terça-feira, 20 de outubro de 2026

Giovana Mondardo: quem é o novo rosto da esquerda catarinense no Congresso

O Brasil assistiu a um primeiro turno das eleições marcado por ampla vitória do bolsonarismo, seja na vantagem de Flávio sobre Lula, nos 12 governadores eleitos que declaram apoio ao candidato do PL ou na formação de um Congresso ainda mais conservador. E enquanto vivemos um segundo turno visceral, em que o lulismo corre atrás dos votos perdidos enquanto o filho de Jair tenta consolidar a liderança, alguns novos nomes da esquerda também vão surgindo nas brechas.

Nativos digitais, alguns deles foram eleitos para a Câmara de Deputados após campanhas em que demonstraram habilidade com as novas tecnologias. Entenderam a demanda popular e preferiram mirar no futuro e na juventude ao invés de apenas celebrar um passado de conquistas do presidente Lula (PT). Um desses nomes é o de Giovana Mondardo, do PCdoB, eleita deputada federal por Santa Catarina com quase 115 mil votos.

“Pretendo representar na Câmara dos Deputados uma nova esquerda, renovada, que possa falar dos avanços sociais dos últimos períodos, mas que busca novos avanços e possibilidades reais e concretas que melhorem as vidas das maiorias. Mais do que um enfrentamento vazio à extrema-direita, pretendo defender um projeto nacional de desenvolvimento que tenha a cara dos brasileiros”, declarou a deputada eleita.

Para ela, não basta simplesmente fazer oposição à extrema-direita no cotidiano dos parlamentos, mas dialogar com as principais demandas, sentimentos e necessidades do povo brasileiro, transformando tudo isso em um projeto coletivo.

“É preciso apresentar respostas novas. É sintomático que a nossa pauta tenha se reduzido a defender a soberania nacional enquanto a falta de projeto deles para o futuro do Brasil seja inclusive próxima da nossa. Me assusta não termos um projeto para os próximos 20 ou 30 anos. Por isso considero que ter um projeto nacional de desenvolvimento qualificado na geração de empregos, nas relações de trabalho e na indústria 4.0 é essencial para estabelecer um caminho para o país”, avalia.

Comunista, Giovana já havia sido a vereadora mais votada em Criciúma em 2024 e reconhece o fator conservador que demarca Santa Catarina nos últimos períodos. Mas lembra que foram os catarinenses, em 2002, os que proporcionalmente mais votaram em Lula, e aponta que, apesar da atual hegemonia de extrema-direita, os catarinenses vivem essa disputa diariamente.

O fato de Giovana ter se desenvolvido politicamente obrigada pelas circunstâncias a fazer oposição a figuras do bolsonarismo demonstra isso. A inquietação com o atual momento político do estado é, com certeza, um dos combustíveis de Mondardo e de outras novas figuras da esquerda catarinense que têm se elegido nos últimos anos para o parlamento estadual e as câmaras municipais.

“Quando a gente fala sobre Santa Catarina ter se tornado um Estado ultraconservador no último período, entendo isso como uma espécie de transição, um processo passageiro. Somos resultado da luta dos trabalhadores, do movimento sem terra, da Novembrada, da guerra do Contestado. Entendemos que libertar os nossos povos é uma solução inegociável e Santa Catarina tem isso na veia. É muito pujante a luta dos trabalhadores das minas de carvão, mineiros, sindicatos e as cooperativas, que são organizações sociais e coletivas que Santa Catarina tem de maneira exemplar. Atribuo a essa mudança política justamente o fato de estarmos vivendo um momento de transição que, na minha percepção, é resultado daquilo que eu acho que Santa Catarina faz de maneira muito latente, que é ser um Estado que rejeita o sistema. Eu acredito que a eleição do Lula em 2002 foi resultado disso, assim como a ascensão do bolsonarismo nos últimos períodos”.

