Alexandre
Kubrusly Bornstein: A “areia movediça” da extrema direita
Jair
Bolsonaro, pronunciando-se a respeito do fim da escala 6×1 em uma reunião com
integrantes do PL realizada em 2024, recomendou aos seus aliados “muita
cautela. Não adianta fazer notinha em jornal, editorial, discurso na internet,
discurso na câmara. Cada discurso é uma areia movediça”. Acerca dessa questão,
realizei, em outro lugar, uma análise do discurso bolsonarista a respeito do
fim da escala 6×1 e me parece que o diagnóstico de Bolsonaro está correto, a
pauta em questão funciona, de fato, como uma espécie de areia movediça para a
extrema direita. Analisei diversas publicações nas redes sociais de políticos
influentes da extrema direita durante as semanas de novembro de 2024 em que a
discussão a respeito da proposta tomou as redes. Em resumo, esses políticos
acusam a medida de ser populista, visando ganhar apoio eleitoral, mas que se
aplicada, se realizaria como catástrofe para a população. Segundo eles, os
reais efeitos do fim da escala 6×1 seriam o desemprego e a inflação, fantasmas
que todo brasileiro de média ou baixa renda aprendeu a temer. Nikolas Ferreira,
por exemplo, afirma que “aumentar os funcionários gera despesas para a empresa.
[…] E sabe quem vai pagar essa conta? Exatamente, você!”. Talvez possamos
identificar como cerne da argumentação do discurso analisado a seguinte
afirmação, presente em um vídeo repostado por Carla Zambelli: “o patrão não é
seu inimigo, seu inimigo é o Estado”. Quer dizer, não se nega que haja a
espoliação, a disputa se dá em torno de quem é o agente desta espoliação, se é
o patrão ou o Estado. O antagonismo entre empresário e trabalhador é negado,
estes, seriam ambos espoliados pelo Estado, especialmente na figura dos
políticos corruptos, da burocracia disfuncional, etc.
A
resposta da extrema direita aqui analisada não parece ser muito diferente do
que seria uma resposta neoliberal tradicional, que nega direitos trabalhistas
porque estes seriam prejudiciais para a economia e que, alternativamente,
sugere flexibilização das leis trabalhistas, como atesta a PEC 12/2026
defendida por Flávio Bolsonaro. O que se percebe portanto é que, na discussão a
respeito do fim da escala 6×1, a extrema direita parece perder o seu comentado
caráter antissistema. O movimento outsider que veio para “mudar tudo isso que
está ai” como afirmava Bolsonaro em sua campanha de 2018, passa a defender a
impossibilidade da mudança; a extrema direita perde seu caráter de “revolta
contra o sistema” e tem que assumir abertamente sua posição conservadora. O
“amálgama de sentimentos de revolta e ideias sociais reacionárias”,
identificado já em 1933 por Reich, que constituiria o fascismo e que podemos
ver presente na extrema direita contemporânea, dá lugar a certa melancolia
conservadora, que nega a transformação que se anuncia. A possibilidade da
mudança real, que viria através da redução da jornada de trabalho, é tratada
como um “golpe” que se realizaria como desastre para a população. O tom do
discurso assumido é, portanto, essencialmente melancólico, como se dissesse aos
trabalhadores que acreditar na possibilidade de melhora da qualidade de suas
vidas só poderia ser obra de uma enganação.
