A
Arábia Saudita está aprendendo da maneira mais difícil: não pode contar com
Trump para proteção
Durante
anos, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman , cultivou uma
relação próxima com Donald Trump e seu genro e ex-conselheiro de alto escalão,
Jared Kushner. O príncipe compreendia a abordagem transacional do presidente em
relação ao poder: ele assinou acordos para comprar bilhões de dólares em armas americanas
e investiu bilhões a mais em empresas americanas.
Dias
após o retorno de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, o príncipe Mohammed
prometeu expandir o investimento e o comércio com os EUA em US$ 600 bilhões ao longo de quatro
anos. Mais tarde, ele prometeu aumentar esse investimento para quase US$ 1
trilhão, embora não estivesse totalmente claro como a Arábia Saudita
conseguiria investir uma quantia próxima a todo o PIB anual do reino em uma
economia estrangeira em poucos anos.
Em
visita a Washington em novembro passado, o príncipe Mohammed selou um acordo de
cooperação em defesa com os EUA e assinou um contrato para a monarquia comprar
dezenas de caças furtivos F-35, o avião de guerra mais avançado dos Estados
Unidos.
Por
trás dessa onda de negociações, o governante de fato da Arábia Saudita esperava
que os EUA defendessem o reino em caso de ataque, como Washington já havia
feito no passado. Mas o príncipe Mohammed, assim como os líderes de outros
petroestados árabes que investiram bilhões de dólares para agradar Trump,
está aprendendo uma dura lição: nunca conte com Trump para protegê-lo.
Durante
o verão, a guerra de Trump contra o Irã reacendeu um conflito de longa data
entre a Arábia Saudita e a milícia Houthi no Iêmen. No mês passado, enquanto os
Houthis intensificavam seus ataques ao território saudita e aos aliados
iemenitas do reino, o príncipe telefonou para Trump diversas vezes em setembro,
instando-o a lançar ataques aéreos americanos contra os Houthis, que são
aliados do Irã.
Por
ora, Trump resistiu aos apelos do príncipe Mohammed para arrastar as forças
americanas para o conflito entre os houthis e a Arábia Saudita – uma das
melhores decisões de política externa de um segundo mandato desastroso.
Mas o
conflito está se intensificando de maneiras perigosas. Em 10 de outubro, os
houthis lançaram um míssil de cruzeiro contra o aeroporto
internacional da capital saudita, Riad, matando pelo menos 13 pessoas e ferindo
mais de 300.
Após o
ataque, quando repórteres em Washington perguntaram a Trump se ele estaria mais
disposto a ordenar ataques americanos contra rebeldes iemenitas, ele se mostrou
evasivo. "Talvez. Vamos analisar a situação", disse ele.
"Acabamos de saber do ataque recente. Então, tomaremos uma decisão."
O
conflito entre os houthis e a Arábia Saudita é a mais recente demonstração de
como a decisão de Trump de atacar o Irã pode se transformar em um conflito
regional imprevisível, como especialistas do Oriente Médio e alguns oficiais da inteligência americana já haviam previsto.
Revela também que a Arábia Saudita e outros países árabes do Golfo não podem
contar com a administração Trump para protegê-los, mesmo depois de terem gasto
dezenas de bilhões de dólares na compra de armas americanas e na construção de
bases militares nos EUA – algumas das quais foram devastadas por ataques iranianos nos últimos sete
meses.
A
resistência de Trump em ordenar ataques dos EUA contra os houthis tem sido
particularmente constrangedora para o príncipe Mohammed. Bilhões de dólares em investimentos
sauditas foram direcionados para a empresa de private equity de Kushner e para
os negócios da família do presidente, a Organização Trump. Agora, a Arábia
Saudita está sendo recompensada com um apoio morno dos EUA contra os rebeldes
iemenitas.
Por
ora, Trump parece preocupado com a expansão do papel dos EUA em uma guerra
regional profundamente impopular entre os americanos, incluindo segmentos de
sua própria base de apoiadores do MAGA que acreditaram em suas repetidas
promessas de não iniciar novas guerras. O conflito com o Irã aumentou os preços
da gasolina e de outras energias, elevando a taxa de inflação dos EUA para 3,7% em setembro , semanas antes das
eleições de meio de mandato, nas quais os republicanos enfrentam ampla
indignação com o custo de vida.
Não
está claro se Trump continuará resistindo a lançar ataques aéreos contra os houthis após as eleições do próximo mês, quando os
democratas podem conquistar o controle de ambas as casas do Congresso. Se os
houthis mantiverem seus ataques à infraestrutura saudita e capturarem mais
território controlado pelo governo iemenita alinhado à Arábia Saudita, Trump
poderá enfrentar mais pressão para intervir por parte dos sauditas e dos
republicanos linha-dura. Além disso, ele estaria menos limitado pelas
preocupações com a expansão da guerra com o Irã pouco antes das eleições de
meio de mandato.