Logo após o primeiro turno, ela foi convidada, ao lado de outros novos parlamentares eleitos de esquerda de todo o país, a integrar a equipe de comunicação do presidente Lula durante segundo turno. Questionada sobre o tema, aponta a necessidade de atualizar a mensagem do presidente e lembra que na última quinta-feira (8) o mandatário já gravou um vídeo na vertical falando com a câmera para as redes – e que seria um dos primeiros de sua vida. Octogenário, Lula sequer teria o hábito de usar um aparelho celular, conforme amplamente divulgado pelos meios de comunicação.

<><> Raízes e vida política em Criciúma

Giovana Mondardo nasceu em fevereiro de 1993 em Criciúma, cidade do sul catarinense que hoje tem cerca de 230 mil habitantes, a maior da chamada Região Metropolitana Carbonífera. Isso significa que a cidade e todo o seu entorno são um grande polo industrial que cresceu através da mineração de carvão e conta com indústrias têxtil, de embalagens, cerâmica, plástica e construção civil. Falamos de uma cidade construída a partir do orgulho de uma classe operária que viveu seu apogeu nos anos 70 e 80 e que desde que Mondardo nasceu vê seus ganhos e qualidade de vida reduzidos devido ao processo de desindustrialização vivido no Brasil.

Acompanhando esse processo ao longo de sua vida, é quase uma consequência lógica que ela defenda a necessidade de um projeto de desenvolvimento. Nesse contexto, faz uma crítica ao atual governador Jorginho Mello (PL). “É inaceitável que o governador não dialogue com o presidente da República que envia R$5 bilhões, desde 2023, para investimentos na indústria e nas empresas catarinenses, que são, vale dizer, a nossa fortaleza e motivo de orgulho”.

Suas raízes na cidade são amplas. Começam na torcida pelo Criciúma Esporte Clube que com frequência mostra nas redes sociais, e na ascendência italiana, principal grupo migratório que fundou o município. Mas além disso, toda a sua formação, desenvolvimento e vida política também foi ali. Cirurgiã-dentista e professora, formou-se em Odontologia na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), onde também especializou-se em Atenção Básica e Saúde da Família, Gestão em Saúde e concluiu um mestrado em Saúde Coletiva. Depois, passou pelo serviço público. Feminista e defensora dos direitos humanos, começou sua militância no movimento estudantil.

“Comecei atuando por movimentos contra aumento da passagem de ônibus, por mais bolsas de estudos e também pela implantação do Restaurante Universitário na Unesc, onde me formei em odontologia. Na Unesc, conheci e entrei nos movimentos de mulheres, juventude e saúde, onde a transição pro PCdoB foi natural por entender a importância que o partido traz para o Brasil nas mais diferentes lutas”, contou.

<><> A comunista mais votada na cidade conservadora

Giovana começou sua carreira política oficialmente em 2020, quando concorreu pela primeira vez a uma cadeira como vereadora em Criciúma. Ganhou com um total de 2.430 votos.

“Nosso trabalho na Câmara de Vereadores de Criciúma começou em 2021 no período da pandemia. Tivemos voz para fiscalizar e lutar pela sonhada chegada da vacina. Nossa primeira lei fala sobre grupo reflexivo de homens agressores de mulheres. Nosso trabalho teve atuação muito forte no combate às violências contra as mulheres. Uma das nossas principais lutas, que era a construção de uma casa de acolhimento para mulheres em situação de violência, aconteceu neste ano depois de muita conversa, muita audiência e vontade política. Ainda na Câmara, fui autora da primeira Lei de distribuição de cannabis de Santa Catarina, um feito importante que segue em pesquisa e deve ser colocada em prática em breve”, relembra.

Em 2022 fez uma campanha curta, de apenas três meses, para a Câmara dos Deputados. Mesmo obtendo quase 40 mil votos, não foi eleita. “Aquele foi um ano para aprender como é fazer uma campanha estadualizada. E agora, em 2026, sinto que tenho a maturidade necessária para ganhar”, afirmou ao Sul21 em entrevista anterior ao pleito.

