Protestos
na Europa: o contrato social foi rompido – e os jovens querem soluções
A
França espirrou e a Europa voltou a apanhar o frio. A onda de protestos que
começou com adolescentes numa escola secundária rapidamente atraiu centenas de
milhares de pessoas em todo o país e espalhou-se pelo continente . Os protestos
tomaram as ruas de Lisboa e Madrid e degeneraram em violência em Milão , Bruxelas e Tirana, bem como em cidades
francesas. As autoridades francesas afirmam que mobilizarão 70 mil policiais
neste sábado e permitirão apenas marchas organizadas por sindicatos. Elas
culpam militantes de extrema esquerda, bem como jovens oportunistas, pela
destruição e saques do último fim de semana, quando uma minoria se apropriou de protestos
majoritariamente pacíficos . Mas, com a previsão de novos aumentos nos preços dos
combustíveis durante o inverno, a diversificação das reivindicações e dos
participantes, e a completa incapacidade do presidente
Macron de lidar com a situação , não há sinais de que o descontentamento
generalizado vá acabar e nenhuma solução rápida esteja à vista.
A
Europa está vivenciando movimentos distintos, com causas, reivindicações e
atores diferentes, que não devem ser confundidos. Na França, as escolas
superlotadas e em ruínas foram o estopim, com manifestantes gregos ecoando suas queixas
sobre o subfinanciamento da educação nesta semana. Na Espanha e em Portugal, a habitação é a questão central . Estudantes alemães
estão indignados com a possível reintrodução do serviço militar
obrigatório
. Mas os envolvidos enxergam pontos em comum, com alguns manifestantes
italianos entoando cânticos em francês. Subjacente a tudo isso está a ruptura do contrato social . Uma geração
espera, com razão, estar em pior situação do que seus pais. Eles estão
compreensivelmente revoltados com a educação inadequada e a precariedade do
emprego, lutam para alugar um imóvel próprio mesmo depois dos 20 anos e pagam
aposentadorias que não acreditam que um dia receberão, enquanto a crise
climática assombra seus futuros. Eles veem que os governos, preocupados com a
dívida e temerosos do mercado de títulos, ou não podem ou não querem oferecer
soluções. Seria mais notável se estivessem satisfeitos com sua situação ou
confiantes de que votar na próxima oportunidade resolveria o problema.
Entretanto,
o aumento da desigualdade significa que eles veem outros enriquecerem, às vezes
lucrando diretamente com o seu infortúnio, com apartamentos e casas tratados
como instrumentos financeiros em vez de lares. Essa onda de protestos também
ecoa a onda de manifestações da geração Z vista em todo o
mundo no ano passado – com alguns dos participantes nas ruas da França, Itália
e Alemanha chegando a usar emblemas já vistos anteriormente em países como
Marrocos e Madagascar. A crise de acessibilidade financeira, a repressão das
forças de segurança e a sensação de que as pessoas comuns estão sendo deixadas
para trás enquanto os governos não têm respostas convincentes para elas também
contribuíram para esses acontecimentos.
Na
Europa, partidos de extrema-direita, incentivados pelo governo Trump, procuram capitalizar-se sobre a agitação
social através de mentiras que culpam os imigrantes e as fronteiras abertas, e
que é necessária uma mão forte para restaurar a ordem. No próximo ano, quatro
dos maiores países – Espanha, França, Polónia e Itália – realizarão eleições, o
que ameaça uma guinada radical à
direita
que poderá alterar fundamentalmente a União Europeia. Contudo, estes partidos
não têm respostas concretas para as questões levantadas pelos manifestantes, e
uma crise financeira em França poderá ainda evidenciar a fragilidade económica
de Marine Le Pen e as divisões internas do partido Reunião
Nacional . O futuro do continente está a ser moldado, para melhor ou para pior,
tanto nas ruas como nas urnas.
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De olho nas urnas, ultradireita culpa migração por
protestos na Europa
Políticos
da ultradireita em todo o mundo
têm aproveitado os protestos na Europa para colocar a culpa
por eles na imigração e se apresentar como
os defensores da lei e da ordem à medida em que importantes eleições se
aproximam. Na França, manifestações inicialmente pacíficas contra o alto custo
de vida e a falta de recursos para escolas tornaram-se violentas no fim de
semana passado, com manifestantes mascarados entrando em confronto com a
polícia. Cerca de 2.500 pessoas, a ampla maioria homens, foram detidas, das quais 174
permanecem presas.
Em
Milão, a capital financeira e da moda da Itália, no sábado, manifestantes
violentos entraram em confronto com a polícia,
saquearam lojas e incendiaram propriedades.
