segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Luta pós-colonial e mundo multipolar: uma oportunidade para a Guatemala

O poder global vive uma transformação histórica. O breve período unipolar que se seguiu à Guerra Fria, antecedido pela era bipolar, abre espaço para um cenário mais complexo e distribuído: o mundo multipolar. Esse novo paradigma não é guiado apenas pelas potências tradicionais, mas também por economias emergentes que apresentam visões próprias de desenvolvimento e governança, como China, Rússia e Índia.

Para a América Central, e especialmente para a Guatemala, esse realinhamento não é um fenômeno distante, mas uma conjuntura crítica que representa uma oportunidade estratégica para conquistar um espaço relevante na dinâmica global por meio de uma política estatal clara e soberana.

A Guatemala passou por diversos momentos decisivos ao longo de sua história, e essa encruzilhada aparece de forma evidente em sua política externa. Hoje, o país é o único da América Central que mantém relações diplomáticas formais com Taiwan, enquanto os demais já estabeleceram vínculos com a República Popular da China. Essa postura, que se mantém ao longo do tempo, exige uma análise cuidadosa de seus custos, benefícios e implicações geopolíticas.

Em um mundo multipolar, a soberania se expressa pela capacidade de negociar e diversificar alianças. Uma reavaliação pragmática dessas relações, livre de pressões externas e baseada numa análise objetiva das oportunidades reais de investimento, comércio e cooperação em áreas como transporte, saúde, educação e tecnologia, torna-se um compromisso social essencial. O propósito final deve ser transformar essas escolhas em benefícios concretos para os setores mais vulneráveis da população.

No contexto multipolar, é fundamental que os povos — no caso da Guatemala, os Maias, Garífunas, Xincas e as comunidades locais que sustentam o país — sejam reconhecidos não de forma simbólica ou folclórica, mas por meio de políticas que impulsionem processos de desenvolvimento reais. Isso inclui um fortalecimento político e econômico profundo, capaz de garantir participação efetiva na tomada de decisões diante de estruturas de poder historicamente enraizadas. Muitos desses processos têm sido comprometidos por um persistente sentimento de superioridade, cujos vestígios aparecem em práticas de racismo, discriminação e exclusão social e econômica que foram normalizadas ao longo do tempo. Enfrentar essas barreiras é essencial para construir um projeto nacional sólido no século 21.

Superar essas barreiras internas é fundamental para aproveitar as oportunidades do cenário global. Nesse contexto, a luta contra o sistema imperialista vigente funciona como o elo que conecta as dinâmicas internas e externas. Um Estado capturado por interesses ilegítimos e por grupos que historicamente oprimiram seus povos não consegue responder às necessidades reais da população. A criminalização e a perseguição política daqueles que enfrentam essas práticas enfraquecem as instituições, desestimulam investimentos e dificultam a construção de cooperações estratégicas que poderiam ser benéficas para o país.

A Guatemala vive um momento decisivo. O mundo multipolar abre a possibilidade de construir uma visão coerente de futuro, capaz de conectar uma política externa pragmática a um projeto interno baseado em inclusão e justiça. A verdadeira soberania não se expressa por alinhamentos automáticos ou submissões a hegemonias, mas pela capacidade de formar um consenso nacional em torno de um modelo próprio de desenvolvimento. Nesse modelo, as lutas históricas e contemporâneas devem servir de alicerce para um país soberano e plural, com a autonomia necessária para ocupar um lugar relevante no cenário global.

¨      Do Kremlin à Duma, Rússia defende Venezuela e se impõe contra ofensiva dos EUA

“Na atual situação complexa, nesta hora de desafios, mais do que nunca estamos lado a lado com nossos aliados da Venezuela”, afirmou em 20 de novembro o vice-chanceler russo, Serguei Ryabkov, durante críticas às “acusações infundadas” que Washington lança contra Caracas.