De volta a Criciúma após a campanha de 2022, cumpriu seu primeiro mandato como vereadora e candidatou-se à reeleição em 2024. Com 3.481 votos (3,29% do eleitorado), ela foi a vereadora mais jovem e a mais votada da cidade naquele ano. E a única de esquerda. Nos seis anos em que esteve na vereança aprovou quase 40 leis, entre elas a Lei Municipal 7868 que instituiu a Política de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e Intrafamiliar.

Durante a campanha para reeleição em Criciúma em 2024, Mondardo foi processada pela primeira vez pela então candidata a prefeita Júlia Zanatta (PL), hoje a deputada federal mais votada em Santa Catarina com 560 mil votos. A partir daí enfrentou uma série de embates com Zanatta e outras figuras correlatas, ganhando maior notoriedade nas redes digitais.

Ela lamenta que a adversária tenha comemorado a vitória deste ano com um chicote em mãos, em alusão à escala 6×1 – cujo fim é uma das prioridades do seu mandato -, e analisa que o principal perdedor das eleições de 2026 em Santa Catarina foi a direita tradicional local. Argumenta que as esquerdas mantiveram a fatia minoritária do eleitorado dos últimos períodos, inclusive melhorando alguns números, enquanto políticos do chamado “centrão” – a dita “velha política” – embarcaram no bolsonarismo acabaram engolidos pelo mesmo.

Esperidião Amin (PP), político de longa data e respeitabilidade entre as elites locais pode ser o principal exemplo desse argumento. Ex-deputado federal (2011-2019), ex-governador (1983-1987 e 1999-2003), ex-senador (1991-1999 e 2019-2027) e ex-prefeito de Florianópolis (1975-1978 e 1989-1990), agora ficará completamente sem cargo pela primeira vez em muitos anos. Seu primeiro mandato como prefeito da capital foi ainda nos anos 1970, época em que era filiado à Arena. E foram raros os hiatos em sua carreira política como o que começará em 2027.

<><> A nova cara da esquerda catarinense em Brasília

Para Mondardo existe uma reorganização política ocorrendo no Brasil, com novas percepções e desejos, que requer uma reformulação dos partidos e da política brasileira em geral. Da mesma maneira que ocorre na direita, com políticos mais jovens e com forte presença digital dominando a renovação do bolsonarismo no parlamento eleito, ocorre algo semelhante e em menor escala na esquerda.

Renato Freitas (PT-PR) e Jones Manoel (PSOL-PE) são figuras que ocupam esse espaço ao lado de Giovana na Câmara. E eles aparecem em um momento de enormes desafios no Congresso Nacional para parlamentares de esquerda, que serão minoria. Os desafios se apresentam mesmo no caso de uma vitória lulista no segundo turno.

“Entendemos que a direita perdeu esse espaço para a extrema direita ao longo dos anos. A direita civilizada tinha diálogo, pensava em debate para melhorar a vida da população. Hoje em dia, a extrema direita vive de ódio e pouco faz visando a população, somente pensando em seus interesses. Pretendo atuar com um projeto de desenvolvimento nacional, apresentando projetos e ações que abracem todas as áreas do desenvolvimento: saúde, tecnologia, mercado de trabalho, sem esquecer, claro, da formação da juventude e de termos melhores condições para os trabalhadores e trabalhadoras, começando, muito antes da posse, na luta pelo fim da escala 6×1, escala essa tão prejudicial para o trabalho brasileiro”, avalia.

Ao mesmo tempo, diz não ter disposição para conversar com setores que fazem discursos anti-vacina, a favor de armas e “com quem destina emenda para clube de tiro”. Giovana vê com preocupação a normalização que a extrema direita conseguiu no cenário político brasileiro, em especial no seu Estado, e a velocidade com que vai se adaptando às diferentes demandas do debate público contemporâneo. Para ela, essa repactuação política envolve o combate a essas ideologias.

