A
linha do tempo que levou Bolsonaro para a prisão
Em
abril de 2020, manifestantes tomaram as ruas de Brasília com clamores
explícitos de intervenção militar. Defendiam o fechamento do Congresso
Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e a reedição do AI-5, o ato
institucional mais duro da ditadura militar. O grupo carregava bandeiras do
Brasil e entoava músicas a favor do então presidente Jair Bolsonaro.
Naquele
momento, porém, não houve invasão a prédios públicos. A disputa girava em torno
das medidas de isolamento social impostas pela pandemia da covid-19. Durante o
ato, fogos de artifício foram disparados contra a sede do STF. O episódio levou
a Procuradoria-Geral da República (PGR) a solicitar a abertura de um inquérito
para apurar se os atos seriam antidemocráticos, ou seja, incompatíveis com a
Constituição.
O STF
acatou o pedido. Na Corte, já corria um inquérito desde o ano anterior para
investigar a disseminação de fake news e ameaças a magistrados do Supremo, que
proliferavam nas redes sociais.
Estava
inaugurada uma disputa judicial que ganhou tração com posteriores ataques
bolsonaristas ao processo eleitoral, a disseminação de acampamentos na porta de
quarteis com pedidos de golpe de Estado e, por fim, a divulgação da existência
de uma trama golpista mais ampla, fomentada para manter Bolsonaro no poder.
Para a
Polícia Federal e a PGR, essa trama colocou Bolsonaro no banco dos réus, como
conhecedor e incentivador de uma tentativa de abolição violenta do Estado de
direito que teria envolvido militares e integrantes do governo na articulação
de uma tentativa de assassinato de autoridades. As ações do grupo inflamaram
uma turba de apoiadores que depredou a Praça dos Três Poderes.
Em
setembro, a Primeira Turma do Supremo atingiu maioria para acatar a tese do
Ministério Público e condenar Bolsonaro pelos crimes de golpe de Estado,
organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de
Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de
patrimônio tombado. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
Em 22
de novembro, após dizer que sofreu um "surto" pela combinação de
medicamentos, Bolsonaro, que já cumpria prisão domiciliar, tentou violar sua
tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. O ministro do STF, Alexandre de
Moraes, viu risco de fuga e determinou sua prisão preventiva. Três dias depois,
executou o trânsito em julgado do processo penal e determinou o cumprimento de
pena de Bolsonaro.
Relembre
a cronologia da trama golpista que levou à primeira prisão de um ex-presidente
brasileiro por tentativa de golpe de Estado.
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Março de 2019: inquérito das fake news
O
ministro do STF Dias Toffoli abre inquérito para apurar a divulgação de
notícias falsas, ofensas e ameaças contra integrantes da Corte e seus
familiares. . A decisão foi considerada controversa por ser incomum no direito
brasileiro um juiz tomar a iniciativa de instaurar este procedimento sem que
ele seja acionado pelo MP. Alexandre de Moraes é designado relator.
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Abril de 2020: inquérito dos atos antidemocráticos
Bolsonaristas
insatisfeitos com as medidas de isolamento social impostas por governadores e
prefeitos, respaldadas pelo STF, foram às ruas em diversas cidades do país, sob
pedidos de intervenção militar. Bolsonaro discursou em frente ao
quartel-general do Exército, em Brasília. Moraes acatou pedido da PGR para
apurar os financiadores dos atos. Dois meses depois, a Polícia Federal realizou
operação contra políticos e blogueiros bolsonaristas.
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Julho 2021: Moraes abre inquérito das milícias digitais; Bolsonaro faz live
contra urnas
Moraes
encerrou a investigação sobre os atos antidemocráticos e abriu o inquérito das
milícias digitais, destinado a apurar núcleos de produção, divulgação,
financiamento e uso político da desinformação para atentar contra a democracia.
Prorrogado diversas vezes, o dispositivo foi apelidado por críticos de
"inquérito do fim do mundo" e acabou abrangendo casos como a
investigação da venda de joias presenteadas ao ex-presidente. A apuração
resultou na delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid,
que o incriminou na trama golpista.
No
mesmo mês, o ex-presidente realizou uma live de mais de duas horas em que
exibiu uma série de cálculos equivocados e vídeos antigos como suposta
evidência de fraude eleitoral. Dobrando a aposta no ataque às urnas eletrônicas
que vinha fazendo há um ano, ecoou afirmações falsas de que seria possível
hackear o código-fonte do equipamento e voltou a defender que a eleição de
2018, na qual foi eleito, foi fraudada. "Não se tratou de um desabafo
eventual, mas da execução de estratégia", afirma a PGR.
