Monja
Coen declara apoio à reeleição de Lula: “Eu escolho 13”
A Monja
Coen, uma das principais referências do zen-budismo no Brasil, declarou apoio à
reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas
redes sociais neste sábado (17), ela defendeu a democracia, a estabilidade
institucional, a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico com
justiça social.
A
manifestação ocorreu em meio à disputa do segundo turno das eleições
presidenciais. Ao apresentar sua posição, Monja Coen afirmou que o Brasil
enfrenta uma escolha que vai além das diferenças partidárias e ideológicas,
envolvendo a preservação das instituições democráticas, dos direitos sociais e
das liberdades.
“Neste
segundo turno, o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças
partidárias e preferências ideológicas. Está em jogo a capacidade do país de
preservar a estabilidade institucional, o equilíbrio entre os poderes, as
liberdades democráticas, de enfrentar a crise climática, cuidar de nossos
biomas, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e de toda a população
sacrificada pela acentuada desigualdade social”, declarou.
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Monja Coen defende democracia e justiça social
Na
declaração, a religiosa também chamou a atenção para os riscos de retrocessos
institucionais e para a necessidade de conciliar crescimento econômico,
soberania nacional e redução das desigualdades.
“Está
em risco um caminho capaz de levar ao desenvolvimento econômico com justiça
social, soberania e paz. Nós, que temos distintas origens, trajetórias e visões
sobre muitos dos desafios nacionais, entendemos que, sobretudo nos momentos de
maior polarização, a democracia é o nosso norte comum, e ela exige
responsabilidade, respeito às instituições e compromisso inequívoco com a
Constituição”, afirmou.
Monja
Coen também avaliou que a continuidade do governo Lula oferece melhores
condições para preservar o equilíbrio entre os Poderes, os direitos da
população e os espaços de diálogo entre diferentes setores da sociedade.
“Consideramos
que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao país
melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar
direitos e liberdades, manter canais de diálogo entre diferentes setores da
sociedade e com espaços geopolíticos globais, evitar retrocessos institucionais
e preservar conquistas sociais, trabalhistas, educacionais, na saúde pública e
na proteção ambiental”, disse.
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“Eu escolho 13, Lula”
Ao
concluir sua manifestação, a religiosa relatou ter recebido naquela manhã o
material com a declaração de apoio e convocou o público a fazer sua própria
escolha eleitoral. Em seguida, tornou explícito seu posicionamento em favor do
presidente.
“Isto,
gente, foi me entregue esta manhã, esse é um pequeno trecho e nós vamos votar
no Lula. Reconhecemos que, neste momento da história do Brasil e do mundo, é
importante você escolher. Faça sua escolha. Eu escolho 13, Lula.”
• “Educação será o primeiro alvo do canhão
dos bolsonaristas”, diz a presidente da UNE, Bianca Borges
A
presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, concedeu
neste domingo (18) uma entrevista à TV 247, durante o ato popular no Rio de
Janeiro (RJ) pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bianca
Borges advertiu que, com uma eventual eleição do candidato do PL, Flávio
Bolsonaro, serão implementadas medidas para limitar o papel social das
universidades, com cortes no orçamento e uma orientação voltada aos interesses
do setor produtivo, em detrimento da liberdade de pensamento, da formação
crítica e da emancipação dos estudantes.
Segundo
a presidente da UNE, a defesa da educação e da democracia passa pela reeleição
de Lula. “A expectativa é mais uma vez fazermos história. Passado o primeiro
turno, os estudantes brasileiros se levantaram numa grande onda, que temos
chamado de tsunami da esperança pela reeleição do presidente Lula, e em defesa
da democracia, da soberania, da educação e dos nossos direitos. Tudo isso só é
possível com a reeleição do presidente Lula. Hoje, aqui na Candelária,
recebemos mais de 120 blocos de Carnaval, que se somam aos estudantes.
Recebemos também o Chico Buarque e todo o público. Há uma semana do segundo
turno, o que queremos é seguir contagiando muita gente para construir essa
virada histórica para ganhar as eleições”, disse Bianca Borges.
“O
bolsonarismo para a educação é um risco que conhecemos em concreto, não em
abstrato. Não por acaso outras gerações de estudantes, lá em 2019, logo que o
governo Bolsonaro assumiu, protagonizaram o tsunami da educação, uma
manifestação contra os ataques ao orçamento e ao próprio caráter da
universidade. Embora o programa de governo do Flávio Bolsonaro mal fale em
educação, já sabemos o que vem por aí. Vem o tesouraço, vem a declarada
intenção deles de aproximar a universidade do setor produtivo, o que na verdade
se trata de desviar a função social da educação e o tripé universitário. Tudo
isso faz com que a universidade não seja apenas um lugar de formação funcional
e de formação de mão de obra, mas um espaço de liberdade de pensamento, de
organização política, de emancipação e de construção de senso crítico. Sabemos
que a educação sempre será o primeiro alvo do canhão dos bolsonaristas e da
extrema direita, ainda mais agora que temos protagonizado esse levante
democrático, um levante pela reeleição do presidente Lula. É também a defesa da
educação que tem feito lotarmos as ruas de todo o país”, disse Bianca Borges.