“A região do Caribe está se convertendo em zona de outro conflito potencial sob um pretexto inventado. É óbvio que o combate ao narcotráfico deve ser feito por outros meios e também é evidente que as acusações para justificar a escalada militar dos Estados Unidos contra o governo bolivariano e contra a Venezuela como país carecem, na realidade, de fundamento”, acrescentou Ryabkov em um adiantamento da entrevista que concedeu à revista Mezhdunaródnaya Zhizn (Vida Internacional), editada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

O diplomata sustentou que a Venezuela “não está, nem de longe, na vanguarda do narcotráfico, como se pode ver nos documentos sobre o tema publicados em anos recentes tanto nos Estados Unidos como na Organização das Nações Unidas (ONU)”.

E seguiu: “Exagera-se a importância dos cartéis de drogas que Washington tanto menciona apenas para preparar o terreno político com o propósito de acumular força militar diante das costas da Venezuela. E isso nos preocupa”, sublinhou.

O encarregado das relações russas com a América Latina e o Caribe — e de outras áreas de responsabilidade na equipe do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov — reiterou que a Rússia condena o aumento da tensão na região. “Nos pronunciamos a favor de que toda a América Latina siga sendo uma zona de paz”, ressaltou.

Ryabkov recordou que a Rússia tem uma aliança especial com a Venezuela. “Há pouco ratificamos o acordo básico sobre uma associação estratégica com esse país. Cooperamos em todos os âmbitos; nossas forças de segurança interagem e isso não é nenhum segredo”, assinalou.

<><> Rússia condena operação “Lança do Sul”

Em 14 de novembro, foi a vez do porta-voz Dmitri Peskov comentar a questão. Segundo ele, o Kremlin espera que os Estados Unidos não utilizem a operação militar Southern Spear (Lança do Sul), anunciada em 13 de novembro, contra o narcotráfico, como pretexto para “desestabilizar a situação em torno da Venezuela e do Caribe”.

O secretário de imprensa da presidência russa lamentou que “o direito internacional se encontre em um estado lamentável em muitos lugares”, em alusão às ameaças estadunidenses contra países do Caribe.

Outra figura proeminente do Kremlin a denunciar a ofensiva de Washington foi a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zajarova: “A Rússia compartilha a preocupação expressa pelos governos de nossos amigos Venezuela e Colômbia”.

Zajarova lembrou que o combate ao tráfico ilegal de drogas “não deve ser usado como meio de pressão contra Estados soberanos”, e reiterou: “Nos pronunciamos categoricamente contra o uso da força ou das ameaças de ingerência externa em seus assuntos internos [da Venezuela] mediante toda sorte de pretextos, incluída a luta contra o narcotráfico.”

Zajarova acrescentou: “Partimos do princípio de que, para deter o tráfico de drogas, inclusive nos Estados Unidos, antes de tudo é necessário consolidar os esforços tanto regionais como internacionais”. A solução efetiva dos problemas, afirmou, “só pode ser alcançada com ações globais e com mecanismos internacionais legais.”

Ainda na opinião da diplomata, “isso não é possível sem pôr fim às pressões exercidas pelo Pentágono, que ultrapassam em muito os parâmetros dos objetivos proclamados pelo governo estadunidense, incrementando suas ameaças contra a estabilidade regional e a soberania da República Bolivariana da Venezuela”.

A funcionária do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por fim, expressou a esperança de que a comunidade internacional saiba condenar essa política (dos Estados Unidos) “para prevenir cenários catastróficos, que não só colocariam em risco a paz e a estabilidade na região, mas também teriam um impacto negativo no sistema internacional de controle legal de drogas”.

<><> As críticas de Lavrov

Já em 11 de novembro, o próprio chanceler Serguei Lavrov reiterou o rechaço da Rússia às ações que os Estados Unidos empreendem contra a Venezuela, denunciando: “Sob o pretexto de combater o narcotráfico, destroem lanchas de maneira arbitrária e sem apresentar a ninguém nenhuma evidência de que, como dizem, transportavam drogas”. E acrescentou: “Assim se comportam não os países que respeitam a lei, mas os que se consideram acima dela.”