“Um dos reflexos disso é esse movimento masculinista, que é trazido de uma subcultura nos Estados Unidos muito potencializada pelo próprio Donald Trump, que agora tenta influenciar nossas eleições. O trumpismo, o bolsonarismo e as extremas direitas em geral têm incentivando influenciadores desse tipo, inclusive no Brasil, e esses caras depois se colocam a disposição como candidatos nas eleições. Não podemos hoje descartar a ideia de que em 2027 haja uma espécie de bancada de redpill no Congresso Nacional, e isso é assustador”.

<><> Ana Paula Lima e Pedro Uczai

Ao todo Santa Catarina conta com 16 representantes na Câmara dos Deputados, dos quais 9 foram reeleitos. Mondardo está entre os 7 estreantes. Também está em outra minoria: a de parlamentares de esquerda. Além dela, foram reeleitos Ana Paula Lima (PT) e Pedro Uczai (PT), figuras de longa data da esquerda catarinense.

Ana Paula Lima fez 201 mil votos e só perdeu para Júlia Zanatta, tendo sido a segunda deputada mais votada no estado. Nascida em 1964 e natural de Curitiba (PR) mudou-se para Santa Catarina na juventude, onde formou-se em enfermagem e obstetrícia na Universidade do Vale do Itajaí (Univale). Filiou-se ao PT em 1987 para ser a primeira mulher residente em Blumenau eleita deputada estadual (2003-2019). Após bater na trave em 2018, elegeu-se pela primeira vez para a Câmara dos Deputados em 2022.

O professor Pedro Uczai, por sua vez, fez 164 mil votos – o terceiro mais votado. Foi deputado estadual por três mandatos, vice-prefeito (2001) e então prefeito de Chapecó (2002-2004). Na Câmara dos Deputados desde 2011, acaba de ser eleito para o seu quinto mandato.

>>>> Veja a lista completa dos deputados federais eleitos por SC:

1.       Júlia Zanatta (PL), 560.223 votos (13,15%), reeleita

2.       Ana Paula Lima (PT), 201.377 votos (4,73%), reeleita

3.       Professor Pedro Uczai (PT), 164.389 votos (3,86%), reeleito

4.       Jair (Renan) Bolsonaro (PL), 131.555 votos (3,09%)

5.       Sargento Lima (PL), 128.333 votos (3,01%)

6.       Pezenti (MDB), 125.010 votos (2,93%), reeleito

7.       Gilson Marques (Novo), 117.197 votos (2,75%), reeleito

8.       Giovana Mondardo (PCdoB), 114.792 votos (2,69%)

9.       Júlio Garcia (PSD), 114.391 votos (2,69%)

10.     Daniela Reinehr (PL), 96.253 votos (2,26%), reeleita

11.     Zé Milton (PP), 93.005 votos (2,18%)

12.     Paulinha (Podemos), 92.598 votos (2,17%)

13.     Zé Trovão (PL), 89.830 votos (2,11%), reeleito

14.     Ricardo Guidi (PL), 78.698 votos (1,85%), reeleito

15.     Daniel Freitas (PL), 76.458 votos (1,79%), reeleito

16.     Geovania de Sá (Republicanos), 74.603 votos (1,75%)

•        Hecatombe bolsonarista em SC engoliu oligarquias e mudou configuração política do estado

A família Amin, uma das mais tradicionais e oligárquicas do estado de Santa Catarina foi, talvez, a maior derrotada de um processo eleitoral marcado pelo recorde de votos do bolsonarismo no lugar que é considerado um “laboratório” do avanço do extremismo no país. O senador Esperidião Amin não conseguiu se reeleger senador. A sua esposa, Ângela Amin, ex-prefeita de Florianópolis e ex-deputada federal, também não terá mandato no próximo ano. É o fim de um tempo, uma hecatombe bolsonarista histórica.