• Mulheres marcham com Lula contra o
bolsonarismo e a retirada de direitos
O
centro de Florianópolis parou na manhã deste sábado para acompanhar a passagem
das mulheres em luta pela democracia. Há menos de dez dias do segundo turno das
eleições presidenciais, a manifestação organizada pelo 8M Santa Catarina reuniu
o que tem de mais caro ao feminismo: arte, música, consciência política, afeto,
denúncia e resistência.
A frase
“livres, vivas e seguras” estampava um dos cartazes que circularam na região
central ao longo da caminhada e simbolizava o desejo mais básico de quem estava
ali.
Unidas
pela reeleição do presidente Lula e pela garantia dos direitos das mulheres,
estes sempre em risco, reafirmaram o seu compromisso com o Estado Democrático
de Direito, a liberdade, a garantia de autonomia pelos seus corpos e suas
decisões. Inclusive para ir e vir quando quiserem e com quem quiserem, amando e
sendo amadas, dançando, cantando, estudando, trabalhando e construindo
possibilidades de futuro.
“Eu
quero livros e não fuzil”, gritaram durante a caminhada, que saiu do Largo da
Alfândega, e convocou trabalhadores e trabalhadoras para se somarem ao ato.
“Estou aqui para que 2027 não seja de novo 1964”, estampava outro cartaz que
aludia aos riscos democráticos evidentes que uma possível vitória de Flávio
Bolsonaro representa ao País.
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Pela democracia e contra o fascismo
Contra
o autoritarismo, os riscos de mudanças na Constituição, os moralismos, a
retirada de direitos trabalhistas. Essas foram algumas das grandes bandeiras
que as mulheres evidenciaram durante a longa marcha.
“Eu não
quero que as pessoas passem o que eu passei. Eu fui presa quatro vezes, a
polícia vinha a cavalo, batia e levava a gente presa. Presa por que? Eu não fiz
nada! Só porque eu estava na rua”.
O
relato é da professora de piano Célia Maria Pereira, de 83 anos, que enfrentou
os horrores da ditadura civil-militar vivida no Brasil enquanto trabalhava como
repórter.
Para
ela, o temor é que com uma possível vitória de Flávio Bolsonaro, o contexto de
repressão retorne e as liberdades sejam novamente perdidas. “Se ele ganhar, a
ditadura pode voltar. A última vez que eu fui presa, achei que iriam me matar”.
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Pela vida das mulheres
Na
abertura do ato, uma performance fazia alusão ao romance distópico O Conto da
Aia, da escritora Margaret Atwood, e alertava sobre os perigos de um regime
totalitário, principalmente para às mulheres.
Cartazes
carregados pelas participantes da manifestação artística lembraram os direitos
conquistados pela luta feminista, dos mais antigos, como aqueles que nos deram
a possibilidade de votar e sermos votadas, até os mais recentes, como o direito
à igualdade salarial.
A
jornalista e professora Raquel Wandelli Loth disse que sentiu muito tocada pela
performance, pois a fez pensar sobre a exploração dos corpos das mulheres, a
falta de dignidade com que são tratadas.
Ela
destacou que as recentes mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel
Vorcaro, do banco Master, que revelaram a centralidade dele no financiamento de
uma rede internacional de exploração sexual que recrutava mulheres refugiadas,
demonstram a gravidade dos riscos que corremos. Inclusive, um dos implicados no
caso é o Ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques, indicado
por Jair Bolsonaro.
“Eu
fiquei muito mexida por essa performance que mostra a violência contra a
mulher, mas não mostra só essa violência, assim, um olhar pro passado, ela faz
com que a gente veja o nosso presente. E isso me fundiu às imagens do Conto da
Aia, com as imagens das orgias promovidas com dinheiro público, dinheiro da
mulher trabalhadora, do trabalhador, do aposentado, com meninas refugiadas em
condição de vulnerabilidade total”.
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Pela classe trabalhadora
Os
direitos das trabalhadoras também foram defendidos pelas participantes do ato.
Poucos dias após a aprovação do fim da jornada 6X1 no Senado, as manifestantes
reforçaram a importância de votar em Lula para que este direitos seja realmente
efetivado e que outros avanços na legislação trabalhista sejam garantidos.
