O
que Lula propõe para enfrentar os sinais preocupantes da economia que terá no
4º mandato
Vencida
a eleição, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) terá pela frente enormes desafios na economia —
que muitos analistas vêem como o "calcanhar de Aquiles" do seu quarto
mandato.
Lula
terá que responder à cobrança do mercado financeiro por um ajuste nas contas
públicas e lidar com a insatisfação dos brasileiros com o custo de vida e o endividamento
recorde. Tudo isso, em meio a uma economia que
deverá crescer menos em 2027.
Para
economistas ouvidos pela BBC News Brasil antes da eleição, assim como o
candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL), Lula não
apresentou planos claros para responder a esses desafios. Respostas
mais concretas são aguardadas para o pós-eleição, quando a próxima equipe
econômica for finalmente definida.
"Um
governo bem-sucedido não vai ser aquele que vai apresentar os melhores números
nesses quatro anos, mas aquele que vai conseguir deixar uma economia em
condições melhores para crescer nos anos seguintes", acredita Bruno
Imaizumi, economista da consultoria 4intelligence.
Para
Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-diretor-executivo
da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o fundamental é que o
presidente não perca o senso de urgência e apresente um plano objetivo para a
economia e as contas públicas "na primeira hora", já que isso ficou
ausente do debate eleitoral.
Segundo
Salto, "o problema é que o tempo urge".
Lula venceu
Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição — com 51,79%
contra 48,21% dos votos válidos. Veja os
resultados completos da eleição no segundo turno.
Entenda
os três principais desafios de Lula na economia em seu quarto mandato como
presidente, que começará no dia 5 de janeiro, na visão de economistas.
>>>
1. Desequilíbrio das contas públicas
Lula
terá que lidar com uma dívida pública no maior nível desde a pandemia. A dívida
bruta do governo geral — que inclui governo federal, Previdência, Estados e
municípios — chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, equivalente a 82,9% do
Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no
país), segundo o Banco Central.
A
dívida cresce quando o governo gasta mais do que arrecada com impostos. Sem
dinheiro em caixa, ele é obrigado a pegar mais dinheiro emprestado, a juros
mais altos, numa "bola de neve" fiscal.
A
dívida pública alta — e sem perspectiva de estabilização do seu nível em
relação ao PIB nos próximos anos — gera dúvidas quanto à capacidade do governo
de honrar suas obrigações.
Com
isso, o Banco Central diz ter dificuldade de baixar a taxa de juros. Isso
encarece investimentos e empréstimos e reduz o crescimento da economia,
afetando a vida dos brasileiros em geral.
Com seu
pacote eleitoral, Lula criou despesas fiscais com impacto de quase R$ 200
bilhões até 2030, segundo cálculo da Warren Investimentos, anterior à proposta
de tarifa zero nos transportes aos fins de semana.
O
presidente também fez campanha afirmando que o crescimento da economia e a
ampliação da arrecadação decorrente disso são o caminho para reduzir a dívida
pública, sem se comprometer com cortes de despesas.
"Não
temos, de nenhum dos dois candidatos, propostas ainda bem definidas [de ajuste
fiscal], esse é um debate que ficou para depois da eleição, porque todas as
propostas passam por redução de despesa, algo que é obviamente impopular",
avalia Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter.
Na sua
avaliação, Lula tem um desgaste de credibilidade, após quatro anos de governo
sem controlar o gasto, o que foi agravado pelas diversas promessas eleitorais
que ampliam a despesa e reduziram arrecadação, como o Desenrola 3.0; o perdão
de dívidas, o Pix de R$ 5 mil e o aumento do teto do MEI; a proibição das bets;
o aumento do Bolsa Família; e a manutenção da desoneração sobre combustíveis.
Nesse
cenário, tanto a economista do Inter, quanto Felipe Salto, da Warren, acreditam
que, passada a eleição, "a realidade vai se impor", e algum ajuste
terá de ser feito.
Rafaela
Vitória observa que Lula deverá enfrentar uma deterioração das chamadas
condições financeiras, com juros futuros e dólar em alta, por conta da
descrença do mercado em sua capacidade de fazer um ajuste fiscal. Isso
pressionaria a inflação.
"O
governo seria forçado a tomar algumas medidas, ainda que impopulares e contra o
que foi anunciado na campanha, por conta da volatilidade mais negativa no
mercado", diz a economista.
Rafaela
Vitória e Salto, no entanto, avaliam que, mesmo que isso aconteça, não seria
comparável ao "cavalo de pau" dado por Dilma Rousseff (PT) em 2015,
com a adoção de um ajuste fiscal duro, contrário às promessas de campanha à
reeleição da ex-presidente.
