Brasil de tangas
No primeiro turno, Macunaíma fez seus votos;
porém, no segundo, Pelê, com seu bom senso de gente simples, votou em gente da
sua gente.
A expressão “Estamos de Tangas” é de Leonel
Brizola, candidato à presidência em 1989 e governador do Rio de Janeiro – fase
em que se celebrizou com a criação dos CIEPS, centro de educação popular em
tempo integral.
Nós emprestamos, para uso no contexto de
2026, sob a sina de que “sem história, não há vida inteligente”, e isso quer
dizer que pouco aprendemos de lá para cá. Efetivamente, a Nova República não
será lembrada pela qualidade da educação e do efetivo aprendizado. Nós
repetimos a história, sem memória, sem a consciência doída, e nos repetimos –
repetimos na escola da política. Nós repetimos os escândalos, as fraudes, as
tramoias, a corrupção institucional.
E é precisamente neste sentido, de um “eterno
retorno ao pior”, sem avanço, sem espaço para o povo se oxigenar –
especialmente o povo pobre, negro e oprimido – que os Vorcaros da vida se
banqueteiam. Também neste curso, dividimos o texto em três partes: a primeira é
tradução conceitual de nossas tradições, a segunda é uma paródia de nós mesmos,
a terceira sinaliza um “que fazer”.
<><> Uma tradução da teoria das
tangas
O Brasil tem muitas chagas e uma delas é o
atuante, reincidente diário, pensamento escravista; aqui o racismo se nutre na
sociedade, ganha impulso no capital e se aninha no Estado. Florestan Fernandes,
o criador da sociologia brasileira, nos contou isso.
O capitão do mato é a história viva, assim
como os feitores pós-modernos e os seus senhores pré-modernos. Qualquer pessoa
vê isso, abrindo sua janela, tendo ensolarado um pouco sua própria visão de
mundo: tirando as viseiras e fugindo das falácias do “mata-burro”, mesmo que
por alguns segundos.
No Brasil, o passado é presente. Os jecas, o
povo humilhado por Monteiro Lobato, têm mais direitos hoje, mas nunca teve
garantido o direito de pensar. Aliás, com a educação pública que serve à rotina
da opressão, nem pensar nessa história de que o povo possa pensar por si.
Aptos à formação capitalista muito pouco
pura, mais parecida com um Ornitorrinco (na análise de Francisco de Oliveira) e
que passa a “navalha na carne” dos rebeldes (no teatro de Plínio Marcos),
capitalismo e escravismo sempre foram tipicidades alvissareiras.
No meio, no entrechoques, o coronelismo se
afirmou como ponta de lança, ferina e mortal. Jorge Amado não fez apenas
Meninos de Areia – ainda que seja lapidar sua contação de histórias sobre o
abandono classista, racista, institucional, medíocre, na condução pública da
vida popular.
<><> O ornitorrinco brasileiro
Nosso ornitorrinco é uma Hydra que Abaporu
revelou em partes. Tem a cabecinha amassada pela opressão e os pés enterrados
no chão escaldante da fábrica de moer ossos, porém, tem outra cabeça
pontiaguda: provinda e provedora das saliências nada pudicas das hostes hostis
do poder. Dos dois modos, o público é privatizado e colonizado. O efeito é o
patrimonialismo, no entanto, essa é somente a crista da onda: o redemoinho da
submissão está submerso.
O corporativismo é outra das chagas
históricas do estamento estatal brasileiro, também responsável pela síndrome do
pequeno poder: servidores do baixo clero se julgam donos daquela minúscula
parcela do negócio público que lhes cai às mãos e ali colocam seus pequeninos
polegares. Suas digitais criam rotinas sem sentido, para se sentirem
empoderados.
O corporativismo torna o Estado empoeirado,
atrasado, atendente apenas dos interesses escusos dos donos do poder. Dono das
paróquias do pequeno poder, o Judiciário é inabalável na condução paroquial,
provinciana, cartorial, da desmotivação republicana nacional. Temos Raymundo
Faoro (jurista clássico) para entender isso.
