terça-feira, 20 de outubro de 2026

Monja Coen declara apoio à reeleição de Lula: “Eu escolho 13”

A Monja Coen, uma das principais referências do zen-budismo no Brasil, declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17), ela defendeu a democracia, a estabilidade institucional, a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico com justiça social.

A manifestação ocorreu em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Ao apresentar sua posição, Monja Coen afirmou que o Brasil enfrenta uma escolha que vai além das diferenças partidárias e ideológicas, envolvendo a preservação das instituições democráticas, dos direitos sociais e das liberdades.

“Neste segundo turno, o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas. Está em jogo a capacidade do país de preservar a estabilidade institucional, o equilíbrio entre os poderes, as liberdades democráticas, de enfrentar a crise climática, cuidar de nossos biomas, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e de toda a população sacrificada pela acentuada desigualdade social”, declarou.

<><> Monja Coen defende democracia e justiça social

Na declaração, a religiosa também chamou a atenção para os riscos de retrocessos institucionais e para a necessidade de conciliar crescimento econômico, soberania nacional e redução das desigualdades.

“Está em risco um caminho capaz de levar ao desenvolvimento econômico com justiça social, soberania e paz. Nós, que temos distintas origens, trajetórias e visões sobre muitos dos desafios nacionais, entendemos que, sobretudo nos momentos de maior polarização, a democracia é o nosso norte comum, e ela exige responsabilidade, respeito às instituições e compromisso inequívoco com a Constituição”, afirmou.

Monja Coen também avaliou que a continuidade do governo Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio entre os Poderes, os direitos da população e os espaços de diálogo entre diferentes setores da sociedade.

“Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao país melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades, manter canais de diálogo entre diferentes setores da sociedade e com espaços geopolíticos globais, evitar retrocessos institucionais e preservar conquistas sociais, trabalhistas, educacionais, na saúde pública e na proteção ambiental”, disse.

<><> “Eu escolho 13, Lula”

Ao concluir sua manifestação, a religiosa relatou ter recebido naquela manhã o material com a declaração de apoio e convocou o público a fazer sua própria escolha eleitoral. Em seguida, tornou explícito seu posicionamento em favor do presidente.

“Isto, gente, foi me entregue esta manhã, esse é um pequeno trecho e nós vamos votar no Lula. Reconhecemos que, neste momento da história do Brasil e do mundo, é importante você escolher. Faça sua escolha. Eu escolho 13, Lula.”

•        “Educação será o primeiro alvo do canhão dos bolsonaristas”, diz a presidente da UNE, Bianca Borges

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, concedeu neste domingo (18) uma entrevista à TV 247, durante o ato popular no Rio de Janeiro (RJ) pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bianca Borges advertiu que, com uma eventual eleição do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, serão implementadas medidas para limitar o papel social das universidades, com cortes no orçamento e uma orientação voltada aos interesses do setor produtivo, em detrimento da liberdade de pensamento, da formação crítica e da emancipação dos estudantes.

Segundo a presidente da UNE, a defesa da educação e da democracia passa pela reeleição de Lula. “A expectativa é mais uma vez fazermos história. Passado o primeiro turno, os estudantes brasileiros se levantaram numa grande onda, que temos chamado de tsunami da esperança pela reeleição do presidente Lula, e em defesa da democracia, da soberania, da educação e dos nossos direitos. Tudo isso só é possível com a reeleição do presidente Lula. Hoje, aqui na Candelária, recebemos mais de 120 blocos de Carnaval, que se somam aos estudantes. Recebemos também o Chico Buarque e todo o público. Há uma semana do segundo turno, o que queremos é seguir contagiando muita gente para construir essa virada histórica para ganhar as eleições”, disse Bianca Borges.

“O bolsonarismo para a educação é um risco que conhecemos em concreto, não em abstrato. Não por acaso outras gerações de estudantes, lá em 2019, logo que o governo Bolsonaro assumiu, protagonizaram o tsunami da educação, uma manifestação contra os ataques ao orçamento e ao próprio caráter da universidade. Embora o programa de governo do Flávio Bolsonaro mal fale em educação, já sabemos o que vem por aí. Vem o tesouraço, vem a declarada intenção deles de aproximar a universidade do setor produtivo, o que na verdade se trata de desviar a função social da educação e o tripé universitário. Tudo isso faz com que a universidade não seja apenas um lugar de formação funcional e de formação de mão de obra, mas um espaço de liberdade de pensamento, de organização política, de emancipação e de construção de senso crítico. Sabemos que a educação sempre será o primeiro alvo do canhão dos bolsonaristas e da extrema direita, ainda mais agora que temos protagonizado esse levante democrático, um levante pela reeleição do presidente Lula. É também a defesa da educação que tem feito lotarmos as ruas de todo o país”, disse Bianca Borges.