"Acredito
que existe uma diferença do atual governo em relação à Dilma", diz a
economista-chefe do Inter.
"O
diagnóstico de que é preciso controlar o crescimento de gasto existe. Naquela
época, o diagnóstico era de que gastar mais era bom, você tinha o 'gasto é
vida'", observa.
"Hoje,
desde o [ex-ministro da Fazenda, Fernando] Haddad, mas também sob [o atual
ministro, Dario] Durigan, existe um diagnóstico de que ter responsabilidade
fiscal é importante para estabilizar preços."
Salto
defende que um eventual ajuste deve ser feito de forma gradual, sob o risco de
o país entrar em recessão — ou seja, haver uma queda prolongada da atividade
econômica — com um corte muito agudo.
"A
economia já está em desaceleração desde meados de 2025, as projeções já indicam
um crescimento próximo de 1% para o ano que vem", observa.
"Se
você fizer um ajuste abrupto no primeiro ano, assumindo que ele fosse possível
politicamente, colocaria a economia em recessão."
Como
parte de um pacote gradual, Salto defende um corte de 50% nas emendas
parlamentares; a desindexação da Previdência e benefícios ao salário mínimo,
com reajuste passando a ser definido pelo Executivo; a submissão da correção
dos pisos de Saúde e Educação ao arcabouço fiscal, limitando o crescimento a
2,5% ao ano — o que já foi feito no atual mandato de Lula para o reajuste do
mínimo; uma revisão ampla do gasto tributário, incluindo entidades
filantrópicas, regimes especiais como o Simples, a Zona Franca de Manaus, e
abatimentos para pessoas físicas no Imposto de Renda; o fim dos supersalários,
entre outras medidas.
Já
Rafaela Vitória avalia que as principais medidas que teriam credibilidade
seriam a desvinculação de gastos obrigatórios, incluindo o atrelamento dos
benefícios sociais e aposentadorias ao salário mínimo; e a desvinculação dos
pisos de Saúde e Educação da receita.
>>>
2. Economia em desaceleração em 2027
Um
segundo desafio para Lula será um crescimento menor da economia, que, na visão
dos analistas, "já está contratado" para 2027.
No
boletim Focus do Banco Central anterior ao segundo turno, a mediana das
expectativas dos analistas era de uma alta de 1,83% do PIB neste ano e de
apenas 1,32% no próximo. Mas economistas avaliam que o resultado pode ser ainda
mais fraco em 2027, próximo de 1%.
A perda
de ritmo deverá ser influenciada por uma redução dos estímulos fiscais pelo
governo federal e governos estaduais em 2026, em meio à corrida eleitoral. Ao
mesmo tempo, os investimentos devem seguir pressionados no começo do ano pelos
juros ainda elevados.
A esse
cenário deve se somar uma retração da agropecuária, setor que tem puxado o
desempenho do PIB nos últimos anos, por conta das quebras de safra esperadas
com o El Niño forte
— o que também deve pressionar o preço dos alimentos.
"Estamos
projetando uma queda de 0,7% do agro no ano que vem, devido à questão do El
Niño", diz Imaizumi, da 4intelligence. "Está vindo um monstro
climático, que está sendo subestimado."
O
eleitor costuma avaliar o governo pelo que sente no bolso. Se o início do
mandato for de economia fraca, uma percepção negativa pode se consolidar cedo e
pesar na popularidade do presidente, na relação com o Congresso e nas
perspectivas de reeleição ou sucessão.
Em seu
programa, Lula aposta na indução estatal ao investimento privado, com a
continuidade de programas como o Nova Indústria Brasil (NIB), de
reindustrialização; uma segunda edição do Novo PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento), de investimentos em infraestrutura e na área social; e o Plano de
Transformação Ecológica (PTE), de crescimento sustentável.
O plano
de Lula combina isso com propostas de fortalecimento da demanda interna, por
meio do crescimento da massa salarial, e apoio a micro, pequenas e médias
empresas por meio do alargamento de linhas de crédito produtivo (como Pronampe,
Procred 360 e Acredita).
"Um
governo regular [na economia] conseguiria evitar uma deterioração significativa
das questões fiscais e, ao mesmo tempo, manter a economia crescendo de maneira
moderada, sem ser de forma artificial, colocando mais despesas públicas",
opina Imaizumi.
"Um
bom ou ótimo governo seria aquele que, além de estabilizar a questão das contas
públicas, conseguisse implementar reformas que realmente aumentassem o
potencial de crescimento do país", afirma, acrescentando ser cético quanto
a isso.
Já
Rafaela Vitória, do Banco Inter, acredita que, se o cenário de desaceleração da
economia for acompanhado de uma mudança no rumo fiscal, uma queda de juros pelo
Banco Central se torna mais factível, o que pode limitar a perda de ritmo da
atividade.