No caso do Judiciário, pensamos que é pior;
pois, as posições são mantidas como nas castas, com tudo que o sistema de
castas permite. Especialmente o foro privilegiado, apaniguado pelos amigos num
eterno “toma lá, dá cá”.
Portanto, no miolo de uma das piores crises
morais do Supremo Tribunal Federal, hoje, nós só fulanizamos o que é uma das
piores e mais densas distorções institucionais geradas por séculos de
escravismo institucional, ao longo da formação social brasileira.
O foro privilegiado, assim como os
penduricalhos judicados, não funciona como foro das garantias constitucionais,
protetivas em favor do juízo republicano, mas, sim, instituem o seu oposto,
mantendo-se a rotina da distorção funcional, os abusos de poder, o
enriquecimento ilícito.
Essa é uma explicação conceitual da teoria
das tangas, muito evidenciada desde a permissiva reeleição de FHC e a negação
da fruição dos direitos sociais fundamentais: o primeiro golpe à Constituição
(veja-se o iluminado Paulo Bonavides).
Depois, seguimos pela Lava Jato e o Golpe de
2016: o ápice da quietude incondicional do mesmo STF (cúpula da casta) e que
agora se arrasta na lama do julgamento popular. Afinal, amigos que julgam
amigos mantém os rabos presos.
A identidade desses podres poderes sempre vem
depois da célebre frase: “Sabe com quem está falando?”. É claro que, quem nunca
fala é o povo ou, quando fala, é absolutamente ignorado. Pois bem, assim vigora
a sina do “sabe com quem está falando?”. O reverso dessa frase é o “salve-se
quem puder”. Porque, é óbvio, a regra de ouro do Estado de Direito que nunca
existiu ensina que, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Machado de Assis sempre nos disse que este é
o lema da nossa inabalável “sereníssima república” (paródia antirrepublicana) e
prestadora de serviços indizíveis publicamente. Mas que são comezinhos no
antepasto da antessala de qualquer julgador sem honra, escrúpulos e princípios.
Os marajás e os “caçadores de maracujás”
sempre existiram, com ou sem impeachment, e sempre existirão, enquanto vigorar
o “espírito público” de que: “se a regra é dura, passo por baixo; se a regra é
frouxa, passo por cima”. Não é difícil ver, de modo mimético ao boi e à
gadaiada quando furam as pastagens, que o Brasil vai na contramão e ladeira
abaixo.
Por fim, na saideira de quem é o último a
apagar as luzes, fiquemos com a maestria da canção de Zé Ramalho:
“Oh, boi!
Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber
…
Eh, oh, oh, vida de gado
Povo marcado, eh!
Povo feliz!”
(Admirável gado novo)
<><> Estamos de tangas
Joaquín é um espanhol que nasceu em outro
país. Joaquín tem algumas parcerias, um é a Pepa – que a história abraçou faz
um tempo – e a moça que chama Joaquín de véi: a moça também foi alcançada pela
história. Assim eles vão.
Nesta semana os três trocaram opiniões sobre
causos daqui. Uns babados, alguns cabeludos, outros não, como se diz. Joaquín
mesmo não tem cabelo algum. Os causos envolvem “otoridades” que se lascaram um
tanto. Eram autoridades, por algum motivo meio aleatório do poder e da sorte.
Hoje são apenas otoridades, como falam os pobres caipiras e sertanejos.
O trio da amizade, Joaquín, Pepa e a moça,
ficou chocado, um pouco mais, um pouco menos, com a sujeira que as otoridades
estão fazendo. As estripulias são daquelas que lembram brigas de crianças –
quando todas as crianças de tangas apanham, para nenhuma rir da outra.
Joaquín, depois de mastigar a informação
malcheirosa, lembrou de outro babado – desses de gente que baba mesmo –, de uns
tempos atrás, acontecido nesse país que não é a Espanha. Lá acontece também,
mas não foi dessa vez.