Gabriela
Valença, empregada doméstica, destacou o orgulho que sente pelo seu trabalho.
“Essa é
uma profissão muito subestimada pelas pessoas e o Lula trouxe muitos benefícios
para a gente. A gente não teria tantos direitos hoje, inclusive o direito de se
impor”.
Os
principais direitos alcançados pela categoria das trabalhadoras domésticas
foram garantidos com a chamada Lei das Domésticas, que passou a vigorar durante
o governo da presidenta Dilma Rousseff, em 2015. Neste ano, uma nova norma foi
sancionada pelo presidente Lula e endureceu as penas para crimes praticados
contra estas trabalhadoras.
“Entendemos
que nesse momento histórico, estar com Lula por mais quatro anos é importante
para a consolidação das políticas públicas para as mulheres, para a questão do
combate ao feminicídio, das violências contra as mulheres. Ainda temos muita
coisa a fazer ainda, então precisamos estar com Lula para construir isso”,
enfatizou Elaine Sallas, professora e representante do 8M Santa Catarina.
As
mulheres querem avanços em seus direitos e não pretendem desistir da luta.
Retroceder, não é uma opção. Por isso, neste sábado, caminharam lado a lado,
apostando na democracia e na reeleição de Lula. Pelos direitos das mulheres e
de toda a população.
• Apoiadores de Lula vestem verde e
amarelo em mobilização convocada por Janones
Apoiadores
do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizaram uma
mobilização coordenada nas redes sociais neste sábado (17), publicando fotos
vestindo camisas em verde e amarelo e fazendo o gesto da letra “L” com as mãos.
A ação
foi organizada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) por meio
do canal “Exército do Lula” na plataforma WhatsApp.
“Vocês
sabem que eles tomaram de nós primeiro as ruas, depois as redes sociais e os
nossos símbolos. Nós conquistamos as ruas de novo, conquistamos as redes
sociais, agora nós vamos retomar os nossos símbolos”, disse Janones.
O
próprio presidente Lula aderiu ao movimento e publicou em suas redes sociais
uma imagem vestindo a camisa da seleção brasileira acompanhada de um adesivo
com a frase “o Brasil é dos brasileiros”.
A
iniciativa contou também com a participação da primeira-dama Janja da Silva, do
candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, de ministros de Estado,
parlamentares da base aliada e de diversos artistas e influenciadores digitais.
Segundo
Janones, a estratégia visa desvincular o uso das cores da bandeira nacional dos
simpatizantes do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e atrair eleitores indecisos e
moderados na reta final da disputa eleitoral.
O canal
“Exército do Lula”, que reúne mais de 5 milhões de inscritos no aplicativo de
mensagens, articulou as postagens de forma simultânea a partir das 9h para
ampliar o alcance orgânico da campanha.
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Adesão de artistas e lideranças políticas
Além do
presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva, a mobilização contou com o
engajamento de ministros de Estado e lideranças partidárias da base aliada.
Participaram da ação o vice-presidente Geraldo Alckmin e Lu Alckmin, o ministro
da Fazenda Fernando Haddad e Ana Estela Haddad, e as ministras Simone Tebet e
Marina Silva.
O
movimento também foi reforçado por parlamentares como Erika Hilton (Psol-SP),
Tabata Amaral (PSB-SP), Soraya Thronicke (PSB-MS), Túlio Gadêlha (Rede-PE), o
prefeito do Recife João Campos (PSB) e os deputados eleitos Ana Elisa (PT-MG) e
Guilherme Cortez (Psol-SP).
No meio
cultural, a convocação gerou adesão de cantores, atores e diretores de cinema.
Publicaram registros vestindo peças em verde e amarelo os músicos Caetano
Veloso, Chico Buarque, Anitta, Pabllo Vittar, Daniela Mercury e Diogo Nogueira.
No
setor audiovisual, engajaram-se na ação nomes como Sophie Charlotte, Débora
Bloch, Marjorie Estiano, Reynaldo Gianecchini, Cláudia Abreu, Débora Falabella,
Bianca Bin, Sérgio Guizé, Carol Castro, Camila Pitanga, Humberto Carrão, Renata
Sorrah, Leticia Spiller e Carmo Dalla Vecchia.
A ação
nas redes sociais reuniu ainda personalidades de outras áreas, como o
ex-jogador de futebol Raí, a escritora Carla Madeira e o cineasta Kleber
Mendonça Filho. A participação coordenada de figuras públicas contribuiu para
colocar o movimento entre os assuntos mais comentados nas plataformas digitais
ao longo do dia.
Fonte:
Brasil 247/ICL Notícias

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