Qual
o impacto de uma vitória de Lula ou Flávio na onda de direita da América
Latina?
À
Sputnik Brasil, especialistas apontam os prós e contras de um alinhamento
automático do Brasil com os Estados Unidos, sob uma gestão Flávio Bolsonaro, ou
do país como foco de resistência, sob uma gestão Lula.
A
eleição presidencial brasileira terá impacto crucial na América Latina para a
onda laranja, como vem sendo chamada a rápida ascensão de governos de direita aliados aos EUA de
Donald Trump na região.
Uma
vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) poderia levar ao auge a onda laranja,
garantindo quase o apoio total dos países latino-americanos ao governo do
presidente estadunidense.
Por
outro lado, a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidaria o Brasil
como um dos últimos redutos da região de resistência a Washington, junto com o
México.
Em
entrevista à Sputnik Brasil, Corival Alves do Carmo, professor do Departamento
de Relações Internacionais da Universidade Federal de Sergipe (UFS), avalia que
apesar da simultaneidade dar uma ideia de causalidade recíproca, como se a
ascensão dessa direita em um país impulsionasse a de outro, essas mudanças
ocorreram essencialmente por fatores internos, e os governos que ascenderam
possuem diferenças relevantes. Ele cita como exemplo os governos de Javier
Milei, na Argentina, e de José Antonio Kast, no Chile.
"O
Milei age de forma improvisada e oportunista em relação à economia, enquanto o
governo Kast é mais pragmático, ainda que com um discurso ultraliberal, e
recupera uma tradição de políticas adotadas ao longo do governo Pinochet, e
mesmo no início da redemocratização, portanto, por mais controversas que sejam
as políticas, elas possuem algum enraizamento em certos setores sociais."
Ele
considera que um governo Flávio Bolsonaro seria mais parecido com o do pai do
senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e de Milei, sendo marcado pela
improvisação e pelo processo de stop-and-go na política econômica,
caracterizado por uma expansão rápida, seguida de um freio severo na atividade
econômica, respondendo às demandas do mercado financeiro de um lado, e à
flutuação da popularidade do governo de outro.
Ele
considera improvável que uma vitória de Flávio resulte em avanço na integração
regional, destacando que o processo não prosperou durante o governo Jair
Bolsonaro. Além disso, o foco da política externa da gestão Flávio estaria nos
EUA, o que colocaria a região em plano secundário.
O mais
provável é que a aliança Bolsonaro-Milei acabe levando a um acordo de
livre-comércio entre o Mercosul e os EUA, o que esvaziaria o valor estratégico
do Mercosul nas negociações comerciais internacionais.
Já uma
vitória de Lula mudaria pouco o cenário atual. A Argentina, independentemente
da retórica de Milei, não teria condições de romper com o Brasil. Como
consequência, outros países, como
Paraguai e Bolívia,
que também integram a onda laranja, não teriam como se descolar completamente
do Brasil.
"Para
a Bolívia, continua sendo um desafio encontrar uma alternativa ao Brasil como
destino para a sua produção de gás."
Ele
acrescenta que os únicos países que teriam condições de ignorar o Brasil seriam
os que estão voltados para o Pacífico, mas essa capacidade não significa
interesse.
"Empresas
chilenas possuem investimentos significativos no Brasil. O Peru tem interesse
na integração da infraestrutura para que o Brasil exporte para a China
utilizando os portos peruanos. O Equador tem interesse semelhante em relação ao
porto de Manta", afirma.
A
Colômbia, afirma Alves, também teria condições de colocar as relações com o
Brasil em segundo plano, mas não pode ignorar a questão da fronteira na região
de Letícia, e que certas regiões da Colômbia só podem ser acessadas navegando
por águas em território brasileiro.
Na
política externa, ele diz que o maior impacto de uma gestão Flávio seria a
possível nomeação de Eduardo Bolsonaro como ministro das Relações Exteriores,
pois provocaria uma mudança drástica na agenda externa do Brasil e causaria
instabilidade e burocracia dentro da pasta, colocando em xeque a
operacionalização do cotidiano consular e diplomático.
"Apesar
de questionável, Eduardo Bolsonaro como embaixador nos EUA seria um mal menor,
porque caso se confirme o alinhamento automático, a política externa em relação
aos EUA será formulada pelo próprio Trump."
Outra
grande questão nessa área seria combinar o alinhamento com os EUA com o fato de
a China ser o maior parceiro
comercial
do Brasil.
"Apesar
de o agronegócio estar alinhado ao bolsonarismo e à ideia do alinhamento
ideológico com os EUA, seus interesses econômicos estão vinculados à China e,
portanto, não têm interesse em um afastamento da China que gere prejuízos
econômicos. Enfim, quanto mais se repetir a agenda de política externa de Jair
Bolsonaro, mais o Brasil ficará numa posição isolada."