Naquele babado antigo, das gentes que babam e
não usam babador – iguais a hoje –, um sujeito indignado com tanta baba, pegou
um microfone em praça pública e gritou bem alto: “Estamos de tangas!!!”.
As tangas, como todos sabem, simbolizam o
causo do indivíduo ser pego de calças curtas, meio arriadas, numa visão de
mundo popular. De calças arriadas, normalmente até os joelhos, o sujeito pode
fazer muitas coisas, mas não pode correr, nem se defender. E fica preso em sua
própria imagem. Convenhamos que não é uma imagem muito agradável.
Joaquín disse – e perguntou – para Pepa e
para a moça, que chama ele de véi, se as nossas otoridades não foram, também
elas, pegas de calças curtas, arriadas até à canela. Nesse caso, que a visão de
mundo popular não recomenda que se veja, estariam todas essas otoridades de
tangas curtas e enlameadas. Parece até que ligaram o ventilador de coisa ruim.
Joaquín pensa que “estamos de tangas”, talvez
nem tenhamos trocado de tangas. Talvez ainda sejam as tangas surradas,
engomadas pelas coisas feias do passado, lastimosas porque assim não há futuro.
“Estamos de tangas!”.
Não que tenha pesadelos, mas Joaquín acorda
com essa frase na cabeça. Diz para a Pepa e para a moça, que atormenta ele
chamando de véi, que precisamos de uma teoria das tangas.
A explicação sociológica do país passaria
pela boa fundamentação dessa teoria das tangas, pois seria a história nacional
das calças curtas e enlameadas. Isso acontece quando não mais se pode esconder
a sujeira dentro dos bolsos. Ou porque a tanga é curta demais.
Nessa cena que desagrada qualquer visão de
mundo, o indivíduo fica se parecendo com o rei nu. (A música diz que está com a
mão no bolso – vai saber…).
Em todo caso, Joaquín também acredita que não
há tangas para todo mundo e, em algum momento, poderemos ter uma briga de
cachorro louco para ver quem domina o mercado das pulgas e das tangas. Há quem
prefira tangas com miçangas.
Joaquín, o espanhol que nasceu em país
errado, teria uma receita imediatista, paliativa, mas que pode funcionar. Como
se fez com o imposto das blusinhas, é preciso fazer com as tangas. É preciso
zerar a tributação das tangas, importar algumas da Argentina – lá tem bastante
– e abastecer o nosso mercado. Seria tipo zerar, acabar com o “imposto das
tangas”.
Não se sabe se essa teoria será algum dia
melhor esmiuçada, talvez seja, talvez se desista da empreitada porque haveria
muita roupa suja para lavar. Essas roupas dos países baixos são da alcunha de
cada ser. Não é razoável que o povo ainda tenha que lavar a sujeira dos outros.
É, pensando bem, talvez não se fale mais da
teoria das tangas – não há benefícios populares –, mas, uma coisa é certa: o
país passou a acordar de tangas e enfezado.
Sob essa última postagem, ainda fizemos uma
estrofe – a estrofe da pior paródia nacional.
<><> Teoria das tangas – música
Letra: [Introdução] Lá pras bandas desse
mundo, Onde a história fez morada, Tem Joaquín, tem a Pepa, E a moça
desconfiada. Espanhol de nascimento, Mas de pátria desencontrado, Acordou com
uma ideia Que deixou nóis assustado.
[Verso 1] Joaquín chamou a Pepa, Chamou a
moça também, Pra proseá dos acontecido Que ninguém explica bem. Tinha otoridade
torta, Tinha sujeira pra daná, Parecia briga de criança Sem saber quem vai
pagá.
[Verso 2] Joaquín lembrou dum causo De um
tempo que já passou: Um sujeito indignado Com a baba que sobrou. Pegou firme o
microfone, Na praça fez alvoroço, E gritou pra todo mundo: “Estamos de tangas!”
— bem alto!