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Agosto de 2021: Bolsonaro dá "último recado" ao STF
A
apoiadores, Bolsonaro atacou o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso,
por se posicionar contra a PEC do voto impresso. "Se o ministro Barroso
continuar sendo insensível, [...] se o povo assim o desejar, porque devo
lealdade ao povo brasileiro, uma concentração na Paulista para darmos um último
recado para aqueles que ousam açoitar a democracia. Repito, o último recado
para que eles entendam o que está acontecendo", afirmou. Naquele mesmo
mês, o ex-presidente foi incluso como investigado no inquérito das fake news.
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Setembro de 2021: "Moraes se enquadra ou pede pra sair"
Após
mirar Barroso, Bolsonaro subiu o tom contra o STF. "Ou esse ministro se
enquadra, ou pede para sair. [...] Dizer a esse ministro que ele tem tempo
ainda para se redimir, tem tempo ainda de arquivar seus inquéritos",
afirmou a apoiadores que participavam de atos do 7 de setembro. "Qualquer
decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. [...]
Ele, para nós, não existe mais", continuou.
Após
forte reação institucional, o ex-presidente posteriormente contemporizou seu
discurso e disse que foi afetado "pelo calor do momento".
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Julho de 2022: reunião com clamores contra urnas
Bolsonaro,
ainda presidente, se reuniu com seu gabinete de ministros em uma reunião a
portas fechadas. Na ocasião, disse que era necessário agir antes das eleições
para evitar um cenário caótico no país. O vídeo do encontro foi divulgado dois
anos depois pelo STF.
"Nós
sabemos que se a gente reagir depois das eleições, vai ter um caos no Brasil.
Vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira", afirmou.
"Ao
longo da reunião, o então presidente pressionou seus auxiliares a reforçarem,
em manifestações públicas, a retórica de desconfiança em relação ao sistema
eletrônico de votação e a lisura do processo conduzido pela Justiça
Eleitoral", afirma a PGR. "Os subordinados ficaram encarregados de
produzir provas de que a garantia de lisura das eleições era impossível de ser
atingida."
Dez
dias depois, Bolsonaro convocou embaixadores ao Palácio do Alvorada. Na
ocasião, fez novos ataques a ministros do Supremo, criticou o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), exaltou as Forças Armadas e repetiu teorias de que hackers
teriam sido capazes de alterar o código-fonte das urnas, com base em uma
investigação que, segundo a Corte eleitoral, revelou não haver "qualquer
risco à integridade das eleições de 2018".
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Outubro de 2022: uso eleitoral da PRF
Durante
o segundo turno das eleições, o então diretor-geral da Polícia Rodoviária
Federal (PRF) e apoiador de Bolsonaro, Silvinei Vasques, comandou operações de
fiscalização do transporte público, estabelecendo blitzes nas vias e atrasando
o transporte de eleitores em redutos eleitorais do PT. Posteriormente ele foi
preso e é investigado por tentar interferir no resultado das urnas.
Novembro
e dezembro de 2022: acampamentos nas portas dos quarteis
Milhares
de apoiadores de Bolsonaro começam a se posicionar na porta de quarteis em
diversas cidades brasileiras. Aos gritos de "intervenção armada", os
manifestantes rejeitavam o resultado da eleição presidencial, que deu vitória a
Luiz Inácio Lula da Silva. Caminhoneiros também passaram a bloquear rodovias
federais por todo o país.
Mais
tarde, a investigação da PF revelou que o mês foi decisivo para os
desdobramentos da operação batizada de Punhal Verde e Amarelo, quando núcleos
foram formados para desacreditar a eleição, entre eles, o dos "kids
pretos". Em ação coordenada, o grupo fomentou a "resistência" na
frente de quarteis, planejou o assassinato de autoridades como Lula e Moraes e
rascunhou a minuta de um decreto golpista. A PGR acusa Bolsonaro de estar
ciente e de ter endossado tais documentos, inclusive fazendo correções, o que
ele nega.
Em
dezembro, o plano de assassinar Moraes foi abortado, e Bolsonaro deixou o país
com destino aos Estados Unidos.
