A
cronologia que levou à prorrogação da votação no segundo turno
O
segundo turno das eleições teve caos no fim da tarde deste domingo (25/10), com
a prorrogação da votação e a suspensão da contagem dos votos.
Os
problemas que desembocaram no cenário inédito começaram ao longo do dia, quando
surgiram denúncias sobre falhas dos sistemas de transporte público em diversos
estados.
Veja
abaixo os principais fatos que levaram à prorrogação da votação neste domingo.
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Denúncia sobre transporte
Ao
longo do dia, surgiram denúncias de ônibus retirados de circulação em várias
cidades, incluindo Salvador e São Paulo. Diante das denúncias, a coligação do
Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no
meio da tarde a extensão da votação em dez estados, a maior parte deles na
região Nordeste e Norte.
"Ao
longo do dia, as mesmas intercorrências passaram a ser registradas em diversas
unidades da Federação, sempre com o mesmo efeito: o eleitor que depende do
transporte público não chega, ou chega com grande atraso, à sua seção",
diz a ação.
Nas
redes sociais, o ministro da secretária-geral da Presidência, Guilherme Boulos,
afirma que a falta de transporte seria uma ação de prefeitos
"bolsonaristas” para impedir o voto em regiões onde o presidente Lula
venceu no primeiro turno.
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TRE ordena prisão na Bahia
Na
Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegou a pedir a prisão do
secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, devido à falta de
transporte.
Segundo
a denúncia da Federação Brasil Esperança, que reúne os partidos PT, PCdoB e PV,
o sistema de transporte coletivo urbano da capital baiana estava operando com
uma redução da frota superior a 50% em comparação aos dias úteis.
O
Procon do estado identificou 544 ônibus parados nas garagens da capital baiana.
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Mau tempo
Mais
tarde, a campanha do senador Flávio Bolsonaro também recorreu ao TSE para pedir
a prorrogação da votação em duas horas, por causa das chuvas que atingiram a
região Sul. O pedido dizia respeito a municípios em Santa Catarina, Paraná,
Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.
A
justificativa, no caso do PL, foi que os temporais haviam afetado a votação
nesses locais. Ou seja, os objetos e regiões incluídas nas petições de cada
candidato à Presidência foram distintas.
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Campanha de Lula vai ao STF
Com a
demora na decisão pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a
campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pedido similar ao
Supremo Tribunal Federal (STF).
A
petição caiu nas mãos do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que
remeteu a análise ao colega Cristiano Zanin.
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Zanin determina prorrogação
O caso
chegou ao conhecimento do STF às 16h23. A contagem dos votos foi suspensa às
17h06, com 1.225 das 499.248 seções apuradas. Haviam sido computados 335.743
votos válidos.
Ao
analisar o caso, Zanin considerou que os relatos de falta de transporte eram
graves e resolveu estender por duas horas a votação em todo o país. Quando a
notícia chegou às seções eleitorais, muitas urnas já haviam sido fechadas, o
que impossibilitava o cumprimento da ordem.
Cerca
de uma hora depois, Zanin esclareceu que a sua decisão deveria ser cumprida
apenas nos locais de votação onde as urnas ainda não haviam sido fechadas.
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Kássio Nunes se manifesta
Na
sequência, o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, emitiu um ofício
instruindo os Tribunais Regionais Eleitorais a executar a decisão da
prorrogação, especificando que ela valia apenas para as urnas que ainda
estivessem abertas.
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Apuração retomada
A
apuração foi retomada às 19h de Brasília.
Fonte:
DW Brasil

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