[Verso 3] Disse Joaquín pra Pepa: “Escuta o
que eu pensei: Se a história explica tudo, Essa tanga eu batizei. Pra entendê
nosso país, Tem muita coisa pra estudá. Precisamos, minha gente, Duma teoria
pra explicá!”
[Refrão] Estamos de tangas! Com a calça na
canela. Estamos de tangas! Que situação mais bela! Se a sujeira sai do bolso,
Não tem jeito de escondê: Quando a tanga fica curta, Todo mundo pode vê!
[Verso 4] Nasceu então a teoria, Teoria das
Tangas, sim: Calça curta, bolso sujo, E esse causo não tem fim. É passado
embarrado, É presente engomado, É futuro sem caminho, Por destino atravancado.
[Verso 5] Joaquín teve uma ideia Pra acabá
com o embaraço: “Se zeraram as blusinhas, Zera a tanga pelo espaço! Traz da
Argentina um lote, Que lá tanga tem de sobra. Acaba com esse imposto Que a
tanga toda hora cobra!”
[Verso 6] Pepa deu uma risada, A moça quase
caiu: “Véi, de onde cê tira Essas ideia que ninguém viu?” Joaquín coçou a
cabeça E respondeu sem pensá: “Se faltar tanga no mercado, Vai ter briga pra
comprá!”
[Refrão] Estamos de tangas! Tem bordado e tem
miçanga! Estamos de tangas! Tem até tanga estrangeira! Mas o medo dessa
história É a tanga não chegá… Porque se faltar no mercado, Vai ter briga pra
comprá!
[Verso 7] Talvez um dia essa história Vá pra
mesa estudá, Com sociólogo e filósofo Tentando explicá. Mas tem roupa pra lavá,
Tem sujeira pra escondê, E o povo já tá cansado De lavá o que não fez.
[Final] Ê trem… E Joaquín foi-se embora, Com
a viola a ponteá: “Essa tal Teoria das Tangas Ainda vai dar o que falá…” “E a
Teoria das Tangas… essa ainda vai dar moda”.
<><> Que fazer? (tangas e calças
curtas na educação brasileira)
A inserção da “teoria das tangas” no campo
científico revela o mesmo padrão de indigência institucional. Em São Paulo, o
desmonte do ensino superior e da pós-graduação atingiu contornos tão drásticos
que estar “de tangas” passa a ser quase um luxo; afinal, no horizonte do
arrocho, até a última gota da pesquisa acadêmica é retirada.
Um exemplo emblemático foi a tentativa da
Fapesp de eliminar as bolsas Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) para a
graduação e o mestrado, encurtando o doutorado a seis meses, uma medida que
recuou apenas após forte pressão da comunidade científica em todo o país. Longe
de ser um ajuste técnico, a iniciativa escancara algo que Darcy Ribeiro já
debatia há décadas: a crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto
(RIBEIRO, 1979).
Trata-se da demonstração clara de que a crise
educacional brasileira não é um percalço, mas um projeto de poder, de
manutenção desse poder e, principalmente, de controle de ideias e pensamentos.
Aqui a agnotologia apresenta-se de forma cabal: a fabricação estratégica e
institucionalizada da ignorância, desenhada para desarmar a capacidade crítica
e estancar a pesquisa jovem logo na origem (PROCTOR; SCHIEBINGER, 2008).
Ao retirar o fomento na base da carreira
acadêmica, o Estado reativa o “eterno retorno ao pior”, não apenas deixando a
comunidade científica de tangas, mas expondo-a de calças curtas. Esse desmonte
da educação superior dialoga sem intermediários com a “rotina da opressão”
travada no chão das escolas públicas. Em ambos os níveis, a engrenagem opera
com o mesmo propósito: impedir que as classes populares ocupem os espaços de
alta elaboração teórica e tomada de decisão. É a erupção velada de um letreiro
que estampa constantemente: “Seu lugar não é aqui; faça o favor de desistir!”.