O titular da diplomacia russa — que naquele data ofereceu por videoconferência uma coletiva de imprensa a meios russos — recomendou aos Estados Unidos que, “em vez de combaterem o narcotráfico na Nigéria ou na Venezuela e, de passagem, tentarem ficar com seu petróleo, dediquem melhor todos os seus esforços para erradicar essa chaga na… Bélgica”. Ele lembrou que, recentemente, o Daily Mail publicou uma reportagem sobre a corrupção na aduana belga que, na avaliação do diário britânico, está convertendo a Bélgica em um narcoestado.

Por isso, acrescentou, é mais lógico atuarem na Bélgica. “Ainda mais porque lá há tropas dos Estados Unidos e de outros países da Otan. Não é preciso perseguir lanchas com três pessoas a bordo”, ironizou.

“Estou convencido de que a política da administração de Donald Trump para com a Venezuela nada de bom vai trazer, nem aumentará o prestígio estadunidense no âmbito internacional”, prognosticou o chanceler russo.

Lavrov também negou que a Venezuela tenha pedido ajuda militar à Rússia diante da escalada das ameaças dos Estados Unidos — como alegaram veículos internacionais com base em fontes anônimas — e muito menos que o Kremlin vá instalar armas no país latino-americano como está fazendo na Bielorrússia.

“Não, não recebemos nenhuma solicitação a esse respeito”, respondeu Lavrov. “Não é correto comparar, por um lado, nossa relação com a Bielorrússia — que faz parte do Estado da União (espécie de confederação em formação entre Moscou e Minsk), com a qual temos posições sincronizadas, coordenadas, únicas em todos os assuntos-chave da segurança internacional — e, por outro, nossas relações com a Venezuela — um país amigo, que é nosso parceiro estratégico, o que ficou selado com a assinatura recente de um Tratado”.

Lavrov recordou que o referido documento russo-venezuelano, assinado em maio passado, ainda se encontra em fase de ratificação – falta cumprir algumas formalidades nas duas câmaras do Parlamento russo para que o presidente Vladimir Putin o promulgue. “A Rússia está pronta para cumprir plenamente as obrigações que acordamos de modo recíproco com nossos amigos venezuelanos”, concluiu.

<><> Declaração da Duma

Ainda em 11 de novembro, os deputados da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo, aprovaram uma declaração condenando a presença militar dos Estados Unidos perto das costas da Venezuela.

Os legisladores exortam a comunidade internacional “a condenar com firmeza o reforço da presença militar dos Estados Unidos na parte sul do mar do Caribe, junto às águas territoriais da Venezuela, com a desculpa de combater o narcotráfico”.

Os deputados “se opõem às ações agressivas e provocadoras de Washington” em relação à Venezuela, “um Estado soberano”, o que “contraria os princípios e as normas do direito internacional universalmente aceitos”.

O documento denuncia as “tentativas de impor desde o exterior um governo fantoche” e sustenta que “os cidadãos da Venezuela fizeram sua escolha em favor da independência e defendem sua soberania”.

A administração estadunidense, avaliam os deputados russos, “deve se abster de uma escalada e contribuir para a busca de soluções para o problema do crime organizado e do narcotráfico transfronteiriço mediante a cooperação e o diálogo com outros governos”.

Após expressar um “firme apoio e solidariedade com o governo da Venezuela”, a Duma insta a comunidade internacional a “condenar de maneira imediata e incondicional as ameaças do uso da força e sua aplicação contra a Venezuela”, ao mesmo tempo que defende manter a região como “zona de paz, estabilidade e cooperação”.

¨      Honduras: presidente do Congresso acusa partidos políticos de ligações com crime organizado

O presidente do Congresso Nacional de Honduras, Luis Redondo, acusou  os partidos Nacional e Liberal de manterem fortes laços com o crime organizado e rejeitou as acusações que tentam vincular o governo da presidente Xiomara Castro a supostos cartéis de drogas.