A
discussão a respeito da escala 6×1 parece ter o potencial de escancarar as
contradições entre os interesses da população e os interesses dos
representantes da extrema direita, pondo em cheque, dessa forma, sua
popularidade. Segundo pesquisa do Projeto Brief em parceria com a plataforma
Swayable realizada ainda em 2024, 64,6% do público que se identifica como sendo
de direita afirma que “sua visão sobre a direita piora ao saber que parte de
seus representantes se opõem à pauta”. Esta é a “areia movediça” da extrema
direita: o escancaramento da contradição de uma extrema direita que se quer
popular. Em outras palavras, a afirmação do antagonismo entre classe dominante
e classe trabalhadora, diretamente presente na discussão a respeito da redução
da jornada de trabalho, parece, em alguma medida, desarticular o discurso da
extrema direita. Ela, para manter a sua posição de direita popular, precisa da
conciliação de classes, isto é, depende da ideia de que não existe antagonismo
entre trabalhador e classe dominante. Uma vez expresso tal antagonismo, sua
posição se torna insustentável. Assim, o antagonismo difuso e despolitizante da
extrema direita entre sistema e antissistema é substituído pelo antagonismo
entre classe dominante e classe trabalhadora. Que isso aconteça à luz de uma
discussão a respeito da redução da jornada de trabalho não deveria causar
espanto, uma vez que já no século XIX, Marx afirmava que “a regulamentação da
jornada de trabalho se apresenta, na história da produção capitalista, como uma
luta […] entre o conjunto dos capitalistas, i. e., a classe capitalista, e o
conjunto dos trabalhadores, i. e., a classe trabalhadora”. Se por um lado é
verdade que as novas configurações do mundo do trabalho por vezes ameaçam
antigos conceitos e análises, por outro, é igualmente verdade que certas lutas,
ainda que ressoem aquelas antigas do século XIX, permanecem absolutamente
atuais.
Temos
observado nos últimos anos uma espécie de inversão das posições entre esquerda
e direita em que a primeira, cada vez mais tem se visto na posição de defesa de
direitos já adquiridos, defesa das instituições etc. Nessa dinâmica, a força do
movimento de transformação (ainda que este seja nocivo) se encontra com a
extrema direita, e a esquerda passa cada vez mais a uma posição conservadora. A
própria ideia de resistência, tão comumente ouvida do campo da esquerda, contém
em si a pressuposição de que o movimento nos escapa. Resistência é como o
atrito, força que se opõem ao movimento. Não que não haja momentos em que ela
seja necessária – é claro que há –, mas uma vez que ela se torna o centro de
nossa política, abrimos mão da transformação e assim flertamos cada vez mais
abertamente com uma posição conservadora. A pauta propositiva da redução da
jornada de trabalho faz com que a esquerda volte a ser a vanguarda do processo
político enquanto a direita passa a ocupar a posição conservadora, aquela que
nega a transformação que se anuncia. Ou seja, é como se a esquerda, ousando
avançar, especialmente através de uma pauta tão popular como a redução da
jornada de trabalho, tivesse a força de “botar o mundo de cabeça para cima”
novamente e, assim, a esquerda volta a ser a força do progresso e a
direita a da reação.
Temendo
as consequências políticas do escancaramento das contradições de uma direita
que se quer popular, só restou à extrema direita recuar. O que podemos
identificar, por exemplo na afirmação da senadora Damares Alves
(Republicanos-DF) ao anunciar seu voto à PEC: “nós conservadores estamos do
lado do trabalhador, apesar de alguns acharem que nós […] iríamos votar contra
o trabalhador. E alguns achavam que nós iríamos, […] fazer um motim. Alguns
achavam […] que a gente iria tumultuar”. Frente à pressão popular, à pressão da
proximidade das eleições e a visibilidade que a pauta adquiriu, só restou à
direita, visando preservar sua popularidade, ceder, o que é expresso no
resultado final da votação da PEC em que apenas um senador, Hamilton Mourão
(Republicanos-RS), votou contra a proposta. Sóstenes Cavalcante, líder do PL na
câmara dos deputados, no entanto, deixou escapar qual seria a estratégia do
partido: aprovar o fim da escala 6×1 agora e, no ano que vem, passadas as
eleições, aprovar a PEC 12/2026, que permitiria a contratação por hora de
trabalho e “livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador”,
não garantindo assim nem dia de folga para o trabalhador e nem um rendimento
mínimo determinado por mês.