Somado
a isso, Alves diz não haver nenhuma vantagem evidente no alinhamento
automático, pois, além de tirar oportunidades do Brasil, os EUA não fazem
concessões relevantes a quem assume essa postura.
Caso
Lula seja reeleito, Brasil e México se consolidariam como os últimos redutos de
resistência a Washington na América Latina. Porém, Alves aponta que o Brasil
tem uma margem de manobra maior do que o México para reduzir os vínculos com os
EUA, por não fazer fronteira com o país e ter relações econômicas mais
diversificadas.
No
entanto, ele frisa que, embora não estejam alinhados aos EUA, Brasil e México
buscam evitar o confronto com Washington.
"Durante
esse período de sobreposição entre os mandatos de Lula e Trump, o presidente
Lula buscou estabelecer as relações diretas com Trump para normalizar as
relações entre os dois países, e ainda que os ruídos não tenham desaparecido,
não houve ruptura."
Sendo
assim, caso Lula seja reeleito, o mais provável é que as relações com os EUA se
mantenham no mesmo padrão, podendo até mesmo melhorar.
"A
agenda de Trump na segunda metade do mandato deve se voltar para tentar eleger
um sucessor republicano, e é possível que fiquemos em segundo plano",
afirma.
Alves
observa que economia real e mercado financeiro são duas coisas diferentes, e em
caso de reeleição de Lula, a tensão entre os dois setores persistiria.
"A
economia real deve manter a tendência de algum crescimento e baixo desemprego,
enquanto a política econômica continuará sendo criticada pelo setor financeiro
em função das questões fiscais."
Paralelamente,
nesse cenário, o predomínio de parlamentares bolsonaristas no Congresso poderia
gerar pautas-bombas, criando situações de instabilidade e restringindo a margem
de manobra do governo.
Em caso
de vitória de Flávio, ele diz que a tendência é que, em um primeiro momento,
ele cumpra a agenda firmada com o mercado financeiro de reduzir o gasto público
e a dívida pública.
"Porém,
cumprindo essa agenda, não será possível cumprir o compromisso com as políticas
sociais. Assim, é provável que a política econômica tenha um comportamento
errático em função das pressões predominantes em cada momento. Haveria impacto
regional relevante se Argentina e Brasil fizessem uma liberalização
significativa no comércio exterior, o que poderia gerar um impulso no comércio
regional."
Vinícius
Guilherme Rodrigues Vieira, professor de economia e relações internacionais na
Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), aponta que, sob uma nova gestão Lula,
o Brasil ficaria isolado na América Latina, mas esse seria um cenário melhor
que o alinhamento automático aos EUA.
"Não
vejo nada positivo no alinhamento com Trump, nem na questão de segurança, que,
em tese, seria o diferencial da direita", avalia.
Ele
considera que o Brasil, com Lula, não integraria a iniciativa Escudo das
Américas, que ele classifica como "um ato de subordinação a Trump e aos
EUA".
"De
todo modo, com o peso do Brasil economicamente, haverá continuidade dos
projetos de integração regional, notadamente o Mercosul."
Vieira
acrescenta que estar na resistência ao unilateralismo trumpista poderia gerar
um fardo diplomático enorme para o Brasil, mas seria uma oportunidade para
consolidar, ao lado do México, fóruns multilaterais alternativos com outras
potências médias.
Ele diz
que o Brasil tem potencial para ser um contraponto ao exclusivismo da Doutrina
Donroe, e Lula atuaria para manter o Mercosul, o que interessa às elites do
Brasil e da Argentina, e a aproximação com o BRICS. Por outro lado, haveria
fatores negativos, como a sujeição do país a sanções ainda mais duras que as já
aplicadas e eventuais ações no estilo da captura do presidente venezuelano,
Nicolás Maduro.
"Isso
gera muita instabilidade, inclusive para empreendedores", afirma.
Já em
relação a um governo Flávio, Vieira diz que levaria a economia do Brasil ao
declínio, prejudicando até mesmo o agronegócio.
"O
alinhamento com Trump prejudica inclusive o agro, já que o presidente dos EUA
quer ampliar a exportação de soja e afins para a China. Isso reduz a margem do
produtor. E se o congelamento de dívidas ocorrer, é a antessala de um cenário à
la Collor", conclui.