Em um pronunciamento à nação, Redondo classificou como “irresponsáveis ​​e falsas as declarações feitas pelo candidato presidencial liberal, Salvador Nasralla, e por políticos nacionalistas que buscam associar o partido governista Liberdade e Refundação (Libre) a um suposto “Cartel dos Sóis”.

“Essas relações nunca pertenceram à administração atual, mas sim a estruturas de poder anteriores que operavam a partir do Partido Nacional (PN) e do Partido Liberal (PL)”, afirmou o líder parlamentar.

Redondo afirmou que a acusação faz parte de uma campanha de violência política destinada a desviar a atenção das ligações criminosas documentadas há anos entre os dois grupos. Ele enfatizou que documentos judiciais dos EUA expuseram relações entre líderes do sistema bipartidário e organizações de narcotráfico que financiaram campanhas, manipularam processos eleitorais e se infiltraram em instituições.

Cinco dias antes das eleições gerais em Honduras, Redondo considerou “duplamente grave” o fato de setores historicamente marginalizados estarem agora tentando desacreditar o governo, cujo projeto político, enfatizou, “nasceu da resistência popular e não de pactos com narcotraficantes”.

“O Partido Nacional e o Partido Liberal promoveram, facilitaram e se beneficiaram do narcotráfico por mais de uma década, transformando Honduras em um narcoestado”, afirmou ele.

Redondo enfatizou que nenhuma investigação internacional liga o Partido Libre ou a atual direção a redes criminosas, ao contrário dos registros judiciais que detalham, com nomes e datas, a cumplicidade de líderes liberais e nacionalistas de alto escalão.

<><> Eleições gerais

Mais de seis milhões de hondurenhos são chamados a eleger, em turno único e sem segundo turno, um total de 449 cargos públicos para o período de 2026-2030, que incluem: Presidente, três representantes da presidência (vice-presidentes), 128 deputados para o Congresso Nacional, 20 para o Parlamento Centro-Americano (PARLACEN) e seus suplentes, e 298 vereadores.

Segundo as pesquisas, os candidatos presidenciais com maior probabilidade de vitória são Rixi Moncada, do partido governista Liberdade e Refundação (Libre), Nasry Asfura , do Partido Nacional, e Salvador Nasralla , do Partido Liberal. Estas serão as décimas segundas eleições desde o retorno à democracia em 1980.

Por sua vez, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) destacou o intenso esforço logístico para a distribuição do material eleitoral, que garante que cada seção eleitoral em Honduras receba as cédulas, urnas e equipamentos necessários para a votação de 30 de novembro.

Esta operação teve início na última quinta-feira (20/11) com o “acionamento oficial” em Tegucigalpa, com o envio dos primeiros suprimentos (kits tecnológicos e malas eleitorais) para departamentos como Atlántida, Colón e Ocotepeque.

¨      Emir Sader: Do século norte-americano ao século asiático

A transformação histórica que estamos vivendo, tanto por suas dimensões, como por sua natureza, é uma mudança similar à que se viveu nas décadas posteriores ao cruzamento do Atlântico por Cristóvão Colombo, que abriu uma nova rota para o comércio marítimo entre a Europa e o Oceano Indico, o sul da Ásia e mais além.

Estabeleceu-se, assim, um deslocamento espetacular do centro de gravidade econômico e politico do mundo, deslocamento que, pela primeira vez na história, colocou a Europa Ocidental no coração das rotas do comércio mundial. Agora ocorre algo similar, mas na direção oposta. A Ásia e as Rotas da Seda estão ascendendo com rapidez. Por isso, no Oriente existe esperança e otimismo, enquanto no Ocidente reina a ansiedade, com a consciência cada vez mais clara de que o Ocidente se encontra em uma encruzilhada.