Podemos
afirmar, portanto, que a mobilização em torno do fim da escala 6×1 emparedou o
senado e tornou possível um importante avanço para a classe trabalhadora mesmo
num momento marcado por inúmeros retrocessos e por um congresso conservador. É
claro que houve uma série de negociações de bastidores para que a PEC fosse
aprovada, no entanto, é importante frisar que a mobilização em torno da pauta
estabeleceu as condições a partir das quais tais negociações puderam se dar. Em
outras palavras, a mobilização torna a negociação possível e não o contrário.
Isto é, parte-se da mobilização e não da negociação, esta segunda é apenas o
resultado da primeira. A aprovação da PEC serve para nos mostrar de forma clara
que mesmo com uma correlação de forças desfavoráveis no congresso é possível
avançar. Uma vez feito o debate público e, tendo o apoio da população, é
possível emparedar o congresso. Movimento este sempre necessário.
¨
O avanço da extrema direita. Por Oswaldo Miqueluzzi
Utilizando
o texto de Ricardo III – peça teatral escrita por William Shakespeare –,
João Cezar de Castro Rocha, professor de Literatura Comparada na Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em A era de Ricardo III: guerra cultural
como método”, analisa o avanço da extrema direita transnacional, a guerra
cultural utilizada como principal instrumento da tomada de poder pela extrema
direita, o universo digital e as redes sociais, nos quais a extrema direita faz
a sua guerra cultural, os efeitos da dissonância cognitiva, que é
“indissociável do êxito da extrema direita”, produzindo “narrativas
radicalizadoras, de estrutura binária, como o auxílio de fake news e
teorias conspiratórias”, assim como desfaçatez da vilania e a banalização do
mal.
De
acordo com o texto, precisamos aguçar a compreensão do mundo contemporâneo,
pois “um fantasma ronda não apenas a Europa, mas todo o mundo: o avanço
transnacional da extrema direita”, que se tornou um fenômeno político nas
décadas iniciais do século XXI.
Precisamos
compreender que vivemos em “um sistema que sempre socorre as elites econômicas,
mas que nunca ‘pode’ ajudar os mais vulneráveis em virtude de ‘nobres’
preocupações fiscais”, um sistema onde um neoliberalismo predador “está levando
o planeta ao colapso”, com “a precarização das condições de vida”.
É
atuando dentro deste sistema que a extrema direita “soube instrumentalizar a
frustração e o ressentimento daqueles que, com boa dose da razão, se
consideraram deserdados pelo modelo que prometera um Estado de bem-estar social
ou uma ordem econômica que asseguraria a acumulação infinita de prosperidade”.
Um sentimento antissistêmico gerado por essas condições “contagiou as décadas
iniciais do século XXI” e foi apropriado pela extrema direita transnacional,
que “chega ao poder legitimamente, seduzindo o eleitorado”.
Trata-se,
diz João Cezar de Castro Rocha, de um “fenômeno inquietante”, porque “[o] êxito
ocorre por meio de eleições livres e democráticas. A arma empregada na
conquista do eleitorado não é a imposição militar, mas a conquista de corações
e mentes, traduzida em vitória nas urnas. Tanques nas ruas, pelo menos num
primeiro momento, foram substituídos pelas trincheiras das redes sociais”.
Foi
assim que políticos como Viktor Orbán, Donald J. Trump, Giorgia Meloni, Jair
Messias Bolsonaro, Javier Milei, Marine Le Pen e Nayib Bukele “venceram
eleições livres e democráticas e, uma vez empossados, tornam-se arquitetos de
uma engenharia institucional monotemática, cujo objetivo é a corrosão interna
da democracia que os elegeu”, especialmente as “gerações mais jovens – os
deserdados de futuro do neoliberalismo predador do século XXI”.