•        Mulheres marcham com Lula contra o bolsonarismo e a retirada de direitos

O centro de Florianópolis parou na manhã deste sábado para acompanhar a passagem das mulheres em luta pela democracia. Há menos de dez dias do segundo turno das eleições presidenciais, a manifestação organizada pelo 8M Santa Catarina reuniu o que tem de mais caro ao feminismo: arte, música, consciência política, afeto, denúncia e resistência.

A frase “livres, vivas e seguras” estampava um dos cartazes que circularam na região central ao longo da caminhada e simbolizava o desejo mais básico de quem estava ali.

Unidas pela reeleição do presidente Lula e pela garantia dos direitos das mulheres, estes sempre em risco, reafirmaram o seu compromisso com o Estado Democrático de Direito, a liberdade, a garantia de autonomia pelos seus corpos e suas decisões. Inclusive para ir e vir quando quiserem e com quem quiserem, amando e sendo amadas, dançando, cantando, estudando, trabalhando e construindo possibilidades de futuro.

“Eu quero livros e não fuzil”, gritaram durante a caminhada, que saiu do Largo da Alfândega, e convocou trabalhadores e trabalhadoras para se somarem ao ato. “Estou aqui para que 2027 não seja de novo 1964”, estampava outro cartaz que aludia aos riscos democráticos evidentes que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro representa ao País.

<><> Pela democracia e contra o fascismo

Contra o autoritarismo, os riscos de mudanças na Constituição, os moralismos, a retirada de direitos trabalhistas. Essas foram algumas das grandes bandeiras que as mulheres evidenciaram durante a longa marcha.

“Eu não quero que as pessoas passem o que eu passei. Eu fui presa quatro vezes, a polícia vinha a cavalo, batia e levava a gente presa. Presa por que? Eu não fiz nada! Só porque eu estava na rua”.

O relato é da professora de piano Célia Maria Pereira, de 83 anos, que enfrentou os horrores da ditadura civil-militar vivida no Brasil enquanto trabalhava como repórter.

Para ela, o temor é que com uma possível vitória de Flávio Bolsonaro, o contexto de repressão retorne e as liberdades sejam novamente perdidas. “Se ele ganhar, a ditadura pode voltar. A última vez que eu fui presa, achei que iriam me matar”.

<><> Pela vida das mulheres

Na abertura do ato, uma performance fazia alusão ao romance distópico O Conto da Aia, da escritora Margaret Atwood, e alertava sobre os perigos de um regime totalitário, principalmente para às mulheres.

Cartazes carregados pelas participantes da manifestação artística lembraram os direitos conquistados pela luta feminista, dos mais antigos, como aqueles que nos deram a possibilidade de votar e sermos votadas, até os mais recentes, como o direito à igualdade salarial.

A jornalista e professora Raquel Wandelli Loth disse que sentiu muito tocada pela performance, pois a fez pensar sobre a exploração dos corpos das mulheres, a falta de dignidade com que são tratadas.

Ela destacou que as recentes mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, que revelaram a centralidade dele no financiamento de uma rede internacional de exploração sexual que recrutava mulheres refugiadas, demonstram a gravidade dos riscos que corremos. Inclusive, um dos implicados no caso é o Ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro.

“Eu fiquei muito mexida por essa performance que mostra a violência contra a mulher, mas não mostra só essa violência, assim, um olhar pro passado, ela faz com que a gente veja o nosso presente. E isso me fundiu às imagens do Conto da Aia, com as imagens das orgias promovidas com dinheiro público, dinheiro da mulher trabalhadora, do trabalhador, do aposentado, com meninas refugiadas em condição de vulnerabilidade total”.

<><> Pela classe trabalhadora

Os direitos das trabalhadoras também foram defendidos pelas participantes do ato. Poucos dias após a aprovação do fim da jornada 6X1 no Senado, as manifestantes reforçaram a importância de votar em Lula para que este direitos seja realmente efetivado e que outros avanços na legislação trabalhista sejam garantidos.

