex-ministra da Fazenda do governo Collor seria Daniella Marques,
coordenadora do programa econômico do candidato do PL. A falta de transparência
sobre as possíveis medidas de Flávio tem realçado o apelido.
A
economista se recusa a fornecer detalhes sobre o tesouraço anunciado pelo filho
de Jair desde o lançamento da candidatura, em junho, quando desfilou ao lado do
presidente da Argentina, Javier Milei – o homem que usa uma motosserra como
símbolo dos cortes nos programas sociais em Buenos Aires.
“Eu não
sou a Mãe Diná”, chegou a reagir a candidata a ministra da Economia
bolsonarista. Esse comportamento só reforçou a comparação com a imprevisível
Zélia do confisco da Poupança do Plano Collor.
Daniella,
óbvio, rejeita a ideia de imitar a colega do ramo.
Por
mais bizarro e incrível que pareça, um dia depois da posse, em 16 de março de
1990, o presidente Collor decretou o
confisco da poupança dos brasileiros. O anúncio foi feito pela ministra Zélia,
em uma das coletivas de imprensa mais chocantes da história do país — os
jornalistas não compreendiam o que estava ocorrendo e quanto mais as
autoridades “explicavam” mais ficava confuso.
Cada
pessoa ou empresa poderiam ficar apenas com 50 mil cruzeiros. O resto foi
sequestrado em poder do Banco Central. Em outubro de 1992, Collor renunciou ao
cargo, depois que o Congresso concluiu o seu processo de impeachment. O
presidente que havia sido eleito com a bandeira do moralismo e da ética foi
derrubado por fazer parte de um esquema de falcatruas montado por PC.
Somente
trinta anos depois do confisco, em maio de 2020, o então senador alagoano pediu
desculpas em uma postagem no Twitter: “Acreditei que aquelas medidas radicais
eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas
aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”.
O
pedido virou meme para uns e revolta para a maioria das pessoas nas redes
sociais, inclusive brasileiros que haviam sido vítimas do plano econômico do
ex-presidente.
Um mês
depois, Collor jogou fora as sandálias da humildade e fez piadinha com o tema
em uma nova postagem: “Voltei, pessoal! Ainda bem que não foi confisco, foi um
bloqueio temporário!”. O político havia sido bloqueado temporariamente pela
direção do Twitter no Brasil. Com o trocadilho, tentou negar mais uma vez que o
seu governo tenha confiscado recursos das pessoas.
O que
não falta nesse caso do confisco é anedota. Com juras de amor, a ex-ministra
Zélia, ainda naquele tenebroso começo dos anos 1990, foi casada com Chico
Anysio, o mais importante comediante do país. Ainda não vivíamos os tempos dos
“memes” e das redes sociais, mas a chacota correu de boca em boca em todo
Brasil: “Pela primeira vez na história, o humorista casou com a piada”.
Além do
desastre econômico do Plano Collor, a ex-ministra teve a sua vida privada
exposta como nenhuma outra autoridade da República até aquela data. Ela mesma
colaborou com alguns capítulos a mais nessa exploração midiática ao revelar
bastidores do poder e os seus segredos amorosos no livro “Zélia, uma Paixão”,
publicado pelo escritor Fernando Sabido em 1991.
O
episódio mais famoso é o do relacionamento com o ex-ministro da Justiça
Bernardo Cabral, seu colega de equipe de governo, um romance que começou ao som
do bolero “Besame mucho”, em uma festa na corte brasiliense.
• Dono do ‘Jogo do Tigrinho’ publica foto
de helicóptero adesivado em apoio a Flávio Bolsonaro
O
empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de
empresas de apostas online que oferecem jogos como o “Jogo do Tigrinho”,
declarou apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Neste sábado (17), ele publicou nas redes sociais uma imagem de um helicóptero
adesivado com a bandeira do Brasil e o número 22, utilizado pelo candidato.
Na
publicação, acompanhada da frase “Partiu Bloquinho 22”, o Instagram indicou que
a imagem teve utilização de inteligência artificial. As informações foram
divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, pelos jornalistas Thaísa
Oliveira e Lucas Marchesini.
Segundo
a coluna, Fernandin participou de uma manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro
em Teresina, capital do Piauí, seu estado natal. O empresário também
compartilhou imagens aéreas da mobilização.
O
posicionamento ocorre em meio às discussões sobre o futuro das plataformas de
apostas no Brasil. Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
editou uma medida provisória que proibiu a atuação das bets no país. A
determinação entrou em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser analisada
pelo Congresso Nacional para continuar valendo.
Flávio
Bolsonaro, por sua vez, ainda não esclareceu se pretende manter ou revogar a
proibição caso seja eleito presidente. Na semana passada, o candidato
classificou a medida como uma agressão à segurança jurídica e defendeu que as
apostas esportivas sejam diferenciadas dos cassinos virtuais.
Em
declaração à coluna Painel, Fernandin negou que seu apoio ao senador esteja
relacionado à decisão do governo Lula. O empresário afirmou que não conhece
pessoalmente Flávio Bolsonaro e que suas preferências políticas não estão
condicionadas aos interesses de suas empresas. “Não conheço o Flávio, tampouco
meu apoio político está condicionado a qualquer discussão ou decisão sobre esse
tema”, declarou.
O
empresário também esteve no centro de investigações e discussões parlamentares
sobre o mercado de apostas. Em 2025, a CPI das Bets do Senado chegou a propor
seu indiciamento por suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O
relatório, entretanto, foi rejeitado pela comissão.
Fernandin
também mantém relações com figuras importantes do Congresso Nacional. Amigo do
senador Ciro Nogueira (PP-PI), ele cedeu um avião particular utilizado pelo
parlamentar em viagens internacionais.
Em
abril deste ano, a Polícia Federal solicitou a abertura de uma investigação
sobre cinco bagagens que entraram no Brasil sem passar pelo raio-X após um voo
realizado por Ciro Nogueira e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta
(Republicanos-PB), em uma aeronave do empresário. O pedido de investigação
contra o grupo acabou arquivado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF).
Fonte:
ICL Notícias

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