A
espiral dessa extrema direita evoca “o histrionismo destruidor da motosierra
de um Javier Milei”, “a falta de empatia psicopata de Jair Messias
Bolsonaro e de Elon Musk”, “a promessa catastrófica de destruição completa do
planeta” Donald Trump”, o regime de exceção de Bukele Nayib, presidente de El
Salvador], que aprovou, em março de 2022, um regime de exceção com a supressão
do habeas corpus, assim como os agentes do ICE, de Donald Trump, que,
“de igual modo, retiram inconstitucionalmente dos imigrantes o direito ao habeas
corpus”.
João
Cezar de Castro Rocha denomina este projeto inconfessável de “pinochetização do
planeta”, que conjuga neoliberalismo predador, precarização da vida e regime
político autoritário” e no qual o termo pinochetização significa a “[venda] de
todos os ativos da nação, por meio da privatização indiscriminada; supressão
radical dos direitos do trabalho; arrocho salarial, transferindo ao trabalhador
os encargos de ajustes fiscais draconianos; retirada do Estado de suas funções
sociais; privatização dos serviços de saúde; privatização do ensino público;
concentração aguda da renda e aumento correspondente dos índices de
desigualdade social; privatização da aposentadoria e dos serviços de seguridade
social. Este último ponto levou a uma estatística que segue assombrando a
história chilena: o número absurdo de mortes de casais idosos que se
suicidavam, juntos, pela impossibilidade de viver com o mínimo de dignidade com
a aposentadoria, sempre reduzida pelos institutos privados”.
Para a
missão política da extrema direita, sustenta João Cezar de Castro Rocha, “é
preciso concentrar forças contra um único e mesmo objeto, e se, por acaso, tal
objeto não tiver existência concreta, entram em campo as operações típicas da
guerra cultural, com sua capacidade de contágio mimético na invenção de
inimigos imaginários”, cujo método adota, “em lugar de tempo suficiente para
refletir”, “a mobilização permanente que (se) alimenta (d)a hiperpolitização do
dia a dia – profecia autorrealizada que ganha eleições”.
A
guerra cultural tornou-se, então, “o principal instrumento da tomada de poder
pela extrema direita” e “a mais poderosa máquina eleitoral do século XXI”: “[a]
mobilização permanente, formidável combustível político que permitiu à extrema
direita um autêntico salto quântico: em lugar de investir energia por um prazo
curto durante uma campanha intensa no período eleitoral, surge uma novidade sem
paralelo: viver intensamente o dia a dia como se a realidade fosse uma campanha
política permanente, sem intervalo ou solução de continuidade”.
Nesse
sentido, João Cezar de Castro Rocha anota que “seguiremos no meio do
redemoinho, desorientados e perplexos”, se não tivermos “uma compreensão dos
efeitos psíquicos e cognitivos da guerra cultural, efeitos esses muito
potencializados pelas redes sociais”.
E é no
“universo digital” e no “mundo das redes sociais” que a extrema direita
vislumbra um “esforço de guerra total e onipresente”, pois, como sustenta o
professor, é “somente por meio de um ativo ecossistema de desinformação [que] a
forma-capitalismo pode seguir predando a natureza como se não houvesse amanhã”.
E foi pela “manipulação da informação, elevada a sua máxima potência graças à
onipresença cotidiana do universo digital e das redes sociais”, que se “abriu
caminho para a modalidade inédita: o assédio cognitivo passa a governar nossas
ações”.
Para o
universo digital, não é permitido nenhum repouso para reflexão: “o universo é
digital porque tudo se resolve na ponta dos dedos, ágeis em teclar, morosos em
ponderar”. Com o seu advento e das redes, consolidou-se “a metódica produção
prévia de caos cognitivo. Em outras palavras, a desconstrução sistemática de
qualquer possibilidade de consenso mínimo no espaço público em relação a
qualquer tema”.