Não há,
porém, qualquer ligação entre imigração – nenhum grupo específico foi apontado
como o responsável pelos distúrbios – e a violência que emergiu a partir de
protestos pacíficos contra a alta do custo de vida.
Esta
pode ser atribuída, em grande parte, à guerra no Irã, iniciada em
fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel e que levou a uma forte alta nos preços da energia, agravando os
desafios de governos que já enfrentavam dificuldades para controlar a inflação,
sustentar o crescimento econômico e reduzir gastos públicos.
A
Comissão Europeia estima que o conflito com o Irã tenha custado à Europa cerca
de 100 bilhões de euros (R$ 564 bilhões) devido aos impactos sobre o comércio e
os mercados de energia. Os preços do gás aumentaram aproximadamente 140%, e os
do diesel dobraram.
Seja
como for, os protestos e sobretudo a violência se tornaram um tema favorito de
políticos da ultradireita nos Estados Unidos, na Europa e em Israel, além de
dar novo impulso a partidos radicais antes das eleições do próximo ano na
França e na Itália, e em novembro deste ano na Espanha.
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"Invasão do islamismo extremista"
A
França foi "conquistada, saqueada e reduzida às cinzas por migrantes,
jihadistas e comunistas", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, num comício antes das importantes eleições legislativas de meio de
mandato,
marcadas para 3 de novembro.
"Se
a Europa não fechar suas fronteiras e retirar os criminosos das ruas, como as
pessoas que estão protestando, a Europa estará acabada", declarou Trump.
"Quando olho para a França, quando olho para a Itália, quando vejo toda
essa turbulência e esse ódio, isso não é sobre escolas. É sobre pessoas
entrando em países que elas odeiam."
O
primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também em campanha eleitoral, fez declarações
semelhantes ao afirmar que a França havia "cedido à invasão do islamismo
extremista".
O líder
do partido espanhol de ultradireita Vox, Santiago Abascal, que também disputa
votos antes das eleições de novembro, alertou para o
"islamoesquerdismo" numa postagem que mostra um incêndio consumindo o
teto do prédio histórico da prefeitura da cidade francesa de Limoges. Abascal
tem usado a migração para atacar o primeiro-ministro Pedro Sánchez, cujo
governo permitiu que mais de 1 milhão de imigrantes
indocumentados solicitassem a regularização de sua situação.
Em
Portugal, o deputado André Ventura, líder do partido de ultradireita Chega,
culpou os imigrantes pela crise habitacional que provocou protestos como os
acampamentos em Lisboa e no Porto, já desmontados pela polícia. "A culpa
da falta de habitação não é toda dos imigrantes, mas uma parte é do fluxo
migratório que afeta Portugal", afirmou Ventura, defendendo que não se
permita a entrada de pessoas "de forma descontrolada".
Na
Alemanha, a colíder da bancada parlamentar da AfD Alice Weidel atribuiu os distúrbios na França a um
"ataque de uma horda de migrantes e agitadores da extrema esquerda contra
a civilização ocidental". Segundo ela, as causas seriam "fronteiras
abertas e migração em massa", que "em última instância conduzem a
condições semelhantes às de uma guerra civil". "Os distúrbios na
França são um sinal de alerta para toda a Europa", afirmou.
Na
Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni, do partido ultradireitista Irmãos
da Itália prometeu firmeza contra a violência e disse que as forças de
segurança detiveram e prenderam 330 pessoas, metade delas de origem estrangeira
– seja por terem nascido no exterior, seja por serem nascidos na Itália de pais
estrangeiros. O partido de Meloni enfrenta uma concorrência crescente de
outra sigla ainda mais à direita, o Futuro Nacional,
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Le Pen e o discurso de lei e ordem
Num
vídeo que mais parece um pronunciamento presidencial, com uma bandeira francesa
ao fundo, a candidata presidencial do partido da ultradireita francesa Reunião
Nacional, Marine Le Pen, que lidera as pesquisas para as eleições do próximo
ano, apresentou-se como a candidata da lei e da ordem.
Le Pen
concentrou seus ataques no governo "em fim de linha e que já não tem o
controle" do presidente Emmanuel Macron, mas não abandonou completamente
sua pauta preferencial, afirmando que a França está "pagando por décadas
de imigração anárquica".
Ela
também acusou o partido esquerdista A França Insubmissa (LFI), que apoiou os
protestos dos estudantes, de tentar provocar uma "guerra civil".
Le Pen
posicionou-se firmemente ao lado da polícia, num contexto em que o debate
passou a girar em torno de falhas de segurança e da restauração da ordem antes
de novos protestos previstos para o próximo sábado.