O
príncipe Mohammed, que está sofrendo com o impacto da guerra nas exportações de
petróleo sauditas, também poderia aumentar a pressão sobre Trump, ameaçando
reter investimentos sauditas na economia americana e nos negócios da família do
presidente. Esse é outro perigo subjacente ao estilo corrupto e transacional de
governar Trump: os interesses dos EUA podem ser subjugados por autocratas ricos
que tentam explorar Trump por meio de seus extensos empreendimentos comerciais.
Nesse caso, em vez de bombardear um lado para ajudar o outro, há um claro
interesse dos EUA em promover a diplomacia e reduzir a escalada do conflito
entre os houthis e a Arábia Saudita.
Logo no
início do primeiro mandato de Trump, o líder saudita desenvolveu uma relação
com o presidente e seus principais assessores, especialmente Kushner. Em maio
de 2017, Trump rompeu com a tradição e escolheu a Arábia Saudita como a primeira parada de sua viagem
inaugural ao exterior como presidente. Os sauditas perceberam que Trump ansiava
por bajulação: eles o homenagearam com banquetes em palácios suntuosos e o
agraciaram com a mais alta honraria civil do reino.
Na
época, o príncipe Mohammed consolidava seu poder como governante de fato da
monarquia sob o comando de seu pai, o rei Salman, que estava doente. O príncipe
também havia liderado uma série de políticas regionais destrutivas, incluindo a
invasão do Iêmen liderada pela Arábia Saudita em 2015 e uma campanha
subsequente para bloquear o pequeno vizinho do reino, o Catar.
Trump e
Kushner provaram ser aliados inestimáveis para o jovem e ambicioso membro da família
real. Em outubro de 2018, Jamal Khashoggi, um jornalista dissidente saudita,
foi assassinado dentro do consulado saudita em Istambul por uma equipe de 15
assassinos, que desmembraram seu corpo com uma serra óssea.
As
agências de inteligência dos EUA concluíram rapidamente que o príncipe
Mohammed havia ordenado o assassinato, mas Trump protegeu o membro da realeza
das sanções americanas e da pressão de congressistas indignados.
Alguns
anos depois, o príncipe encontrou uma maneira de retribuir o favor de Trump. Em
janeiro de 2021, após uma multidão de apoiadores de Trump invadir o Capitólio
dos EUA numa tentativa de reverter os resultados da eleição presidencial,
bancos americanos e diversas grandes empresas se distanciaram da Organização
Trump. Mas a Arábia Saudita apoiou Trump enquanto ele estava fora do poder,
gerando negócios imobiliários e novas parcerias no golfe que ajudaram os
negócios da família Trump em um de seus momentos mais difíceis.
Após a
comoção causada pelo assassinato de Khashoggi, o príncipe manteve-se afastado
dos Estados Unidos por sete anos – até que Trump retornou ao cargo e o convidou
para uma turnê de comemoração em novembro passado. Trump estendeu o tapete
vermelho, oferecendo um almoço ao príncipe Mohammed com altos funcionários do
governo na Casa Branca. Trump também ofereceu um jantar de gala com executivos
de empresas que estavam ansiosos para angariar novos investimentos do fundo
soberano do reino, controlado pelo príncipe herdeiro.
Além da
recepção extravagante, Trump também defendeu o príncipe Mohammed quando um
repórter perguntou sobre o assassinato de Khashoggi. "Muita gente não
gostava desse senhor de quem você está falando", disse Trump , referindo-se ao
jornalista assassinado, que era residente permanente nos EUA e colaborador do
Washington Post.
“Acontecem
coisas”, acrescentou Trump, sentado ao lado do líder saudita no Salão Oval. Ele
insistiu que o príncipe “não sabia de nada” sobre o assassinato de Khashoggi –
apesar de a CIA ter chegado à conclusão oposta durante o primeiro mandato de
Trump.
Trump
passou anos defendendo e protegendo seu aliado e benfeitor saudita. Nas
próximas semanas, Trump corre o risco de expandir o envolvimento dos EUA em uma
guerra regional desastrosa para ajudar o príncipe.
¨
Irã alerta Netanyahu que se houver nova escalada a
resposta será 'severa'
O
ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou o primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a possibilidade de uma nova escalada
militar entre os dois países. Em uma publicação nas redes sociais no domingo
(18/10), o chanceler fez alusão a confrontos anteriores para defender a
capacidade da República Islâmica de responder eventuais ações militares.
Nesse
contexto, o ministro das Relações Exteriores iraniano escreveu: “Da última vez
que vocês quiseram ‘terminar o serviço’, o Irã saiu ainda mais forte. Querem
tentar a sorte de novo? Fiquem à vontade. Mas cuidado, nós também temos
assuntos inacabados”.