O
efeito da dissonância cognitiva é “indissociável do êxito da extrema direita”,
operando “por meio da produção de narrativas radicalizadoras, de estrutura
binária, como o auxílio de fake news e teorias conspiratórias”. Ela
engendra “inimigos imaginários, com a finalidade de alimentar a retórica do
ódio, sempre em busca da reprodução infinita de bodes expiatórios, cuja
expiação mantém a base política em estado de mobilização permanente”. Não é
“luta ideológica, disputa de ideias ou conquista da hegemonia, mas de guerra,
cuja lógica necessariamente implica a eliminação do adversário, que não pode
senão ser visto como inimigo”.
Neste
contexto, na passagem do século XX ao atual, insere-se de forma decisiva “a
difusão do negacionismo climático, essencial ao projeto do neoliberalismo
predador que enfrentamos em sua expressão contemporânea de uma selvageria sem
limites”.
A
negação das evidências científicas decorre “da impossibilidade estrutural de
reconhecer que o modelo capitalista de predação da natureza levará a terra a um
apocalipse nada alegórico”.
De
acordo com João Cezar de Castro Rocha, “[o] negacionismo histórico depende de
uma série de condições, e a extrema direita investe muito tempo e dinheiro para
alcançá-las: a abolição de distinções conceituais; o princípio da equivalência
absurda; o apagamento de fronteiras lógicas ou a impossibilidade de discernir o
interno do externo, o frio do quente, o verdadeiro do falso”.
A
radicalização ideológica é “um produto de nicho que domina as redes sociais”,
cujo universo “é potencializado ao máximo pelas grandes plataformas que
descobriram no ressentimento a forma de uma mercadoria que literalmente solda e
prende centenas de milhões de pessoas ao redor do globo”.
A
relação do texto shakespeariano – na peça Ricardo III –, estabelecida
por João Cezar de Castro Rocha, está assinalada na entrada em cena do duque
Gloucester, o futuro rei Ricardo III, quando “anuncia orgulhosamente o papel
que assumirá em sua ascensão meteórica: “I am determined to prove a villain”
(Estou decidido a provar-me um vilão)”.
Neste
momento, “[estamos] no universo da forma-Ricardo III, que se regozija com as
maldades que planeja, goza com a perspectiva da anarquia que precisa instaurar
para sentar-se no trono. Arquiteta crueldades e assassinatos como quem
participa de banquete em sua homenagem”.
Trata-se
da vitória do vilão assumido, da banalidade do mal que “se converteu em motivo
de orgulho”, onde “autoridades norte-americanas chegam a fazer cálculos de
quanto poderão ganhar com o sequestro do petróleo venezuelano”, sem se importar
com ”a desfaçatez da afirmação”.
Segundo
João Cezar de Castro Rocha, “os algozes do século XXI não se horrorizam: na
verdade, encontram um prazer mórbido no sofrimento alheio”, pois a
forma-Ricardo III não tem “nenhum pudor em dizer o nome próprio das coisas” e
“o absurdo passa a ser naturalizado e o caos cognitivo já não permita
distinguir o verdadeiro do falso”.
Estas
considerações nos permitem, em pequena medida, entender como eleitores escolhem
“candidatos que anteciparam exatamente as vilanias que de fato cometeram”.
Tem
razão João Cezar de Castro Rocha quando assinala que “[estamos] diante duma
inversão perversa: abandonado pelo sistema, o elo mais fraco da corrente
abraçou o reacionarismo da extrema direita, com suas soluções imediatistas e
autoritárias. É como se, na Rússia de 1917, o povo se tivesse levantado para
defender o retorno dos Romanov ao poder”.
Segundo
ele, “o declínio da vida em comunidade sugere que, no futuro, corremos o risco
de nos tornarmos os últimos homens, seguros e autocentrados”, assim como de se
cumprir a promessa de Steve Bannon: “A esquerda tradicional olhará com saudade
para Donald Trump e se perguntará: onde está Donald Trump quando precisamos
dele?”.
Fonte:
A Terra é Redonda

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