A
reação de Le Pen "se encaixa num esforço mais amplo e de longa data para
se apresentar como uma figura mais credível para governar", disse Jess
Middleton, analista sênior para a Europa da consultoria de risco Verisk
Maplecroft.
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Macron critica líderes estrangeiros
Macron
pareceu responder, na quarta-feira, a Trump e Netanyahu. Ele acusou líderes
estrangeiros, incluindo aqueles "do outro lado do Atlântico", de
tentarem explorar o clima social tenso na França para obter vantagens
políticas, "fazendo campanha às custas da França". "Houve
pessoas afirmando que fomos invadidos por hordas de migrantes e islamistas, o
que é completamente falso."
Macron
declarou ainda que houve "uma manipulação estrangeira de informação que
resultou em comentários inaceitáveis e estúpidos de muitos, incluindo líderes
estrangeiros". Questionado por um jornalista se estava se referindo a
Trump, Macron respondeu: "Entre outros".
O
presidente reconheceu, porém, as "reivindicações legítimas" dos
manifestantes indignados com o aumento do custo de vida e dos combustíveis, ao
mesmo tempo em que condenou os responsáveis pela violência e pelos saques.
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Polícia da França é a mais violenta da Europa?
Vídeos
de supostos casos de violência policial na França viralizam nas redes sociais em meio à onda de protestos que tomou conta
do país nas últimas semanas. Em um deles, policiais espancam um homem até
derrubá-lo no chão e depois o arrastam inconsciente. Em outro, um agente agarra
um jovem por trás, aparentemente sem provocação, e o arrasta pelo pescoço. Um terceiro
vídeo mostra uma jovem sendo levada à força, com o braço torcido, enquanto
grita de dor. Não foi possível verificar de forma independente a autenticidade
das imagens.
A
França tem uma das forças policiais mais fortemente armadas da Europa. Durante
os protestos estudantis, vários adolescentes sofreram ferimentos com
consequências permanentes. Um deles perdeu uma das mãos, outro ficou cego de um
olho e um terceiro teve a mandíbula fraturada. Organizações de direitos
humanos vêm criticando a polícia francesa não só por causa dos métodos, mas
também pelo uso de bombas de efeito moral e balas de borracha.
No
sábado (17/10), mais de meio milhão de pessoas foram às ruas em
diversas cidades francesas. A maioria protestou pacificamente contra os cortes
nos serviços públicos e a crise do custo de vida, além de apoiar as
reivindicações dos estudantes por melhores condições nas salas de aula. No
entanto, grupos violentos se aproveitaram da situação para incendiar edifícios,
saquear lojas e lançar objetos contra policiais, criando dificuldades para os
agentes e outros serviços de emergência.
As
manifestações do fim de semana ocorreram após uma série de protestos de
estudantes do ensino médio, que bloquearam o acesso a escolas para denunciar a
falta de professores e exigir reformas em instalações deterioradas.
Novos
protestos estão previstos para este fim de semana, e o governo francês afirma
que mobilizará até mesmo forças militares.
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Arsenal de guerra?
A
polícia francesa dispõe de um arsenal mais amplo que o da maioria dos países
europeus. Entre os equipamentos utilizados pelos agentes está a LBD-40, arma
usada para disparar projéteis de borracha.
Em
muitos países, como Reino Unido e Alemanha, o uso de balas de borracha em
manifestações é proibido. Em algumas nações europeias, como a Espanha, elas são
utilizadas ocasionalmente, mas provocam menos ferimentos do que na França.
"Isso
não é uma particularidade francesa. Mas existem regras. É preciso manter uma
determinada distância", afirma Anastassia Tsoukala, professora associada
de criminologia da Universidade Paris-Sud, à DW. "Mesmo quando se tenta
respeitar as regras, as pessoas podem se movimentar e, de repente, acabar
perdendo um olho. Portanto, é extremamente perigoso", complementa a
especialista.
A
polícia francesa utiliza gás lacrimogêneo regularmente, assim como as forças
policiais de outros países europeus. O uso desse mecanismo em conflitos
armados, porém, é proibido por acordos internacionais, como a Convenção sobre
Armas Químicas.
Mas
o que diferencia a polícia francesa das demais forças de segurança é o uso
de bombas de efeito moral, diz Tsoukala. "Elas contêm uma grande
quantidade de substâncias explosivas. Desse ponto de vista, a França é um caso
único", explica a professora de criminologia.
O
ministro do Interior, Laurent Nunez, insiste que as armas utilizadas pela
polícia são "não letais". No entanto, parte dos equipamentos
empregados pela corporação é classificada pelo próprio Código de Segurança
Interna francês como "material de guerra".