O Brexit e a eleição de Donald Trump foram momentos de afirmação do isolacionismo do Ocidente nas duas potências que conduziram o bloco ocidental ao longo de mais de um século. O que contrasta de forma evidente com as tendências ao longo da Rota da Seda, a região que une o Pacífico ao Mediterrâneo.

Nessa região, ao contrário, o que se afirma é um processo de consolidação de formas mais eficazes de cooperação. O mundo parece estar assim se movendo, e em duas direções diferentes: uma tende à desagregação e ao avanço solitário, enquanto a outra tende a estreitar os vínculos e potencializar a trabalho coordenado.

Segundo Peter Frankopan: “São muitos os fatores que estimulam a mudança no século XXI, desde a demografia até o deslocamento do poder econômico, desde o papel que desempenham as tecnologias digitais até o cambio climático. As Rotas da Seda ascendem de forma vertiginosa porque tudo isso as move para a ação. O que acontece no coração do mundo nos próximos anos dará forma ao mundo nos próximos cem”.

Participam atualmente dos projetos da Rota da Seda mais de oitenta países, incluindo as repúblicas da Ásia Central, os países do sul e do sudeste da Ásia, aos do Oriente Próximo, a Turquia e os países da Europa Oriental, assim como a diversos estados da África e do Caribe. No total, tem uma população de quatro bilhões de habitantes, constituindo já mais de 63% da população mundial e uma produção de 21 bilhões de dólares, 29% do total mundial.

As Rotas da Seda se encontram em todos os lugares, não apenas na Ásia Central, mas em toda a Ásia, na África, na Europa e nas Américas. A China está abrindo as portas em um momento em que o Ocidente se está fechando. “Antes todos os caminhos costumavam levar a Roma. Na atualidade, todos levam a Pequim”, segundo Peter Frankopan.

Com tudo isso, a China acabou dominando o pensamento estratégico norte-americano, tornando-se no maior desafio para a segurança nacional dos Estados Unidos, provavelmente ao longo de todo este século. A decadência econômica e política do Ocidente coloca também em questão as bases da democracia liberal.

Esta havia conseguido se identificar com a própria ideia de democracia, como se fosse a única e não houvesse outras formas de democracia. Da mesma forma que, depois de difundir que a economia neoliberal também seria a única possível, baseada no pensamento único e no consenso de Washington, vê esse modelo fracassar e não ser capaz de fazer com que as economias voltem a crescer.

O Brexit, a eleição de Donald Trump, a invasão do Capitólio, são momentos expressivos do isolacionismo predominante no Ocidente, ao mesmo tempo que os pilares da democracia ocidental nos Estados Unidos se veem questionados. Ao mesmo tempo que as duas crises internacionais do modelo neoliberal neste século, em 2008 e em 2020, permitem prever uma economia estagnada por muito tempo no novo século.

O então ministro de relação exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou: “Na atualidade a China parece ser o único país do mundo com uma ideia geoestratégica verdadeiramente global”. A concorrência com a China e a Rússia, por sua vez, vai dando formam, de maneira crescente à política externa norte-americana.

Também nos temas fundamentais do século XXI da inteligência artificial, a China vai superando claramente os Estados Unidos. O investimento chinês em inteligência artificial, que representava 11,3% em 2016, um ano depois já tinha chegado a quase 50%. Calcula-se que atualmente 90% dos computadores produzidos no mundo são fabricados na China, assim como ¾ de todos os telefones celulares, o que dá ideia dos avanços tecnológicos chineses.

O conjunto das transformações vividas pelo mundo nas últimas décadas fazem parte de um período de transição de um mundo unipolar a um mundo multipolar.

De um século norte-americano – o século XX –, passamos para a um século asiático – o século XXI. A era em que o Ocidente dava forma ao mundo ficou para trás há bastante tempo. Enquanto as Rotas da Seda estão em ascensão, e seguirão estando, a forma em que se desenvolvem e evoluem darão forma ao mundo do futuro. Porque isso é o que sempre representaram as rotas.

 

Fonte: Opera Mundi/La Jornada/A Terra é Redonda

 

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