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Janeiro de 2023: Ataque à Praça dos Três Poderes
Em 8 de
janeiro, cerca de 4 mil golpistas que estavam acampados em frente ao
quartel-general do Exército migraram rumo à Praça dos Três Poderes, em
Brasília. A turba avançou sobre as dependências do Congresso Nacional, do
Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto e provocaram uma destruição
generalizada. O STF responsabilizou quase 900 pessoas pelos atos, 225 com ações
classificadas como graves.
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Junho de 2023: Bolsonaro é declarado inelegível
O
inquérito que apurou tentativa de golpe de Estado por parte de manifestantes e
autoridades foi instaurado. A Corte passou a investigar o papel que autoridades
tiveram ao inflamar seus apoiadores a rejeitarem o resultado eleitoral. Em
Brasília, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a inelegibilidade de Jair
Bolsonaro por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação ao reunir
embaixadores para atacar o processo eleitoral com mentiras sobre as urnas
eletrônicas.
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Fevereiro de 2024: STF apreende passaporte de Bolsonaro
A
Polícia Federal deflagra a Operação Tempus Veritatis como parte de uma
investigação sobre uma suposta organização criminosa que teria atuado no
planejamento de uma tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi um dos alvos,
tendo sido proibido de deixar o país e de entrar em contato com outros alvos da
mesma operação. Moraes também determinou a apreensão do passaporte do
ex-presidente. Achados em operações anteriores e a delação de Cid fomentaram a
operação.
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Março de 2024: Bolsonaro se torna réu
A
Primeira Turma do STF tornou Bolsonaro e outros sete aliados réus pelos crimes
de tentativa de abolição do Estado democrático de direito e golpe de Estado.
A
denúncia, apresentada no mês anterior pelo procurador-geral da República, Paulo
Gonet, também os acusa de integrar uma organização criminosa armada, dano
qualificado pelo emprego de violência e grave ameaça contra o patrimônio
público, e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas podem passar
de 40 anos de cadeia.
Acampamentos
com pedidos de intervenção militar marcou agitação da base bolsonarista
enquanto militares planejavam golpeFoto: Ricardo Moraes/REUTERS
Julho e
agosto de 2025: imposição de medidas cautelares
STF
determina medidas cautelares contra Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira
eletrônica. As ordens foram motivadas pela possibilidade de o ex-presidente
fugir do país e pedir asilo ao governo dos Estados Unidos. O STF passou a
considerar Bolsonaro suspeito de obstrução da Justiça, por tentar dificultar
seu julgamento por meio da pressão imposta pela Casa Branca. O réu também ficou
proibido de utilizar as redes sociais.
Dias
depois, Moraes entendeu que Bolsonaro violou a proibição de utilizar redes
sociais ao ter mensagens divulgadas nos perfis de aliados durante ato de
apoiadores e determinou sua prisão domiciliar.
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Setembro de 2025: Primeira Turma condena Bolsonaro
O STF
condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de Estado,
organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de
Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de
patrimônio tombado.
Quatro
ministros da Primeira Turma do STF entenderam que Bolsonaro foi responsável não
apenas por insuflar seus apoiadores a rejeitarem o resultado das urnas, mas
também por liderar um plano orquestrado para assassinar o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e outras autoridades, propagar desinformação sobre o
sistema eleitoral, instituir uma intervenção militar e se manter no poder após
sua derrota na eleição presidencial de 2022.
Votaram
pela condenação Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano
Zanin. Isolado, Luiz Fux apresentou divergência, pediu nulidade do processo e
inocentou Bolsonaro.
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22 de Novembro de 2025: Bolsonaro é preso preventivamente e levado à PF
Bolsonaro
foi preso preventivamente e conduzido à uma sala reservada para autoridades na
Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Em uma liminar, Moraes viu
risco de fuga do ex-presidente após agentes penais identificarem uma tentativa
de violação em sua tornozeleira eletrônica e o senador Flávio Bolsonaro
convocar uma vigília próxima ao condomínio de seu pai.
Para o
magistrado, a ação poderia dificultar uma eventual ação da PF. Em sua audiência
de custódia, Bolsonaro afirmou que tentou queimar sua tornozeleira eletrônica
durante a noite após ter uma "certa paranoia" de que o equipamento
continha uma escuta. Ele alegou que uma combinação inadequada de medicamentos
teria causado o "surto" que o fez aplicar um ferro de solda ao
dispositivo.
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25 de Novembro de 2025: Moraes determina que Bolsonaro comece a cumprir pena
Após
rejeitados embargos de declaração e pedidos da defesa para que Bolsonaro fique
detido em seu domicílio, Moraes determinou que o ex-presidente comece a
cumprir, em regime fechado, sua pena de 27 anos e três meses de prisão por
crimes contra a democracia.
Com
isso, Bolsonaro passa da prisão preventiva, que foi recentemente acatada por
unanimidade pela Primeira Turma do STF, à definitiva.
• Veja quais são as penas dos condenados
pela trama golpista
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta
terça-feira (25/11) que o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados
pela trama golpista comecem a cumprir sua pena em regime fechado.
Por
ordem de Moraes, Bolsonaro vai permanecer detido para cumprimento da pena na
sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Outros condenados,
entre eles os generais e ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira,
já foram detidos para começar a cumprir pena nesta terça-feira.
A
decisão histórica acontece quase três anos após uma turba de manifestantes
depredar a Praça dos Três Poderes numa tentativa de reverter o resultado das
eleições de 2022. O início do cumprimento de pena também ocorre mais de dois
meses depois de a Primeira Turma do (STF) finalizar o julgamento da ação da
trama golpista.
Em
setembro, por 4 votos a 1, os ministros condenaram o ex-presidente Jair
Bolsonaro e outros sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada,
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de
Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de
patrimônio tombado.
A
maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.
Todos também foram declarados inelegíveis por oito anos com base na lei da
Ficha Limpa.
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Confira quais são as penas dos condenados:
• Jair Bolsonaro, ex-presidente da
República: 27 anos e três meses de reclusão e multa de cerca de R$ 376 mil.
Bolsonaro foi tomado como líder da trama golpista, o que agravou sua pena.
• Walter Braga Netto, ex-ministro da
Defesa: 26 anos de prisão. Foi um dos que estavam por trás do chamado plano
Punhal Verde e Amarelo para assassinar o presidente Lula e outras autoridades,
como Alexandre de Moraes.
• Almir Garnier, ex-comandante da Marinha:
24 anos de prisão. Ministros acataram a tese de que ele se colocou à disposição
de Bolsonaro caso fosse dado o passo decisivo para a decretação de estado de
exceção.
• Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos de prisão. A minuta
do decreto golpista foi encontrada em sua casa. Os ministros também
consideraram que ele se omitiu durante o 8 de janeiro, data em que estava na
Flórida apesar de chefiar a segurança do Distrito Federal.
• Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete
de Segurança Institucional (GSI): 21 anos de prisão. Heleno atuou no
convencimento de militares e civis para aderirem à ruptura democrática, além de
participar de reuniões estratégicas em que se discutiu a possibilidade de
intervenção.
• Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da
Defesa: 19 anos de prisão. Ele foi um dos responsáveis pelo tom evasivo do
relatório das Forças Armadas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral
brasileiro.
• Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de
Bolsonaro: 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade e proteção policial
segundo acordo de delação premiada. Fez a mediação entre o ex-presidente e
apoiadores durante as reuniões que levaram à tentativa de golpe.
Posteriormente, fez delação premiada, o que lhe garantiu uma pena branda no
julgamento. Cid já havia começado a cumprir pena em outubro.
• Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência
Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias de prisão.
Condenado por utilizar a estrutura do órgão para espionar opositores e
favorecer os interesses políticos de Bolsonaro.
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Sanções extras
Diferente
dos demais, Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa
armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe
de Estado. Por ser deputado federal, teve parte das acusações suspensas.
Ramagem,
contudo, teve a perda de seu mandato parlamentar decretada pelo ministro
Alexandre de Moraes.
Pela
decisão de Moraes, a perda do mandato deve ser decretada de ofício pela Mesa
Diretora da Câmara Federal. No momento, Ramagem é considerado foragido, tendo
deixado o Brasil ainda em setembro.
O STF
ainda determinou a perda de cargo de delegado da Polícia Federal a Ramagem e
Anderson Torres.
Os réus
ainda devem pagar de forma solidária parte da multa de R$ 30 milhões
distribuída entre as centenas de réus condenados por dano ao patrimônio público
no caso dos ataques à Praça dos Três Poderes.
No caso
dos militares e ex-militares Bolsonaro, Augusto Heleno, Paulo Sérgio e Almir
Garnier, o STF enviou ao Superior Tribunal Militar (STM) a decisão sobre perda
de patente.
Fonte:
DW Brasil

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