Gabriela Valença, empregada doméstica, destacou o orgulho que sente pelo seu trabalho.

“Essa é uma profissão muito subestimada pelas pessoas e o Lula trouxe muitos benefícios para a gente. A gente não teria tantos direitos hoje, inclusive o direito de se impor”.

Os principais direitos alcançados pela categoria das trabalhadoras domésticas foram garantidos com a chamada Lei das Domésticas, que passou a vigorar durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, em 2015. Neste ano, uma nova norma foi sancionada pelo presidente Lula e endureceu as penas para crimes praticados contra estas trabalhadoras.

“Entendemos que nesse momento histórico, estar com Lula por mais quatro anos é importante para a consolidação das políticas públicas para as mulheres, para a questão do combate ao feminicídio, das violências contra as mulheres. Ainda temos muita coisa a fazer ainda, então precisamos estar com Lula para construir isso”, enfatizou Elaine Sallas, professora e representante do 8M Santa Catarina.

As mulheres querem avanços em seus direitos e não pretendem desistir da luta. Retroceder, não é uma opção. Por isso, neste sábado, caminharam lado a lado, apostando na democracia e na reeleição de Lula. Pelos direitos das mulheres e de toda a população.

•        Apoiadores de Lula vestem verde e amarelo em mobilização convocada por Janones

Apoiadores do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram uma mobilização coordenada nas redes sociais neste sábado (17), publicando fotos vestindo camisas em verde e amarelo e fazendo o gesto da letra “L” com as mãos.

A ação foi organizada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) por meio do canal “Exército do Lula” na plataforma WhatsApp.

“Vocês sabem que eles tomaram de nós primeiro as ruas, depois as redes sociais e os nossos símbolos. Nós conquistamos as ruas de novo, conquistamos as redes sociais, agora nós vamos retomar os nossos símbolos”, disse Janones.

O próprio presidente Lula aderiu ao movimento e publicou em suas redes sociais uma imagem vestindo a camisa da seleção brasileira acompanhada de um adesivo com a frase “o Brasil é dos brasileiros”.

A iniciativa contou também com a participação da primeira-dama Janja da Silva, do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, de ministros de Estado, parlamentares da base aliada e de diversos artistas e influenciadores digitais.

Segundo Janones, a estratégia visa desvincular o uso das cores da bandeira nacional dos simpatizantes do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e atrair eleitores indecisos e moderados na reta final da disputa eleitoral.

O canal “Exército do Lula”, que reúne mais de 5 milhões de inscritos no aplicativo de mensagens, articulou as postagens de forma simultânea a partir das 9h para ampliar o alcance orgânico da campanha.

<><> Adesão de artistas e lideranças políticas

Além do presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva, a mobilização contou com o engajamento de ministros de Estado e lideranças partidárias da base aliada. Participaram da ação o vice-presidente Geraldo Alckmin e Lu Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e Ana Estela Haddad, e as ministras Simone Tebet e Marina Silva.

O movimento também foi reforçado por parlamentares como Erika Hilton (Psol-SP), Tabata Amaral (PSB-SP), Soraya Thronicke (PSB-MS), Túlio Gadêlha (Rede-PE), o prefeito do Recife João Campos (PSB) e os deputados eleitos Ana Elisa (PT-MG) e Guilherme Cortez (Psol-SP).

No meio cultural, a convocação gerou adesão de cantores, atores e diretores de cinema. Publicaram registros vestindo peças em verde e amarelo os músicos Caetano Veloso, Chico Buarque, Anitta, Pabllo Vittar, Daniela Mercury e Diogo Nogueira.

No setor audiovisual, engajaram-se na ação nomes como Sophie Charlotte, Débora Bloch, Marjorie Estiano, Reynaldo Gianecchini, Cláudia Abreu, Débora Falabella, Bianca Bin, Sérgio Guizé, Carol Castro, Camila Pitanga, Humberto Carrão, Renata Sorrah, Leticia Spiller e Carmo Dalla Vecchia.

A ação nas redes sociais reuniu ainda personalidades de outras áreas, como o ex-jogador de futebol Raí, a escritora Carla Madeira e o cineasta Kleber Mendonça Filho. A participação coordenada de figuras públicas contribuiu para colocar o movimento entre os assuntos mais comentados nas plataformas digitais ao longo do dia.

 

Fonte: Brasil 247/ICL Notícias

 

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