Os Amin são uma das oligarquias mais longevas de Santa Catarina, ao lado dos Bornhausen, que também foram sugados pelo bolsonarismo a ponto de sequer cogitarem as urnas neste último pleito. Santa Catarina tem, historicamente, uma tradição oligárquica bastante conhecida por quem vive no estado. Agora, isso parece ter mudado de forma definitiva e exige da direita um lugar de auto-crítica que todos costumam cobrar da esquerda: alimentaram um monstro, agora precisam embalá-lo.

<><> O bolsonarismo engole quem o alimentou

A quebra da tradição oligárquica vem em um momento de radicalização do bolsonarismo que encontrou terreno fértil no estado. Amin foi um dos primeiros a se unir à onda, alavancando pautas do movimento e se colocando sempre à disposição de derrubar um ministro do Supremo Tribunal Federal. Não imaginava que encontraria no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro alguém disposto a dinamitar sua intenção.

Ao lado de Caroline de Toni, Carlos Bolsonaro se elegeu com bem mais folga do que as pesquisas apontavam, sem participar de debates, quase sem fazer campanha e provocando o aliado do pai sempre que possível. Ficou com 25,31%, contra 15,31% de Amin, que ainda conseguiu captar votos desesperados à esquerda no discurso do “voto útil”.  Foi um abismo de mais de 800 mil votos que mostrou o sucesso da campanha do voto casado em uma chapa pura do PL, causa de grande polêmica no bolsonarismo local assim que se anunciou a dupla Caroline e Carlos.

<><> PL avança e atropela forças tradicionais

A configuração política da Assembleia Legislativa também foi alvo da hecatombe. O PL conseguiu 16 cadeiras, das 40, com 35% de renovação no perfil da Casa onde Jorginho Mello já transitava sem oposição firme e com muita tranquilidade. Nomes como do deputado estadual Marcos Vieira (PSDB) ficaram de fora, engolidos pela onda. O MDB e o PSD, forças políticas até então tradicionais, fizeram quatro e três cadeiras — uma miséria. União e PP ficaram com duas cada. Em compensação, o PL elegeu até a prefeita que jogou livros fora e viralizou em 2024, na cidade de Canoinhas. Juliana Maciel surfou na fama e na radicalização e o estado gostou.

<><> Congresso ganha novos nomes em SC

A Câmara Federal manteve uma estabilidade com relação à configuração desta legislatura. O PL segue a maior bancada, com Julia Zanatta como a principal puxadora de votos e Jair Renan Bolsonaro como novo personagem da política catarinense. Mas o MDB e o União perderam cadeiras, fortalecendo a tese de que o bolsonarismo veio para engolir a direita que o acolheu.

A esquerda, ainda tímida no estado, conseguiu ser mais bem sucedida do que a direita e a centro-direita que não aderiram ao PL como rota de fuga e tampouco decidiram enfrentá-lo. Conseguiu uma cadeira a mais na Assembleia Legislativa, onde agora terá seis deputados — cinco do PT e um do PSOL. Na Câmara Federal, elegeu uma deputada a mais, a grande rival de Julia Zanatta em Criciúma, Giovana Mondardo (PC do B).

Flávio Bolsonaro teve votação recorde no estado, ultrapassando o desempenho do pai e chegando aos 66,65% dos votos — em percentuais, só ficou atrás do desempenho em Roraima e Rondônia. Jorginho Mello também teve um caminho fácil, atingindo 68,98% — nesta, o candidato do centrão bolsonarista também foi engolido: João Rodrigues (PSD) teve apenas 13,35% dos votos, atrás de Gelson Merísio (PSB), com 15,66%.

A hecatombe bolsonarista em Santa Catarina era esperada, mas foi maior do que o que o cada vez mais constrangido campo da direita democrática esperava. Estes, já não têm espaço e terão que se organizar para disputar prefeituras em 2028. Ao que tudo indica, o laboratório do bolsonarismo já não é mais um laboratório: é um território real de ascensão do fascismo, capaz até mesmo de eliminar os iguais.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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