¨
Aliados de Bolsonaro e de Trump na América do Sul:
impopularidade, pobreza e queda na economia. Por Márcia Carmo
A
economia argentina está à beira da recessão, segundo dados oficiais divulgados
nesta quarta-feira. Os indicadores mostram que a motosserra do presidente
Javier Milei, propagada pela extrema-direita da região, incluindo a equipe do
candidato Flávio Bolsonaro, têm efeitos severos para a atividade econômica. De
acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a economia
caiu 1,7% nos últimos doze meses, até agosto deste ano, que é o ultimo dado
disponível.
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Ataques de Milei – ‘a pontapés’
– No momento da
divulgação destes dados negativos, em Buenos Aires, Milei estava em Madri, na
Espanha, onde acusou o presidente espanhol Pedro Sánchez de “ditador” e disse
que deseja que os espanhóis o expulsem “a patadas” (a pontapés) do cargo nas
eleições do dia 29 de novembro. Na semana passada, Milei tinha usado as mesmas
expressões ao se referir ao presidente Lula. Foi durante evento em Washington,
nos Estados Unidos, onde abraçou efusivamente o irmão de Flávio Bolsonaro,
Eduardo Bolsonaro. “É preciso tirar ‘a patadas’ o ditador comunista”, disse em
referência ao presidente do Brasil.
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Milei, ‘tira votos’
– No caso do socialista
Pedro Sánchez, Milei teve para com ele a mesma atitude agressiva que tinha
exibido em relação ao presidente Lula no palanque da convenção do PL, neste
ano, em São Paulo. Na convenção, Milei apoiou a candidatura de seu amigo Flávio
Bolsonaro. Mas na Espanha, assim como ocorreu no debate da Band, quando
Bolsonaro não respondeu ao presidente Lula se pegaria emprestada a motosserra
de Milei, a direita e a extrema-direita espanholas evitaram se encontrar
pessoalmente com o argentino na sua passagem por Madri. Em plena campanha para
as eleições de novembro, Milei virou sinônimo de ‘tira votos’ diante dos
efeitos da sua motosserra na realidade da Argentina.
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A reação
– Em Madrid,
universitários realizaram protesto contra a sua presença. Ao mesmo tempo, Pedro
Sánchez deu uma guinada nos ataques do argentino. Ele disse em suas redes
sociais, por exemplo, que se apoiar aposentados, subindo seus benefícios, é ser
‘zurdo’ (de esquerda), “então sou zurdo, com muita honra”. Milei que pensava
que apoiaria as candidaturas da direita e da extrema-direita acabou virando,
inadvertidamente, cabo eleitoral do socialista Sánchez.
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Impopular
– Milei é hoje um
presidente impopular na Argentina. A perda de poder aquisitivo, o aumento do
desemprego (7%), da pobreza (32%) e o fechamento de 32 mil empresas desde que
chegou à Casa Rosada geram preocupação e cansaço na população. Milei demonstrou
que não acompanha a realidade dos argentinos quando disse, nesta semana, num
evento na província de Neuquén, na região da Patagônia, que é mentira que as
pessoas não tenham dinheiro para chegar ao fim do mês. Fez ironias sobre uma
realidade que é comentada nas ruas e, diariamente, pela imprensa local. As
manifestações de universitários, professores, aposentados e de familiares de
pessoas com deficiência são um dos retratos do sufoco econômico e das queixas
de que Milei “não está interessado” nas reclamações populares. O país realiza
eleições presidenciais em outubro do ano que vem. Hoje, a oposição está
fragmentada e ainda não consegue canalizar fortemente a insatisfação popular
com o governo Milei.
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Chile, desemprego recorde
– No Chile, o
presidente José Antonio Kast, também da extrema-direita, que tomou posse há
apenas sete meses, é impopular como Milei. Tem cerca de 28% ou 30% de apoio,
dependendo da pesquisa de opinião. O ajuste fiscal de Kast provocou uma taxa
recorde de desemprego (9,6%, o maior em cinco anos). E dados oficiais apontam
que a economia cai e está, como a da Argentina, à beira da recessão. O custo de
vida subiu logo depois que Kast assumiu e aumentou os preços dos combustíveis.
A insatisfação popular é crescente e as manifestações estudantis, contra os
cortes na educação, passaram a ser frequentes – e com repressão policial.
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Peru, com Keiko
– Keiko Fujimori tomou
posse há apenas três meses e levantamento da agência ‘Bloomberg en línea’
mostra que sua popularidade é de 28%. No Peru, historicamente, os presidentes
costumam perder apoio popular rapidamente. Mas Keiko pode estar batendo
recordes, segundo fontes do seu próprio governo, que falaram ao Brasil 247 sob
a condição do anonimato. No caso de Keiko, comentaram, preocupa a sua falta de
disposição para dialogar com os diferentes setores e inclusive com sua base
parlamentar no Congresso.