Romper com a histórica problemática da “vida
de gado” demanda recusar o conformismo e reconstruir meios e métodos para uma
educação pública, de tempo integral e emancipatória, que devolva ao povo o seu
legítimo “direito de pensar”. Isso exige o cumprimento rigoroso de uma cadeia
de prioridades, da acessibilidade à inclusão e, fundamentalmente, à
permanência, permitindo recompor o financiamento da ciência, assegurar a
sustentação estudantil em todos os níveis e assumir a produção do conhecimento
como um ato político de libertação.
Nesta mesma linha, podemos dizer que a
história da filosofia na educação básica é uma história de ameaças.
A primeira ameaça sofrida pela filosofia foi
posterior à Proclamação da República, após a maioria dos militares que
lideraram o 15 de novembro, positivista, afirmar a Filosofia como algo obsoleto
e assim defender sua substituição pelas ciências empíricas. E então com o
sancionamento da primeira Lei das Diretrizes e bases (LDB), em 1961, a
Filosofia passou a ser considerada apenas como matéria optativa.
O que se confirmou logo após, em 1971, quando
foi excluída definitivamente pela ditadura militar e substituída pela
disciplina educação moral e cívica (manutenção da ordem estabelecida), que
ensinava a obediência aos valores morais defendidos pelo governo vigente e
barrava qualquer atitude inconformista.
A ditadura militar no Brasil se instaurou
após o presidente João Goulart, que assumiu a presidência em seguida da
renúncia de Jânio Quadros, se aproximar de partidos da esquerda e
comprometer-se com causas relacionadas às minorias sociais, como a reforma
agrária e reforma na educação.
Nesse contexto, o discurso utilizado buscava
persuadir a população de que o governo vigente representava uma ameaça e se
baseava na ideia de que o comunismo colocava em risco o país. Inclusive, a
disciplina de Filosofia foi considerada uma ameaça durante a ditadura militar,
justamente porque propunha que as pessoas refletissem o que estava acontecendo
na sociedade (Cartolano,1985).
Com o surgimento do plano de governo “Brasil
potência” durante o regime de Emílio Médici (1969-1974), no miolo da ditadura
militar, pôs-se em foco uma educação tecnicista, introduzindo-se ensinos
técnicos no ensino médio para obter uma mão de obra qualificadas a fim de
operar máquinas e trabalhar nas metalúrgicas que se instalavam no país;
portanto, na ótica do governo, nada mais justo do que excluir a filosofia da
grade curricular e fomentar mão de obra barata para a lógica do mercado.
Tempos depois, em consonância com a Resolução
SEDUC nº 167/2025, estabeleceu-se as diretrizes para a implementação do ensino
técnico na rede estadual de São Paulo em 2026: regulamentando-se a atribuição
de aulas do Itinerário de Formação Técnica e Profissional (IFTP). Integrado ao
Novo Ensino Médio, esse modelo prevê uma formação composta por 2400 horas de
ensino geral e até 600 horas de formação técnica, apresentando-se novamente o
mesmo modelo de ajuste de mão de obra barata para o mercado.
A disciplina de filosofia só voltou a ser
obrigatória por volta de 37 anos depois, e, no entanto, com a aprovação no Novo
Ensino Médio em 2017, ela volta a ser ameaçada após o estabelecimento de uma
nova Base Nacional Curricular Comum (BNCC), na qual somente português e
matemática constam como disciplinas obrigatórias e as disciplinas de ciências
humanas não sendo obrigatórias em todos os anos e com carga horária mínima. O
que nos remete ao fato do que visto antes, a história de 1971 se repetindo em
2017.
A importância da introdução da filosofia como
disciplina obrigatória no itinerário escolar da educação básica é de extrema
urgência, uma vez que a disciplina estimula os alunos a pensarem, desenvolver o
pensamento crítico e questionar o que está acontecendo ao seu redor –
rompendo-se com o paradigma “vida de gado” e essa lógica das tangas.
Fonte: Vinício Carrilho Martinez, Ester Dias
da Silva Batista e Izabela Victória Pereira, em A Terra é Redonda

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