“Pátria
submissa”: os planos dos EUA de Trump para os minerais críticos do Brasil com
Flávio Bolsonaro
Não é
novidade que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, é
um lacaio dos Estados Unidos de Donald Trump, assim como são seu pai, o
ex-presidente e atual presidiário Jair, e seu irmão, o ex-deputado federal e
atual foragido da Justiça, Eduardo. Mas “Pátria submissa”, o novo episódio do
Revelando, projeto especial do Calma Urgente feito em parceria com um coletivo
de jornalistas e profissionais da comunicação, e recentes manifestações de
Flávio e sua equipe apresentam um dos lados mais sórdidos deste subjugo: as
terras raras brasileiras.
As
terras raras se tornaram um ativo de grande importância econômica em todo o
mundo, por serem essenciais para a transição energética e a indústria de
defesa, entre outras aplicações. O Brasil detém a segunda maior reserva desses
minerais, atrás apenas da China. Com os chineses restringindo sua exportação
para os EUA, Trump tem em Flávio Bolsonaro o boneco necessário para entregar ao
“agente laranja” esta imensa riqueza brasileira. A troco de banana e sem
qualquer ganho para a população do nosso país.
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Assim,
os interesses dos EUA nas eleições brasileiras fazem parte de uma trama que
envolve submissão, soberania nacional e terras raras, destaca o ator Wagner
Moura, apresentador do “Pátria Submissa”. O episódio ainda traz uma entrevista
exclusiva com o general Santos Cruz, militar de três estrelas e ex-ministro do
governo Jair Bolsonaro, conduzida pelo jornalista Bruno Torturra, informam ICL
Notícias e Revista Fórum. Santos Cruz critica severamente a subserviência quase
canina de Flávio Bolsonaro e seus asseclas a Trump e afirma com todas as letras
que as propostas dos Bolsonaro não são de direita, mas sim uma “vigarice” e um
projeto familiar, não de país.
“De
cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da
China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e
um monte de outras coisas”, narra Wagner Moura. No entanto, a intenção de
Donald Trump vai além das trocas comerciais. O presidente norte-americano quer
mesmo “que o minério dos outros seja dele”, reforça o ator. O caminho para isso
passa por uma combinação de pressões econômicas (como o tarifaço contra o
Brasil, alimentado pelos Bolsonaro); interferência política (como as
declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contra o governo
brasileiro); e acordos que favorecem os interesses de Washington.
“Pátria
submissa” lembra ações do governo Trump para garantir seus interesses. Seja
pela violência, como na Venezuela e no Irã, seja pela subserviência servil,
como na Ucrânia, na Colômbia e na Argentina. E o Brasil entrou na mira do
“agente laranja” das duas formas: na violência, a classificação do PCC e do
Comando Vermelho como grupos terroristas tenta criar uma “porteira” para ações
militares estadunidenses aqui; na subserviência, o símbolo é Flávio Bolsonaro,
que tem inclusive recebido uma “forcinha” da Meta, acusada de criar barreiras
para posts pró-Lula em suas redes sociais.
E a
pouco mais de uma semana do 2º turno das eleições presidenciais, Flávio
Bolsonaro resolveu reforçar seu compromisso de entregar as terras raras
brasileiras a Trump. O papel do Conselho Nacional para Industrialização de
Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), criado pela política nacional de
minerais críticos, deve ser revisado em um eventual governo do filho de Jair
Bolsonaro, informa o Brasil 247.
Segundo
a CNN Brasil, há críticas ao que se considera um elevado grau de
discricionariedade do colegiado, especialmente em relação à possibilidade de
interferência do governo em negócios do setor privado, como fusões, aquisições
e contratos internacionais de fornecimento de minerais estratégicos. O que
deixa claro que Flávio vai mesmo “abrir a porteira” das terras raras para
Trump, e que se dane a população brasileira.
Fonte:
ClimaInfo

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