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Polícia francesa é "a mais brutal da União Europeia"
O uso
dessas armas pela polícia voltou a ser alvo de críticas após os ferimentos
registrados durante os protestos. Há suspeitas de que o adolescente que perdeu
a visão de um dos olhos tenha sido atingido a curta distância por um projétil
de borracha disparado por uma LBD-40. "Quando analisamos o controle de
multidões, fica claro que, se medirmos a brutalidade policial pelo número de
mortes entre manifestantes ou pessoas presentes nas manifestações, e também
pelo número de casos de mutilação, a polícia francesa é a mais brutal de toda a
União Europeia", afirma Sebastian Roche, pesquisador no Centro Nacional de
Pesquisa Científica da França, especializado em comparar forças policiais em
toda a Europa.
Ele
aponta para o contexto político como forma de compreender os equipamentos
utilizados pela polícia francesa e a maneira como são empregados atualmente.
"As autoridades políticas têm liberdade para decidir sobre os equipamentos
da polícia", afirma o especialista em segurança pública. "Quando as
LBDs foram introduzidas na polícia francesa, eram destinadas a unidades como as
de combate ao crime organizado. É a mesma arma que hoje é usada no controle de
multidões. Isso dá uma ideia de como evoluiu a maneira pela qual os políticos
franceses acreditam que podemos ou devemos lidar com os protestos
políticos."
Outra
diferença entre a polícia francesa e as forças de segurança de outros países
está nos métodos empregados. Na Alemanha, por exemplo, a polícia deve procurar
evitar a escalada da violência. Roche compara a forma como manifestantes foram
retirados de Lützerath, na Alemanha, em 2023, com os métodos mais
agressivos empregados em Sainte-Soline, na França, no mesmo ano. As duas
localidades foram palco de manifestações em defesa do meio ambiente. "Em
Lützerath, foram utilizados cães. Houve alguns feridos, mas o número de pessoas
gravemente feridas dos dois lados foi muito menor. Em Sainte-Soline, a polícia
militarizada foi mobilizada e utilizou intensivamente LBDs e granadas. Houve
feridos graves tanto entre os policiais quanto entre os manifestantes. Dois
manifestantes ficaram em coma", lembra o pesquisador.
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Quando a polícia pode usar a força?
Segundo
as normas internacionais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas
(ONU), o uso da força por agentes de segurança deve ser excepcional, em
situações como a prevenção de crimes ou a realização de prisões legais.
Qualquer uso da força deve seguir o princípio da proporcionalidade, ou seja,
não deve ultrapassar o necessário para atingir seu objetivo. Em entrevistas a
emissoras de rádio, o ministro do Interior francês, Laurent Nunez, insistiu que
os policiais respeitaram amplamente esse princípio, também previsto na
legislação francesa, durante os protestos atuais.
A
organização de direitos humanos Anistia Internacional, no entanto, classificou
a resposta policial às manifestações como desproporcional e pediu às
autoridades francesas que cumpram as obrigações em matéria de direitos humanos.
Já a representação francesa da Liga dos Direitos Humanos condenou a
repressão violenta ao movimento de estudantes do ensino médio. A DW
procurou dois sindicatos policiais e o Ministério do Interior francês para
comentar as acusações, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
"Foi muito complicado conter todos os diferentes grupos", afirmou o
ministro do Interior, Laurent Nunez, em Marselha, na terça-feira. "A
polícia fez um excelente trabalho e um grande número de crimes foi evitado
graças ao empenho dos agentes." Especialistas, porém, criticaram a atuação
policial. Para Anastassia Tsoukala, da Universidade Paris-Sud,
a manutenção da ordem pública está subordinada à vida e à segurança das
pessoas. "Como jurista, devo dizer que esse é um valor inegociável",
diz ela.
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Menos fiscalização do que no Reino Unido e na Dinamarca
A
polícia francesa não conta com um órgão independente de fiscalização, apenas
com uma divisão interna chamada Inspeção-Geral da Polícia Nacional (IGPN), que
pode apurar eventuais irregularidades. A IGPN afirma ter aberto pelo menos 40
investigações desde o início da atual onda de protestos. Países como Reino
Unido e Dinamarca investigam esses casos de maneira diferente, por meio de
órgãos independentes. Tsoukala, no entanto, critica a brandura das punições e a
falta de transparência em toda a Europa quando ocorrem episódios envolvendo
policiais. "Eles são absolvidos ou recebem penas extremamente leves",
afirmou. "E receio que essa seja a maneira habitual de lidar com casos de
brutalidade policial em toda a Europa", finaliza a professora.
Fonte:
The Guardian/DW Brasil

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