Além do
alerta, o ministro das Relações Exteriores iraniano afirmou que as ações de
Netanyahu poderiam levar os Estados Unidos a um conflito armado de maior
escala. Segundo Araghchi, o líder israelense busca prolongar as tensões
regionais enquanto enfrenta acusações relacionadas a supostos crimes de guerra.
As
declarações do chanceler surgem após o presidente dos EUA,
Donald Trump,
ter expressado seu “apoio total e inabalável” ao premiê. O republicano afirmou que, sem a atual
liderança israelense, Washington teria que enfrentar sozinho um confronto com o
Irã, situação que ele disse preferir evitar.
A nova
controvérsia diplomática surge em meio a negociações em curso visando uma
possível distensão entre Washington e Teerã. Enquanto isso, o Irã anunciou um
plano de sete dias para reabrir o Estreito
de Ormuz e restabelecer totalmente o tráfego marítimo, condicionado ao
atendimento de certas exigências por parte dos Estados Unidos.
¨
Irã afirma que segurança não voltará ao estreito de Ormuz
enquanto EUA mantiverem guerra
O Irã
afirmou nesta segunda-feira (12/10) que a segurança no Estreito de Ormuz não
será restabelecida enquanto os Estados Unidos mantiverem a guerra contra o
país. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações
Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, que confirmou que Teerã continua analisando a resposta de
Washington
à proposta apresentada em setembro para reabrir a passagem marítima.
“Enquanto
os EUA continuarem a guerra, a segurança não retornará a esta hidrovia”,
declarou Baghaei durante sua coletiva semanal de imprensa. O porta-voz informou
que as comunicações indiretas entre os dois países continuam por intermédio de
mediadores, principalmente Catar e Paquistão. Segundo ele, o governo iraniano
apresentará uma resposta às propostas norte-americanas assim que concluir sua
avaliação.
“A
troca de mensagens entre o Irã e os EUA por meio de mediadores continua”,
afirmou. “Estamos analisando as propostas dos americanos para negociações. As
pré-condições do Irã devem ser respeitadas em qualquer negociação”.
A
negociação envolve sete condições apresentadas por Teerã para a reabertura do
estreito de Ormuz e a retomada das conversações com Washington. Entre as
exigências estão o levantamento do bloqueio, o encerramento da guerra em todas
as frentes e a liberação dos ativos iranianos congelados no exterior.
Baghaei
afirmou que os compromissos previstos no memorando de entendimento de
Islamabad
continuam em vigor. Ele também criticou a imposição de novas sanções
norte-americanas durante as negociações e defendeu que essas medidas sejam
igualmente suspensas.
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Divergências
O
porta-voz iraniano atribuiu a situação no estreito aos ataques lançados pelos
Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Segundo o
porta-voz, as ações iranianas são uma resposta à ofensiva militar e foram
adotadas em conformidade com o direito internacional.
Baghaei
também contestou declarações do presidente norte-americano, Donald
Trump,
segundo as quais o Irã teria perdido sua capacidade de influência sobre a
situação no estreito. “Os norte-americanos podem continuar dizendo que o Irã
perdeu sua influência, mas nós continuaremos fazendo nosso trabalho”, declarou.
Durante
a coletiva, ele também destacou o papel da Rússia nas discussões relacionadas ao
programa nuclear iraniano. Ele classificou a atuação de Moscou como
“construtiva” e lembrou a participação russa no acordo nuclear firmado em 2015.
O porta-voz afirmou que as relações entre Irã e Rússia são baseadas na
confiança mútua e que Teerã recebe positivamente iniciativas de países aliados
para contribuir com uma solução diplomática.
¨
Lavrov viaja ao Irã para discutir segurança, comércio e
investimentos com Araghchi
O
chanceler russo, Sergei Lavrov, discutirá a situação na região do Golfo e
formas de resolver a grave crise internacional com o ministro das Relações
Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante uma visita de trabalho a Teerã,
informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia neste domingo (18).
"Espera-se
que as discussões abordem a situação na região do golfo Pérsico e meios para
solucionar a grave crise internacional — provocada pela agressão ilegal dos
Estados Unidos e de Israel contra o Irã —, a qual comprometeu a estabilidade e
a segurança não apenas no Oriente Médio e nas regiões adjacentes, mas em escala
global."
As
conversas em Teerã também tratarão da
cooperação nos âmbitos comercial, econômico e de investimentos, informou o
Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
"Será
dada a devida atenção a aspectos fundamentais da cooperação comercial,
econômica e de investimentos, bem como à implementação de grandes projetos
conjuntos nos setores de transporte, logística e energia", afirmou o
ministério em nota.