"Mesmo
que a gente tenha um semestre de atividade mais parada [no início de 2027], o
fato de termos o Banco Central com mais espaço para cortar juros traz uma
expectativa de retomada desse crescimento já no final de 2027 para 2028",
acredita.
"Agora,
se o governo demorar muito para atuar nas medidas e o Banco Central não puder
cortar juros com mais celeridade, a desaceleração pode se prolongar ou até
mesmo termos uma recessão."
>>>
3. Custo de vida e endividamento
Por
fim, o terceiro grande desafio na economia será reverter o mau humor dos
brasileiros, provocado pelo custo de vida elevado e endividamento
recorde nos últimos anos.
Levantamento
feito por Bruno Imaizumi, da 4intelligence, mostra que o eleitor chegou às
urnas em 2026 com poder de compra acima das eleições de 2022, mas ainda abaixo
do pré-pandemia.
O
salário mínimo em setembro deste ano (R$ 1.621) comprava 1,76 cesta básica,
ante 1,61 em igual mês de 2022, e mais 2 ao longo de 2019, último ano antes da
emergência da covid-19. O maior valor da série foram 2,28 cestas básicas em
março de 2012, considerando o valor da cesta de São Paulo, em série do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Já o
percentual de famílias endividadas recuou para 81,7% em setembro, na primeira
queda do indicador no ano, após sucessivos recordes, segundo dados da
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
As
empresas também enfrentam situação complicada, com diversos
pedidos de recuperação judicial no setor de varejo e no agronegócio.
Para
lidar com a questão do custo de vida, Lula propõe manter a política de
valorização real do salário mínimo e a inflação sob controle. Para baratear
alimentos, o petista acena à agricultura familiar, propondo ampliar o Plano
Safra da Agricultura Familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a
oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). Também promete baratear
a energia elétrica e que a Petrobras retome o segmento de distribuição de
combustíveis.
Para
endereçar o problema do endividamento, o presidente lançou medidas diversas ao
longo da campanha eleitoral, como o Desenrola 3.0, o perdão da dívida de MEIs e
a proibição das bets.
A nova
versão do Desenrola, diferentemente das anteriores, propõe comprar carteiras de
dívidas com desconto de até 90%, repassando a dedução ao devedor, com o
objetivo de limpar até R$ 150 bilhões em dívidas dos brasileiros até meados de
2028.
Para
Bruno Imaizumi, as propostas apresentadas nas eleições não tocam em agendas de
longo prazo. Ele avalia que reduzir o custo de vida, em uma economia ainda
muito dolarizada como a brasileira, exigiria valorizar a moeda nacional, o que,
na sua visão, só seria possível com reformas estruturantes.
"Ficamos
muito mal acostumados a discutir uma única grande reforma por mandato. E essa
reforma, geralmente, vem muito desidratada", afirma. "Por isso a
relação entre os Três Poderes é tão importante, porque nos falta discutir os
problemas estruturais."
Com
relação ao endividamento, Imaizumi também avalia que as propostas de campanha
são paliativas, e que uma solução de longo prazo exige reduzir os juros no
país, o que só será possível com o reequilíbrio das contas públicas.
<><>
Quem estava ao lado de Lula durante discurso da vitória na eleição
O
presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT)
recebeu dezenas de apoiadores para seu discurso de vitória, na noite deste
domingo (25/10) na capital paulista, após vencer o senador Flávio
Bolsonaro (PL) de virada nas urnas.
Estava
ao lado do presidente, além de seu vice Geraldo
Alckmin, uma série de deputados e senadores não só do Partido dos
Trabalhadores, mas também do Partido
Socialismo e Liberdade (PSOL), do Partido
Comunista do Brasil (PC do B) e do Partido Democrático Trabalhista
(PDT).
Lula
obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio recebeu 48,21%, segundo o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Veja
quem é quem.