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Brasil
– A Argentina, o Chile
e o Peru fazem parte do chamado ‘Escudo das Américas’ que marca o forte vínculo
com o governo Trump. Além deles, a Bolívia, governada por Rodrigo Paz,
igualmente impopular, e o Paraguai, governado por Santiago Peña, o menos
impopular entre eles, também integram esta aliança de segurança (que envolve
igualmente os recursos naturais estratégicos). E todos estes presidentes estão
de olho no que acontecerá neste domingo decisivo no Brasil – o maior país da
América Latina e uma das maiores economias do mundo. “Não vamos romper nunca
com o Brasil, não importando quem seja o eleito”, disse um assessor de Keiko.
No Chile, o pensamento é parecido.
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Itamaraty sobre ataques de Milei sobre fraude: “inaceitáveis”
– Já Milei levou o
Itamaraty a repudiar suas afirmações de que poderia haver fraude na eleição
deste domingo. No comunicado, divulgado nesta semana, o Itamaraty diz que as
“ofensas” constituem uma “nova e inaceitável” tentativa de ingerência no
processo eleitoral brasileiro. A palavra “desequilibrada” também está no texto
de repúdio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil em relação às falas
de Milei, para quem a política externa argentina tem uma principal prioridade –
o governo Trump.
¨ Nem Lula, nem Flávio
Bolsonaro 'têm estômago' para reforma que Brasil precisa, diz Economist
A revista britânica The Economist publicou uma
reportagem na quinta-feira (22/10) afirmando que "a estranha economia do Brasil precisa de uma
reforma séria" mas que "nem Lula, nem Flávio Bolsonaro têm
estômago" para isso.
O agregador de pesquisas da BBC News
Brasil
mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) dois pontos à frente do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para presidente no segundo
turno, na eleição que será realizada no domingo.
A
reportagem diz que "democratas de todo o mundo estremeceram" quando
Flávio Bolsonaro — "filho de um ex-presidente conspirador para um golpe de
Estado" — ficou na frente de Lula no primeiro turno. Mas, segundo a
publicação, "capitalistas também tremeram, mas de entusiasmo".
"Esse
foi um veredito contundente sobre a condução econômica de Lula. O crescimento
do PIB superou as previsões (pessimistas), o desemprego está baixo e a inflação
manteve-se próxima à faixa de 1,5% a 4,5% estabelecida como meta pelo Banco
Central do Brasil (BCB)", diz a Economist.
"No
entanto, seu descaso com as contas públicas e sua retórica hostil ao setor
empresarial assustam os mercados. O superávit primário (ou seja, antes do
pagamento de juros) que ele herdou transformou-se em déficit, e o FMI projeta
que a dívida pública atingirá 97% do PIB este ano, ante 84% em 2022."
Já
Flávio Bolsonaro é comparado a Javier Milei, o presidente argentino que
promoveu reformas pró-mercado no seu país "com algum sucesso" mas
também "com muita dor", segundo a Economist, destacando promessas do
senador de reduzir o número de ministérios, digitalizar o setor público e
vender prédios do governo federal.
Mas
para a revista, essa reforma prometida pelo senador "é implausível — ele
teria sorte se conseguisse metade da economia prometida com tais ajustes".
"Seria
preciso um fervor genuíno, ao estilo de Milei, para enfrentar os problemas
econômicos do Brasil — problemas que decorrem de uma combinação complexa de
gastos públicos elevados, inflação persistente e baixa taxa de poupança."
A
Economist afirma que um dos problemas principais do Brasil é o alto custo para
se tomar empréstimos no país, fruto das altas taxas de juros e dos altos gastos
públicos.
A
revista afirma que nenhum governo recente atacou o problema dos altos gastos
públicos, e que Lula não foi diferente.
"A
única saída para essa confusão é o ajuste fiscal — o famoso 'aperto de cintos'.
Isso reduziria a inflação, diminuiria a taxa de juros real e liberaria capital
para usos produtivos", diz a Economist.
"A
equipe de Bolsonaro fala, em tom reservado, sobre reformas, mas o próprio
candidato rejeitou mudanças no sistema previdenciário ou nos mecanismos de
indexação."
"Se
Lula protagonizar uma virada surpreendente no segundo turno, é improvável que
ele subitamente se torne um defensor do rigor fiscal", diz a revista.
A
Economist afirma que "qualquer presidente teria dificuldade em convencer
três quintos dos membros de ambas as casas do Congresso — quórum necessário
para desmontar as amarras constitucionais que impulsionam os gastos".
"O
mercado talvez prefira Bolsonaro a Lula; mas, seja quem for o eleito, o
resultado acabará sendo uma decepção", conclui a reportagem.
Fonte:
Sputnik Brasil/Brasil 247/BBC News Brasil

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