Ainda
segundo a pasta, Lavrov será recebido pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.
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Presidente do Irã agradece a Putin por sua 'posição de princípios' sobre a
situação no país
O
chanceler russo Sergei Lavrov desembarcou em Teerã no domingo (18) para
discutir formas de resolver a situação no golfo Pérsico e a grave crise
internacional desencadeada pelos acontecimentos na região.
A
Rússia está pronta para auxiliar na resolução da situação envolvendo o Irã,
afirmou nesta segunda-feira (19) o Ministério das Relações Exteriores russo.
"Sergei
Lavrov confirmou a disposição da Rússia em facilitar uma resolução para a
situação em torno do Irã e, nesse contexto, informou os parceiros sobre seus
contatos com representantes de países da Península Arábica realizados no dia
anterior em Manama, Bahrein", diz um comunicado publicado no site do
ministério.
A nota
destaca que Lavrov se reuniu com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante sua visita
de trabalho a Teerã. Segundo o órgão, no encontro, foi enfatizada a necessidade
de estreita coordenação quanto à situação no Oriente Médio e na região do golfo
Pérsico,
bem como no Cáucaso do Sul e no mar Cáspio.
Pezeshkian,
por sua vez, afirmou que Teerã agradece ao povo russo e ao presidente Vladimir
Putin por sua "posição de princípios" em relação aos recentes
acontecimentos no Irã.
"Agradecemos
ao presidente russo Vladimir Putin, ao governo e ao povo do país pela firme
posição que demonstraram em resposta aos acontecimentos recentes", afirmou
o presidente iraniano.
Em
resposta às declarações de Lavrov de que Putin o espera na cúpula do Fórum dos
Países Exportadores de Gás (GECF, na sigla em inglês) em Moscou, Pezeshkian
afirmou que aguarda com expectativa a viagem e o encontro com o líder russo.
O
presidente iraniano expressou a esperança de que sua próxima visita a Moscou
abra caminho para o avanço dos acordos existentes com a Rússia.
O
chanceler russo desembarcou em Teerã no domingo (18) para
discutir formas de resolver a situação no golfo Pérsico e a grave crise
internacional desencadeada pelos acontecimentos na região.
¨
Teerã 'jamais se submeterá aos agressores', afirma o
presidente iraniano
O
mandatário do país persa, Masoud Pezeshkián, declarou neste domingo (18) que o
povo defenderá firmemente seu território frente a qualquer agressão
estrangeira, ao mesmo tempo que rejeita as exigências de nações que ameaçam sua
soberania.
"Não
atacamos nenhum país, nem pretendemos invadir território algum. No entanto,
diante de qualquer agressão, permaneceremos firmes, com força e coragem, mesmo
que isso nos custe a vida", expressou diante do Parlamento.
No
mesmo discurso, o presidente nomeou o novo ministro da Defesa do Irã, Mehrdad
Ajlaqi, destacando sua ampla experiência na indústria de defesa e seu trabalho
em cooperação com altos comandos do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica
(IRGC, na sigla em inglês).
"Não
cederemos, sob nenhuma circunstância, ante as exigências excessivas e a
intimidação por parte de países agressores", acrescentou.
Desde o
início do conflito com o Irã, em 28 de fevereiro, o trânsito no
estreito de Ormuz,
por onde passa um quarto do petróleo comercializado no mundo via marítima, tem
prejudicado o fluxo do combustível.
Anteriormente,
o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que as perdas reais dos EUA
no conflito com o Irã
superam em muito as 81 unidades de aeronaves declaradas, e o Comando Central
dos EUA estava "enganando a todos".
Ontem,
o chanceler russo, Sergei Lavrov, viajou ao Irã para discutir a situação na
região do Golfo e formas de resolver a crise
internacional
com Araghchi, durante uma visita de trabalho a Teerã.
"Espera-se
que as discussões abordem a situação na região do golfo Pérsico e meios para
solucionar a grave crise internacional — provocada pela agressão ilegal dos
Estados Unidos e de Israel contra o Irã —, a qual comprometeu a estabilidade e
a segurança não apenas no Oriente Médio e nas regiões adjacentes, mas em escala
global."
Na
avaliação do chanceler russo, a situação na região
do Oriente Médio
está à beira de uma guerra em grande escala e, para garantir a paz, é
necessário restaurar e eliminar as causas subjacentes do que está acontecendo
no estreito de Ormuz e em torno dele.
O
acordo, que foi alcançado entre os Estados Unidos e a República Islâmica do
Irã, no âmbito do chamado Memorando de
Islamabad,
deve ser implementado para alcançar esse objetivo, acrescentou Lavrov.
Fonte:
The Guardian/Sputnik Brasil/Opera Mundi

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