# Fernando
Haddad:
Ex-ministro da Fazenda, foi candidato do PT ao governo de São Paulo, mas perdeu
a disputa no primeiro turno para Tarcísio de Freitas;
# João
Campos:
Ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, disputou o governo de
Pernambuco em 2026, mas foi derrotado por Raquel Lyra;
# Tabata
Amaral:
Deputada federal do PSB-SP, foi reeleita em 2026;
# Simone
Tebet:
Ex-ministra do Planejamento e ex-senadora, disputou uma vaga no Senado por São
Paulo pelo PSB, mas terminou em terceiro lugar e não se elegeu;
# Aloizio
Mercadante:
Economista, ex-ministro da Educação e da Casa Civil, é presidente do BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social);
# Alexandre
Padilha:
Médico e ex-ministro das Relações Institucionais, é ministro da Saúde e
deputado federal reeleito pelo PT de São Paulo;
# Humberto
Costa:
Médico, jornalista e ex-ministro da Saúde, é senador pelo PT de Pernambuco e
foi reeleito em 2026;
# Dandara
Tonantzin:
Professora e ativista dos direitos das mulheres e da população negra, é
deputada federal pelo PT de Minas Gerais e foi reeleita;
# Jandira
Feghali:
Médica e vice-presidente do PCdoB, é deputada federal pelo Rio de Janeiro e foi
reeleita em 2026;
# Guilherme
Cortez:
Deputado estadual pelo PSOL de São Paulo, foi eleito deputado federal em 2026,
com mandato previsto para começar em fevereiro de 2027. Foi um dos responsáveis
por mobilizar eleitores jovens e artistas na campanha de Lula;
# Edinho
Silva:
Ex-prefeito de Araraquara (SP) e presidente do PT, foi eleito deputado federal
por São Paulo em 2026, com mandato previsto para começar em fevereiro de 2027.
Coordenou nacionalmente a campanha de Lula;
# Rosângela
da Silva (Janja):
Socióloga e primeira-dama, tornou-se uma das figuras mais influentes da
campanha, com presença frequente nos comícios e discursos;
# André
Janones:
Deputado federal pela Rede em Minas Gerais, ganhou projeção nacional por sua
atuação nas redes sociais. Em 2026, administrou o canal de WhatsApp
"Exército do Lula", que chegou a 10 milhões de seguidores na reta
final do segundo turno;
# Ana
Júlia Ribeiro:
Deputada estadual pelo PT do Paraná desde 2023, ganhou projeção ainda
adolescente no movimento estudantil de 2016. Foi eleita deputada federal em
2026;
# Guilherme
Boulos:
Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e ex-candidato à
Presidência, é ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Licenciou-se
temporariamente do cargo para se dedicar à campanha de Lula;
# Rafael
Fonteles:
Governador do Piauí, foi reeleito no primeiro turno de 2026. No segundo turno
presidencial, integrou o núcleo de coordenação de Lula, com atuação na
comunicação da campanha e na mobilização de prefeitos e lideranças municipais;
# Camilo
Santana:
Ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, é senador pelo PT cearense.
Foi incorporado à coordenação da campanha do presidente;
# Geraldo
Alckmin:
Médico, ex-governador de São Paulo e antigo adversário eleitoral de Lula, é
vice-presidente da República, representando o PSB e ajudando a sustentar a
aliança entre setores da esquerda e do centro político.
# Lu
Alckmin:
Esposa de Geraldo Alckmin, foi primeira-dama de São Paulo durante os períodos
em que ele governou o estado;
# Rosa
Amorim:
Deputada estadual pelo PT de Pernambuco e militante ligada ao MST, foi eleita
deputada federal em 2026, com mandato a partir de fevereiro de 2027;
Teresa
Leitão:
Professora, ex-dirigente sindical e senadora pelo PT de Pernambuco, tornou-se
líder do governo no Senado em junho de 2026;
# Randolfe
Rodrigues:
Senador pelo PT do Amapá e líder do governo no Congresso Nacional, é um dos
antigos aliados de Lula no Legislativo. Disputou a reeleição ao Senado em 2026,
mas terminou em terceiro lugar e não se elegeu;
Marília Arraes: Ex-deputada federal
e ex-candidata ao governo de Pernambuco, foi eleita senadora pelo PDT em 2026,
com posse prevista para fevereiro de 2027. Aliada de Lula em Pernambuco, ajudou
a ampliar a presença da frente política que apoiou o presidente no estado.
# Fernanda
Machiaveli:
Ministra do Desenvolvimento Agrário, do qual foi secretária-executiva antes de
assumir a pasta, em abril de 2026, tornando-se a primeira mulher a comandá-la;
# Reginaldo
Lopes:
Economista e deputado federal pelo PT de Minas Gerais, foi reeleito em 2026
para a legislatura que começa em fevereiro de 2027;
# Jorge
Messias:
Advogado-geral da União, é responsável pela representação jurídica do governo
federal. Foi indicado por Lula para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF),
mas não obteve aprovação do Senado;
# Maria
Marighella:
Gestora cultural, atriz e ex-vereadora de Salvador, foi presidente da Fundação
Nacional de Artes (Funarte) antes de ser eleita deputada federal pelo PT da
Bahia em 2026, com mandato previsto para começar em fevereiro de 2027; é neta
do líder guerrilheiro Carlos Marighella.
Fonte:
BBC News Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário